Vale a leitura

por Luis Borges 13 de março de 2017   Vale a leitura

Mais exames

A crise é a mãe de todas as oportunidades. Ela também ajuda a embalar os questionamentos e as discussões sobre os altos custos da saúde e as permanentes denúncias da falta de recursos para o setor. Pouco se discute sobre a gestão e os desperdícios de toda natureza. Por que são solicitados inúmeros exames de apoio ao diagnóstico de qualquer problema ou porque tantas cirurgias com bons períodos de internação hospitalar são prescritas rapidamente, embora possam ter sua real necessidade questionada? Quais modelos de remuneração dos serviços médicos seriam os mais adequados no atual momento?  É o que aborda Cláudia Collucci neste artigo publicado pela Folha.

“Hospitais privados do país adotam programas de benefícios que, entre outros critérios, premiam médicos pelo volume de exames, cirurgias e internações que realizam. Quanto mais procedimentos, mais pontos ganham na avaliação – que inclui itens como fidelização, adesão aos protocolos clínicos e atuação em ensino e pesquisa. O médico que soma mais pontos consegue mais reputação dentro do hospital e privilégios como presentes, descontos em exames para ele e seus familiares e prioridade no uso do centro cirúrgico”.

Morar em casa ou apartamento?

Como nos ensina a sabedoria popular, “sapo pula é por necessidade e não por boniteza”. Se nesse momento o dinheiro está curto, o reajuste salarial não garante a reposição da inflação e falta trabalho para profissionais de todos os níveis é mais que obrigatório se fazer uma revisão dos custos de se viver. A dor e a delícia de se viver numa casa, num apartamento de um edifício residencial ou num condomínio fechado de casas e apartamentos ajuda a pensar no beneficio e no custo de cada opção. E a sensação de segurança ou insegurança pesa para fazer quais ponderações? Uma boa contribuição para ajudar numa tomada de decisão está no artigo Trocar condomínio por casa vai além do exercício matemático, escrito por Marcia Dessen publicado pela Folha de São Paulo.

Antecipando o fim da vida vegetativa

Em princípio as pessoas desejam viver dignamente até chegar o dia de fechar os olhos dignamente também. Mas o caminho que vai do nascer ao morrer não é linear e muitos podem ser os eventos surpreendentes ao longo do trajeto. Se vier o pior e a qualidade de vida ceder espaço ao estado meramente vegetativo, será que vale a pena prosseguir? Ou cada pessoa tem o direito de registrar a sua vontade de antecipar a morte diante de condições tão desfavoráveis e indignas? Confira o artigo O tabu do suicídio assistido no Brasil: morte digna ou crime contra a vida?, publicado pela BBC Brasil. Nele é abordada a situação atual do escritor Carlos Heitor Cony, de 90 anos, que diz:

“Há casos em que os remédios já não produzem mais efeito, a família gasta um dinheiro que não tem e, pior, o paciente não tem mais condições de viver, só de sofrer. Se não há uma solução médica ou científica, o suicídio assistido é a saída mais humana que existe”

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 9 de março de 2017   Curtas e curtinhas

De novo a Reforma Tributária

De tempos em tempos a Reforma Tributária volta à pauta – tem sido assim nos últimos 20 anos. Todos querem mudanças mas não querem perder o que já têm, principalmente de antes da queda da arrecadação com tributos nesses dois anos de brutal recessão da economia. Agora a proposta é fatiar a Reforma, que poderia começar pelas alíquotas do PIS. A mudança seria feita com a redução do número de alíquotas, que cairiam de 30 para 10, por exemplo. No entanto nada de mexer no volume da receita, que aumentaria em função do reenquadramento nas novas faixas. Assim a receita da União com o PIS passaria dos 4% do total de tributos arrecadados em 2016 para 5%, com potencial para atingir até 10% nos próximos 5 anos. Depois virão a COFINS, o ICMS…

Será que dessa vez vai?

