Um feliz Natal!

por Luis Borges 25 de dezembro de 2017   Música na conjuntura

A expressão “Feliz Natal” chega até nós de diversas maneiras. Muito repetida às vezes beira a exaustão, deixando uma sensação de cansaço e até mesmo de algum enfaro. Imagine as músicas natalinas tocando insistentemente num shopping center o dia todo!

Seria bom também dar um mínimo de vazão às expectativas que estão embutidas nos desejos de um “Feliz Natal” para renovar as forças que embalam os realistas esperançosos e lutadores pela transformação dessa realidade tão injusta.

Presépio da Igreja de Santa Teresa e Santa Teresinha, em Belo Horizonte. | Foto: Sérgio Verteiro.

Ainda que tudo possa parecer tão lento, mesmo assim se dermos uma paradinha e olharmos para o início deste século poderemos perceber que as mudanças não param, sejam boas ou ruins, pequeninas ou grandes. Veremos também que nada é definitivo, nem o direito adquirido quando se torna insustentável.

Portanto espero que dentro do “Feliz Natal” esteja presente a melhor maneira de prosseguir, de modo civilizado, em meio aos conflitos que são a essência da política. Que prevaleça um mínimo de espiritualidade, sensibilidade e sabedoria ao se olhar para um presépio tentando perceber a mensagem que ele pode nos trazer.

Quem sabe também outras inspirações virão ao se ouvir a musica Um feliz Natal, composta no ano 2000 por Ivan Lins e José Feliciano e cantada pelas crianças da novela Carrossel em 2012. Tomara que venham novos propósitos e reposicionamentos tão necessários nessa complexa arte de viver e de maneira simples!

Um feliz Natal
Fonte: Letras.mus.br

Um feliz natal, um feliz natal, e que Deus lhe
Guarde próspero ano e felicidade
Um feliz natal, um feliz natal, e que Deus lhe
Guarde próspero ano e felicidade

Por um natal luz de um tempo novo
Por um natal justo e amoroso
Por um natal lindo pro meu povo
É o que quer meu coração

Por um natal luz de um tempo novo
Por um natal justo e amoroso
Por um natal lindo pro meu povo
É o que quer meu coração

Um feliz natal, um feliz natal, e que Deus lhe
Guarde próspero ano e felicidade
Um feliz natal, um feliz natal, e que Deus lhe
Guarde próspero ano e felicidade

Por um natal luz de um tempo novo
Por um natal justo e amoroso
Por um natal lindo pro meu povo
É o que quer meu coração

Por um natal luz de um tempo novo
Por um natal justo e amoroso
Por um natal lindo pro meu povo
É o que quer meu coração

Um feliz natal, um feliz natal, e que Deus lhe
Guarde próspero ano e felicidade
Um feliz natal, um feliz natal, e que Deus lhe
Guarde próspero ano e felicidade.
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Ir ou não à festa da empresa?

por Luis Borges 23 de dezembro de 2017   Pensata

O final do ano é sempre marcado por uma correria louca nas organizações humanas – empresas, órgãos públicos, entidades do terceiro setor – porque é preciso fazer a confraternização anual que o Natal estimula, seja no âmbito da diretoria, gerências ou setores em função do porte da estrutura organizacional. Ao mesmo tempo continua sendo necessário produzir, faturar, receber verbas governamentais, obter doações para filantropia, fazer o planejamento estratégico para o próximo ano alinhado com o orçamento, fechar o balanço contábil… Simultaneamente ganha espaço o planejamento da festa com a definição da data, a estimativa do número de participantes, o que será servido em termos de alimentação e bebidas, se haverá troca de presentes, sorteio de brindes e, é claro, o levantamento do custo e a definição das fontes de recursos financeiros para bancar o evento.

