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por Luis Borges 26 de março de 2017   Vale a leitura

Felicidade no trabalho – natural ou necessária?

A ONU estabeleceu que o Dia Mundial da Felicidade é 20 de março. Existem diferentes abordagens para a felicidade e são várias as variáveis a interferir nos processos que podem levar a ela e também à infelicidade. O artigo que indico traz uma possibilidade de se refletir sobre a felicidade no trabalho, algo que nos inquieta e incomoda o tempo todo, já que nem sempre temos gerentes e diretores que se alinham com a gestão pela liderança. Nesse caso dá até para imaginar como sofrem os profissionais de alta performance que fazem parte de grupos que possuem um superior hierárquico fraco e com medo de perder o cargo.

O artigo Felicidade no trabalho – natural ou necessária?, publicado pela consultoria Robert Half, mostra que:

“muitas empresas veem a felicidade no trabalho como algo intangível, que seria “bom de ter”, em vez de uma “importante prioridade organizacional”. Apesar de não ser possível forçar os colaboradores a serem felizes – ou controlar todos os fatores que contribuem para a felicidade – ainda assim é possível criar condições que vão ajudar a promover a felicidade e a positividade no trabalho”.

Como sairemos da crise política?

A reforma político-partidária mais uma vez está na pauta e os profissionais do setor tentam se proteger para se perpetuar no poder. Anistia ao caixa 2 usado nas campanhas eleitorais, eleições com votos nos partidos políticos que apresentarão suas listas fechadas de candidatos para ocupar as vagas, foco no foro privilegiado, financiamento público das campanhas, clareamento sobre o que se entende por abuso de autoridade são temas que inundam o dia-a-dia de muita gente nas mais diversas mídias . Tudo isso acaba sendo muito cansativo e improdutivo enquanto muita gente se contenta apenas com a emissão de sua própria verdade pelas redes sociais, quase que num mero desabafo, para logo depois se manter inerte, sem ação mais organizada.

Nesse momento começam a aumentar os grupos de pessoas que têm se reunido para conversar e tentar formular saídas para a situação atual, tendo como premissa que é preciso saber ouvir e não apenas só falar, sem necessariamente ser o proprietário da verdade. Ricardo Kotscho participou de uma reunião desse tipo no dia 08 de março em São Paulo e relatou suas percepções no artigo Chope com política: fio de esperança na mesa de bar.

Você tem paciência e vontade de participar de iniciativas semelhantes, inclusive como líder, para arregimentar forças e exigir uma saída que respeite os interesses e a soberania do povo brasileiro como um todo?

Medo e mudanças profissionais

Às vezes a insatisfação com a profissão escolhida, com o trabalho desenvolvido e com o chefe que se tem podem levar uma pessoa a pensar mais detidamente sobre o melhor momento para se fazer uma mudança de ares em busca de novas possibilidades de negócios e trabalho. Uma dúvida muito frequente recai sobre a capacidade que cada um tem para fazer essa mudança de rumo, principalmente num momento econômico como o atual. Mas e se de repente essa mudança se tornar obrigatória devido a uma demissão do atual trabalho? Seria possível encarar um negócio próprio com os conhecimentos que você tem hoje associado a uma poupança financeira que dê sustentação à montagem, funcionamento inicial e algum capital de giro? Que medos te incomodam mais? Daniela do Lago aborda questões em torno desses temas no seu artigo Tem medo de fazer coisas novas por se achar meia-boca? Saiba mudar isso. A autora mostra que:

“diante de e uma mudança de carreira ou profissão, somos psicologicamente predispostos a maximizar tudo o que pode dar errado. Da mesma forma, ao pensarmos sobre as chances de um novo emprego nos atender, a tendência é destacar nossas deficiências pessoais mais que nossos pontos fortes”.

