Tudo que está ligado à saúde geralmente chama a atenção das pessoas e dos empresários que fazem negócios envolvendo esse grande segmento da economia. Nesse sentido, vou abordar o atendimento de um plano de saúde bem robusto, que fala muito na importância da vida e do tempo real para acudir os seus clientes, que são chamados e tratados como pacientes, como veremos a seguir. Haja paciência!

Na prática, espera-se primordialmente, que todos aceitem passivamente tudo que lhes é falado e indicado. Qualquer dúvida ou pedido de informação dá início a uma fadiga na relação do cliente com o seu fornecedor da área da saúde. É claro que existem honrosas exceções, mas em geral as relações são autoritárias, determinísticas e monocráticas.

Especificamente sobre o pré-atendimento dos prestadores de serviços contratados pelo plano de saúde, noto que é cada vez maior o tempo de espera para a realização de uma consulta médica ou de um exame de apoio ao diagnóstico com a utilização de imagens, por exemplo.

Uma consulta marcada hoje pode ocorrer daqui a 40, 50 ou 60 dias. Percebo que há uma cota diária, semanal ou mensal para atender ao plano, aliás, cada vez menor, o que parece ser uma tendência do mercado. Por outro lado, na modalidade particular, consegue-se vaga quase que imediatamente. Se o cliente tiver condições financeiras poderá contribuir para o sucesso do profissional no movimento de migração das consultas do cliente do plano para o modo particular, sem ou com o aplicativo da Receita Federal em vigor desde 1º de janeiro. Uma consulta particular, em função da especialidade, por exemplo na cardiologia, pode ser encontrada no mercado da saúde na faixa de R$ 300,00 a R$1.500,00 em Belo Horizonte.

No caso de um exame por imagem, ultrassom do abdômen por exemplo, o prazo chega a até 40 dias pelo plano ou até 7 dias no modo particular.

Já no atendimento no dia marcado, o mais comum é o atraso sem nenhuma informação ao cliente sinalizando quando começará. Atrasos de 20 até 60 minutos são cada vez mais comuns. As causas raramente são informadas e, nas raras vezes em que isso acontece, algumas são feitas de maneira rígida, ríspida, sem empatia e desprezando a nossa inteligência.

No pós-atendimento é até engraçada a conversa sobre o prazo para retorno à consulta, para a análise dos exames por parte do profissional, pois não raro, é preciso pagar uma nova consulta.

Enquanto isso, estimasse que em julho deve ser anunciado um aumento de 18% dos preços dos planos de saúde em nome da inflação do segmento. Segundo a Agência Nacional de Saúde – ANS, cerca de 25% da população brasileira (51,45 milhões de pessoas) possui algum tipo de plano de saúde com os mais variados limites técnicos, contratados numa modalidade coletiva – a maioria – ou individual.

Nesse momento de perda de poder aquisitivo, vai ficando cada vez mais visível para clientes de um plano de saúde o caminho rumo à inscrição no Sistema Único de Saúde – SUS, criado pela Constituição Federal de 1988 e que tem como princípios a Universalidade, a Equidade e a Integralidade.

E você, caro leitor, como tem se virado em relação aos gastos com a saúde? Você tem reclamações a fazer?

Luis Borges

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Uma zeladoria Municipal ativa

por Luis Borges 6 de fevereiro de 2025   Pensata

Prefeito, Vice-prefeito e Vereadores tomaram posse há quase 40 dias para cumprir um mandato de 4 anos. Espero que seja prioritária a implantação e implementação de uma Zeladoria Municipal ativa para manter e melhorar continuamente as condições de se viver adequadamente no espaço do Município, com o devido respeito à cidadania.

Nesse sentido, sugiro que uma cidade do porte de Belo Horizonte tenha a Prefeitura com suas 10 Administrações Regionais, cada uma com autonomia gerencial e orçamento próprio, e que em cada uma delas esteja em funcionamento uma unidade da zeladoria municipal para atuar no melhor estilo do Ver e Agir para resolver os problemas que surgem cotidianamente. Os fatos e dados registrados poderão mostrar que um problema simples que não é resolvido logo tende a se tornar crônico, de solução cada vez mais cara e de consequências ruins para a população.

