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por Luis Borges 10 de setembro de 2017   Vale a leitura

Cresce o trabalho informal

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios feita pelo IBGE no trimestre que vai de maio a julho mostrou que a taxa de desocupação caiu para 12,8%. Entretanto coube ao trabalho informal a responsabilidade por praticamente 2/3 das oportunidades criadas. Se a fiscalização das condições em que são realizados os trabalhos contratados através do registro em carteira profissional já deixa muito a desejar, dá para imaginar o que se pode esperar do trabalho informal. O jornalista Leonardo Sakamoto aborda alguns aspectos ligados às condições de trabalho no artigo Com fiscalização capenga, Brasil quer crescer com trabalhadores sem direitos.

“a fiscalização não é apenas uma questão de garantir direitos a quem está vivendo à margem da legislação, mas também aumentar a arrecadação do Estado, uma vez que ela leva ao pagamento de tributos e contribuições sociais e previdenciárias. Em momentos de crise de orçamento, portanto, reduzir o poder arrecadatório é um contrassenso”.

Discurso de ódio

A sociedade que se pensava civilizada, plural e capaz de fazer abstrações em busca de formulações para resolver seus problemas também é capaz de se encistar, polarizar posições e disseminá-las em grupos e redes como a única expressão da verdade, sem menor espaço para a relatividade. Nesse sentido é interessante refletir sobre a abordagem que Luiz Sperry faz sobre o tema em seu artigo Por que o discurso de ódio dá tantos likes?, publicado em seu blog.

“Talvez exista dentro da gente um demônio oculto. Um demônio que deseja nos levar para o abismo, nada menos que o aniquilamento total, que é a nossa própria morte. Porque afinal é só na morte que se encontra a paz absoluta. O resto é perrengue, sofrimento, incertezas e frustrações, enfim, a vida. A esse demônio, a esse lado negro da Força, a psicanálise chama pulsão de morte. Ela está dentro de nós sussurrando: “vem, meteoro!””

Paciência no condomínio

O dia-a-dia da vida num condomínio residencial, independente do seu porte, continua cada vez mais complexo e exigindo muita paciência diante do comportamento daqueles que pensam que o prédio é só deles. O indivíduo busca resolver o seu lado, sem se preocupar com o impacto que isso pode trazer para o coletivo dos moradores. Como não temos possibilidades de ficar livres dessa modalidade de moradia o jeito é atuar em busca da melhoria contínua da gestão com mais participação dos moradores e aprimoramento das regras de convívio. O advogado Márcio Rachkorsky aborda aspectos do tema em seu artigo Condomínios precisam punir de forma mais severa moradores barulhentos, publicado pela Folha de São Paulo.

“Há muitos anos que o tema barulho é recordista disparado de conflitos e litígios entre vizinhos, mas a situação parece estar chegando num ponto insustentável, e os condomínios precisam encontrar soluções concretas e efetivas, inclusive com punições mais severas aos que transformam a vida dos outros num verdadeiro inferno.”

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por Luis Borges 27 de agosto de 2017   Vale a leitura

Os custos de uma herança

São muitas as pessoas que sonham em receber uma herança diretamente dos pais ou mesmo de avós, tios e padrinhos. Quem também ficará de olho no seu possível ganho será o estado da Federação em que ocorrer o inventário, pois o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos – ITCD pode chegar a até 8% do valor dos bens envolvidos. Também existem os custos dos honorários dos advogados que trabalham no inventário, que necessitam ser muito bem negociados. Como as pessoas não gostam de conversar muito sobre a morte, muitas delas acabam sendo surpreendidas pela falta de conhecimento sobre a legislação que envolve a destinação dos bens de quem parte desta vida. Muitas são as possibilidades e decisões que podem ser tomadas ainda em vida e com lucidez, inclusive para reduzir custos nos momentos futuros. É esclarecedora a abordagem de vários aspectos sobre o tema feita por Marcia Dessen em seu artigo Doação pode reduzir custo de inventário publicado pela Folha de S. Paulo.

