Curtas e curtinhas

por Luis Borges,  19 de outubro de 2026   Curtas e curtinhas

O aumento do preço de um plano de saúde

Um engenheiro eletricista de 74 anos, aposentado há seis, ficou muito assustado com o exorbitante aumento do preço do seu plano de saúde coparticipativo, a partir do mês de setembro. Ele recebeu um singelo comunicado da gestora do plano informando que após intensas negociações com a operadora foi definido um aumento de 11% na mensalidade devido à inflação médica ocorrida no período de 12 meses anteriores.

Vale lembrar que a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, estabelece a livre negociação entre as partes para o aumento anual das mensalidades desses tipos de planos. Na prática, o cliente só participa quando fica sabendo do tamanho do aumento do preço.

É importante lembrar que a inflação do período de setembro de 2025 a agosto de 2026, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, do IBGE, foi de 4,22%.

O engenheiro teve que remanejar seu orçamento para se manter no plano de saúde e constatou a sua perda de poder aquisitivo diante dos cortes que foi obrigado a fazer. Ele percebeu que está caminhado firme rumo à classe C de consumo, pois sua aposentadoria, quando reajustada, jamais passa do índice da inflação geralmente medida nos últimos 12 meses.

Acidentes nas rodovias federais

A Polícia Rodoviária Federal informou que no período de janeiro a julho desse ano ocorreram 42.322 acidentes nas rodovias federais do país, sendo que 3.516 pessoas morreram e 48.611 ficaram feridas.

Entre as principais causas dos acidentes estão a ausência de reação do condutor, reação tardia ou ineficiência do condutor, acessar a via sem observar a presença de outros veículos, condutor deixou de manter distância do veículo da frente, manobra de mudança de faixa, velocidade incompatível, ingestão de álcool pelo condutor, demais falhas mecânicas ou elétricas, transitar na contramão e condutor dormindo.

Quantos terão sidos os acidentes no mesmo período nas rodovias estaduais e municipais? E nas estradas vicinais das zonas rurais? Viver continua sendo cada vez mais perigoso!

O que não falta é imprudência, imperícia e negligência dos envolvidos no sistema de transporte rodoviário.

A propósito do dia da pessoa idosa em 1º de outubro

O “Mapa da Inadimplência do Brasil”, feito pela Serasa mostrou que o número de pessoas idosas inadimplentes cresceu 132% em dez anos. As pessoas acima de 60 anos com dívidas atrasadas chegaram a 15,8 milhões. Em 2016, esse número era de 6,8 milhões. Devido a esse avanço, a população idosa passou a representar 19,4% dos inadimplentes do país. Há dez anos, era de 12,2%.

Um terço dos domicílios brasileiros, ou seja, mais de 20 milhões de lares, é chefiado por pessoas acima de 60 anos, aponta o estudo “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, divulgado em setembro pela empresa de pesquisa Nexus, com base em números de 2015 a 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

A maioria desses idosos (68%) divide a casa com outros membros da família. Uma das conclusões de Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, é que há uma “sobrecarga geracional” sobre os idosos. Filhos, netos e outros parentes dependem diretamente dos rendimentos da população mais velha para subsistir, sejam provenientes de aposentadorias, pensões ou trabalho ativo.

Quando a conta da família aperta, o idoso é também o canal para conseguir acesso a crédito, especialmente o consignado, que é mais barato e fácil de contratar do que outras modalidades de empréstimo.

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Sobrevivendo na primavera do El Niño

por Luis Borges,  29 de setembro de 2026   Pensata

Nas aulas de geografia que fiz na década de 60 do século passado aprendi que o ano é dividido em quatro estações: verão, outono, inverno e primavera, cada uma com suas características próprias. O verão com chuvas e calor, o outono com as cores de abril, o inverno com frio e a queda das folhas das plantas, a primavera com o reflorescer da natureza, plenitude das flores. E agora, como estamos percebendo a natureza e o clima enquanto caminhamos para o final da década de 20 do século XXI? Esta pergunta vale para o centro da Terra, os seus pólos Norte e Sul, para os oceanos e a atmosfera que os envolve.

Dia após dia nos deparamos com frio, calor, ventanias, chuvas, raios, quedas de árvores, rompimento de fios e cabos, acidentes no trânsito, alagamentos, desmoronamentos de encostas, incêndios de todos os tipos nos campos e nas cidades e assim por diante. Os especialistas do clima demonstraram que o mês de agosto foi o mais quente desde que se iniciaram as medições da temperatura que, aliás, só crescem. Se isso é o que temos – e a cada dia parece que vai ficando pior – o que fazer para frear tamanha ameaça à vida?

