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por Luis Borges 28 de dezembro de 2016   Vale a leitura

Ostentando e garantindo super salários

Chegamos ao fim do ano com o Poder Judiciário e o Poder Legislativo medindo forças em relação aos super salários e ao abuso de autoridade enquanto vazam informações sobre as delações premiadas da Odebrecht, a empreiteira arrependida que agora jura que mudará de vida. Mas vale a pena prestar atenção no modo como os políticos se apropriam do Estado e como aqueles que estão no poder praticamente o privatizam em função dos grupos de interesse que se sustentam e se beneficiam mutuamente com os negócios engendrados. É o que aborda o jornalista Ricardo Kotscho em seu artigo A República Corporativa ganha vida própria, publicado em seu blog.

“É assim que funciona. De pressão em pressão, de aumento em aumento, de privilégio em privilégio, quebraram a União, os Estados e os Municípios. E a grana acabou.

Claro que este poder da República Corporativa do Brasil não surgiu de um dia para outro. Vem de longe, como diria o velho Leonel Brizola.

Revelei os primeiros sinais deste fenômeno na série de reportagens “Assim vivem nossos super-funcionários”, que coordenei e escrevi no Estadão 40 anos atrás, em pleno regime militar.

Naquela época, ainda não se falava em cortar super-salários e super-aposentadorias, como estão tentando fazer agora _ até porque, era proibido, e podia dar cadeia”.

Cresce a ansiedade

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada entre 1990 e 2013, mostra que o número de pessoas com depressão ou ansiedade aumentou em quase 50%, passando de 416 milhões para 615 milhões. Quais as principais causas que podem levar a esse efeito? Leia a abordagem feita por Bia Souza no artigo Cobrança, pressão e redes sociais: Estamos ficando mais ansiosos? publicado no portal UOL.

“O tempo todo somos bombardeadas com regras sobre como devemos nos comportar, nos sentir, o que podemos e o que não podemos pensar e muitas vezes essas regras são contraditórias, ou seja, seguir ou não seguir a regra vai gerar insatisfação, frustração e punição. Nesse tipo de contexto a pessoa tem que estar o tempo todo alerta para evitar essas situações desagradáveis e potencialmente danosas para sua integridade social, emocional e psicológica. Isso é um fator predominante para o desenvolvimento de ansiedade”.

A morte mais próxima após a aposentadoria

O Congresso Nacional aprovou o teto para os gastos públicos primários durante os próximos 20 anos como parte da tábua de salvação para o governo de Michel Temer. Agora o desafio para o primeiro semestre do próximo ano será a aprovação de outra parte da tábua que é a reforma da Previdência Social dos trabalhadores do setor público e privado, exceto os militares. Acontece que toda a fundamentação da proposta se baseia nas médias de diversos indicadores, mas não levaram em conta a variabilidade entre as diversas medidas. Assim foi fixada a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria ou os 25 anos para o tempo mínimo de contribuição ao sistema previdenciário. Muito se falou da atual expectativa média de vida de 75,5 anos, mas nada foi dito que em diferentes regiões e condições sociais do país essa mesma expectativa pode ficar abaixo dos 65 anos. Nesses casos, a morte chegaria antes da aposentadoria se o projeto for aprovado da forma em que foi apresentado. Esse é o enfoque do artigo Com a Reforma da Previdência (e a aprovação do teto dos investimentos públicos), moradores das periferias não terão chance de se aposentar, da urbanista Raquel Rolnik.

 

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por Luis Borges 1 de dezembro de 2016   Vale a leitura

Reforma ou revolução no Ensino Médio?

A reforma do Ensino Médio proposta pelo Governo Federal através de medida provisória, e não por projeto de lei como muitos queriam, continua causando grandes discussões num ambiente cheio de divergências e alguns graus de intolerância de quem só se pauta pela polarização das visões. Tanto nesse tema quanto em diversos outros que estão indo e vindo na conjuntura vê-se pouca ousadia diante das necessidades de mudanças que vão muito além de pequenas e cosméticas reformas.

