A Constituição assegura a todos o direito de ir e vir. Mas para que todos possam usufruir desse direito é preciso que o bom senso e o respeito às regras seja universal. No bairro de Santa Tereza, principalmente nos dias de vida cultural mais intensa, tem sido cada vez mais difícil ir e vir. São cada vez mais frequentes os relatos de moradores que, ou tentar entrar ou sair das garagens, tem se deparado com veículos estacionados que bloqueiam a passagem.

É óbvio que os transtornos causados são muitos e imediatos. Mas nem sempre o infrator é rapidamente e/ou facilmente encontrável na vizinhança – seja na casa de alguém, em um estabelecimento comercial ou espaço de eventos. Tem infrator que, ao ser interpelado, se finge de desentendido e só age quando os agentes da BHTrans chegam para guinchar o veículo. Ou então, com medo de ser guinchado, foge do local dando visíveis sinais de que não passaria pelo teste do etilômetro.

Os moradores se estressam quando têm hora marcada pra chegar ou sair de casa ou, pior, rezam para que não aconteça uma urgência, como precisar correr ao hospital.

A letra “G” tenta indicar a presença de uma garagem. | Foto: Sérgio Verteiro

No intuito de alertar os mais indisciplinados e desatentos cidadãos que estacionam seus veículos de qualquer maneira pelas ruas do bairro, alguns moradores estão pintando faixas em suas calçadas e também no asfalto. A ideia é delimitar, com forte visibilidade e sem margem para dúvidas, os trechos por onde entram e saem veículos como mostram as fotografias deste post.

Faixa amarela delimita garagem em Santa Tereza. | Foto: Sérgio Verteiro

A saída mais fácil seria reivindicar o aumento da quantidade de fiscais dos órgãos públicos responsáveis pelo sistema de trânsito. Mas é importante – e sempre válido – lembrar que se todos cumprissem o padrão a maioria dos problemas simplesmente não existiria. Cobrar dos outros, a começar pelos poderes públicos em Brasília, é mais fácil do que começar fazendo a nossa parte e provando do nosso próprio veneno, pois tudo começa com a gente.

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Há três anos mostramos aqui no Observação & Análise uma cerejeira em flores no quintal de uma casa na região da Savoie, no Sudeste da França. Agora surgiu a oportunidade de registrar a beleza das cerejas dessa mesma árvore nesse final de primavera francesa.

Foto: Morgana Tournier

Valoriza-se a marcante presença da “cereja do bolo”, mas é bom lembrar também que esta pequena fruta avermelhada e de forma arredondada tem sabor doce, polpa macia e suculenta. É típica de regiões mais frias e rica em proteínas, cálcio, ferro, vitaminas A, B e C, além de ter propriedades que ajudam a combater inflamações e dores. É usada na fabricação de conservas, compotas e bebidas licorosas.

Foto: Morgana Tournier

Com as fotografias deste post quero evidenciar que de vez em quando, ao longo do dia ou da semana, a observação e a contemplação de algo belo que ainda persiste na natureza pode nos fazer bem. Afinal de contas já basta a dureza de tanta coisa que temos que enfrentar para encarar essa conjuntura em que a estratégia é de sobrevivência e muitas pessoas que nos cercam só nos contaminam com a repetição de seus assuntos cheios de pessimismo. Isso apenas se soma à postura arrogante de quem pensa que é proprietário da verdade única enquanto a civilização é deixada de lado. Por isso é importante contemplar a beleza do que nos cerca.

Foto: Morgana Tournier

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O recolhimento do lixo domiciliar no bairro de Santa Tereza é feito durante a noite das segundas, quartas e sextas-feiras. O serviço é feito por uma empreiteira terceirizada pela Superintendência de Limpeza Urbana da Prefeitura.

Como ainda existe um pouco de falta de educação sanitária e também de autodisciplina por parte de alguns moradores e comerciantes do bairro é comum se verificar a presença de lixo nas calçadas que são ali colocados fora dos dias e horas pré-estabelecidos. A incidência acaba sendo maior aos sábados e domingos, devido ao espaço de três dias que separam a coleta da sexta e a da segunda-feira.