Como fazer diante do aquecimento que transforma o planeta em estufa e leva aos eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes? Será que o ponto de não retorno está mais próximo do que imaginamos diante da volúpia atrás de combustíveis fósseis, a começar pela exploração do petróleo no litoral Norte, na foz do Amazonas?

Nesse momento em que o El Niño está em grande evidência, é importante lembrar que ele é um fenômeno natural que acontece quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal por vários meses. Esse aquecimento altera a circulação dos ventos e da atmosfera e acaba influenciando o clima de várias partes do mundo.

Vale lembrar também que seus efeitos se acentuam desequilibradamente. No Brasil, por exemplo, fortes chuvas e ventos no Sul, seca no Norte, Nordeste e parte do Sudeste estão na cena. Dá para imaginar como será o verão, estação que sucederá a primavera?

Infelizmente esse assunto quase não foi abordado na campanha eleitoral deste ano e pelo visto continuaremos constatando a situação piorando e a gente tentando se adaptar ao novo clima em nome da necessária sobrevivência. Ouviremos cada vez mais exclamações do tipo “que calor!”, “que frio!”, “que ventania!”, “que chuva!”, “que falta de água potável!”, “que falta de energia elétrica!”…

Agora estamos na reta final para a realização em novembro da COP 31  sob a liderança de Turquia e Austrália. Entre os principais temas estão o Financiamento Climático e Ilhas do Pacífico, Aceleração da Eletrificação Global e Transição Energética, Agenda de Ação Prática (Cidades Resilientes e Resíduos). A primeira COP foi realizada em Berlim – Alemanha no ano de 1995, atendendo a decisões da Rio 92, também chamada de Eco 92 pela Organização das Nações Unidas. Entretanto, até hoje as metas estabelecidas para a redução do aquecimento global ainda não foram atingidas e os países ricos se recusam a financiar com mais efetividade a implementação das medidas que se fazem necessárias para as mudanças do clima a favor da vida.

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Foto: Abdias Pinheiro/SECOM/TSE.em 13.12.2021

A Secretaria da Receita Federal informou que estima em R$996 milhões o valor da compensação tributária às emissoras de rádio e TV pela transmissão da propaganda eleitoral e partidária. Como se vê, não existe nada de gratuito na programação, com duas apresentações diárias de 25 minutos e as diversas inserções ao longo do dia. Tudo é dividido em termos de tempo em função do tamanho de cada partido legalmente registrado e da bancada na Câmara dos Deputados, as coligações e federações partidárias feitas.

Mas, nesse momento, é importante discutir e encontrar uma solução para que o Estado brasileiro deixe de financiar os partidos políticos e as suas campanhas eleitorais. A proibição para o setor privado não financiar partidos e candidatos nas eleições não impediu a continuidade dessa prática na informalidade e de diversas maneiras.

Vale lembrar que a corrupção está em metástase pelo país afora e cada vez mais aceita com naturalidade no setor público e privado, onde o que varia é o tamanho da mordedura em cada negócio. Está passando da hora de uma palavra de ordem entrar em movimento gritando “Abaixo a Corrupção!” A história recente registrou o “Abaixo a Ditadura.”

Muito tem se falado no equilíbrio das contas públicas, da altíssima carga tributária, principalmente sobre o consumo da população de baixa renda e da enorme dívida pública. Nunca é demais lembrar que do orçamento público da União saem R$60 bilhões para as emendas impositivas dos parlamentares federais, R$4,961 bilhões para o fundo patrocinador das campanhas eleitorais desse ano e de R$1,4 bilhão para o fundo partidário que ajuda a manter os partidos políticos de portas abertas. Como poderia ser a vida dos partidos políticos se eles mesmos gerassem seus recursos financeiros sem depender do Estado?

Se os recursos são escassos, quais critérios deveriam ser usados para priorizar a divisão do bolo do orçamento?

Em tempo, caro leitor: você assiste à campanha eleitoral no rádio ou na TV? Se sim, o que mais chama a sua atenção?

Luis Borges

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A Prefeitura de Belo Horizonte, que se auto intitula “Prefeitura do Povo”, enviou um Projeto de Lei à Câmara de Vereadores do município denominado Operação Urbana Simplificada (OUS), que estimula o adensamento do Centro da cidade e de bairros no seu entorno. Como sempre, a tramitação da proposta teve baixa visibilidade e não demonstrou preocupação alguma com o impacto sobre os moradores dos bairros relacionados no projeto.

