Espero que os observadores mais atentos das hortas e pomares de Minas Gerais já tenham percebido a presença marcante das jabuticabas nesta primavera. Esses frutos decorrem da floração ocorrida nos meses de julho e agosto. Após essa primeira safra teremos novas florações nos meses de novembro e dezembro, que formarão uma segunda safra a ser colhida em janeiro e fevereiro, na plenitude do verão.

Foto: Marina Borges

A jabuticaba é considerada uma fruta típica do Brasil e está presente em grande parte de seu território. Em Minas Gerais são bastante lembradas as jabuticabeiras da cidade histórica de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, que tem um festival anual da fruta, neste ano marcado para os dias 17 a 19 de novembro. Os apaixonados pela frutinha podem alugar um pé de jabuticaba durante o festival e degustar jabuticabas direto da fonte.

Foto: Sofia Magela

Quem passa pelas rodovias também encontra jabuticabas sendo vendidas às suas margens como, por exemplo, na BR-356 que liga Belo Horizonte a Ouro Preto. Bom seria também ser convidado por uma pessoa amiga para chupar jabuticabas direto no pé existente em seu quintal ou seu pomar. Ou também receber diretamente em casa uma certa quantidade trazida pelo amigo numa cordial visita.

As fotografias deste post mostram jabuticabeiras que encantam os quintais de duas residências neste mês de novembro. E como estão saborosas!

Foto: Marina Borges

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A cidade de Belo Horizonte completará, em dezembro próximo, os seus 120 anos de existência. Como é de se esperar, muitas serão as celebrações e exaltações pelo feito e provavelmente serão bastante enaltecidas todas as coisas belas e prazerosas da cidade. Espero que a ocasião também seja uma oportunidade para se reconhecer os problemas crônicos que a cidade possui e que propostas para as suas soluções sejam apresentadas e ouvidas por quem de direito. Dá até para imaginar a quantidade de problemas que virão à tona se as pessoas ficarem mais atentas, observadoras e analíticas em relação às coisas que são varridas para debaixo do tapete.

Viaduto Santa Tereza | Foto: Marina Borges

Vou ilustrar o que estou falando com o exemplo do Viaduto Santa Tereza, um dos símbolos da cidade inaugurado em setembro de 1929, que liga o Centro aos bairros Floresta e Santa Tereza. Se muita gente passa diariamente a pé ou em veículos motorizados sobre os 390 metros de extensão do viaduto, outras pessoas também podem precisar dos banheiros que ficam embaixo do viaduto na Rua Aarão Reis, no espaço artístico e cultural da Praça da Estação.

Banheiro sob o Viaduto Santa Tereza | Foto: Sérgio Verteiro

As fotografias deste post são uma pequena amostra das condições de conservação em que se encontra este espaço público, principalmente levando-se em consideração que praticamente inexistem sanitários públicos no centro da cidade.

Banheiro sob o Viaduto Santa Tereza | Foto: Sérgio Verteiro

Você se lembra de outros problemas da cidade que estão escondidos e permanecem no anonimato?

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É impossível deixar de registrar as flores amarelas dos ipês alegrando, embelezando e contrastando com dias mais frios, muitos ventos, mais secura do ar e focos de incêndio que caracterizam a estação que caminha para o fim. Se as flores amarelas foram precedidas pelas de cor roxa, rosa e branca já é possível imaginar e sonhar com a imensidão de cores que chegarão com a primavera e com as necessárias chuvas.

Foto: Sérgio Verteiro

Espero que você esteja usufruindo dessa manifestação da natureza ao se deslocar pelas ruas da cidade e pelas estradas do estado, sempre contribuindo para ajudar a cuidar da natureza que persiste mesmo sofrendo com tantas agressões dos seres humanos.

Foto: Maria Cristina Borges

As fotografias postadas aqui registram alguns ipês amarelos espalhados por Belo Horizonte que encantaram os seus autores. Quem quiser conhecer mais detalhes sobre os ipês de Belo Horizonte e do bairro de Santa Tereza vai se fartar com este post do portal Santa Tereza Tem.