Sem correção no IR

O Orçamento da União para 2017 tem como premissa a correção da tabela do Imposto de Renda retido na fonte em 5%. Mas, até agora, nenhum sinal de que isso vai acontecer, pois é uma boa forma de aumentar a arrecadação federal sem criar um novo tributo. Vale lembrar que de 1996 a 2016 (20 anos) o IPCA do IBGE, índice que mede a inflação oficial, subiu 276% e a tabela do Imposto de Renda foi corrigida em 109%. Se fosse energia elétrica, telecomunicações, medicamentos, transportes e demais preços administrados, significaria aumentos sempre superiores sob o álibi de especificidades do segmento.

Depois do carnaval

Deputados Federais e Senadores voltaram efetivamente ao trabalho na terça, dia 7, após um recesso de 12 dias que incluiu o pré-Carnaval, o Carnaval dos 4 dias oficiais e a recuperação dos pós-Carnaval a partir da Quarta-feira de Cinzas. Quantos deles continuarão em jejum e abstinência do trabalho até o final da Quaresma, quando todos já estarão na plenitude do recesso da Semana Santa? A Câmara dos Deputados e o Senado custam diariamente 27,8 milhões de reais segundo levantamento da ONG Contas Abertas.

Feriados sem emenda no TJMG

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais decidiu, em 24/02, que seus servidores públicos, inclusive desembargadores, não poderão emendar as segundas-feiras que antecedem um feriado na terça ou a sextas após um feriado na quinta. Será que outros órgãos públicos e empresas estatais serão “contaminados” por essa medida ou continuarão com a lógica do ponto facultativo? Dá para imaginar qual seria o impacto dessa medida para ajudar no aumento da produtividade da lenta justiça?

Em tempo: os desembargadores têm direito a duas férias anuais de 30 dias, ambas com gratificação de férias de 1/3 do valor do salário. Isso fora o recesso que começa antes do Natal e termina após o Ano Novo (em torno de 20 de dezembro a 10 de janeiro).

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Já faz tempo que o ano novo começou para nós, ele que veio acompanhado de todos os tributos característicos dessa época tais como o IPTU e IPVA. Logo em seguida tivemos a volta às aulas, o “esquenta” para o Carnaval e os 4 dias oficiais da folia. Até a Quarta-feira de Cinzas já passou, trazendo consigo a declaração do imposto de renda da pessoa física e o convite para a reflexão nesses 40 dias chamados de Quaresma no mundo dos cristãos católicos. É hora de muita observação e análise, de se penitenciar diante de erros reconhecidos e também de ação no sentido da melhoria a ser implementada em novas posturas e atitudes numa sociedade que se quer civilizada.

Mas que esperanças realistas temos de que efetivas mudanças ocorrerão rumo ao bem estar social mais abrangente contrapondo-se à exclusão sistêmica? Ainda é cedo para nos iludirmos com os primeiros sinais e indicadores mostrando o início da “despioria”. Por mais que os condutores do país queiram soltar foguetes para anunciar o fim da brutal recessão econômica, usando um ponto de vista meramente técnico, eu digo que “ainda é cedo, amor”. O tempo quaresmal nem faz cócegas diante de tantos problemas crônicos. Não nos esqueçamos que a crise política e partidária ainda continua longe de uma solução adequada, notadamente entre os coligados em torno do governo federal com os devidos tentáculos nos outros poderes constituídos. Vale lembrar que, na média, o país encolheu algo em torno de 10% e que 13 milhões de desempregados não se recolocarão no mercado de trabalho de um dia para o outro, com uma simples proclamação de que a recessão econômica acabou. Segundo economistas a renda per capita dos brasileiros em 2013, que foi de 30.800 reais, só será superada em 2023, quando atingirá 31 mil reais segundo projeções realistas. Por outro lado, a incerteza política aumenta diante de cada revelação da operação Lava Jato, que mostra como a imensa maioria dos políticos e seus partidos são farinha do mesmo saco e têm o mesmo foco no poder. Para isso, os meios justificam os fins.