Um bom exemplo de mudança “pra valer” é descrito por Sabine Righetti no artigo Finlândia deve acabar com as disciplinas escolares até 2020, publicado pelo blog Abecedário. Algo semelhante seria imaginável no Brasil ou ainda é cedo? O benefício seria maior que o custo?

Caixa preta da saúde

A saúde está sempre em evidência na imprensa e nas redes sociais, principalmente em abordagens negativas. Surge de tudo um pouco, desde dúvidas sobre o diagnóstico de uma doença dado por apenas um profissional até o grau de detalhamento de uma fatura de internação hospitalar ou a cobertura de um plano de saúde suplementar. O modelo mais se assemelha a uma caixa-preta, na qual se movimentam diversos grupos de interesse, todos focados nos resultados, inclusive os financeiros, que estão buscando. As práticas não são necessariamente as melhores, mas o sistema faz a engrenagem rodar para todos os segmentos.

Um pouco dessa lógica é mostrada por Cláudia Collucci no artigo Falta de transparência move o motor das fraudes na saúde.

“Os hospitais, por exemplo, poderiam começar por abrir suas contas, consideradas verdadeiras caixas-pretas, e os seus indicadores de qualidade, como taxas de infecção hospitalar, de mortalidade, de eventos adversos, de reinternação, etc. Cada hospital define hoje suas diárias, não há coerência dos valores cobrados e nem especificação dos produtos utilizados”.

Muda-te a ti mesmo

Não é nada fácil perceber e admitir que precisamos de fazer uma determinada mudança em nós mesmos. Mas digamos que conseguimos passar dessa fase de aceitação. Como fazer para mudar efetivamente?

Mirian Goldenberg relata sua experiência no artigo Mudar a si mesmo é difícil, mas, às vezes, necessário. Um trecho do testemunho:

“Já fiz um enorme esforço para mudar a minha natureza: tentei sair mais, encontrar mais frequentemente os amigos, ir a festas. Mas, por mais que eu me esforce, nunca é o suficiente. Sempre acabo recebendo a mesma acusação: “você não é uma pessoa sociável”. Tudo fica pior ainda quando sou comparada (ou me comparo) com mulheres que são naturalmente mais sociáveis e sabem como receber os amigos e a família”.

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por Luis Borges 6 de novembro de 2016   Vale a leitura

Envelhecer

Nas 24 horas de um dia ou nos 7 dias de uma semana são muitos os temas e as necessidades que povoam as nossas pautas com ocupações e pré-ocupações. Em função de várias causas muitas coisas acabam não sendo feitas, mas continuam aparecendo em nosso carrossel na expectativa de que poderão acontecer num outro tempo mais favorável. Mas quando será possível isso acontecer? Mirian Goldenberg mostra a sua visão sobre essas possibilidades no artigo Não é necessário esperar a velhice para ser você mesmo publicado pela Folha de São Paulo.

“Muitos acreditam que só mais velhos irão conquistar a liberdade e a sabedoria para aproveitar melhor o tempo e, assim, parar de tentar responder desesperadamente às expectativas e demandas dos outros.

Aprendi com meus pesquisados a me fazer duas perguntas fundamentais:
O que eu quero ser e fazer quando envelhecer? Por que não posso ser mais livre para “ser eu mesma” desde agora?”

Evasão

O acesso ao ensino superior nas escolas privadas foi muito incentivado nos últimos anos, principalmente no âmbito dos programas federais Prouni e Fies. O volume dos recursos financeiros aplicados acabou também reforçando o caixa dos investidores desse segmento da educação, mas a persistente recessão econômica já implicou no encolhimento dos programas governamentais. Agora os grupos investidores buscam tomar medidas para atenuar a evasão escolar e a queda nos resultados de seus negócios.

Alguns exemplos do que está sendo feito nesse sentido são mostrados no artigo Faculdades investem no lado emocional para reter alunos, publicado na Folha.

 “Na Kroton, gigante do setor, o índice chega a 35%. Para enfrentar o problema, a universidade iniciou neste ano três ações para desenvolver habilidades sociais e emocionais. Entre elas, está o incentivo ao desenvolvimento de “projetos de vida” pelos alunos. Uma plataforma informa, por exemplo, qual o ganho salarial que ele pode ter a cada ano a mais de graduação.