“A doação em vida pode reduzir os custos do inventário. Quem tem herdeiros necessários precisa deixar claro que a doação feita a eles não é adiantamento da herança e, portanto, não deve ser incluída no inventário. Essa medida reduz as custas do inventário e honorários advocatícios”.

Pragmatismo no trabalho

Em tempos tão difíceis para quem vende ao mercado a sua capacidade de trabalho continua em pauta a permanente discussão sobre fazer o que se ama ou amar o que se faz. Sobreviver, viver e crescer competindo num jogo que às vezes vai muito além das regras estabelecidas acaba sendo um desafio permanente que exige altas doses de resiliência. Gabriela Guimarães e Veridiana Mercatelli apresentam suas percepções sobre o amor ao trabalho no artigo Sabe aquela história de que é preciso amar seu trabalho? É mentira, publicado pelo UOL Comportamento.

“Diversão eu tenho com meus amigos, minha namorada, minha família. Trabalho, para mim, é só uma maneira de pagar minhas contas e bancar meus momentos de lazer. Quando comecei a pensar assim, parei de sofrer tanto por trabalhar com algo de que não gostava.”

Incentivos para os devedores de tributos

Os altos índices de pessoas físicas e jurídicas inadimplentes com os seus tributos tem contribuído para a queda da arrecadação da União, estados e municípios. Como suas despesas continuam crescentes e eles não conseguem reduzir seus custos nem pelo combate ao desperdício, o jeito é lançar promoções com ótimos descontos e longos prazos de pagamentos para os devedores. Isso acaba também estimulando atrasos por parte de quem passa a contar com uma futura condição melhor e pode desestimular quem paga seus tributos rigorosamente em dia. É o que aborda Gesner Oliveira em seu artigo Ser bonzinho demais hoje com quem deve impostos é garantia de calote futuro.

“Se as empresas e pessoas físicas sabem que haverá oportunidade de refinanciamento do pagamento de impostos em termos comerciais de pai para filho, ninguém vai querer pagar. Ser bonzinho demais com quem deve impostos não só significa calotes no futuro como vai acabar com a galinha de ouro e irá ampliar o drama fiscal do país”.

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por Luis Borges 8 de agosto de 2017   Vale a leitura

Sonhar até quando?

Os sonhos fazem parte de nossas vidas e nos acalantam pelos caminhos que trilhamos. Mas muitos são os desafios e obstáculos que precisam ser vencidos até que tudo se torne realidade e possa gerar bem estar. Entretanto muitos são os casos em que não podemos ou não conseguimos prosseguir, insistindo em realizar algo para o qual não temos mais capacidade de processo. Encarar a situação com realismo pode nos ajudar a perceber os sinais da chegada aos limites. É o que aborda o artigo Quando desistir de seus sonhos? publicado pelo site Finanças Femininas.

“Existem sinais de que as coisas não estão funcionando. Um deles é quando, em vez de estimular e instigar, o caminho se transforma em um fardo. Sabe aquele momento em que é difícil levantar da cama ou enxergar um propósito para tanto esforço? Este pode ser o sinal de que está na hora de revisitar sua missão. Porém, tome cuidado para não confundir este sentimento com o cansaço que correr atrás de seu sonho pode causar – e, sim, isso acontecerá”.

Tecnologia demais também cansa

O contínuo avanço tecnológico traz muitas possibilidades para tornar a vida das pessoas cada vez melhor. Mas a que ponto e a que custo? Tudo vai ficando tão automático e tão volátil que às vezes deixamos de lembrar que as artes manuais também podem nos trazer muita satisfação e ajudar a atenuar muitos dos males contemporâneos que nos incomodam. É o que aborda Suzana Herculano-Houzel no artigo Trabalhos manuais podem criar prazer e felicidades tangíveis, publicado pela Folha de São Paulo.

