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por Luis Borges 6 de novembro de 2017   Vale a leitura

Vida de desempregado

O cantor e compositor Chico Buarque diz, em sua música “Roda Viva”, que “a gente vai contra a corrente até não poder resistir, na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir”. Quem não acredita ou não consegue se planejar e agir para viver de maneira sustentável na fase idosa da vida pode ter surpresas que nem sempre imaginamos.

Um caso bem ilustrativo dessa situação é contado pelo jornalista Ricardo Kotscho em seu artigo Vida de desempregado, publicado no Blog do Gérson.

Sempre fui empregado, nunca tive negócios ou outras rendas fora do salário.
O que ganho de aposentadoria do INSS mal dá para pagar o plano de saúde.
Então, não tem outro jeito: depois de uma breve folga na Semana da Criança para curtir os netos na praia, comunico à praça que estou de volta ao mercado, como se diz.
Qualquer trabalho honesto na minha área me interessa.

Explicitando uma ideologia

O que está explícito ou escondido num conjunto de ideias que dão suporte à ideologia, a um indivíduo ou a um grupo social? Que formas de atuação podem ser usadas para construir a hegemonia de uma ideologia? Leonardo Boff mostra a sua visão no artigo A ideologia é como a sombra: sempre nos acompanha.

Cada grupo social ou classe projeta uma ideologia, uma visão geral das coisas. A razão é que a cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Se alguém tens os pés na favela, tem uma certa ideia de mundo e de sociedade. Se alguém tem os pés num apartamento de luxo junto à praia, tem outra ideia do mundo e da sociedade. Conclusão: não só o indivíduo, mas também cada grupo social ou classe, inevitavelmente elaboram sua visão da vida e do mundo a partir de seu lugar social.

Nem todas as amizades serão duradouras

Qual é o tempo de duração de uma amizade entre duas pessoas? Qual é a dosagem de presença necessária de cada uma das partes para gerenciar e oxigenar os sentimentos que se tem? Sempre será possível manter uma amizade mais antiga, desfazer-se de outras e encontrar novas possibilidades, mas essencialmente tudo depende de nós e de nossas percepções sobre o valor que a amizade tem para nós, inclusive em função das circunstâncias em que surgiu ou em que perderam o sentido. Eugênio Mussak aborda a amizade em seu artigo As rolinhas, publicado pela revista Vida Simples.

Minha crença é de que não devemos perder nenhuma oportunidade de fazer mais um amigo. É claro que serão muito variadas as intensidades entre as amizades que fazemos ao longo da vida, mas isso não importa. É muito gostosa a sensação de saber que existe alguém que lembra de você com um sentimento bom, ainda que fugaz.

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por Luis Borges 8 de outubro de 2017   Vale a leitura

Imagine suas necessidades no ciclo idoso da vida…

Esse tema está sempre presente em minha pauta por razões óbvias. Afinal de contas o curso da vida já me trouxe para esse ciclo e longe de mim pensar que as coisas só acontecem com os outros. É claro que com ele podem vir limites ou restrições que abalam nossa autonomia e independência de variados modos e quantidades. A jornalista Cláudia Collucci aborda alguns aspectos dessas questões a partir de sua própria vivência familiar no artigo Cuidar de idoso não é só cumprir tarefa; é preciso dar carinho e escuta, publicado pela Folha de S. Paulo.

“Estive na última semana cuidando do meu pai de 87 anos, que se submeteu à implantação de um marcapasso. Após a alta hospitalar, foi um susto atrás do outro. Primeiro, a pressão arterial disparou (ele já teve dois infartos e carrega quatro stents no coração), depois um dos pontos do corte cirúrgico se rompeu (risco de infecção) e, por último, o braço imobilizado começou a inchar muito (perigo de trombose venosa).

Diante da recusa dele de ir ao pronto atendimento, da demora de retorno do médico que o assistiu na cirurgia e sem um serviço de retaguarda do plano de saúde ou do hospital, a sensação de desamparo foi desesperadora.