Observando e analisando os bairros da Zona Leste da cidade, por exemplo, ficam evidentes quantos problemas poderiam ser evitados com um sistema de gestão ágil e focado no bem-estar das pessoas. A maior parte dos pequenos problemas poderia ser resolvida em até 48 horas. É claro que problemas de médio e grande porte ficarão por conta da grande estrutura da Prefeitura e acompanhados de perto pela administração regional, tudo devidamente registrado desde o início da reclamação e atualizado diariamente no Portal da Transparência, até a entrega do serviço, conforme os prazos estabelecidos.

Percebo que ganharíamos muito em qualidade de vida se um buraco que surge no meio de uma rua fosse logo obturado (tampado) assim que a reclamação chegasse à zeladoria ou que uma calçada estragada fosse consertada pelo proprietário do imóvel assim que ele fosse notificado.

Podemos também registrar uma reclamação imediatamente após o início da formação de um bota-fora de resíduos em uma calçada qualquer, a presença de semáforos estragados, barulhos além dos limites da lei do silêncio, veículos abandonados nas ruas como se o espaço fosse uma garagem, lâmpadas queimadas no sistema de iluminação pública, falta de sinalização nas vias públicas, inclusive placas de identificação do logradouro, instalação de mesas e cadeiras nas calçadas em frente a bares e restaurantes, reservas de vagas para estacionamento de veículos em frente a academias, árvores necessitando de podas, falta de capina, varrição, presença de fios e cabos de energia elétrica partidos e assim por diante.

Vale lembrar que é preciso que todos estejam atentos para reclamar imediatamente diante do surgimento de problemas nas redes de abastecimento de água, esgotos sanitários, galerias de águas pluviais – principalmente as entupidas-, energia elétrica, telefonia e gás canalizado. Para que o sistema de zeladoria municipal funcione bem é fundamental a participação de todos os envolvidos, que vai desde a gestão do Executivo Municipal, fiscalização da Câmara de Vereadores e a participação ativa da população com reclamações e sugestões para não cair na inércia.

Afinal de contas, nós vivemos nos municípios e devemos atuar sempre pela melhoria das condições de vida para todos os cidadãos, inclusive na estação chuvosa.

Luis Borges

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A preocupação com o tempo, que é tão valioso, deveria ser acompanhada por sua melhor gestão, pois a sua perda é sempre definitiva. Por isso, a certeza que podemos ter é que ele passa inexoravelmente, sem obstáculos, conforme é da sua natureza.

Podemos fazer toda a poesia do mundo para enaltecer o tempo e suas virtudes, inclusive para reclamar da falta que ele nos faz e da gestão que não fazemos. Assim, muitos de nós podemos ficar surpresos ao constatar que já estamos no dia da 24ª lua do ano ainda com a lembrança dos ansiosos preparativos para o Natal do ano passado. Logo a seguir viria a virada do calendário. Muitos, acima dos 60 anos, até solfejaram a música Fim de Ano, feita em setembro de 1951, há 73 anos, por David Nasser e Francisco Alves. “Adeus, ano velho/ Feliz Ano Novo/ Que tudo se realize/ No ano que vai nascer/ Muito dinheiro no bolso/ Saúde pra dar e vender”.

Na mesma toada passou o dia dos Magos, em 6 de janeiro, e prazo final para a retirada dos enfeites de Natal. O fato é que agora já passou o dia de São Sebastião e o Pré-Carnaval começou a esquentar pra valer. E olha que o Carnaval oficial só começará em 1º de março, para tudo se acabar na quarta-feira de cinzas, 5 de março. Será que acabará mesmo para todos?

Enquanto isso, podemos constatar que os problemas atravessaram o ano à espera de soluções por parte daqueles que são responsáveis por resolvê-los.

Entre prefeitos e vereadores que tomaram posse em primeiro de janeiro, muitos já sentiram na pele as cobranças sobre “o que e como fazer” diante dos eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes, intensos e rápidos. Imagens dos efeitos do novo clima estão nas telas das diversas mídias e na vivência do dia a dia nas cidades e nos campos, trazendo sofrimento e perdas para as pessoas. Quanto às causas de tudo isso, o que fazer e como fazer para combatê-las? Quem quer mesmo removê-las e com quais companhias?

No tempo que segue passando fica visível que as campanhas para as eleições gerais do Brasil em 2026 já estão pleno andamento, independente do calendário oficial, e só faltam pouco mais de 20 meses para que elas aconteçam.

