Vale a leitura

por Luis Borges 15 de setembro de 2014   Vale a leitura

Saúde dos idosos – A ida ao médico e a outros profissionais da saúde com determinada frequência no transcorrer da vida é um desafio para muita gente, que não prioriza a gestão da sua própria saúde. Imagine como essa situação se agrava com o avançar da idade em função desse tipo de resistência! Por outro lado, quem tem o hábito de procurar um profissional de saúde com frequência pode ter sua situação agravada pelo excesso de consultas, quantidade de exames de apoio aos diagnósticos, medicamentos e dietas entre outros. Segundo o médico geriatra e cardiologista Marcio Borges, “todo idoso necessita de um médico que seja o gerente de sua saúde, que o conheça muito bem e possa ser seu médico pessoal”. Veja na íntegra a abordagem de Yannik D´Elboux sobre algumas posturas equilibradas para quem tem a missão de levar um idoso a uma consulta médico.

Direto ao ponto – Veja aqui o posicionamento de um jovem de 18 anos, técnico de nível médio, aluno de curso de graduação em Gestão Empresarial e morador da Zona Leste da cidade São Paulo. Ele foi direto: “O que importa é qualidade de vida e não ideologia”.

Habilidade – O espanhol Emilio Botín, presidente do Grupo Santander, morreu no último dia 9. Estava com 79 anos e foi vítima de um ataque cardíaco. Neste artigo, o jornalista Clóvis Rossi enfatiza que Botín era um banqueiro de sangue e de vocação, mas era também, talvez acima de tudo, um mestre acabado na arte de ficar bem com os governantes, fosse qual fosse a ideologia deles. Um bom exemplo disso foi o seu encontro com o ex-presidente Lula no processo eleitoral de 2002, quando o presenteou com uma gravata vermelha. Boa leitura!

Suicídio – O dia 10 de setembro foi dedicado mundialmente à prevenção e ao combate ao suicídio e suas causas. O tema ainda é um grande tabu, mas merece ser bem mais abordado e aprofundado.  Conhecer o perfil de quem tenta dar fim à própria vida pode ser o ponto de partida para a redução das tentativas de suicídio, como sugere a pesquisadora Janaína Passos de Paula, autora da dissertação “Perfil das tentativas de suicídio por intoxicações exógenas em Minas Gerais”, defendida na Faculdade de Medicina da UFMG. 

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Na Av. Silviano Brandão, bairro Sagrada Família. / Foto: Sérgio Verteiro

Na Av. Silviano Brandão, bairro Sagrada Família. / Foto: Sérgio Verteiro

Essa última semana do inverno deixará indelevelmente registrada em nossas memórias a exuberância dos ipês amarelos, roxos, rosas e brancos presentes na cena urbana em Belo Horizonte. Mesmo em plena seca prolongada, baixa umidade relativa do ar, incêndios em profusão, eles aparecem como se fossem flores astrais a nos acalentar e a enfeitar o caminho para a chegada da primavera no próximo dia 22 às 23:29 horas.

Na rua Mármore, em Santa Tereza. / Foto: Sérgio Verteiro

Na rua Mármore, em Santa Tereza. / Foto: Sérgio Verteiro

E olha que a nova estação trará consigo a eleição para a Presidência da República e o horário de verão, que vigorará a partir de 19 de outubro, conforme determina a lei. Veja os ipês deste post e continue a percebê-los em suas andanças pela cidade.

Bairro Nova Gameleira, Rua Gastão Bráulio dos Santos / Foto: Sérgio Verteiro

Bairro Nova Gameleira, Rua Gastão Bráulio dos Santos / Foto: Sérgio Verteiro

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Na segunda metade dos anos 70, o telefone fixo era um bem de difícil acesso para a maior parte da população brasileira. Uma linha residencial custava o equivalente a R$ 6.000,00 de hoje, investimento alto para a época. As empresas de telecomunicações lançaram, no período, diversos planos de expansão. A linha podia ser paga em até 36 meses, mas sem garantia de que haveria antecipação do prazo de entrega do bem para o assinante. Na prática, isso si,gnificava  o financiamento de parte do investimento necessário a esse tipo de infraestrutura, ao qual ainda se somaria à assinatura mensal que vigora até hoje. Em Belo Horizonte ficaram famosos os planos de expansão BH1 a BH5 da Telemig, empresa que virou Telemar na privatização e atualmente é a Oi. Existia também um exuberante mercado para o aluguel de telefones, por meio de empresas e de pessoas físicas.