Mas essas situações também trazem lições. A principal é que o cuidado não se traduz apenas no cumprimento de tarefas, como fazer o curativo, medir a pressão, ajudar no banho ou preparar a comida. Cuidado envolve, sobretudo, carinho e escuta. É demonstrar que você está junto, que ele não está sozinho em suas dores.”

Até quando existirão empregadas domésticas e diaristas?

Na segunda metade do século passado muitas empregadas domésticas dormiam nas residências de seus patrões, onde geralmente permaneciam de segunda a sábado. Hoje essa é uma modalidade quase em extinção. O que mais se encontra são empregadas domésticas com a carteira de trabalho assinada que cumprem jornadas de 44 horas semanais de trabalho e muitos direitos sociais assegurados em lei. O que mais tem predominado no mercado atual é o trabalho doméstico feito por diaristas, em um ou dois dias por semana. Esses temas são abordados pela economista Maria de Fátima Lage Guerra em sua tese de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em Demografia, do Cedeplar/UFMG sob o título “Trabalhadoras domésticas no Brasil: coortes, formas de contratação e famílias contratantes.

Como escreve a pesquisadora em sua tese, esse tipo de serviço poderá ser menos comum do que é hoje, devido ao “encarecimento dos serviços prestados pelas mensalistas, por um lado, e às mudanças de expectativas e de alternativas para as moças pobres mais educadas, por outro, além da crescente preferência das próprias trabalhadoras pelo trabalho por dia”.

Um modelo de distribuição gratuita de refeições

O Brasil possui 13,1 milhões de desempregados segundo o IBGE e 22 milhões de aposentados que recebem um salário mínimo mensal de R$937,00 segundo o INSS. Se o dinheiro é insuficiente ou mesmo inexistente só resta a quem está em dificuldade tentar encontrar algumas formas alternativas de ajuda solidária. Nesse sentido é bastante interessante a experiência da ONG beneficente israelita Ten Yad existente há 25 anos na cidade de São Paulo conforme mostra Dhiego Maia em seu artigo Refeitório no centro de SP dá comida de graça para a comunidade judaica, publicado pela Folha de S. Paulo.

“A expertise em produzir o grande volume de refeições deu à entidade a gestão de uma unidade do Bom Prato, restaurante do governo do Estado, no Glicério (centro). O local serve 1.800 refeições diárias a R$ 1 cada uma. O maior desafio da instituição é engajar mais voluntários para a causa.”

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por Luis Borges 25 de setembro de 2017   Vale a leitura

Balanço da corrupção

Quando, em 2014, a operação Lava Jato começou a apuração de denúncias de corrupção na Petrobras falava-se muito que a ponta do iceberg já estava à vista. Agora, três anos e meio depois, muita coisa já veio à tona e algumas até já tiveram consequências. Mas que balanço da corrupção pode ser feito agora? O economista Gil Castelo Branco apresenta a sua percepção no artigo As tetas do Estado e a corrupção, publicado pela ONG Contas Abertas.

A soma dos valores que podem ser “comercializados” entre políticos e empresários é impressionante. O BNDES, por exemplo, recebeu cerca de R$ 500 bilhões do Tesouro, entre 2008 e 2014, para diversas finalidades, entre as quais fomentar “campeões nacionais” que se tornariam gigantes nos seus setores e competiriam, com vantagens, internacionalmente. Quanto valia um “padrinho” para facilitar o acesso a essa bolada?

Outro foco de corrupção envolve as 151 empresas estatais que movimentam cerca de R$ 1 trilhão por ano. Atuam com muito dinheiro, muita ingerência política e pouca transparência. Entre 2003 e 2014, dos cerca de 890 mil contratos da Petrobras, 784 mil foram celebrados com dispensa de licitação. Não por acaso, políticos, engalfinham-se por cargos em suas diretorias. O procurador do Ministério Público de Contas junto ao TCU, Júlio Marcelo, levanta a questão: “Por que não vender Banco do Brasil, Caixa, Petrobras e outras mais de 400 empresas públicas, federais, estaduais e municipais, que gravitam em tomo do Estado Brasileiro?”

