O resgate do capital humano

por Convidado 1 de setembro de 2025   Convidado

* Por Sérgio Marchetti

Estamos vivendo o momento das maiores e mais rápidas mudanças de que se tem registro em toda a história do universo. Estamos no meio de uma grande tempestade, e quando vier a bonança muita coisa estará definitiva e irremediavelmente transformada. Mas a tempestade intitulada de mudança não cessará. Viveremos uma duradoura metamorfose que ninguém sabe aonde irá nos levar, nem como seremos depois do dia “D”. As ondas, depois da revolução tecnológica, se multiplicaram de tamanho e além de dimensões gigantescas – verdadeiros Tsunamis – possuem também uma rapidez jamais vista pelos humanos. Os valores, as condutas, os credos, os dogmas – tudo mudou.

O relacionamento também tende a mudar ainda mais. Os homens creem no dinheiro como a única razão para viverem. Todavia, não percebem que estamos vivendo o estresse mais agudo de toda a história. E como entender? Eu pergunto. Como entender que pessoas tão modernas, com seus automóveis elétricos – e inteligentes, ainda vistam a fantasia de um senhor de escravos em lua de mel com o poder? O assédio moral exorbitou. Como compreender que se adaptaram tão bem ao mundo tecnológico das telas planas e terem as mentes tão enquadradas?

Mas temos uma grande notícia, a mudança e os tornados da pós-modernidade trouxeram a semente que está sendo plantada no solo fértil da esperança: o amor será cultivado também no ambiente de trabalho. Amor a quem? Ao próximo, porque estamos carentes de atenção, de fidelidade, de estímulo e pertencimento. O homem descobriu… ou redescobriu? Isto não importa, o que sei é que o homem chegou à feliz conclusão de que o amor impulsiona a felicidade, que é a estratégia para se tornar vencedor. Pessoas amadas, admiradas e felizes têm mais disposição e veem a vida com uma cor mais forte porque é o reflexo delas. Na realidade são felizes e essa é a maior característica que diferencia sucesso de fracasso.

A máquina humana não evoluiu como as máquinas de nosso cotidiano. Somos os mesmos, as crianças, por causa da tecnologia e das atitudes dos adultos, muitas delas não têm mais infância. Então, como serão, como agirão quando adultas? Não precisamos de gente-robô, precisamos de gente-gente que domine a inteligência artificial e não o contrário. E “ainda que falem a língua dos anjos e dos homens, sem amor nada serão”.

O vento que desarrumou tudo exigiu que lutássemos pela sobrevivência porque nas grandes catástrofes a solidariedade renasce. Portanto, acreditemos no valor do ser humano, mesmo sendo o produto mais complicado, mais complexo que foi “inventado”. Ser gente é maravilhoso e, é sendo gente que encontraremos respostas para um mundo de mais qualidade, amor, realização profissional, resultados e, consequentemente, felicidade porque creio, com muita fé, que gente feliz constrói um mundo melhor para se viver.

 

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 25 de agosto de 2025   Curtas e curtinhas

Concentração de renda só aumenta no Brasil

Um estudo feito pelo grupo de pesquisadores do FiscalData com base nos dados das Declarações do Imposto de Renda das Pessoas Físicas de 2017 a 2023 mostra que a concentração de renda no Brasil continua crescendo. A renda do 1% mais rico passou de 20,4% para 24,3% no período.

Em 2023 os 0,001% mais ricos somavam 1.601 pessoas e tiveram uma renda mensal de R$3.233.559. Os 0,01% mais ricos eram 16.017 pessoas com renda mensal de R$855.476 e os 0,1% mais ricos eram 160.178 pessoas com renda mensal de R$146.142. Já os 1% mais ricos somaram 1.601.786 com renda mensal de R$34.718.

Quais são as principais causas de tamanha concentração de renda e que medidas tomar para reduzi-la no atual estágio do capitalismo brasileiro?