“uma das maiores fontes de prazer para nós humanos é construir algo com as mãos. E poucas pessoas ainda fazem isso em seu dia a dia… Em meu trabalho, construo conhecimento que ocasionalmente ganha vida em papel, materializando-se em artigos e livros. Meu jardim, ao contrário, é tangível toda vez que olho pela janela ou coloco meu chapéu e luvas”.

Sorte também ajuda no sucesso?

Estamos atravessando tempos bastante difíceis em que a crise política não dá sinais que vai chegar ao fim e a economia reage lentamente após forte recessão. Continuar se preparando permanentemente para aproveitar as raras oportunidades que vão surgindo é praticamente uma obrigação para quem continua acreditando que as coisas ainda podem melhorar. Muitos até esperam ter um pouco mais de sorte enquanto outros não contam com o azar. Isso faz parte da abordagem de Reinaldo Polito em seu artigo Será que para ser bem sucedido na carreira é preciso ter sorte? publicado pelo portal UOL.

“Baseado na minha experiência e analisando a carreira de alguns que se saíram mal e de outros que triunfaram, tenho constatado que a realização depende de vocação, preparo, oportunidade, sorte e muita dedicação. Portanto não acredito que um desses ingredientes, isoladamente, possa levar uma pessoa a ser vitoriosa”.

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por Luis Borges 4 de julho de 2017   Vale a leitura

Quando nada parece capaz de nos surpreender

A sociedade brasileira prossegue polarizada na luta política e seus desgastados líderes não têm conseguido apresentar soluções para a superação de tantos problemas. Mas o que mais cresce mesmo é a quantidade de pessoas que estão descrentes ou que não se sentem representadas pelo que aí está. O passar do tempo vai deixando as pessoas cansadas e também sem energia na medida em que todo dia traz mais agonia na difícil arte de sobreviver. O que precisa acontecer para dar uma sacudida geral diante da inércia quase generalizada da sociedade? O jornalista Ricardo Kotscho apresenta o seu sentimento sobre o assunto no artigo Quando nada parece capaz de nos surpreender publicado no blog Balaio do Kotscho.

“Sabemos todos o que não queremos mais. Mas onde encontrar um projeto nacional, e não apenas um projeto de poder, para colocar no lugar, e líderes capazes de implantá-lo, como aconteceu agora na França e em tantos outros países ao longo da História nos momentos de crise profunda?”

Dinheiro para o negócio próprio

Um dos maiores erros de quem tenta abrir o seu próprio negócio é não conhecer a fundo, em detalhes, qual será o capital a ser investido para colocá-lo de pé e para garantir a sua operação até obter a necessária sustentabilidade. Isso é o que aborda Alberto Ajzental no artigo Vai abrir um negócio? Saiba como calcular investimento e capital inicial , publicado pelo portal UOL.

“Quanto melhor o detalhamento da previsão de capital inicial e quanto mais pesquisas de preços realizarmos, mais próxima à realidade será a previsão. Porem, isto dá mais trabalho. Nas primeiras previsões utilizamos números aproximados para ter uma ordem de grandeza do investimento que servirá de base no cálculo de viabilidade econômico financeira a ser realizado.”

Como combater a falta de tempo?

São comuns as reclamações de pessoas alegando falta de tempo para fazer muitas coisas desejadas. Como é mais fácil falar sobre o resultado indesejável que é gerado, melhor seria pensar nas causas que levam a ele e agir para combatê-las. Uma proposta que pode ajudar nesse sentido foi feita por André Forastieri em seu artigo Você não tem tempo para nada? Te ensino em cinco minutos como resolver isso – e é pra já! .

“Parece difícil viver sem aplicativos de mensagem e redes sociais. Pelo contrário, é muito fácil e você vai se acostumar em alguns dias, porque é absolutamente natural. Artificial é estar o tempo inteiro conectado, o tempo inteiro ansioso que está perdendo algo importante, o tempo todo recebendo um monte de abobrinhas em grupos de WhatsApp, bobagens sobre celebridades ou o escândalo do dia no Facebook etc.”