Cobrança abusiva

Se a visita telefônica de um operador de telemarketing incomoda ao oferecer um bem ou serviço, imagine o dissabor que também é receber do operador a cobrança de uma dívida vencida há mais de 15 dias ou já passando dos 90? Cobrança de dívidas é o que aborda Filipe Gonçalves no artigo Empresa não para de ligar para cobrar? Mesmo quem está devendo tem direitos, publicado pelo UOL economia.

Ficar endividado e com o nome sujo na praça costuma ser desconfortável e motivo de preocupação, mas a situação pode ficar ainda mais incômoda quando as empresas credoras começam a cobrar de uma forma abusiva quem está devendo.

As “táticas” usadas vão desde ligar várias vezes no mesmo dia ou em horários indesejáveis, ameaçar entrar na Justiça contra o cliente, sugerir que o devedor pegue dinheiro emprestado com conhecidos ou até fazer piada sobre a situação.

Lentidão que irrita

É muito comum uma situação em que o computador de alguém fica lento e é mais comum ainda o xingo que o seu usuário acaba soltando no ar. Quais são as causas dessa lentidão e o que pode ser feito para atenuar seus efeitos? É o que mostra Fábio Andrighetto em seu artigo Seu computador está lento? Nem sempre a culpa é da conexão, publicado pelo portal UOL.

Um computador pode ser ou estar lento, basicamente, por dois fatores: a conexão ou o computador. Se for o primeiro, existem muitos aplicativos que medem a velocidade da rede e não deixam muita margem para a dúvida. Na maioria das vezes, no entanto, isso nem mesmo é necessário. Se seu computador só está lento em operações que envolvem a rede, muito provavelmente o seu problema é a conexão.

Quando a rede está funcionando bem, o problema pode ser o computador. Ele pode estar obsoleto para acompanhar as mudanças ou apresentar algum defeito, seja em hardware ou software. Se for pelo segundo motivo, tome algumas medidas para aliviar a carga do computador. Assim, você vai poder navegar com mais agilidade.

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por Luis Borges 10 de setembro de 2017   Vale a leitura

Cresce o trabalho informal

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios feita pelo IBGE no trimestre que vai de maio a julho mostrou que a taxa de desocupação caiu para 12,8%. Entretanto coube ao trabalho informal a responsabilidade por praticamente 2/3 das oportunidades criadas. Se a fiscalização das condições em que são realizados os trabalhos contratados através do registro em carteira profissional já deixa muito a desejar, dá para imaginar o que se pode esperar do trabalho informal. O jornalista Leonardo Sakamoto aborda alguns aspectos ligados às condições de trabalho no artigo Com fiscalização capenga, Brasil quer crescer com trabalhadores sem direitos.

“a fiscalização não é apenas uma questão de garantir direitos a quem está vivendo à margem da legislação, mas também aumentar a arrecadação do Estado, uma vez que ela leva ao pagamento de tributos e contribuições sociais e previdenciárias. Em momentos de crise de orçamento, portanto, reduzir o poder arrecadatório é um contrassenso”.

Discurso de ódio

A sociedade que se pensava civilizada, plural e capaz de fazer abstrações em busca de formulações para resolver seus problemas também é capaz de se encistar, polarizar posições e disseminá-las em grupos e redes como a única expressão da verdade, sem menor espaço para a relatividade. Nesse sentido é interessante refletir sobre a abordagem que Luiz Sperry faz sobre o tema em seu artigo Por que o discurso de ódio dá tantos likes?, publicado em seu blog.