Uma percepção sobre a engenharia e os engenheiros no Brasil

O Presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA, gestão 2024-2026, o engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese Marinelli participou no dia 18 de agosto em São Paulo do evento VEJA Fórum Infraestrutura.

Segundo ele, “de cada 100 estudantes que ingressam nos cursos de engenharia, apenas 35 se formam, a maior taxa de evasão de todos os cursos do país. A maioria dos estudantes desiste. E, no final, só 15 dos ingressantes fazem o seu registro no Crea, ou seja, são esses 15% os que realmente atuam com engenharia. Grande parte acaba indo para o mercado financeiro. Então perdemos material humano que é essencial para executar todos os projetos”.

Os dados do CONFEA mostram que o Brasil está estagnado há décadas em uma proporção de 5 a 6 profissionais de engenharia para cada mil habitantes, enquanto em países desenvolvidos como o Japão e os Estados Unidos essa proporção chega a 25 e, mesmo em emergentes com populações enormes, caso da China e da Índia, é de 13 a 15 engenheiros por mil habitantes.

O que e como fazer para reverter esta situação?

Débitos em contas bancárias

A Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN solicitou ao Banco Central (BC) que as autorizações para débitos de pagamentos nas contas de seus clientes sejam autorizadas e posteriormente confirmadas, ratificadas por eles para que a operação seja efetivada. Este procedimento padrão já é adotado por bancos como Itaú e Bradesco, pois são visíveis as crescentes quantidades de golpes tentados, e muitos com sucesso, todos os dias no mercado. Uma boa lembrança são os descontos não-autorizados feitos em contas de aposentados e pensionistas do INSS nos últimos 7 anos.

Segundo o BC, os bancos não estão proibidos de adotar controles que assegurem a integridade dos processos sob sua responsabilidade, nos termos de sua resolução sobre o tema. De qualquer maneira, cabe ao cliente ficar atento para não cair em fraudes de qualquer natureza e nem isentar os bancos de suas responsabilidades.

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A CFEM foi estabelecida pela Constituição Federal de 1988. A sua regulamentação e cobrança efetiva foram definidas em 1991 e 1992. Enquanto isto, a Lei Complementar Nº87/1996 (Lei Kandir) isentou do pagamento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS os minerais destinados à exportação e propôs a criação de mecanismos para a compensação das perdas dos Estados com essa isenção, o que não aconteceu. Na prática aumentou a base para a União calcular com o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL. Quase 30 anos depois, prossegue a discussão envolvendo ganhos e perdas, problemas e soluções para a União, Estados e Municípios na mineração.

Sobre o assunto, leia o comentário de Luiz Tito publicado na Coluna Bem Minas, em 12 de agosto de 2025:

Denúncias de que as grandes exportadoras de minério de ferro e outros minerais vendem seus produtos para empresas localizadas em paraísos fiscais para que esses mesmos minerais sejam depois vendidos para a China, com simples troca de papéis dentro do mesmo navio que saiu do Brasil já não têm nada de novo e nem a União, nem Estados nem municípios encaram esse assunto para resolvê-lo. A CFEM já provou que não pode seguir sendo um meio de tributar a atividade, mas o poderio econômico das mineradoras assusta o poder público, em todas as suas esferas.

As perdas chegam a bilhões de reais, valores extremamente significativos para municípios com déficits orçamentários, muitas vezes gerados pelo agravamento das demandas de saúde pública que a atividade traz para a população. Sem falarmos no caos que viram nossas estradas e nas graves lesões ambientais do ar, dos rios, do solo, das florestas.

Em Minas, municípios que sediam a atividade minerária e o próprio Estado vivem em permanente lua de mel com a atividade de altíssima capacidade contributiva, mas que permanentemente dá as costas para suas responsabilidades sociais e ambientais, sobretudo.

De que precisamos?

De prefeitos e governadores mais comprometidos com seus municípios e com seus Estados? E o Governo Federal, onde está nessa briga?

Nessa semana, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável sediou um novo debate sobre a mesmíssima questão: o desfalque na arrecadação da CFEM.