Muita água ainda vai passar debaixo dessa ponte, inclusive os gritos que poderão voltar das ruas. É o que prenuncia a tentativa de aprovar “na marra” a Reforma da Previdência e a Trabalhista. Isso enquanto a economia mal saiu da unidade de terapia intensiva, com a redução da taxa básica de juros, e o impopular Presidente da República faz malabarismos para se garantir no cargo que alcançou através do impeachment.

Ainda teremos a quaresma de 2018. Como será?

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* por Sérgio Marchetti

Muitas pessoas com as quais convivo profissional e pessoalmente têm me confidenciado sobre a dificuldade de se relacionar, principalmente com seus filhos, num mundo de muita tecnologia e pouco afeto. Dizem, e concordo, que com o advento da tecnologia – recurso no qual os jovens levam imensa vantagem sobre os mais velhos – a geração Y e as posteriores se tornaram as classes de jovens mais poderosas de toda história. O domínio da tecnologia gera essa sensação de superioridade e contribui para que os filhos pensem que sabem mais do que os pais, por exemplo.

A história, entretanto, nos revela que a juventude sempre trouxe esses arroubos, seguidos de muita coragem e vontade de mudar as regras. Não é novidade que as novas gerações também estejam passando pelo mesmo arrebatamento. A compulsão de sugar a seiva da vida com toda a força, e dela usufruir em sua plenitude, também não é atual.

O que é novo, revelado em estudos, é que a humanidade está se tornando cada vez mais fria e solitária. O mundo evoluiu e os sentimentos de empatia estão agonizando. Mas a essência das coisas é a mesma de 500 ou mais anos.

Quisera que fossem apenas os jovens os praticantes do egocentrismo. Mas não são. Os mais maduros também esfriaram seus sentimentos e se isolaram em seus casulos cibernéticos. O grande estudioso Daniel Goleman informa que em hospitais e consultórios dos Estados Unidos os médicos que dão mais atenção e que realmente focam no problema do paciente conseguem resultados melhores no tratamento de doenças. Relata que profissionais que são processados não cometem mais erros do que os seus colegas. Mas têm menos afinidade e pouco relacionamento com seus pacientes. O estudo também constatou que os processados agem tecnicamente, não perguntam sobre as preocupações dos enfermos e nem respondem a todas as suas dúvidas. Alguns professores se comportam de forma semelhante e, mesmo tendo muito conhecimento do assunto, ensinam de forma mecânica, centrados apenas em suas teses. O resultado é o insucesso da aprendizagem. Talvez seja bom lembrar que por trás dessas atitudes se esconde uma doença chamada Alexitimia (indivíduos que não sabem o que sentem e não imaginam como o outro pode estar se sentindo) e que essas atitudes precisam ser tratadas antes que a prática do relacionamento se torne irreversível.

Diante de relatos como esses, chego à conclusão de que está faltando empatia, porém, está sobrando antipatia. Tornou-se comum nos depararmos com pessoas que fazem questão de ser grosseiras e arrogantes. Pessoas que não passam de meros figurantes no teatro da vida, mas que roubam a cena e se julgam protagonistas e, em seus desvarios, pensam ser celebridades.

Mas a família do phatos (sentimento) não para por aí. Felizmente tem uma prima que se chama simpatia. Pois ainda encontramos cidadãos educados que, como diria meu avô, têm berço e classe. São homens e mulheres que, não tendo que mascarar sua trajetória, caminham com leveza e emprestam luz aos que vivem nas sombras. Bem-aventuradas sejam essas criaturas porque são uma raridade num mundo tão cruel e hipócrita.

A família tem ainda mais um parente, a apatia – uma tia ranzinza e sistemática – que é outro mal que nos acomete. E é muito grave. Vejamos a situação da sociedade diante dos crimes. Apatia total. Enquanto ficamos escondidos atrás das grades de nossas casas, ladrões e assassinos têm liberdade para fazer o que quiserem, impunemente.

