Um registro escrito no dia 30 de dezembro de 2025

O ano está acabando e já nos impulsiona para melhor começar o ano novo que já se avista. Faz parte do método pelo qual conduzimos a gestão da nossa vida a observação e análise dos fenômenos e processos que colocaram todas as coisas em movimento no ano que se passou.

É preciso olhar para trás, sem paralisia, e fazer uma retrospectiva dos fatos mais impactantes que aconteceram e de expectativas que não viraram realidade. É momento de verificar os rumos que as coisas tomaram em função das várias variáveis que afetam as condições de contorno de cada uma das dimensões presentes nos processos do dia a dia. É mais uma oportunidade para se verificar o que foi planejado, o que foi executado, os resultados alcançados, o que ficou pendente e os próximos passos.

Por outro lado, é preciso olhar para a frente diante de novas expectativas de preferência num equilibrado realismo esperançoso. Sempre vale lembrar que, se a expectativa for maior do que a realidade, o sofrimento prevalecerá. É necessário definir propósitos, objetivos e metas desafiadoras, mas não malucas, para o ano que já vai se iniciar com os respectivos planos de ação contendo as medidas estratégicas e suficientes para se alcançá-las. De novo, será preciso colocar o gerenciamento em movimento com os devidos reposicionamentos estratégicos sempre que necessários dentro do dinamismo da conjuntura.

Ilustração gerada por Inteligência Artificial

Ilustração gerada por Inteligência Artificial / Substack Images

Como dizem Milton Nascimento, Fernando Brant e Márcio Borges na música “O que foi feito Devera”:

“Se muito vale o já feito, mais vale o que será.

E o que foi feito é preciso conhecer para melhor prosseguir.

Falo assim sem tristeza, falo por acreditar

que é cobrando o que fomos que nós iremos crescer”.

Que não haja distância entre a intenção e o gesto!

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A cada ano que vai passando, principalmente neste século, percebo que tudo aconteceu e passou rapidamente. Chegado dezembro, noto que muita coisa ficou para depois ou simplesmente não foi possível de ser feita. No mundo cristão o tempo do advento já passou pelo terceiro domingo e logo chegaremos ao Natal, que a cada instante se aproxima mais.

Se o advento é tempo de preparação, o que está sendo possível fazer até o Natal? Ou é apenas uma intenção desacompanhada de qualquer tipo de gesto? Tudo continuará sendo como antes? Efetivamente, será que admitiremos dar algum espaço para as necessárias mudanças, principalmente sabendo que tudo começa com a gente? Que tal começar com as coisas que só dependem de nós mesmos?

Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial em alusão ao Natal.

Sugiro pensarmos um pouco sobre o nosso posicionamento nesse mundo extremamente conectado digitalmente, sentindo falta de humanidade, percebendo a ampliação da solidão e do sofrimento mental.

Faço um pequeno desafio à sua memória: e se nos lembrarmos rapidamente sobre a quantidade de pessoas que visitamos em suas residências, pelo menos uma vez, ao longo do ano que está acabando? E quantas te visitaram no mesmo período?

De imediato, posso dizer que visitei 40 pessoas amigas e recebi a visita de 25, sendo que os encontros tiveram uma duração média de 3 horas. Ah! Quanta energia boa fluiu nesses encontros presenciais!

Neste final de caminho rumo ao Natal, pense nisso e tenha iniciativas para que encontros aconteçam nessa grande arte que é a vida. Quem sabe poderá haver reciprocidade do outro? Ainda é possível renascer!

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 10 de dezembro de 2025   Curtas e curtinhas

Suíça rejeitou impostos sobre fortunas herdadas por super-ricos

Em referendo realizado no domingo, 30 de novembro, a ampla maioria dos eleitores da Suíça – 78% – rejeitou a proposta de criação de um imposto com taxação de 50% sobre os chamados “super-ricos” cujas heranças fossem superiores a R$300 milhões. A proposta era defendida pelos social-democratas jovens e visava financiar projetos climáticos. Críticos da proposta temiam êxodo dos ricos e diminuição das receitas fiscais. A votação foi um teste para a redistribuição de renda no país, que tem 9,1 milhões de habitantes.
O Parlamento da Suíça, fortemente dividido entre conservadores, socialistas, liberais e democratas-cristãos, recomendou o voto contrário ao projeto. O governo de coalizão seguiu a mesma linha, temendo que a eventual aprovação do novo tributo gerasse um movimento de “fuga” das grandes fortunas do país.