Mas o que podemos esperar?

Quem fiscaliza a arrecadação da CEFEM? Que capacidade têm esses órgãos para exercerem uma fiscalização com o rigor que tais responsabilidades requerem?

Onde está a voz do Tribunal de Contas da União e dos Estados, de Minas Gerais, especialmente, que é um Estado altamente minerador?

Ou vamos nos contentar com debates, seminários, simpósios sobre a CFEM que nos é furtada sistemática e sabidamente na sua arrecadação?

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Incertezas que prevalecem

por Luis Borges 11 de agosto de 2025   Pensata

“Nada existe em caráter permanente a não ser a mudança” dizia o filósofo Heráclito de Éfeso em 508 AC. Só o tempo passa indelével e inexorável; já a água do rio, corre pelo leito sem volta.

Enquanto isso, se olharmos apenas para o ano de 2025, vemos que partindo de janeiro e chegando agora a meados de agosto percebemos como tanta coisa mudou. Quantas vezes ainda teremos que ver como alguém imprevisível, que avança e recua tentando impor sua hegemonia, faz balançar o sistema capitalista marcado pelos parâmetros e acordos firmados após a 2ª Grande Guerra Mundial passados 80 anos? Muitas foram as crises enfrentadas, como a Guerra Fria, os atentados às torres gêmeas, a crise financeira de 2008, a invasão russa à Ucrânia, Israel na Faixa de Gaza e o tarifaço de Donald Trump tentando restabelecer na marra a hegemonia mundial americana. Basicamente, o que só aumenta as incertezas numa conjuntura marcada por dificuldades de quem se imagina em primeiro lugar na terra.

É importante lembrar que o bloco dos BRICS, inicialmente formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e agora com mais seis membros, detém 41% do comércio mundial e pretende criar sua moeda própria, o que incomoda muito os Estados Unidos. Não nos esqueçamos que vivemos no sistema capitalista, com algumas nuances aqui ou ali, mas cada país com a sua soberania.

Diante de tantos e variados acontecimentos numa verdadeira engenharia simultânea, é preciso lembrar que é na dificuldade que a gente se prova, que não existe capitalismo sem risco, mas isso é o que muitos querem, inclusive com renúncia tributária. A lei da oferta e da procura existe e persiste, tal qual a lei da gravidade. Dialogar é preciso, inclusive com estratégias de sobrevivência. Segundo dizem moradores do município de Nova Santa Adélia, no interior de São Paulo, “quem tem garrafa para vender, vende”.

O mês de agosto segue e prepara o caminho para a chegada de setembro. O tempo caminha indelével e inexorável. Viver continua perigoso, como diria Guimarães Rosa.