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Cheguei a Belo Horizonte em 6 de agosto de 1973 como já contei aqui no blog. Alguns dias depois, num feriado de 15 de agosto como hoje, fui visitar e conhecer pela primeira vez a Praça da Liberdade, um dos grandes símbolos da cidade de Belo Horizonte.

Agora já se passaram 44 anos e a praça prossegue sempre marcante por tudo o que nos pode proporcionar. Aliás, naquele dia eu nem imaginava que uma década depois eu estaria trabalhando na Praça, na esquina com a Rua Gonçalves Dias, onde funcionava a sede da Copasa, no prédio da Secretaria Estadual de Obras.

A preservação e manutenção da Praça e seu entorno deveriam ser parte fundamental do compromisso e da ação de todos em prol da sustentabilidade desse patrimônio da cidade que a todos beneficia de uma maneira ou de outra. Se em 1991 foi um grande alívio a mudança da Feira de Artesanato da Praça da Liberdade para a Avenida Afonso Pena, no centro de Belo Horizonte, sempre é preciso lembrar que a vigilância deve ser permanente e em todos os sentidos. Não podemos descuidar em meio a tantos contrastes que podem passar despercebidos em alguns momentos de pouca atenção aos detalhes.

Um bom exemplo pode ser visto nas fotografias deste post, que foram feitas dias atrás na plenitude do nosso inverno. A beleza dos ipês roxos é um convite à nossa contemplação e admiração, mas não podemos deixar de registrar o lixo que se acumula entre as hortênsias, que estão bastante maltratadas, ou a falta de grama nos canteiros neste tempo seco. Se a Praça da Liberdade já tem 120 anos é preciso sempre lembrar que nós e ela podemos muito mais. O que depende só de nós.

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Olhar, olhar; mirar, mirar. Eis o fundamento que continua com validade permanente para nos ajudar a  perceber os detalhes da cidade de Belo Horizonte e dos bairros em que moramos, trabalhamos, frequentamos, buscamos amigos, lazer, cuidados com a saúde… Se vale elogiar o que está funcionando bem, como sonham em ouvir os gestores públicos, mais vale ainda mostrar o que está ruim, o que não está funcionando ou nem existe, mas que precisa de solução o quanto antes.

Foto: Sérgio Verteiro

A primeira condição para resolver um problema é identificá-lo e admitir que ele existe. Isso já é, no mínimo, a metade da solução. Quem transita mais pelas principais ruas e praças do bairro bem que poderia dar uma passada na longa Rua Conselheiro Rocha, que faz divisa com as linhas do metrô e do trem de ferro ao longo de boa parte da Avenida dos Andradas.

Foto: Sérgio Verteiro

Verdadeiros bota-fora de construção civil e similares, como mostram as fotografias deste post, estão presentes ao longo da rua. Muitas são as causas, que podem estar nas pessoas, nas empresas, na Prefeitura Municipal… Mas o problema deve ser resolvido em nome da qualidade de vida de uma sociedade que se diz civilizada.

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A Constituição assegura a todos o direito de ir e vir. Mas para que todos possam usufruir desse direito é preciso que o bom senso e o respeito às regras seja universal. No bairro de Santa Tereza, principalmente nos dias de vida cultural mais intensa, tem sido cada vez mais difícil ir e vir. São cada vez mais frequentes os relatos de moradores que, ou tentar entrar ou sair das garagens, tem se deparado com veículos estacionados que bloqueiam a passagem.

É óbvio que os transtornos causados são muitos e imediatos. Mas nem sempre o infrator é rapidamente e/ou facilmente encontrável na vizinhança – seja na casa de alguém, em um estabelecimento comercial ou espaço de eventos. Tem infrator que, ao ser interpelado, se finge de desentendido e só age quando os agentes da BHTrans chegam para guinchar o veículo. Ou então, com medo de ser guinchado, foge do local dando visíveis sinais de que não passaria pelo teste do etilômetro.

Os moradores se estressam quando têm hora marcada pra chegar ou sair de casa ou, pior, rezam para que não aconteça uma urgência, como precisar correr ao hospital.