Outra preocupação do governo era a de que a taxação dos super-ricos afugentasse outros milionários e bilionários que estivessem pensando em se instalar no país. Durante décadas, a Suíça foi o destino preferencial de magnatas de outras nações para fazer seus investimentos.

Fica a pergunta: como ficará a taxação das heranças no Brasil após a regulamentação da reforma tributária?

A venda de medicamentos em supermercados

Faz tempo que se discute no Brasil, inclusive no Congresso Nacional, a liberação da venda de medicamentos em supermercados, com ou sem receita médica, para o consumo humano. É claro que todos os interessados entram na discussão, a começar pelas farmácias, drogarias, supermercados e a indústria farmacêutica. Um Projeto de Lei foi aprovado pelo Senado e agora está na pauta da Câmara dos Deputados. Nesse momento, parece que está se formando um consenso para que se possa instalar farmácias e drogarias num espaço específico dos supermercados, com a presença obrigatória de um farmacêutico responsável e exigência de receita médica nos casos em que ela é obrigatória. Pelo andar da carruagem parece que agora a coisa vai mesmo. Enquanto isso, as pequenas farmácias de rua continuarão desaparecendo.

Acidentes com veículos nas estradas

Estamos acostumados a ver diariamente o noticiário das mídias sobre acidentes nas rodovias brasileiras e em números mais expressivos nos feriados prolongados. Percebe-se claramente como muitas pessoas agem com imprudência, imperícia e são negligentes. Tem chamado a atenção o crescimento de acidentes em que o motorista ou algum passageiro é ejetado do veículo, o que nos leva a pensar que os mesmos poderia não estar usando o cinto de segurança. Imagine os acidentes causados por condutores alcoolizados ou usuários de substâncias psicoativas. Tudo continua muito desafiante em termos de educação, segurança e fiscalização, nas estradas e também nas cidades.

A aposentadoria do Senador Paulo Paim

Em pronunciamento no Plenário do Senado na segunda-feira, 1 de dezembro, o senador Paulo Paim, ex-metalúrgico (PT/RS) anunciou que não disputará a reeleição no próximo ano. Assim encerrará sua carreira política após 24 anos (3 mandatos) na casa revisora de leis. Ele também foi Deputado Federal de 1987 a 2002, e sua atuação foi centrada em defesa do trabalhador e da Previdência, pela melhoria do salário mínimo com aumentos reais, contra discriminações e por maior proteção às crianças, jovens e idosos.

Dá para imaginar quantos parlamentares encerrarão suas carreiras políticas no próximo ano? E quantos não serão reeleitos? Espero que haja uma grande renovação no parlamento federal e também nos estaduais nas eleições do próximo ano.

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Curtas e Curtinhas

por Luis Borges 19 de novembro de 2025   Curtas e curtinhas

A COP 30 e os oceanos

A Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas – COP30 caminha para o fim tentando chegar a um acordo sobre os recursos financeiros que os países ricos destinarão à implementação das metas que deverão ser estabelecidas.

Finalmente a relação entre os oceanos – que cobrem 70% do planeta – e as mudanças climáticas ganharam mais espaço durante a conferência. Entretanto, ficará sem aprofundamento na agenda oficial do evento a presença do plástico nos mares, a maior causa de sua poluição. Segundo um estudo da Revista Nature, o plástico emite cerca de 3,4% dos gases causadores do efeito estufa e representa 85% de todo o todo lixo que chega aos oceanos. Já segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – Pnuma, pelo menos 10 milhões de toneladas de material plástico param nos mares todos os anos. A previsão é que a quantidade de resíduos triplique até o ano de 2040, comprometendo o papel de regulação climática cumprido hoje pelo ambiente marinho.

Se nada for feito…

Falência da Oi durou apenas 4 dias

A falência da operadora de telefonia Oi, decretada pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 10 de novembro, foi suspensa pela Primeira Câmara de Direito Privado do mesmo tribunal em 14 de novembro. A Corte atendeu aos recursos dos bancos Bradesco e Itaú, dois dos principais credores da empresa.