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por Luis Borges 18 de junho de 2017   Vale a leitura

É obrigatório ter filhos?

Os números tem mostrado como está aumentando a quantidade de casais brasileiros que optam por não ter filhos. Muitas são as mulheres que estão tendo filhos na faixa etária de 30 a 37 anos. Além disso, a taxa média de fecundidade das brasileiras está em 1,7 filhos por mulher e o IBGE projeta que ela chegará em 1,51 em 2030.

Mas isso não impede que os eternos patrulheiros continuem cobrando as escolhas feitas por quem decidiu não ter filhos. Mirian Goldenberg aborda o tema em seu artigo Ter ou não ter filhos: eis a questão, publicado pela Folha de S. Paulo.

“A opção por não ter filhos está se tornando cada vez mais ampla e legítima em nosso país, como já acontece em outras sociedades. Cada casal, cada mulher e cada homem têm o direito de escolher livremente a sua forma de viver, de amar e de ser feliz, sem sofrer preconceitos e violências”.

Até que ponto dá pra conversar?

Frequentemente tomamos conhecimento que alguém do nosso convívio social “bateu boca” ou foi além do limite numa discussão com outro alguém por causa da crise política brasileira. Intolerância e ódio têm imperado em muitos casos de extrema polarização que mostram pouca civilidade e falta de inteligência estratégica. É o que aborda Reinaldo Polito em seu artigo Discutir política é o prato do dia, mas fuja de confrontos desnecessário, publicado pelo portal UOL.

“estabelecer conflitos desnecessários, discutindo questões políticas, guiados pela emoção, é insensato. Correr o risco de romper relacionamentos duradouros apenas por querer ganhar discussões dessa natureza é decisão que precisa ser refletida e ponderada com tranquilidade e inteligência. E já que vamos pensar nas consequências de discutir desnecessariamente as questões políticas, coloquemos no pacote também a religião e o futebol. Não é para deixar de conversar sobre esses temas, mas, sim para avaliar se vale a pena discutir essas questões na tentativa de tornar nossa maneira de pensar vitoriosa”.

O negócio que você ama também precisa de gestão

São muitos aqueles que sonham em trabalhar no negócio que amam e buscam implementá-lo pensando que tudo só será alegria e que sempre haverá tempo para se fazer com prazer o que foi tão sonhado. Mas sair da zona de conforto e partir para o risco do tão desejado negócio próprio não dispensa o empreendedor de colocar em prática um método para a gestão do empreendimento. Um interessante relato sobre o que pode estar aguardando um futuro dono de seu próprio negócio foi feito por Alberto Ajzental em seu artigo Para ter um negócio, fazer o que ama é importante, mas só isso não basta, publicado pelo portal UOL.

“Há inúmeros casos nos quais começamos o negócio levando em consideração nossas paixões, mas, com o tempo, pode ocorrer de nos distanciarmos da atividade específica de que gostamos para virar gestores. É importante saber que isso pode ocorrer, para não gerar frustrações. Não devemos perder de vista que ser o responsável principal pelo negócio pode força-lo a se dedicar a atividades outras que não somente àquelas sonhadas”.

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por Luis Borges 27 de maio de 2017   Vale a leitura

Ninguém está imune à depressão

Quem vê um padre da Igreja Católica exercendo suas diversas atividades ao longo de uma semana nem sempre imagina que ele pode ter algum problema mais grave em sua vida cotidiana. Celebrar uma ou mais missas todos os dias, que exigem um mínimo de preparação, fazer suas orações e leituras individuais, realizar casamentos, batizados, confissões, unção dos enfermos e atividades pastorais na comunidade, ministrar aulas, dirigir escolas… fazem parte de uma agenda com hora marcada para acontecer. Mas como será que eles, que não são infalíveis, enfrentam os seus problemas emocionais, de saúde, financeiros ou políticos em suas congregações religiosas e nas diversas instâncias da Igreja Católica Apostólica Romana? De vez em quando surgem notícias dando conta de que alguma coisa aconteceu fora do esperado, inclusive um suicídio. É o que aborda a BBC Brasil em seu artigo Depressão no altar: quando padres e sacerdotes precisam de ajuda.