“Talvez exista dentro da gente um demônio oculto. Um demônio que deseja nos levar para o abismo, nada menos que o aniquilamento total, que é a nossa própria morte. Porque afinal é só na morte que se encontra a paz absoluta. O resto é perrengue, sofrimento, incertezas e frustrações, enfim, a vida. A esse demônio, a esse lado negro da Força, a psicanálise chama pulsão de morte. Ela está dentro de nós sussurrando: “vem, meteoro!””

Paciência no condomínio

O dia-a-dia da vida num condomínio residencial, independente do seu porte, continua cada vez mais complexo e exigindo muita paciência diante do comportamento daqueles que pensam que o prédio é só deles. O indivíduo busca resolver o seu lado, sem se preocupar com o impacto que isso pode trazer para o coletivo dos moradores. Como não temos possibilidades de ficar livres dessa modalidade de moradia o jeito é atuar em busca da melhoria contínua da gestão com mais participação dos moradores e aprimoramento das regras de convívio. O advogado Márcio Rachkorsky aborda aspectos do tema em seu artigo Condomínios precisam punir de forma mais severa moradores barulhentos, publicado pela Folha de São Paulo.

“Há muitos anos que o tema barulho é recordista disparado de conflitos e litígios entre vizinhos, mas a situação parece estar chegando num ponto insustentável, e os condomínios precisam encontrar soluções concretas e efetivas, inclusive com punições mais severas aos que transformam a vida dos outros num verdadeiro inferno.”

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por Luis Borges 27 de agosto de 2017   Vale a leitura

Os custos de uma herança

São muitas as pessoas que sonham em receber uma herança diretamente dos pais ou mesmo de avós, tios e padrinhos. Quem também ficará de olho no seu possível ganho será o estado da Federação em que ocorrer o inventário, pois o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos – ITCD pode chegar a até 8% do valor dos bens envolvidos. Também existem os custos dos honorários dos advogados que trabalham no inventário, que necessitam ser muito bem negociados. Como as pessoas não gostam de conversar muito sobre a morte, muitas delas acabam sendo surpreendidas pela falta de conhecimento sobre a legislação que envolve a destinação dos bens de quem parte desta vida. Muitas são as possibilidades e decisões que podem ser tomadas ainda em vida e com lucidez, inclusive para reduzir custos nos momentos futuros. É esclarecedora a abordagem de vários aspectos sobre o tema feita por Marcia Dessen em seu artigo Doação pode reduzir custo de inventário publicado pela Folha de S. Paulo.

“A doação em vida pode reduzir os custos do inventário. Quem tem herdeiros necessários precisa deixar claro que a doação feita a eles não é adiantamento da herança e, portanto, não deve ser incluída no inventário. Essa medida reduz as custas do inventário e honorários advocatícios”.

Pragmatismo no trabalho

Em tempos tão difíceis para quem vende ao mercado a sua capacidade de trabalho continua em pauta a permanente discussão sobre fazer o que se ama ou amar o que se faz. Sobreviver, viver e crescer competindo num jogo que às vezes vai muito além das regras estabelecidas acaba sendo um desafio permanente que exige altas doses de resiliência. Gabriela Guimarães e Veridiana Mercatelli apresentam suas percepções sobre o amor ao trabalho no artigo Sabe aquela história de que é preciso amar seu trabalho? É mentira, publicado pelo UOL Comportamento.

“Diversão eu tenho com meus amigos, minha namorada, minha família. Trabalho, para mim, é só uma maneira de pagar minhas contas e bancar meus momentos de lazer. Quando comecei a pensar assim, parei de sofrer tanto por trabalhar com algo de que não gostava.”

Incentivos para os devedores de tributos

Os altos índices de pessoas físicas e jurídicas inadimplentes com os seus tributos tem contribuído para a queda da arrecadação da União, estados e municípios. Como suas despesas continuam crescentes e eles não conseguem reduzir seus custos nem pelo combate ao desperdício, o jeito é lançar promoções com ótimos descontos e longos prazos de pagamentos para os devedores. Isso acaba também estimulando atrasos por parte de quem passa a contar com uma futura condição melhor e pode desestimular quem paga seus tributos rigorosamente em dia. É o que aborda Gesner Oliveira em seu artigo Ser bonzinho demais hoje com quem deve impostos é garantia de calote futuro.