A evasão tem sempre dois pilares declarados: dificuldade de pagar e de acompanhar o curso. Mas, num diálogo mais profundo com o aluno, vemos que há falta de resiliência”, diz Mario Ghio, vice-presidente acadêmico da Kroton. Para estimular os novos alunos, a instituição também incentiva veteranos a “adotá-los”. A atividade pode contar como crédito complementar”.

Demissão próxima?

Não está nada fácil se garantir no trabalho em meio à crise que solapa os negócios públicos e privados. De uma maneira ou de outra tem sobrado para quase todo mundo. Mas como perceber os sinais de que a coisa vai sobrar para nós, que sempre achamos que o ruim só acontece com os outros? Uma interessante abordagem é feita por Cláudia Gasparini no artigo Estes são os sinais de que sua demissão está próxima, publicado pela Exame.com.

“Para evitar que o medo alimente a ameaça, é importante distinguir situações imaginárias de evidências concretas — tudo com a óbvia ressalva de que é impossível prever o futuro, afirma Isis Borge, gerente da consultoria Robert Half. Para começar, diz ela, faça uma avaliação do seu ambiente. Como vai a saúde financeira da empresa onde você trabalha? Qual tem sido a frequência das demissões? Elas são pontuais ou atingem departamentos inteiros? Os cortes são motivados pelo baixo desempenho desses funcionários ou servem para enxugar os custos fixos do negócio? As respostas podem indicar se os desligamentos são pontuais ou se refletem uma onda que pode chegar até você.”

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por Luis Borges 23 de outubro de 2016   Vale a leitura

Quando o consumidor passa dos limites

O cliente tem sempre razão? Quando a reclamação passa do limite, se tornando ofensa, calúnia ou difamação, inclusive nas redes sociais, o caso pode parar na justiça e o consumidor pode sair perdendo. O artigo Cliente tem sempre razão? Empresa também pode ser indenizada por dano moral traz bons esclarecimentos sobre o assunto.

Happy hour

Uma situação chata, às vezes até constrangedora, acontece quando trabalhamos na equipe de um chefe que gosta de reunir a equipe para happy hours fora do escritório e do horário de expediente. O problema é que nem todos se sentem à vontade para participar de tais encontros ou para lidar com colegas que exageram na bebida alcóolica, entre outras situações. Sempre fica a dúvida: posso recusar o convite do chefe para o happy hour?

Essa resposta da coluna “Divã Executivo”, do Valor Econômico, traz uma abordagem interessante sobre as relações das pessoas com o trabalho e também entre si mesmas no ambiente em que ele se desenvolve.

“O trabalho é, portanto, fonte de identidade pessoal. Trabalho é fundamental no equilíbrio emocional e na busca da felicidade. Explique ao seu chefe que você não gosta muito de festas e nem de happy hours. Mostre para ele que, apesar disso, você quer fazer parte do grupo, quer ser importante para a empresa. Para ser um bom líder, ele deverá entender e respeitar suas escolhas”.

O direito de morrer em paz

Ao falar sobre a morte, algumas pessoas dizem que querem viver durante muito tempo, mas com qualidade de vida. O que pensar sobre esta afirmativa quando nos deparamos com situações que nos impõe diversos níveis de limites físicos, mentais ou mesmo o prolongamento da vida em estado vegetativo, amparado por avançadas tecnologias do campo da saúde? Crescem os adeptos da ortotanásia, prática de medicar apenas para alívio das dores bem como dispensar cuidados paliativos que permitam a morte natural, com acompanhamento de profissionais da saúde e familiares. A partir dessa ótica, recomendo a quem se interessar sobre o assunto o texto Por que o arcebispo Desmond Tutu luta pelo “direito de morrer”, publicado pela BBC Brasil.

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por Luis Borges 9 de outubro de 2016   Vale a leitura

Ensino médio afugenta alunos

Recentemente foi divulgado o resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) para o Ensino Médio. Entre as muitas discussões decorrentes dessa divulgação, destaco este artigo de Sabine Righetti: “Eu, que amo estudar, quase larguei o ensino médio”. De forma muito sincera, a autora explica sua desconexão com essa fase do ensino, um problema que ainda atinge muitos alunos.