O que posso dizer àqueles que desabafam comigo sobre as dificuldades de relacionamento é que os sinais nos indicam que aí vêm chuvas e trovoadas. E que teremos que aprender e reaprender a conviver com novos valores e a vencer obstáculos continuamente.

Willian Shakespeare já previa todas essas tendências com uma visão futurista tão incrível que nos deixou o legado da visão para enfrentarmos as dificuldades e mudarmos de atitude. Recorro aos seus versos para buscar um alento que me proporcione sabedoria para encarar os novos desafios e encontrar caminhos alternativos. Com Shakespeare a gente aprende que depois de algum tempo as mudanças nos provam que nada era impossível. Aprende que deve ter iniciativa e buscar a adaptação.

“Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,

O mundo não para, para que você o conserte,

Aprende que tempo é algo que não pode voltar para trás.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,

Em vez de esperar que alguém lhe traga flores.”

* Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br.

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A marchinha é um gênero musical que está sempre presente na festa popular que é o Carnaval, abordando com muito humor e irreverência diversos aspectos do cotidiano no país.

A história registra a primeira marchinha do Carnaval brasileiro em 1899, a sempre lembrada “Ô abre alas”, de Chiquinha Gonzaga.

Para o Carnaval deste ano tivemos marchinhas para todos os gostos, mas destaco aqui as 5 finalistas do concurso de marchinhas Mestre Jonas, em Belo Horizonte. A campeã foi “O Baile do cidadão do bem” seguida por “Solta o cano”, “Pinto por cima”, “Puxa Saco” e “Nesse carnaval”. Neste link é possível ouvir todas as finalistas.

Se hoje é grande a liberdade de manifestação e de expressão, vale lembrar que nem sempre foi assim ao longo da nossa história. Um bom exemplo foi o carnaval de 1944, quando o grande sucesso foi a marchinha “Eu brinco”, de autoria de Pedro Caetano e Claudionor Cruz cantada por Francisco Alves. A História registra em 1943 a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial e a forte censura que a Ditadura do Estado Novo do Presidente Getúlio Vargas fazia às diversas formas de manifestação política. A crise econômica se acentuou com a participação na guerra e o Carnaval de 1944 estava ameaçado de não acontecer, o que gerava tristeza em muita gente. Além disso, a sátira política estava na clandestinidade, pois a ditadura era plena. Então teve início uma campanha para se garantir a realização do Carnaval ainda que as marchinhas abordassem temas mais líricos, folclóricos e de exaltação. Esse foi o contexto que permeou o surgimento da marchinha “Eu brinco”.

Fica o convite para ouvir a música e acompanhar a letra.

Eu brinco
Fonte: Letras.mus.br 

Com pandeiro ou sem pandeiro
Eh eh eh eh, eu brinco
Com dinheiro ou sem dinheiro 
Eh eh eh eh eu brinco

No céu a lua caminha 
Tão triste sozinha
Pra não ser triste também
com pandeiro ou sem pandeiro
meu amor, eu brinco

Com pandeiro ou sem pandeiro
Eh eh eh eh eu brinco
Com dinheiro ou sem dinheiro
Eh eh eh eh eu brinco

Tudo se acaba na vida
Morena querida 
Se o meu dinheiro acabar
Com dinheiro ou sem dinheiro
Meu amor, eu brinco
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Sempre que tenho uma oportunidade abordo a importância da capacidade de observação e o quanto ela deveria ser intensa para todos os seres humanos. Na semana passada conversei com um profissional especialista em gestão de pessoas que trabalhou durante a semana em Belo Horizonte e hospedou-se no bairro Santo Agostinho. Em suas caminhadas pelo bairro nos finais das tardes do ainda agonizante horário de verão ele descobriu a Praça da Assembleia, oficialmente Praça Carlos Chagas. Ele se considera muito observador e se diz sempre movido pela curiosidade de entender os fenômenos e os processos que geram as coisas no seu entorno. Foi assim ao olhar e mirar nas árvores da praça que descobriu uma contendo um fruto de tamanho menor que o de um melão.