A pauta política, econômica, social, tecnológica… é grande, cheia de interesses de grupos aliados de todos os espectros. Será que veremos o aumento da despolarização com uma terceira via consistente, ou teremos mais do mesmo?

E assim o tempo segue passando indelevelmente, independentemente de uma forte chuva, enchente ou onda de calor.

Luis Borges

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Uma expectativa perante o Natal

por Luis Borges 20 de dezembro de 2024   Pensata

Estamos caminhando para o final do advento, tempo de preparação para o Natal com as possibilidades de encontros que ele pode nos proporcionar.

Mas como tudo começa com a gente e depende do nosso querer e da nossa ação, o primeiro encontro deve ser com nós mesmos, principalmente se estivermos fora do eixo, do foco e do equilíbrio.

Dá para ter a expectativa do encontro presencial ou o reencontro com a família, os parentes, os amigos… Depois é só fazer um esforço de gerenciar para manter o que foi possível praticar de coração ao longo do próximo ano.

Tomara que prossigamos com o realismo esperançoso de sempre para melhor prosseguir na complexa arte de viver.

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Cartão de Natal

por Convidado 3 de dezembro de 2024   Pensata

por Sérgio Marchetti*

— Alô! Dezembro chegou trazendo mensagens de amor!

Desejos e propósitos expressos, renovação de energia, de fé e louvor.

Celebremos o amor, a emoção. Agradeçamos a Deus, de coração, pelo milagre da vida, pelo pão de cada dia e pela luz do sol que se irradia.

“Um clima de sonho se espalha no ar. Pessoas se olham com brilho no olhar…” (Roupa Nova). A criança, com sua pureza, ansiosa à espera do Papai Noel, nos enche de certeza, de doçura, de mel.

Outra vez, estamos falando de poesia, de um mês especial. De novo, luzes enfeitando a vida. É Natal! Nasceu Jesus, filho de Maria e de José. O céu, repleto de estrelas reluzentes, anuncia a chegada do Menino de Nazaré.
“…Noite feliz! Noite feliz! Ó Jesus, Deus da luz…” (Joseph Mohr e Franz Xaver Gruber)

Nasceu em Belém, Aquele que veio para fazer o bem. Cresceu… lições aprendeu e lições nos deu. Doze apóstolos Ele escolheu. Também ensinou ao mundo o fervor e a gratidão. Pregou o amor ao próximo, a caridade por essência e a fé por excelência. E, mesmo sofrendo injustiça, traição e provação, Ele nos ensinou o ato do perdão. Falou de honra, de honestidade, de decência. Perdoou pecadores e nos preveniu a não julgar. Milagres foram testemunhados e pessoas Ele fez ressuscitar.

É dezembro! Compartilhemos afeto, encontros sob o mesmo teto, abraços apertados, doce predileto, a vida, a união da família às vezes esquecida…

“O Natal Existe — Quero ver você não chorar, não olhar pra trás, nem se arrepender do que faz. Quero ver o amor crescer, mas se a dor nascer, você resistir e sorrir…” (Edson Borges, O ”Passarinho”)
E que seja assim, no ciclo que se reinicia. Chorar, só de alegria! Renovam -se as esperanças de “…que tudo se realize no ano que vai nascer…” (David Nasser / Francisco Alves)

Feliz Natal! E que Jesus possa renascer todos os dias em seus corações.

 

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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A jornada de trabalho está na pauta

por Luis Borges 25 de novembro de 2024   Pensata

A Proposta de Emenda Constitucional – PEC apresentada pela Deputada Federal Erika Hilton (Psol-SP) entrou na pauta da Câmara dos deputados após receber um número de assinaturas bem além do mínimo exigido pelo regimento interno. Agora ela se encontra na Comissão de Constituição e Justiça para iniciar a tramitação.

Essencialmente, ela propõe que a jornada de trabalho estabelecida pela Consolidação das Leis do Trabalho – CLT para o setor privado passe de 44 horas semanais – 6 dias de trabalho e um de descanso – para 36 horas – 4 dias de trabalho e três de descanso – sem redução do salário vigente.

O desafio do equilíbrio entre trabalho e vida pessoal / Designed by Freepik

O assunto aumentou significativamente a entropia nas mídia digitais e está despertando grande interesse e posicionamento de polarizados, despolarizados, centristas e autônomos/independentes de qualquer natureza. A final de contas, a campanha para as eleições gerais de 2026 está em pleno andamento e qualquer vacilo pode causar danos irremediáveis.