O fato é que entra ano e sai ano e muitos são os questionamentos sobre a vontade ou a conveniência das pessoas participarem de uma festa dessa natureza. A razão para as dúvidas pode ser até bem simples. Uma pergunta bastante difundida no ambiente do trabalho de qualquer natureza questiona qual é o sentido da confraternização para um grupo, não uma equipe, de pessoas que trabalham juntas num clima bastante pesado e em que as coisas pegam a todo momento. Predominam aqueles que fazem minimamente o que pensam ser a sua parte gastando o maior tempo possível da jornada, sem se preocupar com a integração dos processos de trabalho de outros colegas e nem com a qualidade do resultado a ser alcançado. Também pudera, o chefe não é líder, sabe ter sua panelinha de favoritos, adora xingar algumas pessoas de fora da panela diante do menor deslize segundo sua ótica e fica possesso ao repassar ao grupo uma cobrança feita pelo seu superior hierárquico.

Como ainda estamos muito longe da excelência da gestão no Brasil, e aí se inclui a gestão de pessoas, não é difícil encontrar um ambiente de trabalho com as características citadas anteriormente. Muitas pessoas que estão ali até gostam do que fazem mas só permanecem lá porque a estratégia é de sobrevivência nesse momento dificílimo do mercado de trabalho.

Na prática um pequeno percentual de pessoas realmente não comparece à festa, um outro bem mais expressivo dá uma passada rápida por conveniência política visando não piorar  mais ainda o clima organizacional e até se lembrando do fundamento segundo o qual “um pouco de hipocrisia não faz mal a ninguém”. Já a turma que gravita em torno do poderoso chefinho se esmera para aparecer bem na fita cumprimentando a todos efusivamente e até fotografando, filmando ou narrando em conversas posteriores os momentos mais contundentes. Imaginemos o que pode ser dito por um colega insatisfeito com certos fatos ocorridos durante o ano e que começa a falar tudo o que estava entalado após tomar algumas doses a mais de determinadas bebidas alcoólicas que tem o poder de virar o soro da verdade.

Este tipo de questionamento passa pela sua cabeça? Ou você pensa que, após um ano de convivência, é melhor deixar essas coisas pra lá e conviver com os colegas durante algum tempo que passará rapidinho, mesmo sabendo que nada vai mudar até o dia em que você ou eles, os colegas, deixarão o trabalho para buscar outras oportunidades de sobrevivência e realização no mercado?

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Quando observamos e analisamos os acontecimentos da vida brasileira no presente momento também somos impelidos a olhar para o passado recente de nossa história para melhor compreender o seu processo gerador.

Se olhamos para trás, também devemos olhar para a frente e fazer nossas projeções sobre o que o futuro poderia vir a ser, como por exemplo, nas eleições presidenciais de outubro de 2018.

Nesse sentido apresento a seguir um trecho do artigo da historiadora Michele Viviane Godinho Corrêa sobre o Ato Institucional número 5, de 13 de dezembro de 1968, publicado pelo portal Info Escola. O artigo completo pode ser lido neste link.

Em seu preâmbulo, o AI-5 manteve a convicção de que o golpe de 1964 representou uma revolução que refletiu os anseios do povo brasileiros. Investidos do poder que emana do povo e que lhes foi delegado por este, os militares novamente colocam na conta da esquerda socialista seus atos contrários aos direitos e garantias individuais, “no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção” […]. Para isso, buscaram os meios que julgavam necessários à realização da reconstrução da pátria. Além disso, o texto reforçou que o processo revolucionário seria continuado (AI-2) e, para isso, seria necessário eliminar grupos oriundos dos setores políticos e culturais, assim como “processos subversivos e de guerra revolucionária”, em alusão aos grupos de resistência armada que vinham promovendo diversas ações para desestabilizar o regime militar, tais como expropriações em bancos e sequestros.

Além da já conhecida prerrogativa de decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas e das Câmaras de Vereadores a qualquer tempo, medida já presentes em atos institucionais anteriores, o AI-5 deixa claro que o retorno às atividades desses órgãos também dependeria de convocação do Presidente da República. Também permitiu que o Presidente da República pudesse decretar intervenção nos estados e municípios sem limitações constitucionais.

O AI-5 também reforçou a prerrogativa do Presidente da República, orientado pelo Conselho Nacional de Segurança, de suspender por dez anos os direitos políticos e cassar mandatos eletivos em todas as esferas (municipal, estadual e federal) de qualquer cidadão. A suspensão de tais direitos cessaria privilégio de foro devido à função exercida – o que atingia o deputado Márcio Moreira Alves e permitiu sua cassação – e impediria o cidadão de votar e ser votado em eleições sindicais. Proibia também manifestação de assuntos de natureza política e poderia até chegar a proibição de frequentar determinados lugares.