Logo após o seu tempo de contemplação, que terminou com as fotografias postadas aqui, ele se informou mais sobre a árvore. O nome dela é abricó de macaco, também conhecida como “castanha” ou “cuia de macaco”, de origem amazônica, muito usada em arborização de praças de cidades brasileiras. O fruto produzido por ela não serve para o consumo humano, devido ao mau cheiro que exala quando é cortada. O macaco é um dos animais que consegue comê-la.

Dando sequência à sua busca de informações, o profissional ficou sabendo que a Praça da Assembleia é a segunda maior de Belo Horizonte no quesito extensão territorial, só perdendo para a Praça do Papa no bairro Mangabeiras nas proximidades da Serra do Curral.

E você, o que tem observado nas suas andanças pela cidade? Compartilhe nos comentários.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 21 de fevereiro de 2017   Curtas e curtinhas

Tentando combater a impopularidade

A estimativa de contração do PIB em 4,3% em 2016 e apenas 10% de avaliação positiva do Presidente da República Michel Temer ajudam a sacramentar a impopularidade presidencial. Também pudera, só de desempregados já são quase 13 milhões. Medidas pontuais para tentar ganhar algum fôlego começaram a ser tomadas com a liberação das contas inativas do FGTS, isentas de Imposto de Renda, e nova forma de financiar os débitos rotativos dos cartões de crédito após 1 mês da dívida. Agora a proposta é mexer na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física passando o limite de isenção de R$1.900,00 para algo em torno de R$8 mil. Resta saber se a Receita Federal vai aceitar abrir mão dessa receita. Afinal de contas o dinheiro faria falta para o atingimento da meta de R$139 bilhões de déficit público prevista no orçamento de 2017.

Dólar próximo de R$3,00 e a gasolina a quanto?

A atual política de preços da Petrobras para combustíveis como a gasolina e o óleo diesel está atrelada à cotação do petróleo no mercado internacional e à variação cambial em tempo real. Será que dá para esperar alguma redução de preços nas bombas dos postos ou isso será no máximo para as refinarias? Se fosse o contrário, os preços subiriam imediatamente.

As 10 medidas contra a corrupção

O projeto de iniciativa popular contendo 10 medidas contra a corrupção no Brasil não pode ser desfigurado em sua votação na Câmara dos Deputados com a introdução de novos itens no texto. O Ministro Luiz Fux, do STF, determinou a volta do projeto à Câmara para nova análise e votação, conforme determina a Constituição Federal. O Presidente da Câmara disse que vai aguardar uma decisão final do plenário do STF (quando será?) e fala que é preciso verificar a autenticidade das assinaturas de 2 milhões de eleitores.

Autenticar uma assinatura num cartório de Minas Gerais custa, este ano, R$6,29. Imagine o tempo que a Câmara dos Deputados poderá ganhar com essas duas medidas protelatórias e a oportunidade de negócios que os cartórios do país estão perdendo ao não fazer esse serviço de autenticação tão ao gosto da burocracia brasileira.

Planos de saúde em queda livre

Segundo dados divulgados pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar 300 mil planos de saúde foram cancelados em janeiro de 2017. Outros 1,3 milhão de planos já haviam sido cancelados no ano de 2016. Além das diversas consequências da forte contração econômica vale lembrar também que os reajustes desses planos tem ficado sempre bem acima da inflação e, em alguns casos, chegado até a 16%. Estima-se que 47 milhões de pessoas sejam beneficiárias, hoje, das diversas modalidades de planos de saúde suplementar com seus variados limites técnicos enquanto a população brasileira foi estimada em 206 milhões de habitantes em 2016 segundo o IBGE. Como você avalia a sua capacidade para se manter num plano de saúde que tenha um nível de qualidade adequado às suas necessidades?

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