“Deixei de ver sentido nas horas que passava nas aulas. Todos os dias, chegava em casa e fazia um balanço do que havia aprendido. Na maioria das vezes eu concluía que tinha aprendido coisas “inúteis” porque não via conexão daquilo com a minha vida”.

Ainda o por dentro e o por fora

A legislação brasileira preconiza o uso de apenas um caixa na contabilidade oficial. No entanto, as piores práticas que vem sendo reveladas pelas investigações da operação Lava Jato mostram que existe um outro mundo, que navega do “caixa 2” ao “caixa 8” em função da complexidade e necessidade de seus usuários. Tem até Ministro de Estado defendendo uma lei de anistia de “caixa 2” para políticos, esquecendo-se que existe legislação eleitoral e tributária que criminaliza esse tipo de situação. Nesse sentido, vale a leitura do artigo “Do caixa 2 para o caixa 1”, de Luis Francisco Carvalho Filho. Para ele, a contabilidade paralela está se tornando uma modalidade arcaica de delinquência e cada vez mais difícil de praticar.

“A festa acabou.

Tratados internacionais, políticas de “compliance” em corporações empresariais, exigências de comunicação de movimentação atípica para órgãos reguladores como o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), sistemas de informática interligados e penas rigorosas para a lavagem de dinheiro reduzem drasticamente a viabilidade da circulação de ativos não contabilizados”.

Era meu melhor amigo

Quase todo mundo tem um caso para contar sobre um amigo, um parente ou um colega de trabalho mais chegado que lá um belo dia solicitou um empréstimo, um aval ou a aquisição de um bem na certeza de que tudo seria honrado conforme o combinado. Com crise ou sem crise, duro mesmo é descobrir que o que deveria ser feito não foi e a velha amizade “subiu no telhado”, ainda que algumas vezes acompanhada de desculpas imensamente criativas. Emprestar o nome é a quarta maior causa de “nome sujo” no Brasil, segundo esta matéria do portal Exame. Vale a leitura do artigo, que traz muitos dados interessantes e orientações para evitar problemas.

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por Luis Borges 24 de setembro de 2016   Vale a leitura

Quando o barato sai caro

Ao fazer suas compras de bens e serviços o cliente deveria olhar a qualidade intrínseca, o preço e o atendimento. Mas quando ele observa apenas o menor preço e deixa de analisar os parâmetros que definem a qualidade, é grande o risco de perder dinheiro. É o que aborda Sophia Camargo no artigo Economizar nem sempre vale a pena; veja 8 exemplos em que o barato sai caro publicado pelo portal UOL. Será que eles também servem para você?

Envelhecimento e longevidade

O envelhecimento da população brasileira tem nos mostrado como a longevidade está aumentando. A expectativa de vida é um dos argumentos mais disseminados para justificar a necessidade de uma reforma da Previdência Social diante da mudança dos parâmetros que mostram o perfil da população idosa (60 anos em diante).  Muito se fala sobre a dor e a delícia e os temores que povoam as mentes das pessoas que caminham rumo a esse momento da vida. Leandro Karnal aborda a questão no texto As corujas invisíveis do crepúsculo publicado pelo Estadão.

“A cor da vida é a cor da morte, assegura sábio ditado. Jovens chatos serão velhos chatos. Um adolescente brilhante tem chance grande de gerar um ancião da mesma cepa. No fundo, gente velha é igual a gente jovem, só que velha… Qual seria, de fato, nosso medo? Provavelmente, o receio dialoga com a questão da perda de relevância e de controle, especialmente sobre o nosso corpo”.

Paraolimpíada ou Paralimpíada?

Apesar do fim dos jogos, vale a leitura do artigo do professor Pasquale de Cipro Neto sobre a polêmica no nome oficial da competição.

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por Luis Borges 11 de setembro de 2016   Vale a leitura

Começar de novo o quê?