“O grau de exigência da Igreja é muito grande. Espera-se que o padre seja, no mínimo, modelo de virtude e santidade”, afirma o psicólogo William Pereira, autor do livro Sofrimento Psíquico dos Presbíteros (editora Vozes). Qualquer deslize, por menor que seja, vira alvo de crítica e julgamento. Por medo, culpa ou vergonha, muitos preferem se matar a pedir ajuda”, diz”.

Super ricos são os que pagam menos impostos

A concentração de renda nas mãos de poucos brasileiros é uma das características que mais chamam a atenção sobre a desigualdade que persiste no país. Várias são as maneiras de demonstrar isto através de fatos e dados, mas um bom exemplo pode ser mostrado pela cobrança do Imposto de Renda. Os números mostram que proporcionalmente quem ganha mais paga menos. É o que mostra Mariana Carneiro em seu artigo Imposto efetivo pago por super rico é menor que o de rico, diz Receita, publicado pela Folha.

“Super ricos são aqueles que tiveram, em 2015, renda média mensal tributável de R$ 135 mil, segundo dados apresentados pelo secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Eles representam apenas 0,1% daqueles que declararam o IR de 2015 e o Imposto de Renda devido representou 9,1% de sua renda bruta. Já os ricos, aqueles com renda tributável média de R$ 34 mil -e que são 0,9% do total de contribuintes- pagaram o equivalente a 12,4% de sua renda bruta”.

Você está precisando de um treinador?

Muitas vezes você chega a um ponto em que reconhece estar necessitando de ajuda para solucionar um problema profissional ou até mesmo pessoal. Por outro lado começa a procurar essa ajuda, mas não quer que ela seja demorada ou que se eternize. A expectativa é que tudo se resolva num espaço mais curto de tempo, 8 a 12 sessões em no máximo 4 meses, para que a vida prossiga em busca dos resultados esperados. Esse profissional é o Coach (Treinador) que está presente no mercado fazendo seu trabalho de coaching (treinamento) de uma pessoa (coachee). Encontrar um profissional de qualidade nem sempre é tarefa tão fácil, pois a proliferação de pessoas sem perfil adequado e com formação deficiente atuando no setor é uma realidade. Conheça mais sobre o tema no artigo Coaching ajuda a alcançar metas, mas é preciso ter cuidado com falsos gurus, escrito por Carolina Muniz e publicado pela Folha de S. Paulo.

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por Luis Borges 4 de maio de 2017   Vale a leitura

Rebaixar o currículo

A necessidade de sobrevivência imediata pressiona muitos candidatos que buscam oportunidades de trabalho a entender mais rapidamente as causas de seus insucessos nos processos seletivos. Muitos deles acabam percebendo que é preciso gerenciar o currículo, apresentando apenas as competências e habilidades mais voltadas para o nível da vaga aberta, principalmente após terem perdido oportunidades em que seus atributos estavam muito acima das expectativas do contratante. O que fazer diante desse tipo de necessidade? É o que aborda a BBC Brasil no artigo Esconder qualificações no currículo: a tática para conseguir emprego que floresce na crise.

“Assumir um cargo com currículo muito acima do necessário implica certos riscos, apontam especialistas em mercado de trabalho.

O primeiro é a dúvida – muitas vezes legítima – da empresa sobre o porquê da candidatura, e a suspeita de que o profissional deixará o emprego tão logo consiga algo melhor.

O segundo é o receio de que o funcionário se desmotive rapidamente ou fique ansioso por uma promoção que a empresa não pode oferecer”.