A proposta a ser votada na Câmara dos Deputados e no Senado – em dois turnos – está gerando reações esperadas, e até desesperadas, dos agentes do capitalismo em relação ao que poderá vir a ser um novo tempo na relação entre capital e trabalho.

A reação mais imediata foi jogar a questão para os acordos e convenções coletivas de trabalho.

Enquanto isso, alguns representantes da indústria da construção civil alertaram para uma provável falta de mão de obra diante da redução da carga semanal de horas trabalhadas. Já no setor de bares e restaurantes, a chiadeira foi geral diante da possibilidade de perder 8 horas semanais remuneradas para os empregados.

Menos falação e uma discussão mais profunda são necessárias para trazer à tona diversos outros aspectos ligados ao mundo do trabalho.

Por exemplo, a exaustão diante das longas jornadas de trabalho com o acréscimo de horas extras, as jornadas ininterruptas de 24 horas de trabalho, cobertas por três turnos de 8 horas, muitas vezes rotativos a cada semana, chamam a atenção para a necessária saúde mental.

Lembremos também de quem trabalha na área da saúde, cumprindo uma carga de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, o que força a rotação nos dias da jornada. O que dizer do tão utilizado plantão de 24 horas numa clínica ou hospital?

Nesse sentido, podemos olhar para as mais diversas categorias profissionais como motoristas de caminhões, carretas, ônibus, táxi e aplicativos para perceber o tamanho da carga horária empenhada.

E os professores de diversos níveis de ensino? O que avaliar do trabalho das pessoas que se deslocam diariamente gastando duas horas para ir e outras duas para voltar do local de trabalho, além da jornada de 9 horas, aí incluída uma hora do almoço?

Como ficaria o regime próprio dos servidores públicos federais, estaduais e municipais de todos os poderes diante de uma jornada semanal de 36 horas de trabalho?

Luis Borges

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O corte de gastos públicos Federais

por Luis Borges 13 de novembro de 2024   Pensata

Faz tempo e é grande a falação sobre o corte de gastos públicos Federais. Uma discussão profunda sobre o aumento da arrecadação e do crescimento dos gastos precisa ocorrer na União Federal, estados e municípios, bem como também é preciso um olhar crítico sobre a qualidade dos gastos no Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunais de Contas, Ministério da Defesa (Forças Armadas)…

É importante lembrar que os Poderes Legislativo e Judiciário tem seus orçamentos estabelecidos em função de uma expectativa de arrecadação.

No momento o foco está no crescimento dos gastos Federais, que já não conseguem ser cobertos apenas com o aumento da carga tributária. Enquanto isso, tivemos mais um aumento da taxa básica de juros, a SELIC, agora em 11,25% ao ano e a Dívida Pública Federal – DPF , chegando a 78,3% do Produto Interno Bruto – PIB, que equivalem a R$ 8,93 trilhões.

Se o gasto cresce mais que a arrecadação, a diferença tem que ser coberta com os títulos do Tesouro, cada vez mais atraentes para os investidores, o que só aumentam a Dívida Pública Federal.

O país saiu do teto de gastos públicos e agora passa pela implementação do arcabouço fiscal, cuja sustentabilidade é cobrada insistentemente pelo mercado num país extremamente desigual e concentrador de renda.

Nesse sentido considero essencial um olhar para os grandes gastos do orçamento Federal e também para os que ficam fora dele.

Um bom exemplo é o serviço da Dívida Pública Federal, em que só o pagamento de juros consumirá R$ 819,7 bilhões. Já as renúncias de receitas fiscais deverão fechar o ano com valor em torno de r$ 420 bilhões. Quais os benefícios realmente gerados por tamanha renúncia?

Olhando para as emendas impositivas dos Parlamentares Federais, no Senado e Câmara dos Deputados, temos R$ 37 bilhões com pouca transparência, baixa rastreabilidade e pouco alinhadas com planos estratégicos. Ainda temos R$4,9 bilhões gastos pelo inaceitável fundo eleitoral que nos obriga a custear algo que não é nosso individualmente, mas sim de quem escolheu um partido para nele atuar.

Na atual falação, o que mais se vê são os balões de ensaio sobre possíveis cortes nos gastos sociais, percentuais mínimos do orçamento para a saúde e educação, revisão da política de ganhos reais para o salário mínimo…

É claro que gestão focada nas entregas, austeridade, combate ao desperdício e à corrupção são fundamentais.