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por Luis Borges 13 de março de 2017   Vale a leitura

Mais exames

A crise é a mãe de todas as oportunidades. Ela também ajuda a embalar os questionamentos e as discussões sobre os altos custos da saúde e as permanentes denúncias da falta de recursos para o setor. Pouco se discute sobre a gestão e os desperdícios de toda natureza. Por que são solicitados inúmeros exames de apoio ao diagnóstico de qualquer problema ou porque tantas cirurgias com bons períodos de internação hospitalar são prescritas rapidamente, embora possam ter sua real necessidade questionada? Quais modelos de remuneração dos serviços médicos seriam os mais adequados no atual momento?  É o que aborda Cláudia Collucci neste artigo publicado pela Folha.

“Hospitais privados do país adotam programas de benefícios que, entre outros critérios, premiam médicos pelo volume de exames, cirurgias e internações que realizam. Quanto mais procedimentos, mais pontos ganham na avaliação – que inclui itens como fidelização, adesão aos protocolos clínicos e atuação em ensino e pesquisa. O médico que soma mais pontos consegue mais reputação dentro do hospital e privilégios como presentes, descontos em exames para ele e seus familiares e prioridade no uso do centro cirúrgico”.

Morar em casa ou apartamento?

Como nos ensina a sabedoria popular, “sapo pula é por necessidade e não por boniteza”. Se nesse momento o dinheiro está curto, o reajuste salarial não garante a reposição da inflação e falta trabalho para profissionais de todos os níveis é mais que obrigatório se fazer uma revisão dos custos de se viver. A dor e a delícia de se viver numa casa, num apartamento de um edifício residencial ou num condomínio fechado de casas e apartamentos ajuda a pensar no beneficio e no custo de cada opção. E a sensação de segurança ou insegurança pesa para fazer quais ponderações? Uma boa contribuição para ajudar numa tomada de decisão está no artigo Trocar condomínio por casa vai além do exercício matemático, escrito por Marcia Dessen publicado pela Folha de São Paulo.

Antecipando o fim da vida vegetativa

Em princípio as pessoas desejam viver dignamente até chegar o dia de fechar os olhos dignamente também. Mas o caminho que vai do nascer ao morrer não é linear e muitos podem ser os eventos surpreendentes ao longo do trajeto. Se vier o pior e a qualidade de vida ceder espaço ao estado meramente vegetativo, será que vale a pena prosseguir? Ou cada pessoa tem o direito de registrar a sua vontade de antecipar a morte diante de condições tão desfavoráveis e indignas? Confira o artigo O tabu do suicídio assistido no Brasil: morte digna ou crime contra a vida?, publicado pela BBC Brasil. Nele é abordada a situação atual do escritor Carlos Heitor Cony, de 90 anos, que diz:

“Há casos em que os remédios já não produzem mais efeito, a família gasta um dinheiro que não tem e, pior, o paciente não tem mais condições de viver, só de sofrer. Se não há uma solução médica ou científica, o suicídio assistido é a saída mais humana que existe”

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por Luis Borges 19 de fevereiro de 2017   Vale a leitura

De onde vem a motivação?

A palavra “motivação” nos remete aos motivos que temos para a ação. E mais, que esses motivos vem de dentro de cada um de nós, apesar de todas as variáveis que fazem parte do nosso entorno. Ainda assim e diante de todo conhecimento já consolidado sobre o tema motivação, muitos são os casos em que, por exemplo, um dirigente de uma organização quer sacudir seu grupo ou equipe de trabalho injetando motivação através de uma palestra. Isso é o que abordado por Daniela do Lago em seu artigo Em busca de otários: O dia seguinte da palestra de motivação, publicado no portal UOL. A autora chama a atenção para uma situação que ocorre com frequência:

“Não confunda motivação com animação. A confusão acontece quando as empresas contratam uma palestra motivacional (e pagam pequenas fortunas para isso) com a promessa de resolver todos os seus problemas internos relacionados às pessoas, mas o que conseguem ao final do evento são colaboradores animados e energizados saindo do auditório da empresa após uma hora de show e entretenimento. Essa animação tem curtíssima validade, custa caro e tem pouca aplicabilidade no dia a dia”.

