Curtas e curtinhas

por Luis Borges 30 de março de 2017   Curtas e curtinhas

Vagas no Congresso Nacional

Dois projetos distintos que tramitam no Senado Federal abordam a quantidade de vagas na Câmara dos Deputados. Um deles também mexe na quantidade de Senadores e define que cada estado passaria a ter 2 representantes ao invés dos 3 atuais e o número total de Senadores cairia de 81 para 54. Já na Câmara dos Deputados o número de representantes do povo cairia dos atuais 513 para 385. Dá para imaginar quando isso será aprovado e quanto e que redução traria para os gastos da casa legislativa?

O outro projeto que mexe com a Câmara propõe a redistribuição das atuais 513 vagas proporcionalmente à população dos estados, em função da quantidade de habitantes registrados pelo IBGE em 2015. Por esse critério Minas Gerais passaria a ter 55 representantes, 2 a mais que o número da atual bancada. Será que esse reforço ajudaria a melhorar os tão criticados baixos resultados dos atuais 53 deputados?

Orçamento da União

O Orçamento da União para 2017 foi aprovado pelo Congresso Nacional com um déficit de R$139 bilhões, mas contava com arrecadações incertas de R$54 bilhões. Uma premissa era o crescimento de 1,6% do PIB, que agora já caiu realisticamente para 0,5%. Pelo andar da carruagem o Ministro da Fazenda já percebeu no terceiro mês do ano que dificilmente virão os ovos com os quais contava. Assim, já cacarejou dizendo que é de R$58 bilhões o tamanho do rombo que precisa ser estancado para que o buraco do orçamento continue com o déficit previsto de R$139 bilhões. Uma das medidas propostas é o aumento da carga tributária (IOF, reoneração da folha salarial), algo inadmissível há um ano pelos apoiadores do impeachment da ex-Presidente. Entre eles estava a poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) com seus patos amarelos. Mais uma vez fica claro a quem caberá pagar o pato.

Reforma da Previdência

O impopular Presidente da República começou a dar sinais bastante visíveis de sua preocupação com as críticas ao projeto de Reforma da Previdência Social. Rapidamente apressou-se em retirar da proposta a parte que se refere aos servidores estaduais e municipais. Entretanto, ele que é tido como um constitucionalista, esqueceu-se que a Constituição Brasileira determina que cabe à União fazer as regras gerais enquanto os estados devem atuar apenas em suas especificidades.

Vamos ver quais serão os próximos passos na tentativa de tornar a proposta mais palatável e em conformidade com a atual Constituição Brasileira.

Supersalários

O Senado Federal aprovou em dezembro de 2016 a proposta que regulamenta a aplicação do teto para a remuneração dos servidores públicos da União, estados e municípios. Esse teto, hoje, é de R$33,7 mil. Até o momento o projeto está paradinho na Câmara dos Deputados, aguardando a indicação de um relator para posterior tramitação em três comissões específicas para, finalmente, ir a votação em plenário. Será que haverá tempo hábil para que tudo isso aconteça ao longo deste ano?

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Decorridos 12 dias da espetaculosa operação Carne Fraca feita pela Polícia Federal em alguns frigoríficos brasileiros, entre eles duas das maiores marcas do mercado, são muitos os desdobramentos e as consequências. Diante de tudo que tem sido falado nas diversas mídias, quero citar aqui 3 aspectos, dentre tantos, que merecem mais reflexão e ação.

O primeiro deles está ligado ao sistema de gestão da qualidade dos alimentos que estão envolvidos ao longo de toda a cadeia produtiva. Quem fiscaliza o fiscal e quem audita o auditor que faz parte do processo que verifica e atesta a conformidade das diversas etapas com as especificações previstas em leis, acordos comerciais, regulamentos e projetos envolvidos? O sistema precisa ter mecanismos à prova de bobeira, pois os critérios claramente especificados só atrapalham a ação de corruptos e corruptores.

Em segundo lugar é importante lembrar que a quantidade de informações que vieram à tona através de fatos e dados, com diferentes níveis de rigor técnico e cientifico, nos mostram que ainda temos muito que melhorar em nossa busca de informações e conhecimentos consistentes que amparem e sustentem as nossas opiniões e abordagens. Não vale o achismo nem se ter a profundidade de um pires.