O foco está no mercado imobiliário para que “a capital deixe de ser uma roça grande”. Do projeto inicialmente apresentado foi retirado o bairro Concórdia e, na calada da noite, foi colocado um jabuti, incluindo o bairro Santa Tereza, que é uma Área de Diretrizes Especiais – ADE. Simplesmente buscou-se o atropelamento da Lei de Uso e Ocupação do Solo, do Plano Diretor do Município e da Conferência Municipal de Políticas Urbanas – COMPUR num processo teratológico.

No apagar das luzes da votação em segundo turno na Câmara de Vereadores, a Justiça concedeu liminar suspendendo a votação devido ao não cumprimento de diversas etapas necessárias para a discussão do projeto. Pouco mais de uma semana depois, a liminar foi derrubada, a votação em segundo turno foi marcada para a manhã da segunda-feira, 31 de agosto, e o Projeto da Prefeitura foi aprovado pelos vereadores com 32 votos a favor, 5 contrários e uma abstenção. Agora é só aguardar a sanção do Prefeito e a desenvoltura do mercado imobiliário para desfigurar a área do bairro denominada Chapéu de Napoleão, com todos os impactos ambientais, acústicos, eólicos e de mobilidade com a edificação de torres de 15 a 25 andares de concreto armado e vidros.

Num momento como esse e diante da perspectiva de um futuro próximo sombrio, vale a pena observar e analisar como tem funcionado a nossa democracia representativa e como faz falta a democracia participativa.

Vista lateral da Igreja de Santa Tereza e Santa Terezinha. | Foto: Marina Borges

 

Reproduzo abaixo texto da Associação Comunitária do bairro de Santa Tereza, ACBST.

Um arranha-céu em Santa Tereza pode parecer apenas um prédio, uma construção pontual.

Uma exceção na paisagem. Uma mudança entre tantas outras que uma cidade atravessa.

Mas um arranha-céu em Santa Tereza é muito mais que isso: é a licença para o próximo.

Primeiro um, depois outro e outro e outro.
E, aos poucos, a sombra cresce.

Primeiro, sobre as casas. Depois, sobre as ruas, os quintais, as árvores.

Até alcançar aquilo que não se mede: os encontros nas calçadas, a música das esquinas, as fachadas históricas e a história de um dos bairros mais significativos de Belo Horizonte.

O que está em jogo é o precedente para a transformação de um bairro inteiro.

Santa Tereza guarda algo cada vez mais raro em uma cidade grande: uma escala humana, um jeito de viver que aproxima Belo Horizonte do interior, uma paisagem construída ao longo de gerações e uma identidade que não pode ser reconstruída depois que desaparece.

É por isso que precisamos dizer agora, enquanto ainda há tempo:

No Santa Tereza não cabe arranha-céu.
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Curtas e curtinhas

por Luis Borges,  26 de agosto de 2026   Curtas e curtinhas

Cooperativismo financeiro

O cooperativismo é um sistema de organização baseado na cooperação, na ajuda mútua e na gestão democrática em que os membros trabalham juntos para alcançar objetivos comuns e melhorar suas condições econômicas e sociais.

As cooperativas financeiras vem ampliando sua participação no sistema brasileiro e registrando um ritmo de crescimento superior ao dos bancos tradicionais. Segundo o Banco Central a carteira de crédito das cooperativas cresceu 13,1% em 2025, enquanto a expansão dos demais bancos e instituições financeiras ficou em 8,5%.

O avanço acompanha o crescimento do número de brasileiros que optam pelo cooperativismo financeiro. Ao final de 2025, as cooperativas de crédito reuniam 21,2 milhões de cooperados no país, crescimento de 10,4% em relação ao ano anterior. O setor também alcançou R$ 1 trilhão em ativos e já está presente fisicamente em 59% dos municípios brasileiros, levando serviços financeiros a regiões onde, em muitos casos, as cooperativas são a única instituição financeira com atendimento presencial.

Casas Bahia e a crise do varejo

O pedido de recuperação judicial das Casas Bahia colocou em grande evidência a crise do comércio varejista. A dívida apontada é de R$17,3 bilhões o que culminou no fechamento de 298 lojas e na demissão de cerca de 1900 empregados, até o momento.