A experiência de um neurocirurgião

O que se passa no bloco cirúrgico de um hospital envolvendo decisões e ações durante um processo cirúrgico em qualquer tecido ou órgão do corpo humano? Acertar é humano, mas os humanos também erram. Porém admitir um erro não é nada fácil e conviver com ele também deve incomodar muito. Acontece que as informações geralmente são bastante econômicas e existe um sigilo amparado pelo Código de Ética. Uma oportunidade interessante para se conhecer um pouco mais sobre esse tipo de trabalho ao longo da carreira de um cirurgião está no livro “Sem causar mal – Histórias de Vida, Morte e Neurocirurgia”, escrito pelo médico neurocirurgião britânico Dr. Henry Marsh. A obra foi comentada por Inma Gil Rosendo em artigo publicado pela BBC Brasil. Chamou minha atenção uma referência feita ao processo decisório sobre envolvendo a recomendação de uma cirurgia.

“Quase sempre, explica o médico, erros ocorrem na tomada de decisões anteriores, quando tratam de questões sobre operar ou não o paciente, ou que tipo de operação será feita e como ela vai ser executada. “Pela minha experiência, quando algo vai mal, quase sempre é porque se tomou a decisão equivocada”, avalia o médico. É durante o processo de decisão que os cirurgiões enfrentam grandes dilemas. Às vezes, têm de optar por aquilo que no jargão médico é chamado de “sacrifícios”: causar algum dano para evitar danos ainda maiores.”.

Obsessão pela imagem perfeita

Fazer uma selfie inúmeras vezes até obter aquela em que tudo parece na mais perfeita ordem, mesmo que se use todos os recursos de edição, faz parte do cotidiano de muita gente. Mas o que pode estar por trás dessa obsessão para mostrar beleza e felicidades permanentes? Confira a abordagem de Melissa Diniz em seu artigo Busca pela foto perfeita é sinal de doença e até já tem nome: selficídio.

“Além da enorme perda de tempo em função das fotos, o selficida tem baixa autoestima, dificuldades de relacionamentos e constante busca por aceitação. O mecanismo de postar fotos de si mesmo é uma espécie de autopromoção. A pessoa procura conseguir as curtidas em uma tentativa de obter o respaldo dos outros. Mas, primeiro, usa aplicativos e programas de edição para deixar a foto perfeita”.

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por Luis Borges 5 de fevereiro de 2017   Vale a leitura

Fazer o que se gosta ou gostar do que se faz?

Encontrar um trabalho que atenda nossas necessidades e expectativas não é tarefa das mais fáceis, ainda mais em tempos de recessão econômica. Se sonhamos com a ideia de trabalhar naquilo que se gosta, muitas vezes acabamos tendo que gostar daquilo em que trabalhamos devido à imperiosa necessidade da sobrevivência. Esse pode ser um ponto de partida para a insatisfação e a infelicidade, sempre realimentadas pelas mais diversas causas que se fazem presentes num processo de trabalho, geralmente a começar pelo chefe. É interessante a abordagem sobre o tema feita por Lucy Kellaway no artigo Empregos melhoraram, mas por que nos sentimos tão infelizes?, publicado pela Folha de São Paulo.

“Pessoas dotadas de diplomas universitários tendem a desgostar de seus empregos mais frequentemente que as pessoas não diplomadas. E assim, já que hoje mais pessoas têm diplomas universitários, a infelicidade é maior. À medida que ascendemos pela hierarquia das necessidades de Abraham Maslow, se torna mais difícil apreciar o panorama visto de cima”.

Real x virtual

Como os adolescentes de hoje, e não só eles, estão se comportando diante do predomínio do virtual, que torna dispensável um encontro presencial entre as pessoas? Como fazer para atrair e prender a atenção de alunos adolescentes virtualizados numa sala de aula da segunda metade do ensino fundamental ou do ensino médio? Camila Apell aborda essa questão a partir da pedagogia cemiterial no artigo Vamos começar pelo fim? publicado no blog Morte Sem Tabu.