Foi nesse contexto que surgiu no bairro um grupo de três pessoas oferecendo aos moradores e comerciantes um dispositivo feito com estrutura metálica para receber o lixo enquanto o caminhão não passa. A abordagem feita aos moradores enfatizava o apoio da Prefeitura Municipal à iniciativa e insistia na instalação do dispositivo na calçada numa altura de um metro acima do piso. Alguns moradores perguntaram se o serviço seria bancado pela Prefeitura e só aí ficaram sabendo que tratava-se de negócio privado, sem vínculo com o poder executivo municipal. O preço ofertado foi de R$130,00 por unidade, nele já estando incluída a instalação na calçada. Também existia a possibilidade de negociar um desconto para pagamento à vista. Outro questionamento que os vendedores ouviram foi sobre a pouca largura das calçadas e os transtornos causados aos pedestres em função do estado de conservação e dos obstáculos nelas existentes, como buracos, grades e entradas de garagens. O que ninguém contestou foi o transtorno causado pelo lixo colocado na calçada, deixado de qualquer maneira e a qualquer hora.

Enquanto o problema continua sem solução e dependendo das pessoas, a paisagem foi modificada em muitas vias do bairro, como mostrado nas fotos deste post. E já tive conhecimento de que já existem alguns poucos moradores verbalizando na fila da padaria que se arrependeram da aquisição feita há menos de um mês.

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O Observação & Análise abordou neste post de 30 de junho de 2015 alguns empreendimentos que estavam com suas obras paralisadas em Belo Horizonte, notadamente as municipais. A maior ênfase foi dada à construção do espaço multiuso que estava sendo construído no Parque Municipal Américo Renê Gianetti no local onde funcionou o Colégio Imaco. Passados 21 meses voltamos ao lugar para verificar em que pé estão as coisas. Como não nos assustamos com mais nada, o jeito foi apenas registrar que tudo continua parado e o desperdício do dinheiro público evidenciado em mais um exemplo, conforme mostram as fotografias postadas e seguir. Nesse caso específico o empreendimento teve um valor inicial orçado em R$16 milhões em 2013. Se as obras forem retomadas em algum momento do tempo é bem provável que mais recursos financeiros terão que ser adicionados, no mínimo em função do que já se perdeu de equipamentos e instalações praticamente abandonadas nesse grande período.

Obra inacabada onde era o colégio Imaco. | Foto: Sérgio Verteiro

 

Outro ângulo da obra inacabada do colégio Imaco. | Foto: Sérgio Verteiro

Outras obras estão abandonadas pela cidade, como no Bairro Alto Vera Cruz, e na região do Barreiro que foram mostradas pela TV Globo Minas no MGTV do dia 27 de março de 2017.

Quem mora no Bairro Santa Tereza pode encontrar outra obra parada na Rua Anhanguera quase esquina de Rua Pouso Alegre, onde a ampliação do posto de saúde se iniciou com a desapropriação de alguns terrenos vizinhos e só ficou nisso.

Você também já percebeu outros empreendimentos que estão parados na cidade, sejam eles pertencentes ao município, ao estado ou à União? Será que os órgãos que têm a missão de fiscalizar e auditar a conformidade da execução desses empreendimentos estão cumprindo a sua missão?

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O forte temporal que ocorreu em Belo Horizonte no finalzinho da tarde da quarta-feira passada (8/3) mostrou mais uma vez como a cidade ainda está despreparada para conviver com esse tipo de fenômeno. De novo ficou visível a falta que a gestão faz, tanto do ponto de vista estratégico quanto operacional. Os relatos mostrados pelos diversos meios de comunicação trazem os mesmos problemas de sempre, que já se tornaram crônicos, e para os quais as autoridades governamentais sempre têm uma justificativa. Geralmente é uma chuva maior do que a esperada, manifestações de todo tipo no Centro da cidade, uma falha num cabinho que derrubou todo o sistema do Centro Operacional da Prefeitura, a pane generalizada nos semáforos, maior quantidade de veículos coincidentemente circulando após a volta às aulas…

Estação Santa Efigênia no dia 8/3. 

Um aspecto pouco abordado pela mídia foi o impacto que a chuva teve para os usuários do metrô em pleno horário de pico, que já é normalmente caótico em dias secos. Um usuário registrou a foto e o vídeo deste post, quando tentava embarcar na Estação Santa Efigênia rumo à Estação Vilarinho, em Venda Nova. Como isso não era possível devido à enorme quantidade de pessoas na plataforma enquanto o metrô chegava lotado, o jeito foi embarcar no sentido Eldorado para tentar pegar o metro mais vazio no sentido contrário.

A “cheiúra” era a mesma, por isso esse usuário resolveu desembarcar na Estação Carlos Prates e retornar para desembarcar na Estação Central. Lá ele foi tentar embarcar num ônibus da estação Aarão Reis com destino ao bairro Morro Alto, em Vespasiano. Esperou mais de uma hora no ponto de embarque e quando conseguiu partir ficou com a sensação de que “saiu do espeto para cair na brasa”. Finalmente chegou em casa às 21:30 horas. No dia seguinte pela manhã, sem chuva, retomou sua trajetória cotidiana enquanto as autoridades governamentais continuavam falando para justificar e explicar mais do mesmo de sempre.