Em último lugar registro que não percebi se representantes dos consumidores brasileiros foram convidados para participar do churrasco que o Presidente da República ofereceu aos embaixadores de 27 países importadores de carnes brasileiras, que ocorreu no domingo 19/3 em Brasília. Um fato curioso, não sei se percebido pelo Presidente em sua rápida reação, é que a churrascaria é especializada em carnes oriundas da Argentina, Austrália e Uruguai. Já os dados sobre as exportações brasileiras até o período anterior à ocorrência da operação policial mostram que os brasileiros são disparadamente os maiores consumidores da carne produzida por aqui. São exportados 30% da carne de frango, 20% de bovinos e 18% de suínos. No mínimo devíamos estar representados no churrasco, ainda que pagando R$119 por pessoa.

Para embalar essas reflexões sugiro que se ouça a música Churrasco, de autoria de José Mendes e Luis Muller, na voz de José Mendes.

Churrasco
Fonte: Letras.mus.br

O churrasco já está pronto traga a faca e a farinha
Chegue pra cá rapaziada que o churrasco é na cozinha
Esta vida da cidade meu bem para mim não tem valor meu bem
Me lembro da minha terra meu bem onde mora o meu amor

Quando abro esta acordeona corro os dedos no teclado
E canto nesta melodia meu viver apaixonado
Teus cabelos cor da noite meu bem olhos verdes cor do mar meu bem
Quando chegará o dia meu bem de contigo me casar

Se eu pudesse ser o sol para te espiar pela janela
Não sentiria esta saudade que eu não posso mais com ela
Eu quisera ser a rola meu bem a rolinha do rincão meu bem
Para construir meu ninho meu bem dentro do teu coração

Não precisa ser o sol meu bem nem a rola do rincão meu bem
Para construir teu ninho meu bem dentro do meu coração

Então vou falar com teu pai para o seu consentimento
Vai ter um churrasco gordo na festa do nosso casamento
Pode falar com meu pai meu bem para o seu consentimento meu bem
Vai ter um churrasco gordo meu bem na festa do nosso casamento
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Vale a leitura

por Luis Borges 26 de março de 2017   Vale a leitura

Felicidade no trabalho – natural ou necessária?

A ONU estabeleceu que o Dia Mundial da Felicidade é 20 de março. Existem diferentes abordagens para a felicidade e são várias as variáveis a interferir nos processos que podem levar a ela e também à infelicidade. O artigo que indico traz uma possibilidade de se refletir sobre a felicidade no trabalho, algo que nos inquieta e incomoda o tempo todo, já que nem sempre temos gerentes e diretores que se alinham com a gestão pela liderança. Nesse caso dá até para imaginar como sofrem os profissionais de alta performance que fazem parte de grupos que possuem um superior hierárquico fraco e com medo de perder o cargo.

O artigo Felicidade no trabalho – natural ou necessária?, publicado pela consultoria Robert Half, mostra que:

“muitas empresas veem a felicidade no trabalho como algo intangível, que seria “bom de ter”, em vez de uma “importante prioridade organizacional”. Apesar de não ser possível forçar os colaboradores a serem felizes – ou controlar todos os fatores que contribuem para a felicidade – ainda assim é possível criar condições que vão ajudar a promover a felicidade e a positividade no trabalho”.

Como sairemos da crise política?

A reforma político-partidária mais uma vez está na pauta e os profissionais do setor tentam se proteger para se perpetuar no poder. Anistia ao caixa 2 usado nas campanhas eleitorais, eleições com votos nos partidos políticos que apresentarão suas listas fechadas de candidatos para ocupar as vagas, foco no foro privilegiado, financiamento público das campanhas, clareamento sobre o que se entende por abuso de autoridade são temas que inundam o dia-a-dia de muita gente nas mais diversas mídias . Tudo isso acaba sendo muito cansativo e improdutivo enquanto muita gente se contenta apenas com a emissão de sua própria verdade pelas redes sociais, quase que num mero desabafo, para logo depois se manter inerte, sem ação mais organizada.