A letra “G” tenta indicar a presença de uma garagem. | Foto: Sérgio Verteiro

No intuito de alertar os mais indisciplinados e desatentos cidadãos que estacionam seus veículos de qualquer maneira pelas ruas do bairro, alguns moradores estão pintando faixas em suas calçadas e também no asfalto. A ideia é delimitar, com forte visibilidade e sem margem para dúvidas, os trechos por onde entram e saem veículos como mostram as fotografias deste post.

Faixa amarela delimita garagem em Santa Tereza. | Foto: Sérgio Verteiro

A saída mais fácil seria reivindicar o aumento da quantidade de fiscais dos órgãos públicos responsáveis pelo sistema de trânsito. Mas é importante – e sempre válido – lembrar que se todos cumprissem o padrão a maioria dos problemas simplesmente não existiria. Cobrar dos outros, a começar pelos poderes públicos em Brasília, é mais fácil do que começar fazendo a nossa parte e provando do nosso próprio veneno, pois tudo começa com a gente.

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Há três anos mostramos aqui no Observação & Análise uma cerejeira em flores no quintal de uma casa na região da Savoie, no Sudeste da França. Agora surgiu a oportunidade de registrar a beleza das cerejas dessa mesma árvore nesse final de primavera francesa.

Foto: Morgana Tournier

Valoriza-se a marcante presença da “cereja do bolo”, mas é bom lembrar também que esta pequena fruta avermelhada e de forma arredondada tem sabor doce, polpa macia e suculenta. É típica de regiões mais frias e rica em proteínas, cálcio, ferro, vitaminas A, B e C, além de ter propriedades que ajudam a combater inflamações e dores. É usada na fabricação de conservas, compotas e bebidas licorosas.

Foto: Morgana Tournier

Com as fotografias deste post quero evidenciar que de vez em quando, ao longo do dia ou da semana, a observação e a contemplação de algo belo que ainda persiste na natureza pode nos fazer bem. Afinal de contas já basta a dureza de tanta coisa que temos que enfrentar para encarar essa conjuntura em que a estratégia é de sobrevivência e muitas pessoas que nos cercam só nos contaminam com a repetição de seus assuntos cheios de pessimismo. Isso apenas se soma à postura arrogante de quem pensa que é proprietário da verdade única enquanto a civilização é deixada de lado. Por isso é importante contemplar a beleza do que nos cerca.

Foto: Morgana Tournier

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O recolhimento do lixo domiciliar no bairro de Santa Tereza é feito durante a noite das segundas, quartas e sextas-feiras. O serviço é feito por uma empreiteira terceirizada pela Superintendência de Limpeza Urbana da Prefeitura.

Como ainda existe um pouco de falta de educação sanitária e também de autodisciplina por parte de alguns moradores e comerciantes do bairro é comum se verificar a presença de lixo nas calçadas que são ali colocados fora dos dias e horas pré-estabelecidos. A incidência acaba sendo maior aos sábados e domingos, devido ao espaço de três dias que separam a coleta da sexta e a da segunda-feira.

Foi nesse contexto que surgiu no bairro um grupo de três pessoas oferecendo aos moradores e comerciantes um dispositivo feito com estrutura metálica para receber o lixo enquanto o caminhão não passa. A abordagem feita aos moradores enfatizava o apoio da Prefeitura Municipal à iniciativa e insistia na instalação do dispositivo na calçada numa altura de um metro acima do piso. Alguns moradores perguntaram se o serviço seria bancado pela Prefeitura e só aí ficaram sabendo que tratava-se de negócio privado, sem vínculo com o poder executivo municipal. O preço ofertado foi de R$130,00 por unidade, nele já estando incluída a instalação na calçada. Também existia a possibilidade de negociar um desconto para pagamento à vista. Outro questionamento que os vendedores ouviram foi sobre a pouca largura das calçadas e os transtornos causados aos pedestres em função do estado de conservação e dos obstáculos nelas existentes, como buracos, grades e entradas de garagens. O que ninguém contestou foi o transtorno causado pelo lixo colocado na calçada, deixado de qualquer maneira e a qualquer hora.