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Sempre que tenho uma oportunidade abordo a importância da capacidade de observação e o quanto ela deveria ser intensa para todos os seres humanos. Na semana passada conversei com um profissional especialista em gestão de pessoas que trabalhou durante a semana em Belo Horizonte e hospedou-se no bairro Santo Agostinho. Em suas caminhadas pelo bairro nos finais das tardes do ainda agonizante horário de verão ele descobriu a Praça da Assembleia, oficialmente Praça Carlos Chagas. Ele se considera muito observador e se diz sempre movido pela curiosidade de entender os fenômenos e os processos que geram as coisas no seu entorno. Foi assim ao olhar e mirar nas árvores da praça que descobriu uma contendo um fruto de tamanho menor que o de um melão.

Logo após o seu tempo de contemplação, que terminou com as fotografias postadas aqui, ele se informou mais sobre a árvore. O nome dela é abricó de macaco, também conhecida como “castanha” ou “cuia de macaco”, de origem amazônica, muito usada em arborização de praças de cidades brasileiras. O fruto produzido por ela não serve para o consumo humano, devido ao mau cheiro que exala quando é cortada. O macaco é um dos animais que consegue comê-la.

Dando sequência à sua busca de informações, o profissional ficou sabendo que a Praça da Assembleia é a segunda maior de Belo Horizonte no quesito extensão territorial, só perdendo para a Praça do Papa no bairro Mangabeiras nas proximidades da Serra do Curral.

E você, o que tem observado nas suas andanças pela cidade? Compartilhe nos comentários.

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Foto: Sérgio Verteiro

Ainda faltam 28 dias para o início da quaresma, que se dará na Quarta-feira de Cinzas, mas a floração das quaresmeiras do bairro de Santa Tereza já começou. Se o calor é intenso e as chuvas de verão às vezes chegam fortes e passam rápido, ou até são desviadas pelos ventos que as precedem, sempre vale a pena dar uma paradinha para olhar e usufruir da beleza das flores dessa árvore típica da Mata Atlântica. Não vale dizer que o tempo escasso nessa correria louca da vida impede que outros olhares aconteçam. Que tal tentar entender as causas fundamentais dessa falta de tempo?

Nas fotografias deste post estão dois exemplares das belas quaresmeiras que enfeitam o bairro. Que tal dar uma volta para descobrir outras?

À esquerda, quaresmeira na Rua Tenente Durval. À direita, quaresmeira na Rua Mármore.| Fotos: Sérgio Verteiro

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De tempos em tempos abordamos aqui no Observação & Análise as condições das calçadas pelas quais caminhamos nas ruas, avenidas e praças de Belo Horizonte. Dois exemplos sobre as calçadas de Santa Tereza podem ser lidos nesses posts de março e julho de 2016.

O problema, no entanto, não é só de Belo Horizonte. Quem for à cidade de São Paulo, hoje com 12 milhões de habitantes segundo o IBGE, e passar pelas calçadas da Rua Haddock Lobo no Jardim Paulista, a alguns quarteirões da Avenida Paulista, verá que nada é muito diferente do que temos por aqui.

Rua Haddock Lobo, em São Paulo. | Foto: Marina Borges

O ambiente não é nada amigável, tanto para os que estão na plenitude quanto para os que possuem deficiências físicas com variados graus de limitação. Na foto acima dá pra ver alguns dos obstáculos: a calçada é larga, mas não o suficiente para abrigar mesas e cadeiras dos bares, canteiros para as árvores e pessoas que aguardam sua vez nos estabelecimentos. As mesas nas calçadas, inclusive, são constantes na região e nem sempre estão posicionadas adequadamente. Muitas vezes estão na mesma linha do canteiro das árvores, deixando pouquíssimo espaço para os pedestres.

Calçadas na Rua Augusta, em SP. | Foto: Marina Borges

Andando um pouco mais pelo bairro, chegamos à rua Augusta. As duas fotos acima mostram um segundo tipo de problema, a falta de conservação. São buracos, pisos quebrados, desníveis que atrapalham bastante a mobilidade e contribuem para gerar acidentes. Como se pode ver nas fotografias deste post, todas do dia 8 de janeiro deste ano, não temos nada a dever aos paulistanos no quesito obstáculos à mobilidade.