“O adolescente virtualizado é descrito pela autora como aquele que prefere interagir emocionalmente e racionalmente pela internet e acaba se distanciando cada vez mais da realidade. Uma consequência brutal desse comportamento é não conseguir perceber a morte como concreta, o corpo como finito, e também seria um dos motivos para o crescimento das taxas de suicídio e de comportamentos autolesivos entre os jovens”.

Donald Trump está causando

A maior parte dos institutos de pesquisas americanos não conseguiu detectar nas sondagens de opinião a vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos. Se o discurso de campanha de Trump assustou muita gente ao propor a construção do muro na divisa com o México, o combate à globalização, o bloqueio aos imigrantes… agora que ele já tomou posse da cadeira presidencial dá para se ver nesses 15 dias como é grande a sua vontade de implementar as proposições feitas e que o levaram à vitória. Mas como entender o que significa a vitória de Donald Trump em função da correlação de forças existente atualmente no planeta Terra? Uma explicação bastante consistente foi dada pelo Frei Leonardo Boff em seu Trump: uma nova etapa da história? publicado no blog do autor.

“Estamos, pois, diante de uma profunda crise de civilização. Diluiram-se as estrelas-guias e surgiu seu oposto dialético: a busca de segurança, de ordem, de autoridade, de normas claras e de caminhos bem definidos. Na base do conservadorismo e da direita em política, em ética e em religião se encontra este tipo de percepção das coisas. Ela está a um passo do fascismo como se verificou na Alemanha de Hitler e na Itália de Mussolini”.

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por Luis Borges 22 de janeiro de 2017   Vale a leitura

Mentoria na educação

A qualificação permanente dos professores é um ponto que está sempre em evidência nas discussões sobre as medidas necessárias para melhorar a qualidade da educação. Só fazer cursos de pós-graduação ou participar de treinamentos de curta duração pode não ser suficiente para aumentar a efetividade dos resultados alcançados pelos professores nos diversos níveis de ensino. Uma boa alternativa para ajudar o professor a focar mais no que é essencial para aumentar a atratividade das atividades do ensino na realidade atual pode ser a mentoria. É o que mostra o artigo Qualidade da educação passa pelo investimento em bons professores, publicado pela Folha de São Paulo.

“A mentoria é importante em várias profissões, mas é particularmente relevante para a educação. Ao contrário do que muitos imaginam, o professor na educação básica tende a ser mais efetivo com o passar dos anos. A crença de que o ideal é um profissional recém saído da faculdade e cheio de novas teorias pode ser válida em algumas carreiras, mas não na educação. A atividade do professor é relacional, dá-se em interação com alunos e, a cada turma, novos aprendizados acontecem”.

Confronto e massacre nos presídios brasileiros

O sistema penitenciário brasileiro é um problema crônico que os estados e a União sempre empurraram com a barriga. Como agora não dá mais para ignorar ou negar as diversas causas que tornam o problema crônico e muitas medidas vão sendo propostas para remediar a situação, é interessante observar e analisar as declarações das autoridades tentando justificar porque nada mais consistente foi feito. Leia a interessante abordagem de Elio Gaspari sobre alguns desses argumentos no seu artigo O século 21 esta atolado no 19. Segue um trecho:

“Ao truque da reivindicação sucessiva junta-se a síndrome da responsabilização regressiva. O campeão dessa mágica vem sendo o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Sempre que pode, o doutor lembra que a situação dos presídios resulta de uma crise antiga, secular, cujas origens está nos tempos coloniais. Tudo bem, a responsabilidade é de Tomé de Souza. Nada a ver com os governos de José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, todos apoiados pelo atual presidente, Michel Temer”.