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por Sérgio Marchetti*

Curiosos leitores, nosso avião caiu no deserto de um planeta desconhecido. Nos desintegramos e perdemos nossa bagagem cultural, identidade nacional e a Constituição federal. Quase todos os passageiros se transformaram em zumbis. E, o pior, pensam que o planeta atual é mais evoluído do que nossa antiga terra, que cultivava o amor, a verdade, a família, a honra e a honestidade – hoje relegadas e menosprezadas pelos zumbis que não se satisfazem com pouco, querendo mais poder, mais riqueza individual e mais domínio. Mas a insanidade não para por aí. Pois fazem seguidores, ativistas que, em sua demência, defendem que quem discorda deles deva ser retirado do palco da insensatez no qual assistimos a atos quixotescos. Ocorreu-me à lembrança o Pequeno Príncipe. No romance, um avião também caiu no deserto. Mas, se as lições que surgiram daquele acidente, presentes na obra, foram de iluminação, como “O essencial é invisível aos olhos . Só enxergamos com o coração” – no nosso caso, ao contrário, a queda acentuou ainda mais a velhaquice. É pena que exemplos contidos em uma narrativa plena de suavidade, inocência, profundidade psicológica e filosófica das mais ricas e inteligentes não agrade aos néscios. E as lições, por isso mesmo, não são compreendidas pelos zumbis. Ainda na brilhante obra de Antoine de Saint-Exupéry, vemos que a felicidade não contempla àquele que mais tem, mas a quem valoriza e gosta do que possui. Não é preciso ter um jardim com cinco mil rosas, se você pode encontrar tudo que precisa numa única — constatação do menino, príncipe, no citado livro. Mas a ganância não tem freios. Talvez pudéssemos sugerir a leitura para os zumbis de hoje, mas não traria mudanças. A hipnose coletiva atingiu o alvo –ou seja, as cabeças enfraquecidas — danificou as sinapses e queimou os neurônios responsáveis pela decodificação que identifica diferenças entre mentira e verdade, deixando-os dependentes de informações de terceiros que, para aqueles, sempre serão as verdades. Neste cenário de miopia coletiva, a única certeza clara e estampada é a de que, lamentavelmente, a justiça não está cega, nem a balança calibrada. A despeito de tudo, acredito, cada vez mais, que estamos nesta parte do cosmos para evoluir, e que na evolução humana não caberia tanto ódio quanto vemos sendo praticado. Creio também na afirmação de que ” você se torna eternamente responsável por aqueles que cativa” . Tenham certeza, leitores, que somente o amor, revestido da verdade, poderá nos transformar e garantir uma transcendência em paz.   *Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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Curtas e Curtinhas

por Luis Borges 29 de julho de 2025   Curtas e curtinhas

Horário de verão no horizonte próximo

Está em análise no Ministério de Minas e Energia e no Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS os indicadores que nortearão a decisão sobre a volta do horário de verão para evitar surpresas como o apagão de energia elétrica. Quem não gosta do horário de verão que se prepare para conviver com ele no período que vai do terceiro domingo de outubro ao terceiro sábado de fevereiro.

A conferir!

Mais um vazamento de dados

O Brasil possui uma Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD, mas muitos dados continuam vazando.
Na semana passada o Conselho Nacional de Justiça – CNJ e o Banco Central – BC confirmaram o vazamento de dados de 47 milhões de chaves Pix nos dias 20 e 21 de julho, de 11 milhões de CPFs. Um CPF pode ter mais de uma chave. O fato ocorreu no Sistema de Busca de Ativos Financeiros do Judiciário – Sisbajud, ferramenta eletrônica que permite ao Poder Judiciário solicitar informações e realizar bloqueios de contas bancárias e aplicações financeiras por determinação judicial. Os dados acessados foram o nome da pessoa, chave Pix, nome do banco, número da agência e número da conta. Segundo o CNJ não houve vazamento de qualquer dado protegido pelo sigilo bancário, como saldos, senhas ou extratos, nem acesso a valores depositados.

As transações financeiras não foram afetadas, mas dá para imaginar como aumentarão as tentativas de acessos a essas pessoas pelos mais diferentes meios, inclusive com diversas intenções de aplicação de golpes. É preciso atenção permanente para não cair em armadilhas e perdas irreversíveis.

Minas e o Brasil em chamas outra vez?

A estação do inverno está chegando aos seus 40 dias, ou seja, quase a metade do seu tempo de duração. Ainda está na memória de muitos de nós os incêndios, inclusive criminosos, que deixaram o Brasil em chamas no ano passado causando enormes perdas para todos nós.

E agora, o que nos aguarda? O que foi feito para que a situação não se repita? O que nossos governantes farão se os incêndios começarem a pipocar? Só ignorar, justificar ou dar desculpas não será suficiente. Queria estar mais otimista, mas a história recente não ajuda.

O Dia Mundial do Idoso

O domingo 27 de julho marcou o dia mundial do idoso, data estabelecida pela Organização das Nações Unidas – ONU para chamar a atenção sobre os problemas que afetam as pessoas com idade a partir de 60 anos. Segundo o Censo demográfico de 2022 o Brasil possuía naquele ano 32.113.490 pessoas idosas, o equivalente a 15,8% da população. São muitos os desafios para se ter um envelhecimento ativo e feliz, marcado por atenção, carinho, condições funcionais equilibradas – saúde – aposentadoria digna, cumprimento do código do idoso e visibilidade respeitosa…

É fundamental saber que na estrada da vida, todos caminham e muitos são aqueles que chegam ao ciclo que começa aos 60 anos.