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O exame

por Convidado 12 de dezembro de 2017   Convidado

por Sérgio Marchetti *

Um tio meu estava adoentado em sua fazenda lá na Zona das Vertentes. Fui visitá-lo. A família me incumbiu de convencê-lo a fazer exames. Porém, a tarefa não era fácil. O velho era tinhoso, como diziam os seus.

Chegando lá…

– Boa tarde, tio Totonho.

– Deus te abençoe, meu filho – falou e esticou a mão para mim.

– Já sei que “tu não veio só me visitar” – falou o velho tio, meio que olhando de esguelha para mim. – Velho só é visitado quando está para morrer. Eu estou?

– Que eu saiba, não. Vim lhe visitar porque queria vê-lo.

– Fica velhaco rapaz, eu sei das coisas. Enquanto vocês plantavam a semente eu já tinha chupado o fruto. Deixe de desengano que não nasci ontem. Caso tenha vindo para se despedir, seja bem-vindo. Mas se for para me convencer a ir aguentar lorota de doutor, perdeu seu tempo. E lhe complemento: põe sentido numa coisa: caso eu esteja doente, o médico não irá me salvar. E, não estando doente, não preciso dele.

– Ninguém está falando de morte. Mas é importante ser prudente. Sentir dor não é bom, nem normal. O senhor está sentindo o quê?

– Nada não.

– Pode dizer para mim – insisti.

– É só um “comichão” por baixo da “carcunda”. Mas prefiro ficar com a dor a ter de andar naquela cidade grande, desmapeado, sem saber se estou vindo ou se estou indo. E com aquele povo que me “alembra” um formigueiro fugindo de tatu. A última vez que fui para aquelas bandas eu era menino. Num pus fé em voltar.

– Não precisa ir para uma cidade muito grande. A medicina está em lugares pequenos também.

– Mas “os doutor” daqui receitam é chá. Para tomar chá eu não preciso de receita.

– Eles receitam antibióticos também. Tudo isso será rápido, tio.

– Não será. O “desinfeliz” do doutor vai mandar para outro doutor. Aí o excomungado vai me pedir um desmesurado de exames, e não vai ter paz enquanto não encontrar uma bendita doença e dar cabo de mim. Eles formam para achar a doença. Por essas e outras que eu descreio da modernidade. E, enquanto isso, estou desperdiçando tempo de vida que já está encurtada demais da conta. O sô, na minha idade o desviver não dá aviso. A bruta chega e bate na porta da gente. Aí não tem fuga nem esperança que afugente a coisa ruim.

– Mas, vamos deixar de “entretantos” – disse tio Totonho. E continuou: – vamos prosear sobre outra coisa. Tu vai pernoitar aqui e, mais tarde, comer uma jantinha da hora. Antes disso, nós vamos tomar um café com bastante bolacha, broa quente e outras iguarias que sei que “tu gosta”.

– Obrigado, tio Totonho, mas, só para encerrar, sei que o senhor está assim por causa de um exame meio chato. Olha, posso lhe garantir que é rápido. É só um toque na entrada….

– Epa! Ficou doido, rapaz. Que desrespeito é esse!? – gritou.

– “Num vem cum” modernidade aqui não. Fique sabendo que aqui num tem entrada, não senhor. E não se fala mais nisso.

* Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br.

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Quanta chuva em tão pouco tempo!

por Luis Borges 6 de dezembro de 2017   Pensata

Tenho a sensação de que as chuvas que caíram no final de novembro e prosseguiram firmes, quase contínuas, sem muita trégua nesse início de dezembro em Belo Horizonte e região metropolitana são a repetição de um fenômeno que parecia já ser de outrora.

Domingo chuvoso em Belo Horizonte. | Foto: Marina Borges

Parece que faz tempo que não chovia como antigamente, por vários dias seguidos, pois nos últimos anos a prevalência foi das secas e dos efeitos dela decorrentes. Essa chuva mais intensa, que é bem-vinda e necessária apesar dos transtornos, das perdas humanas e materiais, me trouxe algumas reminiscências do convívio mais direto que tive com as chuvas na minha cidade natal de Araxá, onde morei até completar 16 anos de idade em 1970.