A gasolina em dólares

A partir de outubro do ano passado a Petrobras mudou a sua política de preços para combustíveis como a gasolina e o óleo diesel. Nada de segurar os valores para manter a inflação artificialmente em níveis mais baixos tendo em vista a meta inflacionária de 4,5% ao ano. Agora a referência é a variação do preço internacional do barril de petróleo, cotado em dólares, que deve ser repassada imediatamente aos preços. Como países produtores de petróleo estão reduzindo a produção, os preços estão subindo segundo a lei da oferta e da procura. Do ponto de vista financeiro os preços da gasolina variam em função de diferentes políticas específicas de cada país. A BBC Brasil mostrou em seu artigo Quais são os países com a gasolina mais cara e mais barata do mundo? que os preços variam de U$0,01 na Venezuela a U$1,93 em Hong Kong. Já no Brasil…

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por Luis Borges 11 de janeiro de 2017   Vale a leitura

A inveja permanente

A inveja é um pecado capital que está sempre em permanente evidência, principalmente pela incapacidade que muitas pessoas têm de disfarçá-la ou escondê-la. Por outro lado, os métodos para percebê-la logo de cara também vão sendo aperfeiçoados por muitos que sentem na pele o seu efeito devastador.  Uma interessante abordagem sobre esse pecado capital é feita por João Pereira Coutinho no artigo Desconfio que a inveja tenha origem no medo humano do esquecimento publicado pela Folha de São Paulo.

Eu invejei. Eu invejo. A minha escrita –boa, má, assim-assim– é o produto dessa admiração magoada. Alguém escreve o que eu cobiço. Coloco meus óculos, retiro meu caderno, minha lapiseira. E, como um aluno aplicado, vou soletrando o talento alheio até conseguir resultado comestível.

Foi assim com heróis vários da minha juventude: Camus, Greene, Waugh. Quanta nobreza da minha parte confessar isso, certo?

Errado. Eu sei e você sabe que essa não é a inveja que corta fundo. Invejar Kafka é pose. Invejar os meus amigos deixa um sabor amargo –na minha e na sua boca. O prêmio que eu não recebi. O aplauso que não foi para mim. O dinheiro que não caiu na minha conta bancária.

Parar de pagar o INSS é uma saída?

A discussão da proposta de Reforma da Previdência Social enviada pelo Governo Federal ao Congresso Nacional trouxe à tona muitos questionamentos, dúvidas e sugestões de outras possibilidades de renda para um futuro que se aproxima a cada dia. Um dos questionamentos que tem ganhado fôlego é sobre até que ponto é valido contribuir para o INSS. Por outro lado cresce o enaltecimento à Previdência Privada, que cobra uma taxa de administração que chega até a 3,4% do rendimento. Conhecer mais profundamente as várias possibilidades e vantagens de aplicações do seu dinheiro que podem trazer bom retorno para o tempo da aposentadoria deve ser um objetivo permanente. Uma boa amostra dessas possibilidades está no artigo Esquecer o INSS e fazer sua própria Previdência? Talvez você se surpreenda, escrito por Téo Takar e publicado no portal UOL.

Começar a trabalhar segue desafiando os jovens

Em novembro de 2016 o índice de desemprego entre os jovens de 18 a 24 anos chegou a 25,7%. Fica visível como está difícil para os jovens encontrar um trabalho para começar a carreira profissional e também para fazer frente aos custos que a vida exige. Sonhar com uma grande trajetória profissional já começa a ficar em segundo plano diante predomínio da recessão econômica e do desemprego alarmante. É sobre isso e seus entornos que Anamaíra Spaggiari escreveu no artigo Com crise, jovens voltam a valorizar a estabilidade da geração X, publicado pelo portal UOL.

Esse cenário deixa o universitário que está entrando no mercado de trabalho em alerta, com muito medo de não conseguir um emprego e de não construir a carreira que tanto sonhou. Sem muitas opções, resta agarrar-se à oportunidade que aparece, mesmo que ela não lhe traga realização pessoal e não faça sentido para a sua trajetória profissional.