Nesse momento começam a aumentar os grupos de pessoas que têm se reunido para conversar e tentar formular saídas para a situação atual, tendo como premissa que é preciso saber ouvir e não apenas só falar, sem necessariamente ser o proprietário da verdade. Ricardo Kotscho participou de uma reunião desse tipo no dia 08 de março em São Paulo e relatou suas percepções no artigo Chope com política: fio de esperança na mesa de bar.

Você tem paciência e vontade de participar de iniciativas semelhantes, inclusive como líder, para arregimentar forças e exigir uma saída que respeite os interesses e a soberania do povo brasileiro como um todo?

Medo e mudanças profissionais

Às vezes a insatisfação com a profissão escolhida, com o trabalho desenvolvido e com o chefe que se tem podem levar uma pessoa a pensar mais detidamente sobre o melhor momento para se fazer uma mudança de ares em busca de novas possibilidades de negócios e trabalho. Uma dúvida muito frequente recai sobre a capacidade que cada um tem para fazer essa mudança de rumo, principalmente num momento econômico como o atual. Mas e se de repente essa mudança se tornar obrigatória devido a uma demissão do atual trabalho? Seria possível encarar um negócio próprio com os conhecimentos que você tem hoje associado a uma poupança financeira que dê sustentação à montagem, funcionamento inicial e algum capital de giro? Que medos te incomodam mais? Daniela do Lago aborda questões em torno desses temas no seu artigo Tem medo de fazer coisas novas por se achar meia-boca? Saiba mudar isso. A autora mostra que:

“diante de e uma mudança de carreira ou profissão, somos psicologicamente predispostos a maximizar tudo o que pode dar errado. Da mesma forma, ao pensarmos sobre as chances de um novo emprego nos atender, a tendência é destacar nossas deficiências pessoais mais que nossos pontos fortes”.

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Estou registrando e relembrando o primeiro ano do falecimento de um colega de aula, dos tempos em que o ensino de segundo grau, hoje ensino médio, tinha o curso cientifico, o clássico, o normal e o técnico. O tempo lógico do luto pela perda já passou, mas me veio à memória que anteontem, dia 20 de março, ele teria completado 63 anos de idade enquanto o Verão partia e o Outono chegava. Ele era um típico mineiro que se formou em matemática e tornou-se um excelente professor da matéria em sua carreira profissional. Seu bom humor era notório, quase permanente, e muito lhe ajudava na arte de combater o mito de que a matemática é algo muito difícil. A amizade cultivada naqueles tempos continuou existindo muito mais pela qualidade dos encontros do que pela quantidade em função da “correria louca” para a qual a vida nos empurra e que muitas vezes nem percebemos direito, porque não dá tempo.

Acontece que há aproximadamente 3 anos o colega foi diagnosticado com sérios problemas pulmonares. Os prognósticos foram muito sombrios e a projeção do tempo de vida que lhe restaria foi bastante encurtada. Em seguida entrou em ação a obstinação terapêutica da medicina curativa, que acredita piamente que há sempre uma possibilidade de cura em função do conhecimento técnico-cientifico disponível. Enquanto o tempo passava o colega enfrentava com muita garra todos os procedimentos determinados até chegar à quimioterapia, período em que já se encontrava afastado das salas de aula, mas para as quais mantinha a esperança de voltar um dia. Afinal de contas sua crença era na educação como a base de tudo.

Algum tempo depois os efeitos colaterais da quimioterapia causaram hemorragias e a dificuldade respiratória tornou cada vez mais visível a perda de condições funcionais. Daí para a UTI de um grande hospital geral foi um passo. Médicos intensivistas extremamente obstinados e focados na obtenção de um resultado decidiram entubar o colega, mas não o sedaram. Ele não se conformou com aquela parafernália e tentou removê-la, mas teve suas mãos amarradas à cama para que nada atrapalhasse o processo de respiração forçada. Enquanto o quadro geral piorava e surgiam mais hemorragias finalmente os intensivistas resolveram sedá-lo. Veio uma traqueostomia, o inchaço do corpo, mais febres e o declínio acentuado da pressão arterial. Após 16 dias de UTI o sofrimento finalmente cessou, mostrando que boa parte dos procedimentos adotados eram desnecessários. Bastaria, a meu ver, a adoção dos cuidados paliativos em suas várias dimensões. Tudo seria mais breve, sem o sofrimento físico tão desnecessário em função das possibilidades da analgesia. O importante seria reconhecer a finitude da vida diante de um quadro terminal que a cada instante se tornava mais explícito.