Muitos analistas de mercado atribuíram como causa fundamental do episódio a alta taxa de juros e passaram a propor um ajuste fiscal a ser discutido na campanha eleitoral para ser implementado a partir do próximo ano. Entretanto, outras causas devem ser observadas e analisadas. A primeira é o comércio digital avançando em grande velocidade e dispensando a presença dos clientes em grandes lojas físicas, cheias de estoques. Em muitos casos o frete nem é cobrado. Outra causa pode ser a quantidade de recursos financeiros que as pessoas estão transferindo para as apostas esportivas, nas bets. Ainda tem os atrasos de pagamentos, a alta inadimplência, a falta de educação financeira. No caso das Casas Bahia, vale lembrar a briga entre herdeiros atrapalhando a governança corporativa.

Atração das terras paraguaias

A reforma tributária brasileira sobre bens e serviços segue cumprindo suas etapas de implementação sem se falar na reforma do Imposto de Renda com sua tabela de descontos congelada. Enquanto isso, tem gente sonhando em se transferir para o Paraguai, país com 7,1 milhões de habitantes, em busca de menor carga tributária. A incorporadora Raíces Real Estate afirma ter vendido US$ 13 milhões em imóveis para compradores do Brasil. O setor imobiliário vive um “boom” no Paraguai e representa 12% do PIB do país. A Raíces estima que o número de empresas brasileiras com investimento direto no país, hoje em 300, chegue a 1.000 nos próximos três anos.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges,  20 de agosto de 2026   Curtas e curtinhas

Concentração da renda no Brasil

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, ano base 2025, feito pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades mostrou que houve avanços em 71% dos 38 indicadores analisados. Entre eles estão o mercado de trabalho, a renda, o desenvolvimento humano, a segurança alimentar, a educação e a área ambiental. O que não melhora é o histórico problema da concentração da renda. Os dados mostram que a parcela de 1% dos mais ricos (2,1 milhões) tem renda 31,5 vezes superior à dos 50% mais pobres (106,4 milhões). Quem se incomoda com a persistência dessa imensa desigualdade social?

Imagem ilustrativa / Firentis por Pixabay

Novo risco ocupacional

A Electrolux, fabricante de uma ampla linha de eletrodomésticos, eletroportáteis e equipamentos de climatização para uso residencial e com cerca de 7 mil empregados, incluiu os impactos das apostas online em seu programa de prevenção de riscos ocupacionais. A empresa orienta as lideranças sobre como perceber sinais de endividamento e de problemas de saúde mental dos empregados relacionados a apostas. A empresa implantou o programa “Viva Melhor”, oferecendo educação e consultoria financeira além de auxílio psicológico. Sintomas de ansiedade estão entre as principais demandas registradas no programa. Assessoria financeira foi o serviço mais procurado por 94% dos empregados que buscaram a consultoria.

Esta iniciativa ocorreu em meio ao crescimento do mercado de apostas no país. Estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda – Comsefaz, em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento – Cicef, apontou que as famílias brasileiras tiveram uma perda líquida de R$62,5 bilhões com bets em 2025.

No mesmo período, as plataformas movimentaram R$ 350,9 bilhões em transferências via Pix.

Faturamento das padarias

O Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação – Ideal informou que no período de janeiro a maio de 2026 o faturamento do setor de panificação e confeitaria no Brasil cresceu 3,24%. O ritmo foi mais moderado no mesmo período dos dois últimos anos, quando o setor cresceu 9,35% em 2025 e 8,80% em 2024. O avanço foi sustentado pela alta de 5,75% no tíquete médio nacional do consumidor, enquanto o fluxo de clientes nas padarias caiu 2,31% no período.

O pão francês mantém participação de 6,88% no faturamento total do setor. As vendas em valor sobiram 7,30%, impulsionadas por avanço de 3,10% em quilos vendidos e alta de 4,20% no preço médio, tendo chegado até R$ 21,73 por quilo.

A participação da produção própria no faturamento das padarias atinge 70,59% em 2026, maior patamar da série histórica: ante 67,91% em 2025 e 68,80% em 2024.

A participação da produção própria no faturamento das padarias atingiu 70,59% nesse período de 2026, maior patamar da série histórica: ante 67,91% em 2025 e 68,80% em 2024.

Com que frequência você compra pão francês numa padaria?

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O necessário voto consciente

por Luis Borges,  14 de agosto de 2026   Pensata

A contagem regressiva para o primeiro turno das eleições gerais de 4 de outubro nos indica que faltam apenas 51 dias para o evento. Seria desejável que todos esperassem a data bem informados e conhecedores da ficha dos candidatos – e que elas sejam limpas -, quais são as suas propostas e como farão para resolver os grandes problemas do país, além de mostrar com quem eles andam para conseguir seus intentos.