Lá eu caminhava e brincava nas águas da enxurrada que descia rente ao meio-fio das vias públicas junto com os irmãos, primos e colegas, sempre na clandestinidade perante os olhos de pais, mães e tios. Só mesmo um pé cortado num caco de vidro para revelar, em casa, que algo estava sendo feito. Como Araxá possuía – e ainda possui – um dos maiores índices pluviométricos por municípios em Minas Gerais, todo aquele aguaceiro caminhava para o córrego que passa pelo vale que liga o oeste ao leste da cidade. Naquele tempo ele saía de seu leito algumas vezes durante a estação chuvosa e basicamente passava no fundo das hortas das casas daquela região de onde víamos a enchente passar. Hoje ele está canalizado debaixo da pista de uma longa avenida asfaltada, mas nem sempre o canal aguenta o volume das águas que são obrigadas a alagar as pistas.

Lembro-me também que as ruas da cidade eram calçadas com pedras do tipo pé-de-moleque ou simplesmente feitas de terra batida, mas o asfaltamento começou a ser incrementado a partir de 1971.

Quando a chuva estiava um pouco era possível fazer pequenos represamentos das águas da enxurrada e até colocar barquinhos de papel desfilando no pequeno e pouco duradouro remanso, pois uma nova pancada de chuva poderia chegar a qualquer momento e levar tudo embora.

Finalizando as reminiscências não dá para esquecer das partidas de futebol de salão jogadas debaixo de chuva na quadra do colégio Dom Bosco.

Mas o que dizer de Belo Horizonte, com os seus 80 pontos de alagamentos identificados, das placas sinalizando as rotas de fugas desses locais, dos ribeirões e córregos que não cabem em seus leitos canalizados e muitos cheios de lixos e entulhos que a população mesmo joga por ali? De repente aparecem nos jornais e nas emissoras de rádio e TV o governador do estado e ministros do Governo Federal fazendo o clássico sobrevoo nas regiões mais atingidas da região metropolitana de Belo Horizonte. Enquanto o governador falava em solidariedade e apoio operacional da Defesa Civil, afirmava também que as verbas para remediar os transtornos causados viriam do Governo Federal, que é quem tem o dinheiro, cujos ministros atônitos eram fotografados tentando mostrar que estavam fazendo alguma coisa pelo povo e que tão logo seja reconhecido o estado de calamidade começará chegar algum dinheiro.

Se ainda estamos caminhando para o fim da primavera chuvosa, nos resta imaginar o quanto de chuva está por vir até que cheguem as águas de março para fechar o verão.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 4 de dezembro de 2017   Curtas e curtinhas

A queda dos cheques

Em março de 2005 a centralizadora da compensação de cheques processava 170 milhões desses documentos por mês. Em outubro de 2017 eram apenas 42 milhões. Foi o bastante para o Banco Central determinar que todos os cheques, independente do valor, devem ser compensados em um dia útil. Há um prazo para os bancos se adaptarem. Atualmente os cheques com valor abaixo de R$300,00 são compensados em dois dias úteis.

Também pudera. Andar com um talão de cheques com até 20 unidades é sempre inseguro e, em muitos tipos de negócios, não se aceita cheques por medo de calotes. Enquanto isso floresce o uso do cartão para debito ou crédito e, conforme o montante, da TED. Vamos aguardar para verificar quando os cheques deixarão de existir.

R$1,2 milhão por hora em 2018

É o que custará o Congresso Nacional de acordo com um levantamento feito pela ONG Contas Abertas em cima do Orçamento da União Federal para 2018. Serão R$10,5 bilhões para serem gastos pelo Congresso Nacional, o que significará gastar R$1,2 milhão por hora. A Câmara dos Deputados, com 513 parlamentares, receberá R$6,1 bilhões e o Senado Federal, com 81 Senadores, terá direito a R$4,4 bilhões. Vale lembrar que na Câmara 80,4% do orçamento se destinará ao pagamento dos salários e encargos sociais dos servidores e no Senado ficará em 84%. Outro número interessante é o de servidores da Câmara dos Deputados. Atualmente são 15.800, dos quais 3.344 (21,16%) são concursados e 12.456 (78,84%) são contratados por recrutamento amplo, sendo 10.883 do secretariado parlamentar e 1.573 ocupantes de cargos de natureza especial. Nessa toada quando será que o Congresso Nacional contribuirá para o ajuste das contas públicas?