Enquanto a Reforma Tributária vai perdendo seu foco e a Reforma Administrativa do setor público é apenas um sonho, vale refletir sobre o que escreveu o colunista Luiz Tito em sua coluna de 31/10/2024:

“Temos que economizar, tudo e em tudo, digitalizarmos documentos amontoados, revermos a burocracia, realizarmos oitivas e audiências pela via virtual; acabarmos com tanto carro alugado, motoristas à toa, penduricalhos em salários, vencimentos e subsídios. Temos que passar o pente em tudo. E cobrarmos, denunciarmos, gritarmos nas ruas, tudo para exigirmos respeito aos impostos que pagamos”.

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Estamos atravessando uma mudança de era marcada pela transformação digital e aumento da instantaneidade para que as coisas aconteçam. Também é grande o aumento da ansiedade, o que só ajuda a saúde mental a se esvair.

Enquanto isso, como estão se sentindo as pessoas quando estão no papel de clientes ao receber um bem ou serviço de seus fornecedores no mundo público ou privado?

Luis Borges

Vale lembrar que, minimamente, o cliente espera que o fornecedor lhe entregue algo que atenda às suas necessidades e expectativas conforme a qualidade especificada, a um preço justo e com atendimento compatível com a dignidade humana, ainda que estejamos vivendo numa economia de mercado.

O que estamos percebendo no cotidiano é, por exemplo, a consulta médica pelo plano de saúde ser marcada para 30, 45 ou 60 dias depois e no dia previsto ainda tenha um atraso de duas horas. De repente, num bar ou restaurante, a cerveja não está bem gelada e a comida desarranja o sistema gástrico do cliente.

O que pensar da empresa aérea que cobra caro, some com a bagagem e atrasa ou remarca a viagem?

Nessa infindável lista de ocorrências, fico me lembrando do fornecimento de energia elétrica, água, telefonia…

Ilustra bem a situação de mal atendimento o que ocorreu na tarde da quarta-feira, 30 de outubro, numa unidade de um tradicional supermercado de Belo Horizonte.

O maior gargalo aconteceu por haver apenas 4 caixas disponíveis para atender aos clientes que formavam filas crescentes, o que aumentava a irritação e a impaciência. Os caixas disponíveis foram assim direcionados: 1 para idosos (60 mais), 2 para até 15 volumes e 1 para qualquer quantidade de volumes.

Diante da demora nas filas, os clientes começaram a reivindicar a abertura de mais caixas e a clamar pela presença do gerente da unidade. Um empregado, que parecia ser um encarregado setorial balbuciou algumas palavras dizendo que o gerente estava no café, pois já eram 16 horas. Diante de uma fala mais exaltada de um cliente na fila do caixa de até 15 volumes, o encarregado resolveu falar mais firmemente justificando que não seria possível abrir mais caixas, porque muitos empregados faltaram ao trabalho naquele dia.

Alguém gritou na fila, “e daí?”. Então o encarregado, apavorado, justificou que muitos faltam ao trabalho no início da semana, pois a empresa faz promoções na quinta-feira, e que quem falta nesse dia é demitido sumariamente, pois a quantidade de caixas é bem maior durante todo o período na tentativa de evitar grandes filas.

Ainda assim, o clima continuou tenso e muitos clientes disseram que passariam a tentar encontrar outro local para fazer suas compras.

Caro leitor, você tem enfrentado situações semelhantes ? Ou só compra em supermercados que já possuem Self-Checkout (sem o auxílio de operadores de caixa, ou seja, você faz todo o serviço e o seu fornecedor economiza mão de obra)?

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Luis Borges

Estou chegando hoje aos 70 anos de idade, eu que nasci às 4:00 da manhã do dia 24 de outubro de 1954 na cidade eterna de Araxá, capital secreta do mundo, lugar onde primeiro se vê o sol. O signo é o de escorpião, que caracteriza gente que faz com método.

Olhando para trás, registro e dou graças à vida propiciada pelo amor de meu pai Gaspar e minha mãe Lázara. Também sou grato à educação que me deram e ao incondicional apoio na construção de minha trajetória.

Estão registrados na parede da memória os 16 anos vividos em Araxá, os 2 anos em Uberaba (1971- 72) e os 52 anos em Belo Horizonte, a partir de 1973.