“Se as empresas e pessoas físicas sabem que haverá oportunidade de refinanciamento do pagamento de impostos em termos comerciais de pai para filho, ninguém vai querer pagar. Ser bonzinho demais com quem deve impostos não só significa calotes no futuro como vai acabar com a galinha de ouro e irá ampliar o drama fiscal do país”.

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por Luis Borges 8 de agosto de 2017   Vale a leitura

Sonhar até quando?

Os sonhos fazem parte de nossas vidas e nos acalantam pelos caminhos que trilhamos. Mas muitos são os desafios e obstáculos que precisam ser vencidos até que tudo se torne realidade e possa gerar bem estar. Entretanto muitos são os casos em que não podemos ou não conseguimos prosseguir, insistindo em realizar algo para o qual não temos mais capacidade de processo. Encarar a situação com realismo pode nos ajudar a perceber os sinais da chegada aos limites. É o que aborda o artigo Quando desistir de seus sonhos? publicado pelo site Finanças Femininas.

“Existem sinais de que as coisas não estão funcionando. Um deles é quando, em vez de estimular e instigar, o caminho se transforma em um fardo. Sabe aquele momento em que é difícil levantar da cama ou enxergar um propósito para tanto esforço? Este pode ser o sinal de que está na hora de revisitar sua missão. Porém, tome cuidado para não confundir este sentimento com o cansaço que correr atrás de seu sonho pode causar – e, sim, isso acontecerá”.

Tecnologia demais também cansa

O contínuo avanço tecnológico traz muitas possibilidades para tornar a vida das pessoas cada vez melhor. Mas a que ponto e a que custo? Tudo vai ficando tão automático e tão volátil que às vezes deixamos de lembrar que as artes manuais também podem nos trazer muita satisfação e ajudar a atenuar muitos dos males contemporâneos que nos incomodam. É o que aborda Suzana Herculano-Houzel no artigo Trabalhos manuais podem criar prazer e felicidades tangíveis, publicado pela Folha de São Paulo.

“uma das maiores fontes de prazer para nós humanos é construir algo com as mãos. E poucas pessoas ainda fazem isso em seu dia a dia… Em meu trabalho, construo conhecimento que ocasionalmente ganha vida em papel, materializando-se em artigos e livros. Meu jardim, ao contrário, é tangível toda vez que olho pela janela ou coloco meu chapéu e luvas”.

Sorte também ajuda no sucesso?

Estamos atravessando tempos bastante difíceis em que a crise política não dá sinais que vai chegar ao fim e a economia reage lentamente após forte recessão. Continuar se preparando permanentemente para aproveitar as raras oportunidades que vão surgindo é praticamente uma obrigação para quem continua acreditando que as coisas ainda podem melhorar. Muitos até esperam ter um pouco mais de sorte enquanto outros não contam com o azar. Isso faz parte da abordagem de Reinaldo Polito em seu artigo Será que para ser bem sucedido na carreira é preciso ter sorte? publicado pelo portal UOL.

“Baseado na minha experiência e analisando a carreira de alguns que se saíram mal e de outros que triunfaram, tenho constatado que a realização depende de vocação, preparo, oportunidade, sorte e muita dedicação. Portanto não acredito que um desses ingredientes, isoladamente, possa levar uma pessoa a ser vitoriosa”.