Foi nesse contexto que floresceram os telefones públicos, em sua maioria instalados e protegidos dentro de uma estrutura semelhante a uma grande orelha, popularmente chamada de “orelhão”. Na época, os créditos eram contados por meio de fichas telefônicas. Apesar de sua extrema utilidade para a população, os vândalos sempre tentavam depredá-los. A manutenção dos aparelhos públicos era feita na unidade da Telemig no bairro São Gabriel, em Belo Horizonte, onde hoje funciona um dos campi da PUC Minas.

Também naquela época a linha caia, havia muitas reclamações relativas às contas mensais, o telefone ficava mudo e a assistência técnica tinha a mesma lerdeza.

O período de escassez se foi há 40 anos. Hoje são cerca de 41 milhões de telefones fixos instalados no país, enquanto a quantidade de telefones celulares, pré ou pós pagos, se aproxima dos 300 milhões.

Esse número de telefones móveis aliado à baixa utilização dos telefones públicos levaram a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a determinar a desativação de 461,3 mil orelhões.

A decisão, segundo a agência, foi baseada em fatos e dados, prezados na gestão de qualquer negócio. Dos 763 mil telefones públicos do país, 81% realizam até quatro chamadas por dia. O total de aparelhos é usado apenas 4 minutos por dia, uma média de 120 minutos por mês. As operadoras de telefonia fixa reclamam que os gastos com a manutenção dos orelhões são  2,5 vezes maior que o valor recebido pela prestação do serviço. Isso quando não há vandalismo, como mostramos nesse post.

Em breve, o orelhão estará apenas no Museu da Telefonia. Heráclito tinha razão ao dizer no ano 501 a.c que “nada existe em caráter permanente a não ser a mudança”. E eu complemento, dizendo que só nos resta o permanente reposicionamento diante da inexorabilidade do avanço tecnológico.

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1836 – Rebeldes farroupilhas proclamaram a República Rio-Grandense. O objetivo era mostrar ao Império a insatisfação da oligarquia gaúcha com os altos impostos cobrados à época.

1968 – Lançamento da primeira edição da revista Veja, publicada pela editora Abril. Criada por Roberto Civita e Mino Carta, a primeira edição tinha capa vermelha, foice e martelo e anunciava “O grande duelo do mundo comunista”.

Capa da primeira Veja. /Fonte: Wikipedia

1973 – Morreu o presidente eleito do Chile, o médico socialista Salvador Allende, durante bombardeamento do Palácio de La Moneda, no que foi o início do golpe militar que levou ao poder o ditador General Augusto Pinochet

1990 – Sancionada, no Brasil, a lei 8708/1990, o Código de Direito do Consumidor.

2001 – Aconteceu o ataque terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, e ao Pentágono, em Washington, nos Estados Unidos. Foram cerca de 3 mil mortos nos dois ataques.

2005 – Israel declarou, unilateralmente, seu desligamento militar nas operações na Faixa de Gaza durante o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon.

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A 26 dias das eleições para Presidente da República, governadores de estados, senadores, deputados federais e estaduais, percebe-se claramente que o tema saneamento básico continua relegado e até evitado nos programas dos candidatos.

Embora existam planos nacionais e municipais para o tema, além de uma Lei Federal contendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a desejada universalização ainda está longe, em cidades de todos os portes.

Ranking do Saneamento 2014, feito pela ONG Instituto Trata Brasil, mostra que, no ritmo em que as coisas estão caminhando, será muito difícil atingir as metas para os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, drenagem urbana, coleta, reciclagem de materiais e tratamento do lixo nos próximos 20 anos.

Continua sendo essencial o comprometimento com saneamento básico e mais essencial ainda a capacidade de gestão dos empreendimentos diante das limitações impostas pela Lei de Licitações, pelos marcos regulatórios entre outros. A saúde e o meio ambiente aguardam dias melhores.

Córrego poluído

Córrego poluído. / Foto: Sérgio Verteiro

Nas fotografias que ilustram este texto vemos a região da Estação Vila Oeste do metrô de Belo Horizonte. O local é próximo à Avenida Amazonas, bairro Nova Gameleira. Da Praça Sete até ali são apenas 9km. Lixo, esgoto, falta de saneamento estão a céu aberto, para quem passa ver.

Foto: Sérgio Verteiro

Foto: Sérgio Verteiro

“Se muito vale o já feito, mais vale o que será”, como dizem Milton Nascimento e Fernando Brant na música “O que foi feito devera (De Vera)”.

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Tenho abordado com razoável frequência neste blog alguns aspectos que permeiam a inflação brasileira nos últimos cinco anos. Pode até parecer que estou sendo recorrente ou obsessivo, mas sei o quanto é difícil conviver com os altos níveis inflacionários e com mirabolantes planos de estabilização para combatê-los. Nesse sentido, realço a minha preocupação com criativos arranjos que alargam a amplitude de conceitos e acabam por negar a essência neles contida. Esse é o caso clássico da meta de inflação definida em 4,5% ao ano, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para ser atingida pelo Banco Central do Brasil.