Nascer, morrer, renascer (para quem acredita) é o processo de nossas vidas que ainda não foi revogado.

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Passados pouco mais de 75 dias da posse dos novos prefeitos municipais e dos reeleitos já se faz necessária uma avaliação inicial sobre os rumos que os negócios estão tomando. Já é possível ver sinais que mostram se o programa proposto foi só para embalar a campanha eleitoral que levaria ao poder ou garantiria mais 4 anos no cargo. Até aqueles que se diziam ser diferentes do que temos no varejo político partidário estão tendo dificuldades para mostrar que não são mais do mesmo. Dentre os diversos itens que devem ser avaliados destaco a importância do clima organizacional com os diferentes microclimas setoriais na estrutura organizacional que dá suporte à implementação do negócio dos municípios.

É preciso perceber e entender para agir em função do estado emocional das pessoas, inclusive as concursadas, que permanecem no trabalho. Muitas delas perderam cargos gerenciais, enquanto viram muitos contratados por recrutamento amplo encerrando seus contratos de trabalho e a chegada dos novos ocupantes dos mesmos cargos. É claro que isso não impediu muita propaganda tentando passar uma imagem de austeridade na gestão com a redução de gastos e a otimização de recursos financeiros, atualmente mais escassos.

Mas como estão as pessoas perante um clima organizacional bastante pesado diante de tantas incertezas trazidas pelas mudanças decorrentes de acordos e alianças eleitorais? As expectativas ruins aumentam diante da situação trazida pela queda da arrecadação municipal e pelo crescimento exponencial do número de desempregados. É preciso lembrar que as vagas de emprego no serviço púbico, aposentadorias de qualquer natureza e bolsa família é que movimentam boa parte da economia dos municípios brasileiros. Aliás, algo em torno de 3.200 municípios possuem população variando na faixa de 3 a 10 mil habitantes.

Se o clima como um todo está ruim, o microclima em cada setor parece pior ainda. Muitos servidores se dizem em banho-maria, aguardando diretrizes para ver como as coisas ficarão. Enquanto nada acontece vão conservando suas energias. Outros ficam desconfiados diante da chegada de cada novo diretor ou gerente e, com medo do que esta por vir, tentam se mostrar e descobrir a lógica da nova ordem. É nessa hora que vem a queixa de que o microclima do ambiente está muito pesado e desanimador. Para outros vem até a vontade de jogar tudo para o alto e sair correndo diante da lembrança que antes das eleições havia até uma certa zona de conforto. Muitos que tem condições de se aposentar estão tomando a decisão de pedir a aposentadoria e alguns mais vitimizados gastam alguma parte do tempo lamentando por não terem condições de se aposentar já.

Será que algum gestor vai fazer alguma coisa para despiorar ou amenizar o clima como um todo e o microclima das unidades gerenciais básicas? Ou salve-se quem puder numa estratégia de mera sobrevivência até que a onda passe?

Num clima desses o que esperar em relação à melhoria da qualidade do atendimento ao cidadão ou ao aumento da produtividade diante dos recursos finitos existentes?

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Ainda que se tenha uma grande falação sobre a inadmissibilidade de qualquer aumento na carga tributária vigente, de tempos em tempos surge uma nova maneira para se abordar o assunto, sempre visando arrecadar mais tributos.

É recente o discurso do Deputado Federal relator da proposta de reforma tributária acenando para a volta da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), tributo extinto em 2007 durante o governo Lula. Mais recentemente ainda o Ministro da Fazenda falou em aumentar impostos para cumprir a meta de déficit fiscal de 139 bilhões de reais em 2017, principalmente se a Proposta de Reforma da Presidência não for aprovada da forma como que foi enviada ao Congresso Nacional.

Se as tentativas sempre surgem existe também uma forma de aumentar a carga tributária simplesmente aplicando a lei da inércia para não corrigir automaticamente a Tabela do Imposto de Renda pelo índice da inflação oficial do ano anterior. Já se passaram 76 dias do ano em curso e nenhuma fala veio do falante Ministro da Fazenda sobre o caso.