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por Luis Borges 4 de julho de 2017   Vale a leitura

Quando nada parece capaz de nos surpreender

A sociedade brasileira prossegue polarizada na luta política e seus desgastados líderes não têm conseguido apresentar soluções para a superação de tantos problemas. Mas o que mais cresce mesmo é a quantidade de pessoas que estão descrentes ou que não se sentem representadas pelo que aí está. O passar do tempo vai deixando as pessoas cansadas e também sem energia na medida em que todo dia traz mais agonia na difícil arte de sobreviver. O que precisa acontecer para dar uma sacudida geral diante da inércia quase generalizada da sociedade? O jornalista Ricardo Kotscho apresenta o seu sentimento sobre o assunto no artigo Quando nada parece capaz de nos surpreender publicado no blog Balaio do Kotscho.

“Sabemos todos o que não queremos mais. Mas onde encontrar um projeto nacional, e não apenas um projeto de poder, para colocar no lugar, e líderes capazes de implantá-lo, como aconteceu agora na França e em tantos outros países ao longo da História nos momentos de crise profunda?”

Dinheiro para o negócio próprio

Um dos maiores erros de quem tenta abrir o seu próprio negócio é não conhecer a fundo, em detalhes, qual será o capital a ser investido para colocá-lo de pé e para garantir a sua operação até obter a necessária sustentabilidade. Isso é o que aborda Alberto Ajzental no artigo Vai abrir um negócio? Saiba como calcular investimento e capital inicial , publicado pelo portal UOL.

“Quanto melhor o detalhamento da previsão de capital inicial e quanto mais pesquisas de preços realizarmos, mais próxima à realidade será a previsão. Porem, isto dá mais trabalho. Nas primeiras previsões utilizamos números aproximados para ter uma ordem de grandeza do investimento que servirá de base no cálculo de viabilidade econômico financeira a ser realizado.”

Como combater a falta de tempo?

São comuns as reclamações de pessoas alegando falta de tempo para fazer muitas coisas desejadas. Como é mais fácil falar sobre o resultado indesejável que é gerado, melhor seria pensar nas causas que levam a ele e agir para combatê-las. Uma proposta que pode ajudar nesse sentido foi feita por André Forastieri em seu artigo Você não tem tempo para nada? Te ensino em cinco minutos como resolver isso – e é pra já! .

“Parece difícil viver sem aplicativos de mensagem e redes sociais. Pelo contrário, é muito fácil e você vai se acostumar em alguns dias, porque é absolutamente natural. Artificial é estar o tempo inteiro conectado, o tempo inteiro ansioso que está perdendo algo importante, o tempo todo recebendo um monte de abobrinhas em grupos de WhatsApp, bobagens sobre celebridades ou o escândalo do dia no Facebook etc.”

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por Luis Borges 18 de junho de 2017   Vale a leitura

É obrigatório ter filhos?

Os números tem mostrado como está aumentando a quantidade de casais brasileiros que optam por não ter filhos. Muitas são as mulheres que estão tendo filhos na faixa etária de 30 a 37 anos. Além disso, a taxa média de fecundidade das brasileiras está em 1,7 filhos por mulher e o IBGE projeta que ela chegará em 1,51 em 2030.

Mas isso não impede que os eternos patrulheiros continuem cobrando as escolhas feitas por quem decidiu não ter filhos. Mirian Goldenberg aborda o tema em seu artigo Ter ou não ter filhos: eis a questão, publicado pela Folha de S. Paulo.

“A opção por não ter filhos está se tornando cada vez mais ampla e legítima em nosso país, como já acontece em outras sociedades. Cada casal, cada mulher e cada homem têm o direito de escolher livremente a sua forma de viver, de amar e de ser feliz, sem sofrer preconceitos e violências”.

Até que ponto dá pra conversar?

Frequentemente tomamos conhecimento que alguém do nosso convívio social “bateu boca” ou foi além do limite numa discussão com outro alguém por causa da crise política brasileira. Intolerância e ódio têm imperado em muitos casos de extrema polarização que mostram pouca civilidade e falta de inteligência estratégica. É o que aborda Reinaldo Polito em seu artigo Discutir política é o prato do dia, mas fuja de confrontos desnecessário, publicado pelo portal UOL.