Enquanto o problema continua sem solução e dependendo das pessoas, a paisagem foi modificada em muitas vias do bairro, como mostrado nas fotos deste post. E já tive conhecimento de que já existem alguns poucos moradores verbalizando na fila da padaria que se arrependeram da aquisição feita há menos de um mês.

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O Observação & Análise abordou neste post de 30 de junho de 2015 alguns empreendimentos que estavam com suas obras paralisadas em Belo Horizonte, notadamente as municipais. A maior ênfase foi dada à construção do espaço multiuso que estava sendo construído no Parque Municipal Américo Renê Gianetti no local onde funcionou o Colégio Imaco. Passados 21 meses voltamos ao lugar para verificar em que pé estão as coisas. Como não nos assustamos com mais nada, o jeito foi apenas registrar que tudo continua parado e o desperdício do dinheiro público evidenciado em mais um exemplo, conforme mostram as fotografias postadas e seguir. Nesse caso específico o empreendimento teve um valor inicial orçado em R$16 milhões em 2013. Se as obras forem retomadas em algum momento do tempo é bem provável que mais recursos financeiros terão que ser adicionados, no mínimo em função do que já se perdeu de equipamentos e instalações praticamente abandonadas nesse grande período.

Obra inacabada onde era o colégio Imaco. | Foto: Sérgio Verteiro

 

Outro ângulo da obra inacabada do colégio Imaco. | Foto: Sérgio Verteiro

Outras obras estão abandonadas pela cidade, como no Bairro Alto Vera Cruz, e na região do Barreiro que foram mostradas pela TV Globo Minas no MGTV do dia 27 de março de 2017.

Quem mora no Bairro Santa Tereza pode encontrar outra obra parada na Rua Anhanguera quase esquina de Rua Pouso Alegre, onde a ampliação do posto de saúde se iniciou com a desapropriação de alguns terrenos vizinhos e só ficou nisso.

Você também já percebeu outros empreendimentos que estão parados na cidade, sejam eles pertencentes ao município, ao estado ou à União? Será que os órgãos que têm a missão de fiscalizar e auditar a conformidade da execução desses empreendimentos estão cumprindo a sua missão?

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O forte temporal que ocorreu em Belo Horizonte no finalzinho da tarde da quarta-feira passada (8/3) mostrou mais uma vez como a cidade ainda está despreparada para conviver com esse tipo de fenômeno. De novo ficou visível a falta que a gestão faz, tanto do ponto de vista estratégico quanto operacional. Os relatos mostrados pelos diversos meios de comunicação trazem os mesmos problemas de sempre, que já se tornaram crônicos, e para os quais as autoridades governamentais sempre têm uma justificativa. Geralmente é uma chuva maior do que a esperada, manifestações de todo tipo no Centro da cidade, uma falha num cabinho que derrubou todo o sistema do Centro Operacional da Prefeitura, a pane generalizada nos semáforos, maior quantidade de veículos coincidentemente circulando após a volta às aulas…

Estação Santa Efigênia no dia 8/3. 

Um aspecto pouco abordado pela mídia foi o impacto que a chuva teve para os usuários do metrô em pleno horário de pico, que já é normalmente caótico em dias secos. Um usuário registrou a foto e o vídeo deste post, quando tentava embarcar na Estação Santa Efigênia rumo à Estação Vilarinho, em Venda Nova. Como isso não era possível devido à enorme quantidade de pessoas na plataforma enquanto o metrô chegava lotado, o jeito foi embarcar no sentido Eldorado para tentar pegar o metro mais vazio no sentido contrário.

A “cheiúra” era a mesma, por isso esse usuário resolveu desembarcar na Estação Carlos Prates e retornar para desembarcar na Estação Central. Lá ele foi tentar embarcar num ônibus da estação Aarão Reis com destino ao bairro Morro Alto, em Vespasiano. Esperou mais de uma hora no ponto de embarque e quando conseguiu partir ficou com a sensação de que “saiu do espeto para cair na brasa”. Finalmente chegou em casa às 21:30 horas. No dia seguinte pela manhã, sem chuva, retomou sua trajetória cotidiana enquanto as autoridades governamentais continuavam falando para justificar e explicar mais do mesmo de sempre.

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