Se conceitualmente meta é um objetivo, um alvo a ser atingido, com valores e prazos determinados, é que claro no caso da inflação só cabe ao governo atingir os 4,5% estabelecidos como meta. A criatividade começou quando a meta passou a ser chamada de centro da meta, que acrescido de 44,5% para mais, ganhou o nome de teto da meta e assim elasticamente seu valor chegou a 6,5%.

Quando o IBGE divulgou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-IPCA do mês de agosto, com o valor de 0,25%, a inflação dos últimos 12 meses acumulou alta de 6,51%, índice bem superior à meta de 4,5%.

O que vivemos na prática com o impacto desses números exige que prestemos mais atenção a eles e ao desenrolar da conjuntura e dos cenários que se desenham. A perda do poder aquisitivo se manifesta diariamente em nossos bolsos, como sentimos na padaria, no supermercado, no sacolão, no restaurante… E olha que a inflação é diferente para o idoso aposentado ou para quem está na ativa criando filhos. Também é imperioso saber que a negociação para a reposição de perdas salarias é anual e sua taxa de sucesso depende da mobilização política dos interessados. O que mesmo assim não garante o sucesso, apenas evidencia que as pessoas estão lutando por algo que perderam.

É notório também que o Governo Federal reduziu as tarifas de energia elétrica no ano passado mas ficou sem sustentabilidade diante da seca e agora cobra por ter lançado mão das caras usinas térmicas. Incrível como o planejamento e a gestão se fizeram ausentes.

Nesse momento também não dá para nos esquecermos que diversos preços administrados pelos governos federal, estaduais e municipais continuam sendo represados, para mitigar os índices inflacionários. Mas mas gasolina, óleo diesel, transportes coletivos, todos estão ávidos por um reequilíbrio de preços. Que isso vai sobrar para nós, não há dúvidas. Só resta saber quando, se nesse ou no próximo governo, com a atual ou a futura presidenta. Se a futura for a atual, será que trocar o ministro da Fazenda será uma mudança suficiente?

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por Luis Borges 8 de setembro de 2014   Vale a leitura

“Sem Dilma, vira tudo” – Neste artigo Marcelo Coelho narra com muita clareza o processo evolutivo para a tomada de decisão de voto. Usa como personagem uma eleitora de Barueri (SP) que escolhia seu candidato para presidente da república na eleição que se avizinha. Ela tem uma filha beneficiária do Bolsa Família e estava indecisa numa pesquisa feita pelo Instituto Datafolha no mês passado. Agora sua decisão já está tomada e, pelo visto, será acompanhada pelo marido.

Evasão – Uma reportagem da BBC Brasil, escrita por Ruth Costas, mostra que a quantidade de matrículas no início do curso não deveria ser o único indicador de desempenho do Pronatec. A evasão dos alunos é outro indicador que deveria ser bem observado e analisado, mesmo quando o Ministério da Educação afirma que a média geral dos cursos é de 12,8%, pois em escolas particulares existem registros que variam de 50% a 60% de abandono. As causas desse fenômeno também são discutidas no texto, que também registra expectativas de algumas medidas para combater o problema.

Navegar é preciso – O economista Amyr Klink, 59 anos, comemora em 18 de setembro os 30 anos de sua chegada a Camaçari, na Bahia, em seu barco que partira da África. Todo o caminho foi feito a remo. Deste depoimento à Folha pinçamos uma declaração sobre o aquecimento global. Vale a leitura da íntegra.

O aquecimento a gente percebe na Antártica. Percebemos o recuo de geleiras, o aumento do número de grandes gelos em alto mar – um sinal de que as geleiras estão despejando mais icebergs tabulares.” 

Abelhas – A redução do número de abelhas no mundo está se tornando cada vez mais preocupante e têm ganhado eco as denúncias e alertas sobre esse fato e seus impactos. Conheça mais sobre o caso aqui.

De acordo com relatório do Programa Ambiental da ONU (Organização das Nações Unidas), as abelhas são responsáveis pela polinização de mais de 70 das 100 espécies de vegetais que fornecem 90% dos alimentos responsáveis por alimentar os mais de 7 bilhões de seres humanos espalhados pelo globo. A diminuição da população desses insetos significa, de forma direta, a redução da produção alimentícia e, naturalmente, de acordo com a implacável lei da oferta e da procura, o aumento do preço dos produtos.

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