“estabelecer conflitos desnecessários, discutindo questões políticas, guiados pela emoção, é insensato. Correr o risco de romper relacionamentos duradouros apenas por querer ganhar discussões dessa natureza é decisão que precisa ser refletida e ponderada com tranquilidade e inteligência. E já que vamos pensar nas consequências de discutir desnecessariamente as questões políticas, coloquemos no pacote também a religião e o futebol. Não é para deixar de conversar sobre esses temas, mas, sim para avaliar se vale a pena discutir essas questões na tentativa de tornar nossa maneira de pensar vitoriosa”.

O negócio que você ama também precisa de gestão

São muitos aqueles que sonham em trabalhar no negócio que amam e buscam implementá-lo pensando que tudo só será alegria e que sempre haverá tempo para se fazer com prazer o que foi tão sonhado. Mas sair da zona de conforto e partir para o risco do tão desejado negócio próprio não dispensa o empreendedor de colocar em prática um método para a gestão do empreendimento. Um interessante relato sobre o que pode estar aguardando um futuro dono de seu próprio negócio foi feito por Alberto Ajzental em seu artigo Para ter um negócio, fazer o que ama é importante, mas só isso não basta, publicado pelo portal UOL.

“Há inúmeros casos nos quais começamos o negócio levando em consideração nossas paixões, mas, com o tempo, pode ocorrer de nos distanciarmos da atividade específica de que gostamos para virar gestores. É importante saber que isso pode ocorrer, para não gerar frustrações. Não devemos perder de vista que ser o responsável principal pelo negócio pode força-lo a se dedicar a atividades outras que não somente àquelas sonhadas”.

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por Luis Borges 27 de Maio de 2017   Vale a leitura

Ninguém está imune à depressão

Quem vê um padre da Igreja Católica exercendo suas diversas atividades ao longo de uma semana nem sempre imagina que ele pode ter algum problema mais grave em sua vida cotidiana. Celebrar uma ou mais missas todos os dias, que exigem um mínimo de preparação, fazer suas orações e leituras individuais, realizar casamentos, batizados, confissões, unção dos enfermos e atividades pastorais na comunidade, ministrar aulas, dirigir escolas… fazem parte de uma agenda com hora marcada para acontecer. Mas como será que eles, que não são infalíveis, enfrentam os seus problemas emocionais, de saúde, financeiros ou políticos em suas congregações religiosas e nas diversas instâncias da Igreja Católica Apostólica Romana? De vez em quando surgem notícias dando conta de que alguma coisa aconteceu fora do esperado, inclusive um suicídio. É o que aborda a BBC Brasil em seu artigo Depressão no altar: quando padres e sacerdotes precisam de ajuda.

“O grau de exigência da Igreja é muito grande. Espera-se que o padre seja, no mínimo, modelo de virtude e santidade”, afirma o psicólogo William Pereira, autor do livro Sofrimento Psíquico dos Presbíteros (editora Vozes). Qualquer deslize, por menor que seja, vira alvo de crítica e julgamento. Por medo, culpa ou vergonha, muitos preferem se matar a pedir ajuda”, diz”.

Super ricos são os que pagam menos impostos

A concentração de renda nas mãos de poucos brasileiros é uma das características que mais chamam a atenção sobre a desigualdade que persiste no país. Várias são as maneiras de demonstrar isto através de fatos e dados, mas um bom exemplo pode ser mostrado pela cobrança do Imposto de Renda. Os números mostram que proporcionalmente quem ganha mais paga menos. É o que mostra Mariana Carneiro em seu artigo Imposto efetivo pago por super rico é menor que o de rico, diz Receita, publicado pela Folha.

“Super ricos são aqueles que tiveram, em 2015, renda média mensal tributável de R$ 135 mil, segundo dados apresentados pelo secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Eles representam apenas 0,1% daqueles que declararam o IR de 2015 e o Imposto de Renda devido representou 9,1% de sua renda bruta. Já os ricos, aqueles com renda tributável média de R$ 34 mil -e que são 0,9% do total de contribuintes- pagaram o equivalente a 12,4% de sua renda bruta”.