Inicialmente é preciso fazer uma avaliação sobre o desempenho daqueles candidatos que estão buscando a reeleição. É necessário conhecer o que fizeram, a começar pelo comparecimento ao trabalho para o qual foram eleitos, as propostas apresentadas para a solução de tantos problemas e como se comportaram diante dos grandes temas nacionais e regionais. Não dá para acreditar em quem aparece de quatro em quatro anos só para pedir votos e que troca de partido político como se troca de roupa.

O que saber dos candidatos em geral e sobre o que eles estão propondo para a solução dos problemas que afligem a população? Penso que é importante buscar saber que propostas eles têm para resolver a fome, o desemprego, a moradia digna para todos, a indigna condição das pessoas em situação de rua ou, indo realisticamente ao ponto, moradores de rua, o que está sendo proposto para a segurança pública, a começar pelo combate ao crime organizado em todos os níveis sociais, inclusive a corrupção nos poderes públicos em todas as suas instâncias, mudanças climática. Além disso, o que está sendo proposto para a saúde que é um direito de todos e dever do Estado, bem como para a educação…

A hora é de busca por informações seguras, sempre com as devidas observações e análises críticas sobre as fontes emissoras. É preciso listar o que não dá para aceitar mais, o que não tem amparo na verdade, no conhecimento baseado em fatos e dados. O voto consciente é fundamental para que a nação faça as necessárias transformações políticas, sabendo-se que tudo começa com a gente. Não dá para dizer que eu não sabia. É fundamental valorizar o voto e fortalecer a democracia.

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Gestão é o que todos precisam, mas nem todos ainda sabem que precisam. Essa é uma afirmação que tenho feito sempre que percebo a sua pertinência num determinado contexto. Por isso é que ela cabe nesse momento em que 60% do ano já foi embora, o que nos cobra fazer um balanço da nossa gestão individual visando atingir as metas estabelecidas para serem alcançadas até o final do ano. Será que os planos de ação formulados estão sendo cumpridos e os resultados parciais aparecendo na linha da meta a indicar que o rumo esta certo? Ou será necessário um reposicionamento estratégico em função de mudanças na conjuntura e nos cenários que poderão impactar nas entregas que nos desafiam?

O ponto aqui é fazer uma avaliação crítica, sem medo dos fatos e dados, sobre as metas pessoais, profissionais e familiares com as quais temos engajamento / comprometimento. Um método consistente a ser usado propõe que sejam respondidas as 5 perguntas básicas listadas a seguir:

• O que foi planejado em função das premissas da virada do ano, portanto há pouco mais de meio ano?
• O que foi executado nesse período de tempo?
• Quais foram os resultados parciais alcançados até o momento?
• O que está pendente no caminho traçado para o avanço da linha da meta?
• Quais são os próximos passos, inclusive levando-se em conta os reposicionamentos estratégicos em função da conjuntura atual e dos cenários que se desenham no horizonte?

É importante avaliar a consistência do que foi planejado e a sua capacidade para operar bem o plano de ação visando atingir as metas, com foco, disciplina, constância de propósitos e verificação da qualidade da gestão naquilo que só depende de você, de suas iniciativas e protagonismos. Só reclamar dos outros e se vitimizar não te levará ao resultado esperado.

É fundamental também ter em mente que nós respondemos pelos processos sobre os quais temos autoridade e que devemos acompanhar as variáveis que não controlamos, mas que nos impactam direta ou indiretamente. Por exemplo, a inflação oficial e setorial, a carga tributária, o aumento de preços administrados pelos governos da União, Estados, Municípios, crescimento da economia, tamanho do mercado de trabalho, a relação entre o real e o dólar…

Caro leitor, será que o resultado do seu balanço de meio do ano é satisfatório ou são muitas as correções na rota para que você consiga atingir suas metas até o final do ano?

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Encerrada a Copa do Mundo de Futebol, vencida pela Espanha, façamos um balanço. A Seleção Brasileira Masculina, sob a gestão da Confederação Brasileira de Futebol, foi eliminada precocemente, nas Oitavas de Final, em jogo contra a seleção da Noruega. Precisamos observar e analisar as causas que levaram essa equipe, que representa o melhor do futebol nacional, a um retumbante fracasso.