Os bancos argumentaram em seus recursos que a decretação da falência prejudica os credores e o interesse dos clientes da Oi. O banco Itaú, credor de R$ 2,1 bilhões, ressaltou que a empresa presta serviços relevantes em telecomunicações e infraestrutura. Os bancos mostraram também que a medida não permite negociação da operadora com a Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel e a União para resolver suas pendências financeiras, o que impossibilitaria definitivamente a retomada das suas atividades.

Em sua decisão, a Desembargadora Mônica Maria Costa afirmou que “dentro das proporções atuais, há liquidez e viabilidade mínima para que, dentro do processo de recuperação judicial, sejam equalizados, da melhor forma, o pagamento dos credores”.

Vale lembrar que a Oi entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016, com dívidas de R$ 65 bilhões, e concluiu o processo no fim de 2022. Entretanto, a empresa continuou com uma dívida de R$ 44,3 bilhões, o que a levou a solicitar nova recuperação judicial no início de 2023.

Acredite no capitalismo sem risco!

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 13 de novembro de 2025   Curtas e curtinhas

Preços na lanchonete da Cop 30

A Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas – Cop 30 está acontecendo em Belém do Pará, buscando soluções para reduzir efetivamente a temperatura da Terra. Prossegue o desafio para a implementação das metas que serão estabelecidas e a obtenção dos recursos financeiros e humanos para que elas sejam atingidas. Muito já foi falado nas diversas mídias sobre os preços altíssimos para se hospedar na cidade durante o evento. Também os preços cobrados pelas lanchonetes do evento estão bem altos, uma coxinha de camarão está custando R$45 e uma latinha de refrigerante R$25, já uma garrafinha de água mineral está saindo por R$20, um copo de suco R$30 e um brownie por R$55. O pagamento só pode ser feito com um cartão próprio do evento; nada de pix, dinheiro vivo, cartão de crédito ou débito.
Simples assim, é o que temos na economia regida pela Lei da oferta e da procura.

Os municípios e a privatização da Copasa

Os municípios de Belo Horizonte e Contagem, por exemplo, possuem cláusulas em seus contratos com a Copasa para a prestação de serviços de abastecimento de água, coleta/tratamento de esgotos sanitários prevendo a rescisão em caso de privatização da empresa. O contrato da Prefeitura de Belo Horizonte foi assinado em 2022 para vigorar durante 10 anos, portanto até 2032. Vale lembrar que as águas que abastecem Belo Horizonte são captadas em municípios da Região Metropolitana como Rio Acima, Mateus Leme e Rio Manso, por exemplo.

Black Friday em evidência

Consumo, logo existo, ainda que seja necessário rolar dívidas a juros nem sempre amigáveis. Agora chegou a vez da black Friday para o final de novembro, que já está em evidência com o “esquenta” que a antecede. Ainda que persista o rótulo “comprar produtos pela metade do dobro do preço anterior” esta é mais uma oportunidade para alavancar as vendas do comércio. Vale lembrar que as pesquisas mostram que as grandes datas para o comércio são o Natal, dia das mães, dos namorados e das crianças. Também já é visível que os preparativos para o Natal estão acontecendo e crescendo quando faltam pouco mais de 40 dias para a data magna da cristandande. Você já enfeitou sua casa para melhor viver o espírito natalino?

A falência da Oi

A Companhia de telefonia Oi teve sua falência decretada pela sétima vara empresarial da Justiça do Rio de Janeiro na última segunda feira. A decisão determinou também a manutenção provisória dos serviços autorizando que a empresa use o caixa para manter as atividades. A Oi já se desfez de boa parte de suas operações, mas ainda mantém mais de 4.600 contratos com o poder público e 10 mil clientes corporativos. Isso inclui as comunicações das lotéricas e serviços de emergência, como o 190. A empresa também é a única prestadora de telefonia fixa em 7.500 localidades.

Vale lembrar que a Oi já foi a campeã do setor e a decretação de sua falência coloca em dúvida se ela realmente conseguirá manter a prestação dos serviços conforme determinado pela justiça. Será que entre as possíveis soluções para a empresa ganhará força a estatização do que sobrou?

A conferir!