Você está precisando de um treinador?

Muitas vezes você chega a um ponto em que reconhece estar necessitando de ajuda para solucionar um problema profissional ou até mesmo pessoal. Por outro lado começa a procurar essa ajuda, mas não quer que ela seja demorada ou que se eternize. A expectativa é que tudo se resolva num espaço mais curto de tempo, 8 a 12 sessões em no máximo 4 meses, para que a vida prossiga em busca dos resultados esperados. Esse profissional é o Coach (Treinador) que está presente no mercado fazendo seu trabalho de coaching (treinamento) de uma pessoa (coachee). Encontrar um profissional de qualidade nem sempre é tarefa tão fácil, pois a proliferação de pessoas sem perfil adequado e com formação deficiente atuando no setor é uma realidade. Conheça mais sobre o tema no artigo Coaching ajuda a alcançar metas, mas é preciso ter cuidado com falsos gurus, escrito por Carolina Muniz e publicado pela Folha de S. Paulo.

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por Luis Borges 4 de Maio de 2017   Vale a leitura

Rebaixar o currículo

A necessidade de sobrevivência imediata pressiona muitos candidatos que buscam oportunidades de trabalho a entender mais rapidamente as causas de seus insucessos nos processos seletivos. Muitos deles acabam percebendo que é preciso gerenciar o currículo, apresentando apenas as competências e habilidades mais voltadas para o nível da vaga aberta, principalmente após terem perdido oportunidades em que seus atributos estavam muito acima das expectativas do contratante. O que fazer diante desse tipo de necessidade? É o que aborda a BBC Brasil no artigo Esconder qualificações no currículo: a tática para conseguir emprego que floresce na crise.

“Assumir um cargo com currículo muito acima do necessário implica certos riscos, apontam especialistas em mercado de trabalho.

O primeiro é a dúvida – muitas vezes legítima – da empresa sobre o porquê da candidatura, e a suspeita de que o profissional deixará o emprego tão logo consiga algo melhor.

O segundo é o receio de que o funcionário se desmotive rapidamente ou fique ansioso por uma promoção que a empresa não pode oferecer”.

Valor da aposentadoria

Apesar da grande discussão sobre a Reforma da Previdência, ainda que nem sempre haja muita profundidade ou mesmo transparência suficiente nos números oficiais apresentados, uma dúvida que sempre fica no ar é se o valor da aposentadoria será suficiente diante de tantas necessidades. Dessa dúvida só ficam de fora os servidores públicos que recebem supersalários.

O desafio será sempre no sentido de se conseguir guardar um pouco do que se conseguiu ganhar durante algumas décadas da vida. Mas como tornar isso possível? Márcia Dessen mostra um caminho em seu artigo Poupar deixou de ser uma escolha.

“O valor que investimos hoje para a aposentadoria é determinante para acumular um montante maior ou menor no futuro. Além do valor, é importante que seja frequente, todos os meses. Não espere sobrar, não vai sobrar. O desafio será poupar para o futuro sem nos privar do bem-estar no presente.”

A nova classe trabalhadora

A emergência de uma nova classe trabalhadora é permeada por especificidades nem sempre bem observadas, como revela a mais recente pesquisa da Fundação Perseu Abramo sobre a periferia de São Paulo. Assim começa o artigo Os valores da nova classe trabalhadorade Marcio Pochmann, Presidente da Fundação, ao analisar e tirar conclusões sobre os resultados apresentados pela pesquisa. Pochmann encerra seu artigo publicado pela Folha de S. Paulo afirmando que:

“A ascensão pelo trabalho e o sucesso pelo mérito combinam-se com os valores mais coletivistas relacionados à atuação do Estado e à ampliação da inclusão social. Esse novo caldo exigirá renovações tanto na forma quanto no conteúdo das políticas públicas!”

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