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por Luis Borges 28 de dezembro de 2016   Vale a leitura

Ostentando e garantindo super salários

Chegamos ao fim do ano com o Poder Judiciário e o Poder Legislativo medindo forças em relação aos super salários e ao abuso de autoridade enquanto vazam informações sobre as delações premiadas da Odebrecht, a empreiteira arrependida que agora jura que mudará de vida. Mas vale a pena prestar atenção no modo como os políticos se apropriam do Estado e como aqueles que estão no poder praticamente o privatizam em função dos grupos de interesse que se sustentam e se beneficiam mutuamente com os negócios engendrados. É o que aborda o jornalista Ricardo Kotscho em seu artigo A República Corporativa ganha vida própria, publicado em seu blog.

“É assim que funciona. De pressão em pressão, de aumento em aumento, de privilégio em privilégio, quebraram a União, os Estados e os Municípios. E a grana acabou.

Claro que este poder da República Corporativa do Brasil não surgiu de um dia para outro. Vem de longe, como diria o velho Leonel Brizola.

Revelei os primeiros sinais deste fenômeno na série de reportagens “Assim vivem nossos super-funcionários”, que coordenei e escrevi no Estadão 40 anos atrás, em pleno regime militar.

Naquela época, ainda não se falava em cortar super-salários e super-aposentadorias, como estão tentando fazer agora _ até porque, era proibido, e podia dar cadeia”.

Cresce a ansiedade

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada entre 1990 e 2013, mostra que o número de pessoas com depressão ou ansiedade aumentou em quase 50%, passando de 416 milhões para 615 milhões. Quais as principais causas que podem levar a esse efeito? Leia a abordagem feita por Bia Souza no artigo Cobrança, pressão e redes sociais: Estamos ficando mais ansiosos? publicado no portal UOL.

“O tempo todo somos bombardeadas com regras sobre como devemos nos comportar, nos sentir, o que podemos e o que não podemos pensar e muitas vezes essas regras são contraditórias, ou seja, seguir ou não seguir a regra vai gerar insatisfação, frustração e punição. Nesse tipo de contexto a pessoa tem que estar o tempo todo alerta para evitar essas situações desagradáveis e potencialmente danosas para sua integridade social, emocional e psicológica. Isso é um fator predominante para o desenvolvimento de ansiedade”.

A morte mais próxima após a aposentadoria

O Congresso Nacional aprovou o teto para os gastos públicos primários durante os próximos 20 anos como parte da tábua de salvação para o governo de Michel Temer. Agora o desafio para o primeiro semestre do próximo ano será a aprovação de outra parte da tábua que é a reforma da Previdência Social dos trabalhadores do setor público e privado, exceto os militares. Acontece que toda a fundamentação da proposta se baseia nas médias de diversos indicadores, mas não levaram em conta a variabilidade entre as diversas medidas. Assim foi fixada a idade mínima de 65 anos para a aposentadoria ou os 25 anos para o tempo mínimo de contribuição ao sistema previdenciário. Muito se falou da atual expectativa média de vida de 75,5 anos, mas nada foi dito que em diferentes regiões e condições sociais do país essa mesma expectativa pode ficar abaixo dos 65 anos. Nesses casos, a morte chegaria antes da aposentadoria se o projeto for aprovado da forma em que foi apresentado. Esse é o enfoque do artigo Com a Reforma da Previdência (e a aprovação do teto dos investimentos públicos), moradores das periferias não terão chance de se aposentar, da urbanista Raquel Rolnik.

 

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por Luis Borges 1 de dezembro de 2016   Vale a leitura

Reforma ou revolução no Ensino Médio?

A reforma do Ensino Médio proposta pelo Governo Federal através de medida provisória, e não por projeto de lei como muitos queriam, continua causando grandes discussões num ambiente cheio de divergências e alguns graus de intolerância de quem só se pauta pela polarização das visões. Tanto nesse tema quanto em diversos outros que estão indo e vindo na conjuntura vê-se pouca ousadia diante das necessidades de mudanças que vão muito além de pequenas e cosméticas reformas.