Assim, partindo da premissa que “cantar nunca foi só de alegria” que tal reunir forças para lutar contra a brutal carga tributária cantando a música Imposto de Mircio Bezerra de Menezes?

Imposto
Autor: Mircio Bezerra de Menezes

É tanto imposto que às vezes me desespero cada vez eu to mais pobre e tem gente com castelo(2x)
Tudo que é posto muitas vezes é imposto e pode causar desgosto se não for gastado a gosto. 
O brasileiro já está virando o rosto vivendo com esse encosto que é chamado de imposto. 

É IPI, IPVA, ISS tem COFINS, PIS e PASEP deputado a se lascar 
Tem IOF, IR, ICMS acho que ninguém merece tanto imposto pra pagar. 

No meu feijão eu pago 18%, na cachaça é 100% que é coisa brasileira 
A carne tem o mesmo imposto do feijão, é 35% que eu pago no macarrão. 
É 19 e uns quebrado no leite 53, na gasolina, 42 no sabonete e o óleo já passou de 37,
56 na minha cerveja, no meu carro é 27. 
Papel higiênico quem é que pode aguentar tá em 40% nunca mais vou me limpar, 
A energia que a tudo ilumina tá mais de 45 eu vou voltar pra lamparina.
 
É tanto imposto, é tanta arrecadação eu não vejo o retorno na saúde e educação, 
Tudo isso sem falar na moradia o pobre do aposentado ta vivendo na agonia.

É tanto imposto que às vezes me desespero o povo fica mais e tem gente com castelo (2x)

O presidente tá pedindo pra gastar, "vamo" gastar minha gente que é pra crise não pegar. 
É que o Brasil não pode adoecer se o doente se for é no nosso que vai arder. 

Ore a Deus todo dia e agradeça pra que você não adoeça quando o ano começar, 
Pois não se esqueça que pagou o IPTU se precisar de injeção vai ter que tomar susto.
"Vamo" pagar imposto que é pro Brasil progredir.
É a marola, é a marola!
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O forte temporal que ocorreu em Belo Horizonte no finalzinho da tarde da quarta-feira passada (8/3) mostrou mais uma vez como a cidade ainda está despreparada para conviver com esse tipo de fenômeno. De novo ficou visível a falta que a gestão faz, tanto do ponto de vista estratégico quanto operacional. Os relatos mostrados pelos diversos meios de comunicação trazem os mesmos problemas de sempre, que já se tornaram crônicos, e para os quais as autoridades governamentais sempre têm uma justificativa. Geralmente é uma chuva maior do que a esperada, manifestações de todo tipo no Centro da cidade, uma falha num cabinho que derrubou todo o sistema do Centro Operacional da Prefeitura, a pane generalizada nos semáforos, maior quantidade de veículos coincidentemente circulando após a volta às aulas…

Estação Santa Efigênia no dia 8/3. 

Um aspecto pouco abordado pela mídia foi o impacto que a chuva teve para os usuários do metrô em pleno horário de pico, que já é normalmente caótico em dias secos. Um usuário registrou a foto e o vídeo deste post, quando tentava embarcar na Estação Santa Efigênia rumo à Estação Vilarinho, em Venda Nova. Como isso não era possível devido à enorme quantidade de pessoas na plataforma enquanto o metrô chegava lotado, o jeito foi embarcar no sentido Eldorado para tentar pegar o metro mais vazio no sentido contrário.

A “cheiúra” era a mesma, por isso esse usuário resolveu desembarcar na Estação Carlos Prates e retornar para desembarcar na Estação Central. Lá ele foi tentar embarcar num ônibus da estação Aarão Reis com destino ao bairro Morro Alto, em Vespasiano. Esperou mais de uma hora no ponto de embarque e quando conseguiu partir ficou com a sensação de que “saiu do espeto para cair na brasa”. Finalmente chegou em casa às 21:30 horas. No dia seguinte pela manhã, sem chuva, retomou sua trajetória cotidiana enquanto as autoridades governamentais continuavam falando para justificar e explicar mais do mesmo de sempre.

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