Será uma nova ponte?

Em novembro de 2015 o PMDB lançou seu programa “Uma ponte para o futuro”. Agora, dois anos depois, o PSDB está lançando o documento “Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos”, contendo o programa que orientará o partido rumo às eleições presidenciais de 2018. Segundo o texto a primeira prioridade estratégica é a retomada do crescimento, seguida pelo combate à pobreza e a desigualdade. Na economia é proposto um choque de capitalismo, dobrar a renda per capita em 20 anos, enxugar a maquina estatal e reduzir burocracia. No aspecto social estão os clássicos educação e saúde universais, segurança como prioridades e a reavaliação do acesso de ricos aos serviços públicos gratuitos.  O último aspecto abordado é o político, onde se destacam a defesa do parlamentarismo, do voto distrital misto, a reforma das estruturas políticas e o voto facultativo.

Agora é fazer com que as intenções se transforme em gesto. Será?

Minha casa, minha vida

“Cadeia de Valor e Importância Socioeconômica da Incorporação Imobiliária no Brasil” é o título do estudo feito pela Fipe em parceria com a Associação Brasileira das incorporadoras Imobiliárias. Ele mostra que, de 2008 a agosto de 2017, quase 10 anos, o programa “Minha Casa, Minha Vida” foi responsável por 77,8% dos lançamentos imobiliários, enquanto o segmento residencial de médio e alto padrão ficou com 20,7% e o comercial com 1,6%. O estudo mostra também que em 2017 foram lançados 307 mil unidades de janeiro a agosto e que no pico do setor, em 2013, o número de lançamentos chegou a 1 milhão de unidades. Já o auge das vagas de trabalho se deu em 2014, com 2,5 milhão de pessoas ocupadas, enquanto de 2010 a 2017 a média anual de empregados foi de 1,9 milhão. Nesse mesmo período chegou a R$19,7 bilhões a média anual de tributos pagos pelo segmento de incorporações aos cofres públicos. Como serão os números do setor nos últimos 4 meses deste ano e o que está sendo projetado para o ano de 2018?

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O Natal e a persistente intolerância

por Luis Borges 29 de novembro de 2017   Pensata

Tudo o que conseguimos fazer em nossa estratégia de sobrevivência neste ano tão difícil nos trouxe até o Natal. Pode até parecer utopia, mas de novo estamos diante de uma oportunidade para refletir e agir movidos pela esperança de algo que parece ainda estar tão longe. Mas desanimar jamais e desesperar muito menos.

Já dá para perceber que alguma coisa acontece, ainda que numa velocidade menor que a desejada. Percebe-se que o Natal pode trazer mais forças para nos ajudar a combater a indiferença, a apatia e também a intolerância que nos afasta uns dos outros. O clamor é pelo diálogo, pela possibilidade de um convívio civilizado entre ideias diferentes. Aliás, vale lembrar que elas convivem nas estantes de uma livraria ou de uma biblioteca.

Não vou negar que o regime capitalista em que vivemos traz em sua essência a busca pelo lucro e pela acumulação quase primitiva do capital nas mãos de pouquíssimos, a começar pelo capital financeiro que vai lambendo tudo.

A luta de classes está mais viva do que nunca e é pautada pela necessidade da sobrevivência em detrimento da imperiosa necessidade do crescimento e desenvolvimento rumo a um estado de bem estar social, ainda que no regime capitalista com todos os seus embates.

Espero que neste Natal fiquemos mais conscientes de que temos dois ouvidos e uma boca para nos ajudar a ouvir mais e a falar o essencial na construção do bem comum. São muitas as coisas que não queremos mais, mas com certeza uma delas a intolerância, hoje um atalho para a raiva e o ódio, precisa ser repensada.

O Natal pode ser mais que uma simples festa, ele pode também nos renovar rumo a uma vida mais interessante e com muita razão para ser vivida com dignidade para todos.

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