Valor da aposentadoria

Apesar da grande discussão sobre a Reforma da Previdência, ainda que nem sempre haja muita profundidade ou mesmo transparência suficiente nos números oficiais apresentados, uma dúvida que sempre fica no ar é se o valor da aposentadoria será suficiente diante de tantas necessidades. Dessa dúvida só ficam de fora os servidores públicos que recebem supersalários.

O desafio será sempre no sentido de se conseguir guardar um pouco do que se conseguiu ganhar durante algumas décadas da vida. Mas como tornar isso possível? Márcia Dessen mostra um caminho em seu artigo Poupar deixou de ser uma escolha.

“O valor que investimos hoje para a aposentadoria é determinante para acumular um montante maior ou menor no futuro. Além do valor, é importante que seja frequente, todos os meses. Não espere sobrar, não vai sobrar. O desafio será poupar para o futuro sem nos privar do bem-estar no presente.”

A nova classe trabalhadora

A emergência de uma nova classe trabalhadora é permeada por especificidades nem sempre bem observadas, como revela a mais recente pesquisa da Fundação Perseu Abramo sobre a periferia de São Paulo. Assim começa o artigo Os valores da nova classe trabalhadorade Marcio Pochmann, Presidente da Fundação, ao analisar e tirar conclusões sobre os resultados apresentados pela pesquisa. Pochmann encerra seu artigo publicado pela Folha de S. Paulo afirmando que:

“A ascensão pelo trabalho e o sucesso pelo mérito combinam-se com os valores mais coletivistas relacionados à atuação do Estado e à ampliação da inclusão social. Esse novo caldo exigirá renovações tanto na forma quanto no conteúdo das políticas públicas!”

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por Luis Borges 20 de abril de 2017   Vale a leitura

Muda-te a ti mesmo

Às vezes nos defrontamos com situações em que um amigo, um colega de trabalho, um parente estão enfrentando problemas na vida pessoal ou profissional. Num primeiro impulso muita gente assume o problema do outro e já começa a ditar soluções, na expectativa de que tudo será feito conforme as recomendações dadas. Se isso não acontece, logo vem a frustração por não ter sido ouvido. Mas, como assim se a pessoa nem pediu ajuda? É o que aborda Paula Abreu no artigo Isso não é da sua conta.

“o que vale é começar a tomar consciência quando dentro de você acontecer esse impulso, esse movimento, essa dinâmica. Assim, da próxima vez que pegar seu ego no pulo, querendo ‘ajudar” alguém a mudar, pergunte-se: “Eu mesmo, aqui do alto da minha sabedoria sobre “o que é melhor para o outro”, já fiz tudo que poderia fazer para modificar os incômodos da minha vida? (Talvez, inclusive, começando pela vontade irresistível de mudar o outro?!)

Caso a resposta seja não, abrace esta missão. Se ama essa pessoa a quem gostaria de ajudar, mude a si mesmo, torne-se mais paciente, compassivo, generoso. Assim, também se tornará a pessoa adequada para ajudar quem tanto ama”.

Reflexões materialistas sobre a morte

Nem todas as pessoas gostam de falar e conversar sobre a morte, embora esteja aumentando gradativamente o número de interessados no assunto. Uma situação desafiante é quando uma criança pequena pergunta aos pais sobre a morte. As reações podem ser diversas, indo desde fugir do assunto, mentir fantasiosamente ou mesmo falar a verdade. Materialistas, espiritualistas, cristãos, agnósticos …, cada qual no seu qual possui uma explicação e um entendimento sobre a morte. No artigo Reflexões materialistas sobre a morte, e o que vem depois dela, Denis Burgierman mostra a sua visão. Para ele:

“não é preciso acreditar em espíritos para crer que a vida segue após a morte – basta compreender biologia e geologia. A matéria de quem morre converte-se em terra – em Terra – e segue existindo para sempre, de ser em ser, como parte da consciência do Universo. Não é incrível?”

Como combater a corrupção?