Todo cidadão tem o direito de ir e vir garantido pela Constituição Brasileira. Mas nossas observações e análises nos levam a pensar em como e em quais condições esse direito pode ser exercido nos mais diferentes locais. O que esperar das prefeituras municipais, dos próprios cidadãos e do Ministério Público que zela pelo cumprimento das leis em todo o país? A realidade continua a nos mostrar o quanto estamos longe do ideal sempre sonhado.

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Já estamos no verão, a crise brasileira continua firme à espera de saídas. Pelo menos está chegando o Natal, que contribui para intensificar a movimentação à medida em que se aproxima o dia da comemoração do nascimento do menino Jesus.

Entre os diversos símbolos usados nesta época do ano vou realçar a marcante presença dos presépios, que reproduzem o ambiente em que ocorreu o nascimento.

Presépio do Lar Santa Terezinha, em Araxá (MG)| Foto: Elayne Pedrosa.

Criado por São Francisco de Assis em 1223, o presépio resiste e persiste diante das mais diversas inovações que sacudiram o mundo de lá para cá. Continua firme a trazer significados e ressignificados para todos aqueles que o contemplam.

Presépio na Igreja de Santa Tereza e Santa Terezinha, em Belo Horizonte. | Foto: Flávia Pereira

Presépio da Capela de Nossa Senhora das Graças, em Belo Horizonte. | Foto: Flávia Pereira

Por isso, sugiro a quem consegue fazer uma boa gestão do tempo que coloque em suas prioridades dessa época um momento para estar diante de um presépio. Nas fotografias desse post é possível contemplar alguns exemplos dessa arte.

Na Igreja de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, em Belo Horizonte. | Foto: Sérgio Verteiro

Presépio na Capela de Nossa Senhora das Mercês, em Ribeirão das Neves (MG) | Foto: Sérgio Verteiro

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A emancipação política de Araxá, minha querida cidade natal, se deu há 151 anos, em 19 de dezembro de 1865, durante o reinado do Imperador Dom Pedro II.

Nas comemorações deste ano quero chamar a atenção para um aspecto que tem merecido pouca atenção dos governantes, das organizações da sociedade civil, das empresas e dos próprios moradores da cidade. Trata-se do cuidado e da responsabilidade com o patrimônio histórico que todos devem ter, cada um no seu nível de atuação. Preservar o patrimônio histórico significa a possibilidade de se manter viva para as atuais e futuras gerações aspectos importantes de uma determinada época da cultura araxaense.

O fechamento da bicentenária igreja de São Sebastião, em setembro último, é apenas mais um sinal pouco percebido, mas que precisa passar do sussurro para um grande e permanente grito mobilizador. Essa igreja é de 1804 e foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) em 1979, mas isso não é suficiente para mantê-la viva.

Igreja de São Sebastião. | Foto: Elayne Pedrosa

Também não dá para esquecer que o Museu Dona Beja está interditado há quatro anos depois de um princípio de incêndio que quase consumiu os aposentos da bela dama. O museu também é tombado pelo IPHAN e começou a funcionar como tal em 1965 por ocasião das comemorações do centenário da cidade.

Museu Dona Beja. | Foto: Elayne Pedrosa

A seguir estão postadas fotografias feitas ontem pela designer araxaense Elayne Pedrosa mostrando como estão o Museu Memorial Araxá, a Fundação Cultural Calmon Barreto e o prédio que abrigou no século passado a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores. Aliás, um pouco abaixo desse prédio encontra-se cercado por tapumes o antigo casarão onde funcionou durante décadas a pensão Tormin, da Praça Coronel Adolfo.

Memorial de Araxá | Foto: Elayne Pedrosa

 

Fundação Cultural Calmon Barreto | Foto: Elayne Pedrosa

 

Antiga sede da Câmara. | Foto: Elayne Pedrosa

Como fazer para garantir a preservação desses e de diversos outros patrimônios públicos ou privados da cidade? Esse é um desafio para toda a comunidade e suas lideranças que não pode ficar sem respostas indefinidamente. Só tombar os imóveis e isentá-los de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) é muito pouco.

Eu sei que muitas pessoas poderão dizer que o país está em crise, mas isso não deve ser motivo para justificar a inércia, pois enfrentar dificuldades faz parte da gestão de qualquer processo. Se nada acontecer, daqui alguns anos talvez não seja mais possível registrar em fotografias o mesmo patrimônio que existe hoje. Depende também de nós a preservação da memória da cidade.

Feliz aniversário Araxá, capital secreta do mundo e cidade eterna como Roma!

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