Pensamento em movimento

Esse é o nome do livro do Engenheiro Karim Abud Mauad, de Uberaba, que será lançado no dia 14 de novembro, às 11h30, no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais – CREA-MG. Vale a leitura!

Luis Borges

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Geralmente a pessoa que está no papel de cliente espera receber de seu fornecedor de um produto, que pode ser um bem ou serviço, algo com a qualidade especificada, preço justo e atendimento adequado. Afinal de contas, o cliente tem necessidades e expectativas que precisam ser atendidas numa sociedade cada vez mais veloz, conectada e ansiosa.

Nesse sentido, observe os detalhes que surgiram com um cliente de uma operadora de telefonia fixa ao solicitar a segunda via de sua fatura mensal no valor de R$23,00 com vencimento em 6 de outubro. O boleto não chegou pelo correio e o jeito foi pedir uma segunda via pelo serviço de atendimento ao cliente. Entretanto, na opção segunda via de fatura veio a informação sistêmica de que naquele instante a função estava indisponível. Após novas tentativas sem sucesso o cliente foi a uma loja física da empresa onde foi emitida a segunda via da conta. Alguns dias depois ele começou a receber ligações da operadora cobrando o pagamento da conta vencida em 6 de outubro.

Então o cliente resolveu conferir a conta e percebeu que a segunda via foi emitida com vencimento de em 06 de setembro, e portanto ficou paga duas vezes. A solução foi pedir novo boleto, pelo sistema de atendimento ao cliente, com a data de 6 de outubro, fazer o pagamento e aguardar a compensação do valor na fatura do mês de dezembro, porque a de novembro já estava fechada. Como dessa vez a opção funcionou, o atendente fez uma proposta para unificar a fatura de telefonia fixa no valor de R$23,00 com a outra fatura em que o cliente paga os serviços de internet e TV a cabo no valor de R$275,00 por mês. Como incentivo ofereceu um desconto de 15% sobre a fatura única para vigorar durante um ano e a disponibilização de uma linha de telefone celular da operadora. Além disso, foi enfatizada a importância de se fazer o pagamento da fatura através do débito automático em conta corrente bancária, de preferência num grande banco, a fim de se evitar algum tipo de transtorno no processo de pagamento.

Tudo foi recusado prontamente pelo cliente, mas o atendente quis saber o porquê da recusa diante das vantagens apresentadas. O cliente disse que não tinha necessidade de nada daquilo que foi apresentado e queria apenas resolver a pendência com o telefone fixo. Aliás, o cliente espera solicitar no final de dezembro o desligamento do telefone fixo após 48 anos de uso e muita ruindade no atendimento ao cliente, tanto na era estatal quanto após a privatização.

A gestão estruturada continua fazendo muita falta!

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Liderar é também cuidar

por Convidado 26 de outubro de 2025   Convidado

A força da palavra em tempos de fragilidade emocional

* Por Sérgio Marchetti

Vivemos um tempo em que a mente e o coração pedem pausa. O cansaço não é mais apenas físico — ele mora nas emoções, nas pressões invisíveis e nas exigências silenciosas do dia a dia. É nesse cenário que a liderança revela seu verdadeiro valor: não apenas conduzir equipes, mas cuidar de pessoas.

Mais do que falar, um líder precisa saber ouvir. É na escuta atenta que nascem as conexões sinceras e as respostas que o outro talvez nem soubesse procurar. A boa comunicação é feita de pausas, de empatia, de presença. É quando o líder entende que, por trás de cada meta, existe um ser humano tentando equilibrar vida, medo e esperança.

Liderar, em tempos de adoecimento emocional, é usar a palavra como ponte — nunca como muro. É transformar a fala em abrigo, o gesto em amparo e o silêncio em respeito. A comunicação verdadeira é aquela que não teme o sentir, que acolhe as vulnerabilidades e transforma o ambiente de trabalho em um espaço mais leve e humano.

Por isso, meu atento leitor, quando a liderança escolhe a escuta, a clareza e a compaixão, o trabalho deixa de ser apenas um lugar de entrega e se torna um lugar de pertencimento. Porque, no fim, liderar é lembrar que o essencial não está nos resultados, mas nas relações que construímos enquanto seguimos juntos — aprendendo, sentindo e recomeçando.

 

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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