Desde o início dos trabalhos da força tarefa do Ministério Público e da Polícia Federal na Operação Lava Jato em 17/03/2014 – portanto há pouco mais de 3 anos – a palavra corrupção está em total e absoluta evidência. O escândalo da Petrobras está mostrando como agem corruptos e corruptores perante os negócios e os recursos do estado brasileiro. A corrupção é vista como algo inerente à cultura brasileira onde se destacam os políticos partidários, a iniciativa privada a conivência e a omissão diante de um jogo jogado com muita desenvoltura pela turma da banda podre. Mas como combater a corrupção e modificar a cultura que a privilegia? Esse é o tema deste artigo de Gesner Oliveira publicado em seu próprio blog.

“corrupção pode sair caro, se a norma for para valer. A empresa pode ser responsabilizada por atos de corrupção praticada por funcionários e fornecedores, independentemente da comprovação de culpa; e o valor das multas chega a 20% do faturamento bruto anual. Mas não basta conhecer a lei. É preciso coloca-la em prática e não só pela grandes empresas”.

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por Luis Borges 26 de março de 2017   Vale a leitura

Felicidade no trabalho – natural ou necessária?

A ONU estabeleceu que o Dia Mundial da Felicidade é 20 de março. Existem diferentes abordagens para a felicidade e são várias as variáveis a interferir nos processos que podem levar a ela e também à infelicidade. O artigo que indico traz uma possibilidade de se refletir sobre a felicidade no trabalho, algo que nos inquieta e incomoda o tempo todo, já que nem sempre temos gerentes e diretores que se alinham com a gestão pela liderança. Nesse caso dá até para imaginar como sofrem os profissionais de alta performance que fazem parte de grupos que possuem um superior hierárquico fraco e com medo de perder o cargo.

O artigo Felicidade no trabalho – natural ou necessária?, publicado pela consultoria Robert Half, mostra que:

“muitas empresas veem a felicidade no trabalho como algo intangível, que seria “bom de ter”, em vez de uma “importante prioridade organizacional”. Apesar de não ser possível forçar os colaboradores a serem felizes – ou controlar todos os fatores que contribuem para a felicidade – ainda assim é possível criar condições que vão ajudar a promover a felicidade e a positividade no trabalho”.

Como sairemos da crise política?

A reforma político-partidária mais uma vez está na pauta e os profissionais do setor tentam se proteger para se perpetuar no poder. Anistia ao caixa 2 usado nas campanhas eleitorais, eleições com votos nos partidos políticos que apresentarão suas listas fechadas de candidatos para ocupar as vagas, foco no foro privilegiado, financiamento público das campanhas, clareamento sobre o que se entende por abuso de autoridade são temas que inundam o dia-a-dia de muita gente nas mais diversas mídias . Tudo isso acaba sendo muito cansativo e improdutivo enquanto muita gente se contenta apenas com a emissão de sua própria verdade pelas redes sociais, quase que num mero desabafo, para logo depois se manter inerte, sem ação mais organizada.

Nesse momento começam a aumentar os grupos de pessoas que têm se reunido para conversar e tentar formular saídas para a situação atual, tendo como premissa que é preciso saber ouvir e não apenas só falar, sem necessariamente ser o proprietário da verdade. Ricardo Kotscho participou de uma reunião desse tipo no dia 08 de março em São Paulo e relatou suas percepções no artigo Chope com política: fio de esperança na mesa de bar.

Você tem paciência e vontade de participar de iniciativas semelhantes, inclusive como líder, para arregimentar forças e exigir uma saída que respeite os interesses e a soberania do povo brasileiro como um todo?