Um bom exemplo de mudança “pra valer” é descrito por Sabine Righetti no artigo Finlândia deve acabar com as disciplinas escolares até 2020, publicado pelo blog Abecedário. Algo semelhante seria imaginável no Brasil ou ainda é cedo? O benefício seria maior que o custo?

Caixa preta da saúde

A saúde está sempre em evidência na imprensa e nas redes sociais, principalmente em abordagens negativas. Surge de tudo um pouco, desde dúvidas sobre o diagnóstico de uma doença dado por apenas um profissional até o grau de detalhamento de uma fatura de internação hospitalar ou a cobertura de um plano de saúde suplementar. O modelo mais se assemelha a uma caixa-preta, na qual se movimentam diversos grupos de interesse, todos focados nos resultados, inclusive os financeiros, que estão buscando. As práticas não são necessariamente as melhores, mas o sistema faz a engrenagem rodar para todos os segmentos.

Um pouco dessa lógica é mostrada por Cláudia Collucci no artigo Falta de transparência move o motor das fraudes na saúde.

“Os hospitais, por exemplo, poderiam começar por abrir suas contas, consideradas verdadeiras caixas-pretas, e os seus indicadores de qualidade, como taxas de infecção hospitalar, de mortalidade, de eventos adversos, de reinternação, etc. Cada hospital define hoje suas diárias, não há coerência dos valores cobrados e nem especificação dos produtos utilizados”.

Muda-te a ti mesmo

Não é nada fácil perceber e admitir que precisamos de fazer uma determinada mudança em nós mesmos. Mas digamos que conseguimos passar dessa fase de aceitação. Como fazer para mudar efetivamente?

Mirian Goldenberg relata sua experiência no artigo Mudar a si mesmo é difícil, mas, às vezes, necessário. Um trecho do testemunho:

“Já fiz um enorme esforço para mudar a minha natureza: tentei sair mais, encontrar mais frequentemente os amigos, ir a festas. Mas, por mais que eu me esforce, nunca é o suficiente. Sempre acabo recebendo a mesma acusação: “você não é uma pessoa sociável”. Tudo fica pior ainda quando sou comparada (ou me comparo) com mulheres que são naturalmente mais sociáveis e sabem como receber os amigos e a família”.

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por Luis Borges 6 de novembro de 2016   Vale a leitura

Envelhecer

Nas 24 horas de um dia ou nos 7 dias de uma semana são muitos os temas e as necessidades que povoam as nossas pautas com ocupações e pré-ocupações. Em função de várias causas muitas coisas acabam não sendo feitas, mas continuam aparecendo em nosso carrossel na expectativa de que poderão acontecer num outro tempo mais favorável. Mas quando será possível isso acontecer? Mirian Goldenberg mostra a sua visão sobre essas possibilidades no artigo Não é necessário esperar a velhice para ser você mesmo publicado pela Folha de São Paulo.

“Muitos acreditam que só mais velhos irão conquistar a liberdade e a sabedoria para aproveitar melhor o tempo e, assim, parar de tentar responder desesperadamente às expectativas e demandas dos outros.

Aprendi com meus pesquisados a me fazer duas perguntas fundamentais:
O que eu quero ser e fazer quando envelhecer? Por que não posso ser mais livre para “ser eu mesma” desde agora?”

Evasão

O acesso ao ensino superior nas escolas privadas foi muito incentivado nos últimos anos, principalmente no âmbito dos programas federais Prouni e Fies. O volume dos recursos financeiros aplicados acabou também reforçando o caixa dos investidores desse segmento da educação, mas a persistente recessão econômica já implicou no encolhimento dos programas governamentais. Agora os grupos investidores buscam tomar medidas para atenuar a evasão escolar e a queda nos resultados de seus negócios.

Alguns exemplos do que está sendo feito nesse sentido são mostrados no artigo Faculdades investem no lado emocional para reter alunos, publicado na Folha.