Na atual conjuntura do país estamos sendo confrontados cada vez mais pela situação de desemprego, seja ele de próximos ou até mesmo o nosso. Como se posicionar num momento tão difícil? O artigo Perdi o emprego. E agora? De mudar de carreira a abrir o próprio negócio, saiba o que fazer (e o que não fazer) apresenta um “guia de sobrevivência” a essa fase. A reportagem aponta quatro possíveis caminhos, e alerta:

“ao escolher qualquer caminho, é preciso deixar de lado o desespero e refletir sobre suas habilidades, defeitos e desejos, além das necessidades do mercado. Quais são suas qualidades? No que deve melhorar? E do que o mercado precisa hoje?

“A primeira coisa é se convencer de que é uma situação passageira. Aproveite esse momento para pensar na sua carreira. Se está desempregado, foi algo conjuntural ou pessoal? Como tem sido sua trajetória até aqui? Você precisa se entender”, diz Márcia Damia, administradora e vice-coordenadora do Escritório de Desenvolvimento de Carreiras da USP.”

É viável a redução da jornada de trabalho?

Entre as diversas propostas para a possível (e polêmica) Reforma Trabalhista, está a redução da jornada de trabalho. Bandeira dos movimentos sociais, a diminuição da jornada de 44 h semanais tem sido falada há tempos e diversas variáveis devem ser consideradas por quem deve estudar o assunto com profundidade e consistência. Uma boa contribuição para isso está no artigo Por que ainda trabalhamos 8 horas por dia? Especialistas respondem.

“Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 2015 teve a menor jornada média de trabalho já registrada no Brasil, com 39,9 horas semanais. Para Giuseppina De Grazia, doutora em sociologia pela USP (Universidade de São Paulo) e professora aposentada da UFF (Universidade Federal Fluminense), considerando o conjunto da população de empregados, desempregados e trabalhadores parciais, esse índice não reflete uma redução real. “Enquanto uns trabalham de 50 a 60 horas, fazendo extra para não perder o emprego ou aumentar o salário, outros são obrigados a sobreviver de bicos temporários e precarizados”, diz.”

Sem chance de poupar

Um colchão financeiro é sempre um facilitador para quem quer superar, com alguma tranquilidade, momentos difíceis e inesperados no curso da vida. Poupar o dinheiro para fazer o colchão é um grande desafio e, para muitos, é impossível em função de diversas causas. Mas será que é tão impossível assim? É o que aborda Sophia Camargo no artigo Poupar é missão impossível? 9 vilões que impedem você de guardar dinheiro. Os pequenos gastos estão entre os vilões apresentados:

“Tomar aquele café com pão de queijo na padaria são R$ 10 a menos no bolso. Se for todo dia, são R$ 300 a menos por mês. Se você guardasse esses R$ 300 por mês*, em um ano teria R$ 3.639. O que você faria com esse dinheiro extra?”

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por Luis Borges 24 de agosto de 2016   Vale a leitura

Motivos para a ação

Trabalhar com o que se gosta e se sustentar com uma felicidade permanente é um sonho ilusionista de muita gente. Não se pode esquecer que o trabalho é feito de inspiração e de muita transpiração, pois seus processos não são lineares e cada dia tem seus desafios. É fundamental ter os motivos que levem à ação para que as coisas aconteçam, e isso parte de dentro de cada um, por mais que as pessoas reclamem ou se vitimizem perante a realidade. Isso vale para todas as faixas etárias, inclusive para os jovens no início da carreira profissional. Nesse sentido é muito interessante esta entrevista concedida pelo filósofo Mário Sérgio Cortella à Exame.com. Leia um trecho:

“Uma das melhores coisas da vida é fazer o que se gosta. Só um tonto vai querer fazer algo desagradável. O que não posso esquecer é que, para chegar ao resultado de que eu gosto, há várias etapas pelas quais eu passarei que serão desagradáveis. Sempre é necessário um desgaste para que você atinja um resultado”.

Tudo certo, Presidente ou Presidenta

A enorme discussão gerada pelo ato de Dilma Rousseff ao escolher ser chamada “Presidenta” teve mais um episódio. Foi a afirmação de Carmem Lúcia, que ao ser eleita para presidir o Supremo Tribunal Federal (STF) disse que quer ser chamada de “Presidente” usando a seguinte frase: “eu fui estudante e eu sou amante da língua portuguesa, eu acho que o cargo é de presidente, não é não?”.