Medo e mudanças profissionais

Às vezes a insatisfação com a profissão escolhida, com o trabalho desenvolvido e com o chefe que se tem podem levar uma pessoa a pensar mais detidamente sobre o melhor momento para se fazer uma mudança de ares em busca de novas possibilidades de negócios e trabalho. Uma dúvida muito frequente recai sobre a capacidade que cada um tem para fazer essa mudança de rumo, principalmente num momento econômico como o atual. Mas e se de repente essa mudança se tornar obrigatória devido a uma demissão do atual trabalho? Seria possível encarar um negócio próprio com os conhecimentos que você tem hoje associado a uma poupança financeira que dê sustentação à montagem, funcionamento inicial e algum capital de giro? Que medos te incomodam mais? Daniela do Lago aborda questões em torno desses temas no seu artigo Tem medo de fazer coisas novas por se achar meia-boca? Saiba mudar isso. A autora mostra que:

“diante de e uma mudança de carreira ou profissão, somos psicologicamente predispostos a maximizar tudo o que pode dar errado. Da mesma forma, ao pensarmos sobre as chances de um novo emprego nos atender, a tendência é destacar nossas deficiências pessoais mais que nossos pontos fortes”.

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por Luis Borges 13 de março de 2017   Vale a leitura

Mais exames

A crise é a mãe de todas as oportunidades. Ela também ajuda a embalar os questionamentos e as discussões sobre os altos custos da saúde e as permanentes denúncias da falta de recursos para o setor. Pouco se discute sobre a gestão e os desperdícios de toda natureza. Por que são solicitados inúmeros exames de apoio ao diagnóstico de qualquer problema ou porque tantas cirurgias com bons períodos de internação hospitalar são prescritas rapidamente, embora possam ter sua real necessidade questionada? Quais modelos de remuneração dos serviços médicos seriam os mais adequados no atual momento?  É o que aborda Cláudia Collucci neste artigo publicado pela Folha.

“Hospitais privados do país adotam programas de benefícios que, entre outros critérios, premiam médicos pelo volume de exames, cirurgias e internações que realizam. Quanto mais procedimentos, mais pontos ganham na avaliação – que inclui itens como fidelização, adesão aos protocolos clínicos e atuação em ensino e pesquisa. O médico que soma mais pontos consegue mais reputação dentro do hospital e privilégios como presentes, descontos em exames para ele e seus familiares e prioridade no uso do centro cirúrgico”.

Morar em casa ou apartamento?

Como nos ensina a sabedoria popular, “sapo pula é por necessidade e não por boniteza”. Se nesse momento o dinheiro está curto, o reajuste salarial não garante a reposição da inflação e falta trabalho para profissionais de todos os níveis é mais que obrigatório se fazer uma revisão dos custos de se viver. A dor e a delícia de se viver numa casa, num apartamento de um edifício residencial ou num condomínio fechado de casas e apartamentos ajuda a pensar no beneficio e no custo de cada opção. E a sensação de segurança ou insegurança pesa para fazer quais ponderações? Uma boa contribuição para ajudar numa tomada de decisão está no artigo Trocar condomínio por casa vai além do exercício matemático, escrito por Marcia Dessen publicado pela Folha de São Paulo.

Antecipando o fim da vida vegetativa

Em princípio as pessoas desejam viver dignamente até chegar o dia de fechar os olhos dignamente também. Mas o caminho que vai do nascer ao morrer não é linear e muitos podem ser os eventos surpreendentes ao longo do trajeto. Se vier o pior e a qualidade de vida ceder espaço ao estado meramente vegetativo, será que vale a pena prosseguir? Ou cada pessoa tem o direito de registrar a sua vontade de antecipar a morte diante de condições tão desfavoráveis e indignas? Confira o artigo O tabu do suicídio assistido no Brasil: morte digna ou crime contra a vida?, publicado pela BBC Brasil. Nele é abordada a situação atual do escritor Carlos Heitor Cony, de 90 anos, que diz:

“Há casos em que os remédios já não produzem mais efeito, a família gasta um dinheiro que não tem e, pior, o paciente não tem mais condições de viver, só de sofrer. Se não há uma solução médica ou científica, o suicídio assistido é a saída mais humana que existe”

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