 “Na Kroton, gigante do setor, o índice chega a 35%. Para enfrentar o problema, a universidade iniciou neste ano três ações para desenvolver habilidades sociais e emocionais. Entre elas, está o incentivo ao desenvolvimento de “projetos de vida” pelos alunos. Uma plataforma informa, por exemplo, qual o ganho salarial que ele pode ter a cada ano a mais de graduação.

A evasão tem sempre dois pilares declarados: dificuldade de pagar e de acompanhar o curso. Mas, num diálogo mais profundo com o aluno, vemos que há falta de resiliência”, diz Mario Ghio, vice-presidente acadêmico da Kroton. Para estimular os novos alunos, a instituição também incentiva veteranos a “adotá-los”. A atividade pode contar como crédito complementar”.

Demissão próxima?

Não está nada fácil se garantir no trabalho em meio à crise que solapa os negócios públicos e privados. De uma maneira ou de outra tem sobrado para quase todo mundo. Mas como perceber os sinais de que a coisa vai sobrar para nós, que sempre achamos que o ruim só acontece com os outros? Uma interessante abordagem é feita por Cláudia Gasparini no artigo Estes são os sinais de que sua demissão está próxima, publicado pela Exame.com.

“Para evitar que o medo alimente a ameaça, é importante distinguir situações imaginárias de evidências concretas — tudo com a óbvia ressalva de que é impossível prever o futuro, afirma Isis Borge, gerente da consultoria Robert Half. Para começar, diz ela, faça uma avaliação do seu ambiente. Como vai a saúde financeira da empresa onde você trabalha? Qual tem sido a frequência das demissões? Elas são pontuais ou atingem departamentos inteiros? Os cortes são motivados pelo baixo desempenho desses funcionários ou servem para enxugar os custos fixos do negócio? As respostas podem indicar se os desligamentos são pontuais ou se refletem uma onda que pode chegar até você.”

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por Luis Borges 23 de outubro de 2016   Vale a leitura

Quando o consumidor passa dos limites

O cliente tem sempre razão? Quando a reclamação passa do limite, se tornando ofensa, calúnia ou difamação, inclusive nas redes sociais, o caso pode parar na justiça e o consumidor pode sair perdendo. O artigo Cliente tem sempre razão? Empresa também pode ser indenizada por dano moral traz bons esclarecimentos sobre o assunto.

Happy hour

Uma situação chata, às vezes até constrangedora, acontece quando trabalhamos na equipe de um chefe que gosta de reunir a equipe para happy hours fora do escritório e do horário de expediente. O problema é que nem todos se sentem à vontade para participar de tais encontros ou para lidar com colegas que exageram na bebida alcóolica, entre outras situações. Sempre fica a dúvida: posso recusar o convite do chefe para o happy hour?

Essa resposta da coluna “Divã Executivo”, do Valor Econômico, traz uma abordagem interessante sobre as relações das pessoas com o trabalho e também entre si mesmas no ambiente em que ele se desenvolve.

“O trabalho é, portanto, fonte de identidade pessoal. Trabalho é fundamental no equilíbrio emocional e na busca da felicidade. Explique ao seu chefe que você não gosta muito de festas e nem de happy hours. Mostre para ele que, apesar disso, você quer fazer parte do grupo, quer ser importante para a empresa. Para ser um bom líder, ele deverá entender e respeitar suas escolhas”.

O direito de morrer em paz

Ao falar sobre a morte, algumas pessoas dizem que querem viver durante muito tempo, mas com qualidade de vida. O que pensar sobre esta afirmativa quando nos deparamos com situações que nos impõe diversos níveis de limites físicos, mentais ou mesmo o prolongamento da vida em estado vegetativo, amparado por avançadas tecnologias do campo da saúde? Crescem os adeptos da ortotanásia, prática de medicar apenas para alívio das dores bem como dispensar cuidados paliativos que permitam a morte natural, com acompanhamento de profissionais da saúde e familiares. A partir dessa ótica, recomendo a quem se interessar sobre o assunto o texto Por que o arcebispo Desmond Tutu luta pelo “direito de morrer”, publicado pela BBC Brasil.

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