O professor Pasquale Cipro Neto mostra em seu artigo Data venia, ministra Carmen Lúcia, o cargo é de ‘presidente’ ou ‘presidenta’ que “presidenta” era um neologismo em 1913 quando foi incluído no Dicionário de Cândido de Figueiredo. Ele arremata dizendo que:

“Deve-se tomar muito cuidado quando se usa como argumento o registro num dicionário. Nada de dizer que “a palavra existe porque está no dicionário”; é o contrário, ou seja, a palavra está no dicionário porque existe, porque tem uso em determinado registro linguístico”.

Como se vê pelo artigo, a estudante Carmem Lúcia, amante da língua portuguesa ainda tem matéria para estudar.

E se vier a dependência?

Quem trabalha com planejamento estratégico faz uma análise da conjuntura e dos cenários em que seu negócio se desenvolve. No mínimo, são estudados um cenário positivo, um negativo e um mais provável. Se trouxermos isso para a vida dos idosos brasileiros, qual seria o cenário para as pessoas que tem 60 anos de idade ou mais? Um dos cenários possíveis é mostrado por Cláudia Collucci em seu artigo Quem vai empurrar a minha cadeira de rodas?

Hoje é grande o número de pessoas que não puderam ou não quiseram ter filhos, as famílias estão menores, os filhos estão distantes, as mulheres, antes cuidadoras naturais, estão no mercado de trabalho, enfim, por uma série de razões não há mais certeza alguma para a pergunta: quem vai cuidar de mim? Na verdade, envelhecer é uma novidade para nós. Famílias, administradores públicos e profissionais de diversas áreas ainda estão tentando entender e se adaptar a esse fenômeno”.

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por Luis Borges 12 de agosto de 2016   Vale a leitura

Se não der não vou sofrer

Tomar decisões, fazer escolhas e responder por elas são atos que fazem parte dos processos do nosso cotidiano. Encarar os resultados alcançados em função das escolhas, sejam eles bons ou ruins, também faz parte do processo. Mas como não se deixar contaminar pela tristeza do fracasso e continuar tendo forças para prosseguir em outras iniciativas? Conheça a abordagem de Américo José no artigo “Para evitar frustração, separe felicidade do sucesso profissional” publicado pela Folha de São Paulo.

“Separe a sua felicidade do sucesso de um projeto profissional. Você precisa se sentir realizado com a execução, com o empenho empregado, com a jornada, e não apenas com o resultado final. Caso contrário, será muito fácil se frustrar.

Bons profissionais encaram o erro como aprendizagem e usam o tropeço como impulso. Eles não se abatem nem desviam da responsabilidade. Simplesmente admitem aquela derrota, avaliam as falhas e se preparam para fazer melhor da próxima vez. Sem perder o pique.”

É preciso aprender a dizer não

Dizer não é um desafio constante para quem quer se posicionar de maneira consistente em função das mutantes situações de cada momento. Se dizer não aos filhos é tão difícil para muitos pais, como ter uma atitude firme para dizer um não no ambiente de trabalho profissional? É o que aborda Daniela do Lago no artigo “Só diz “sim” no trabalho? Aprenda a negar para não ficar sobrecarregado” publicado no portal UOL.

“O profissional que não sabe dizer “não” é rápido em concordar com os outros, mas geralmente lento ao agir. Deixa um rastro de desculpas e promessas não cumpridas. Embora não agrade ninguém, ele faz de tudo para deixar os outros felizes.

Esses profissionais têm um direcionamento forte para lidar com pessoas, não com tarefas e, às vezes, não sabem o que fazer para cumprir suas promessas, nem sequer pensam nas consequências daquilo que se comprometem a fazer”.

Empurrando o pagamento de tributos

A carga tributária no Brasil é muito alta e disso quase ninguém discorda. Encontrar formas para evitar ou adiar ao máximo o pagamento desses tributos ocupa e preocupa o tempo de muita gente. Todos precisam das famosas Certidões Negativas de Débitos (CNDs) inerentes aos tributos federais, estaduais e municipais, para se habilitarem nos processos de licitação nos serviços públicos e mesmo nos privados. Como tirar vantagem com a postergação desses pagamentos e permanecer no mercado faz parte da abordagem de Luciano de Souza Godoy em seu artigo “Combater o devedor contumaz é fundamental em tempos de crise” publicado pela Folha de São Paulo.