Nesse sentido, fico com a música O que foi feito Devera, de Fernando Brant, Márcio Borges e Milton Nascimento, ao dizer que “Se muito vale o já feito, mais vale o que será, e o que foi feito é preciso conhecer para melhor prosseguir”. Tudo de olhos bem abertos, mas sabendo que “o essencial é invisível aos olhos”, ouvidos atentos, muita observação e análise, a cabeça no lugar dosando o equilíbrio necessário.

Reafirmo a minha crença na finitude da vida, com a certeza definitiva num dia que já vem vindo em que a música acabará e o passarinho não mais cantará.

Quanto à volta a esse plano terrestre, só sei que a decisão não depende de mim, pois não sei o tamanho do meu saldo devedor. De qualquer maneira e seja lá como for, o fato é que aprendi muito com os erros e acertos ao longo da caminhada que me trouxe até o presente dia. O momento é de conservar energia, dosar o equilíbrio e tentar manter as condições funcionais, a começar pela saúde mental.

Registro com alegria o encontro com Cristina em 1982 e o amor que nos une e nos deu Marina e Gustavo. Também registro a presença das amizades feitas ao longo da vida em seus diversos ciclos e ambientes, muitas das quais ficaram pelo caminho. Outras persistem até o momento e prosseguem sendo cultivadas e polidas com as iniciativas de ambas as partes.

Sei que “ viver é perigoso”, mas sou um realista esperançoso, pois a filosofia me auxilia na busca da sabedoria, coragem, temperança e justiça.

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Em pronunciamento na noite do domingo, 6 de outubro, a Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, presidente do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, enalteceu a normalidade durante a votação para a escolha de Prefeitos, Vice-Prefeitos e Vereadores nos 5569 municípios brasileiros com pouco mais de 156 milhões de pessoas aptas a votar.

Entretanto, ela lamentou que a média das abstenções foi de 21,7% e conclamou a todos para participar das eleições nos municípios que terão votação para prefeito no segundo turno, em 27 de outubro. Mas é importante lembrar que a média citada pela Ministra máscara a variabilidade do processo.

No município de Belo Horizonte a abstenção foi de 29,54%, em Porto Alegre 31,5%, Rio de janeiro 30,5% e Araxá 25,8%, por exemplo.

Ao constatar a enorme abstenção, fico pensando nas pesquisas de intenção de votos feitas por institutos de diversos portes, cuja grande maioria não mede a abstenção, apesar do voto ser obrigatório.

Considero as pesquisas como um retrato de cada momento do processo eleitoral e suas informações, nos cortes e recortes, podem contribuir para a tomada de decisão do eleitor sobre sua votação.

Aliás, desde 2021 tenho abordado a abstenção nas eleições e voltei ao assunto no final de agosto desse ano, sugerindo que primeira pergunta da pesquisa deveria ser sobre a intenção do eleitor de comparecer às urnas, principalmente nas quatro semanas que antecedem o pleito.

O instituto Datafolha e a Quaest divulgaram no dia 5 de outubro, no final da tarde e início da noite, respectivamente, os dados de suas últimas pesquisas de intenção de votos antes da eleição. Na modalidade de Pesquisa Estimulada o Datafolha mostrou votos Branco/Nulo/Nenhum: 5% e Não Sabe: 4%. A Quaest mostrou em Banco/Nulo/Não vai votar: 8% e Indecisos: 3%.

Observando os resultados finais divulgados pelo TSE verifica-se uma abstenção de 29,54% (588.699 eleitores), votos nulos 5% (70.263) e brancos 4,72% (66.228). Cerca de 1,992 milhão de eleitores estavam aptos a votar.

Meu ponto aqui é mostrar a importância do aprimoramento da metodologia das pesquisas para melhor captar a intenção dos eleitores que pretendem se abster da votação. Os números finais da eleição mostraram a expressividade da abstenção para serem deixados de lado ou serem incluídos numa categoria juntos com votos nulos e brancos. Caro leitor, na sua opinião, quais são as causas dessa enorme abstenção no primeiro turno da eleição em Belo Horizonte?

Seria pelo desencanto com os políticos e seus partidos ou por não perceber diferenças significativas entre os principais candidatos e suas propostas para solucionar os piores problemas enfrentados pela população?

Luis Borges

Luis Borges

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