Agora o Anel Rodoviário é uma avenida de Belo Horizonte

A propaganda da Prefeitura de Belo Horizonte está mostrando com muito entusiasmo a municipalização do anel rodoviário, uma avenida com 26,5 quilômetros de extensão, até 3 de junho sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT. Espero que haja um consistente planejamento e gestão dessa nova avenida de Belo Horizonte cheia de problemas crônicos que necessitarão de muitos recursos financeiros para serem investidos nas suas soluções.

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Um dos assuntos sempre presentes na pauta cotidiana de conversas com pessoas mais próximas acaba tendo ligações com a saúde em suas várias variáveis. Afinal de contas, saúde é sempre uma preocupação e deveria ter prioridade numa vida que só dá uma safra.
Recentemente ouvi alguns casos da oftalmologia ligados ao diagnóstico de catarata e prognóstico de cirurgia para resolver o problema.

Segundo o Glossário de Saúde do Eistein: “a catarata é marcada pela perda progressiva da transparência do cristalino, uma espécie de lente natural dos olhos. O principal sintoma é o embaçamento da visão, que dificulta e até impossibilita as tarefas do dia a dia. Em fases avançadas, o indivíduo chega ao ponto de enxergar apenas vultos e luzes. O envelhecimento é a principal causa. Infecções nos olhos, diabetes, tabagismo e exposição excessiva à luz solar sem proteção estão entre os fatores de risco. Para diagnosticar a catarata, o médico pode usar um instrumento chamado oftalmoscópio, que analisa se há opacidade no cristalino. O tratamento envolve cirurgias, que hoje muitas vezes usam laser para ajudar a remover a região afetada do cristalino e trocá-la por uma lente artificial. Óculos e lentes de contato podem ser prescritos em certos casos.”

O que mais chamou minha atenção recentemente foi o caso de uma pessoa amiga que está sentindo um sutil desconforto em relação à sua acuidade visual, mesmo usando óculos de grau há mais de três décadas. Ela disse que conseguiu marcar uma consulta com um oftalmologista credenciado por seu plano de saúde, mas que cobrou pagamento de R$500 pela primeira consulta com agendamento imediato.

Feitos os procedimentos previstos no protocolo – padrão – o profissional diagnosticou a presença de catarata e a necessidade de cirurgia em ambos os olhos, um a cada 15 dias, com a implantação de lentes importadas não cobertas pelo plano de saúde. Disse que ele mesmo providenciaria as lentes que custariam R$8.000,00 a unidade para pagamento à vista.

Imediatamente, entrou no sistema do plano de saúde para a emissão das guias dos exames laboratoriais previstos no risco cirúrgico e também reservou duas datas na sala de cirurgia da clínica em que é associado. Foi tudo muito rápido e intenso até que a cliente, geralmente chamada de paciente, conseguisse falar e ser ouvida. Ela disse ao profissional que não tomaria a decisão naquele momento, em tempo real, no calor da consulta e solicitou um prazo indeterminado para melhor analisar o que foi proposto e tomar uma decisão. Era visível a decepção do oftalmologista de aparentes 45 anos de idade. A imagem do corpo que fala era a de que uma oportunidade de negócio foi perdida e que a meta de faturamento do mês ficou comprometida.

O jeito foi procurar uma segunda opinião e, nesse sentido, a amiga já marcou uma consulta com outro profissional de seu plano de saúde, que não cobra nenhum adicional particular, já agendada para o dia 29 de agosto, portanto, terá que esperar mais 39 dias.

E você, caro leitor, já passou por alguma situação semelhante a essa?

Aguardemos os próximos capítulos!

Luis Borges

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