A primeira consideração nos remete ao planejamento e gestão estratégica da CBF, com suas crises políticas e disputas de poder, dificuldades crescentes para se reposicionar estrategicamente diante da mudança de cenários e os interesses comerciais prevalecendo sobre critérios técnicos, inclusive na convocação de alguns jogadores.

É interessante observar também como todos os principais envolvidos no processo, aí incluídos mídia e patrocinadores, ficaram presos à busca do hexa campeonato mundial, após seis Copas em que o fracasso triunfou. Vale lembrar como todos ficaram presos ao paradigma de melhor seleção do mundo após os 5 títulos conquistados no passado, entre os anos de 1958 e 2002, num intervalo de 44 anos cheio de hiatos e marqueteiramente chamado de penta. Presos ao paradigma, esqueceram-se que o passado glorioso não garante nada no presente e nem no futuro, se não houver a gestão para manter, melhorar e inovar o que se conquistou com as devidas adequações inerentes.

É fundamental lembrar sempre que, quando a história muda, tudo volta à base zero.

De hoje até a próxima Copa em 2030, o Brasil chegará lá, caso se classifique na fase eliminatória, com 28 anos consecutivos sem títulos e em busca do hexa campeonato outra vez.

Não dá para ignorar, negar ou arrumar desculpas para tentar justificar o acontecido.

Só as Bets foram campeãs.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges,  15 de julho de 2026   Curtas e curtinhas

Os elementos de terras raras

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos metálicos essenciais para a tecnologia moderna. Segundo Otto Levi Reis, Engenheiro Metalurgista, Especialista em Gestão Estratégica de Negócios e Diretor de Investimentos da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN Mineração, as terras raras representam uma cadeia de valor composta por diferentes etapas.

A primeira é a extração do minério, algo que o Brasil já possui graças às reservas naturais. A segunda é a separação dos elementos que compõem as terras raras, processo que exige tecnologia. Já a terceira etapa é a fabricação de produtos que utilizam esses minerais. O Brasil precisa adquirir tecnologia para separar esses elementos e, principalmente, criar condições para desenvolver uma indústria capaz de fabricar produtos de maior valor agregado. É aí que está a grande oportunidade.

Em vez de apenas exportar matéria prima, poderíamos produzir baterias, componentes eletrônicos e diversos outros produtos de alta tecnologia utilizando recursos que já possuímos. Essa terceira etapa depende diretamente da competitividade do país. Carga tributária, ambiente regulatório e condições para fazer negócios são fatores que influenciam a decisão das empresas sobre onde investir e produzir.

Leia mais neste link.

Alguns números do iFood

Numa entrevista ao programa Mundo Corporativo da rádio CBN, a economista Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood, apresentou alguns dados sobre o porte da empresa e sua plataforma digital. Segundo ela, o iFood atende hoje a 550 mil estabelecimentos comerciais, que possuem 60 milhões de clientes cujas pedidos são atendidos por 600 mil entregadores diariamente. Desses, cerca de 25% não possuem o ensino médio completo.

Ela destacou a preocupação da empresa com a saúde e segurança dos entregadores, busca constante pela direção segura no trânsito, deficiências nas condições viárias das cidades e transparência com seus clientes e fornecedores.

Você já usou os serviços de entrega do iFood? Os prazos foram cumpridos ou ocorreram grandes atrasos? Como você avalia o comportamento dos entregadores no trânsito diante das metas que eles precisam atingir?

A desordem urbana em Belo Horizonte

Seu olhar atento tem percebido a quantas anda a desordem urbana da cidade de Belo Horizonte? Como está a aceitação e cumprimento do Código de Posturas Municipais?

É grande a quantidade de veículos literalmente abandonados em vias públicas por longos períodos, trazendo consequências para a saúde das pessoas, segurança e mobilidade.

As calçadas e vias públicas estão cada vez mais ocupadas por mesas, cadeiras e grades delimitando espaços para bares, botecos e restaurantes em diversos bairros, a começar por Santa Teresa, Lourdes, Santa Amélia e União, por exemplo.

Na Praça Duque de Caxias, no bairro Santa Tereza, é comum a presença de veículos estacionados no meio da praça tombada pelo Patrimônio Histórico, a realização de eventos sem alvará da prefeitura e tudo ficando por isso mesmo, ou seja, sem consequências. Também são frequentes a colocação de sacos de lixo domiciliar em dias e horários não programados para a coleta, além do surgimento inesperado dos bota-fora de qualquer natureza.

O que mais você acrescentaria a esses problemas?

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