“O devedor contumaz necessita do litígio tributário com o Fisco para alongar a sua permanência no mercado. Discute e rediscute em processos administrativos e judiciais, patrocina teses jurídicas esfumaçadas que confundem a Justiça e as procuradorias públicas.

Num momento de crise econômica e grande déficit de arrecadação, combater o devedor contumaz é uma necessidade para estancar a sangria da falta de pagamento de tributos em setores com alta inadimplência. Entre os 500 maiores devedores do país, há vários que acumulam dívidas acima de R$ 1 bilhão”.

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por Luis Borges 22 de julho de 2016   Vale a leitura

Só otimismo não basta

A vontade de ter o próprio negócio às vezes é tão grande que leva o empreendedor a só pensar nas hipóteses otimistas para a viabilidade do seu negócio. É um erro lamentável e que pode colocar tudo a perder ou gerar problemas que se arrastarão até que a quebra aconteça. Uma situação como essa foi abordada por Carolina Ruhman Sandler no artigo Crise dificulta o empreendedorismo por necessidade.

“Imagine um exemplo: um nutricionista que perdeu o emprego em uma multinacional e resolveu abrir uma clínica de nutrição. Ele se diz: “Sou bom no que faço, tenho o dinheiro da rescisão, vou poder montar a minha clínica e vai dar tudo certo”.

Com essa linha de raciocínio, ele não chega a questionar como está o mercado de nutrição para pacientes individuais ou como vai conseguir uma nova clientela. O profissional também não pesquisa a melhor localidade para a sua clínica e não tem parceiros que possam indicar o seu trabalho. No final das contas, ele montou a clínica com a cara e a coragem, contando com a sorte, e sem ter feito um planejamento real antes.”

Rumo à vida sem déficit

Ter uma vida equilibrada financeiramente e com as contas rigorosamente em dia é o sonho de muita gente que se perdeu no caminho do gasto compulsivo e sem sustentabilidade em função de diversas causas. Como fazer para resolver esse tipo de problema com muito foco e disciplina é sempre um desafio e não se encontra resposta facilmente estruturada em qualquer lugar, principalmente sendo cada caso um caso. Mas de vez em quando surgem alguns artigos bem incisivos em relação a atitudes que devem ser tomadas por quem está nessa condição. É o caso de 5 dicas para sair do vermelho e uma estratégia para nunca mais se endividar publicado pelo InfoMoney. Os especialistas ouvidos sugerem:

  1. Saber o tamanho do problema;
  2. Cortar os gastos;
  3. Saber para onde vai o seu dinheiro;
  4. Repensar sua relação com carros e
  5. Fazer acordos.

Terrorismo em pauta

As ações terroristas continuam trazendo perplexidade e preocupação pelo mundo afora. O atentado da quinta-feira, 14/07, na cidade francesa de Nice surpreendeu pela modalidade, mas serviu para chamar ainda mais a atenção sobre a segurança durante os jogos olímpicos no Brasil. Ontem houve a prisão de dez pessoas no Brasil, suspeitas de planejar um ataque durante os jogos.

Quais são as causas de tantas ações terroristas nesses últimos tempos? Leonardo Sakamoto apresenta sua visão sobre essas causas no artigo França: Não será a guerra ao terror que acabará com o terrorismo publicado em seu blog.

“Medidas de combate ao terror servem mais para justificar à população dos países que são alvo dos ataques que algo tem sido feito em resposta. Até porque a realidade – que tudo isso de pouco ou nada adianta – é cruel demais e até insuportável para a vida em sociedade. Afinal, significa uma fragilidade e uma vulnerabilidade fortes demais para suportarmos. Sabemos que muitos dos países que são vítimas do terror são os mesmos que sempre o fomentaram, com suas intervenções em busca do controle de petróleo ou de inconsequentes cálculos geopolíticos.”

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