“A falta que ela me faz”

por Convidado 10 de janeiro de 2023   Convidado

*por Sérgio Marchetti

O ano novo é um momento para reflexões e mudanças daquilo que não deu certo no ano que se findou. Sim, meus persistentes leitores, o momento pede planejamento, resiliência e sabedoria. Mas embora seja novo, o mundo está mais velho e nós também. A experiência nos chama a rever ensinamentos que deram certo e que são atemporais. Então, nestes primeiros dias, estou me dedicando a reler alguns livros. E, mexendo em minha estante, para minha surpresa, alguns me chamaram mais a atenção. A falta que ela me faz, de Fernando Sabino, foi um deles. O livro é muito bom, mas confesso que não é dos meus preferidos. Dos livros do autor, gosto mais do Encontro marcado e O grande mentecapto. Ambos são primorosos. Mas deixemo-los para depois e vamos pensar na falta que Sabino diz sentir, e que pode ser de tanta coisa. No texto, inicialmente, ao dispensar a empregada doméstica, a primeira descoberta da falta foi justamente quando viu que tudo estava em desordem. Entretanto, “ela”, de acordo com o escritor, pode ser muitas coisas: a liberdade, a democracia, a sinceridade, a esposa etc.

Imagino que os leitores estejam tentando entender o que pretendo trazer de interessante, pois o ato de ler (referido por mim em outra oportunidade) tem sido sacrificante para tantos e passou a ser um diferencial e uma qualidade. E, ao constatar tal verdade, o pesar toma conta de mim, porque sem leitura o raciocínio é mais lento, a fluência fica prejudicada, a compreensão se torna difícil, a escrita pobre e o fracasso na interpretação de texto é iminente.

Diante disso, creio que poderemos avaliar a falta que a leitura nos faz. Mas, como disse, assim como Sabino, lograremos examinar tantas coisas que nos fizeram e fazem falta, com o intuito de começarmos a próxima jornada cometendo menos erros — o que por si só já representa um avanço. Portanto, comecemos pelo o que nos faz falta.  Garanto-lhes que não tenho o dom de adivinhar, porém, posso ajudá-los sugerindo que comecem por aquilo que podem mudar, sem precisar de terceiros. Talvez, como exemplo, ter mais amigos, mais viagens, participar de eventos, fazer cursos e ler mais.

Vocês sentem falta de namorar? De encontrar com amigos e visitar parentes? Ah! Sentem falta de ficar em casa? De ir ao cinema em vez de ficar de pijama em frente à televisão? Eu sinto falta de tantas coisas… e, fortemente, da presença de meu pai, que partiu em 2022. Mas também ando carente de uma sociedade humanizada, de mais pessoas honestas, de solidariedade, de menos corrupção e de mais justiça.

Enfim, sinto falta de um mundo que já vivi, que sei que era real, de mais afeto, amizades, sinceridade, mas que não há como recuperá-lo.  Aí, giro meu caleidoscópio e vejo, assim como os dias, que o movimento é o mesmo, mas que os resultados são diferentes e que há um número enorme de possibilidades de vermos imagens mais bonitas e coloridas. E, como disse o escritor Richard Bach, enquanto estivermos por aqui ainda teremos uma missão a cumprir.

O que vocês estão esperando meus inovadores leitores? Um caleidoscópio?

Que falta que ele faz.

 

*Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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Uma reflexão de Natal 

por Luis Borges 19 de dezembro de 2022   Pensata

O clima de Natal nos embala nesse momento, trazendo muitas expectativas esperançosas que foram surgindo no tempo do advento. Não foi nada fácil caminhar e chegar até aqui, mas o fato é que chegamos após passar pelo intenso período chuvoso do início do ano, que já está de volta, pela perda do poder aquisitivo diante da alta inflação, polarizado processo eleitoral, repique da covid-19, Black Friday, perda – mais uma vez – da Copa do Mundo de Futebol… Isso é apenas uma pequena amostra do turbilhão de fatos e dados que mexeram, e mexem muito, com as nossas cabeças e também com a saúde mental abalada por tantas preocupações, trazendo incerteza, insegurança…

Mas, se enfim é Natal, é também o momento para renascer, crescer de novo, germinar de novo muitos bons propósitos que permanecem adormecidos em nós.

Por que não almejar a felicidade na unidade de ação em vez de simplesmente querer ter razão em tudo que se diz e se faz?

Espero que o Natal seja esse tempo propício para nos ajudar a melhorar continuamente as práticas na vida de uma sociedade que queremos civilizada, respeitosa, democrática e lastreada na verdade.

Não devemos nos esquecer que tudo começa com a gente, com os motivos para a ação – motivação – que vem de dentro de nós. O querer é nosso!

Coloquemos o esperançar em ação para que as esperanças se transformem em realidade a favor do melhor viver de todos nós.

Que o natal seja de luz e sabedoria para nos ajudar a melhor compreender a complexa arte que é a vida!

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*por Sérgio Marchetti

“Palavras são palavras, nada mais do que palavras“ (Odorico Paraguaçu)

Permitam-me, meus caros leitores, perguntar-lhes se vocês têm lido mais ou menos livros nos últimos anos. E textos? Ah! Falta paciência? O assunto não desperta interesse? Minhas indagações se baseiam numa conclusão simples de que estamos trocando os livros por navegações na rede social. Mas advirto que quem navega sem uma bússola pode ficar à deriva. Os piratas do tempo são mestres em desviar sua atenção e lhe transportar para lugares que não acrescentam nada às suas vidas.

Como muitas pessoas já sabem, um de meus trabalhos é o coaching e, nele, percebo a dificuldade de meus coachees (clientes) de ler textos e livros sugeridos por mim, sob a alegação de não terem tempo. Mas, sabemos que não é uma verdade absoluta. E não estou falando da substituição do livro impresso pelas telas do kindle ou notebook; estou me referindo à abolição da leitura propriamente dita e de seus prejuízos. As crianças que são incentivadas a ler ampliam a memória, melhoram o raciocínio, desenvolvem o poder de concentração e compreensão, estimulam a linguagem oral, expandem a capacidade criativa e se tornam adultos mais cultos e com hábito de leitura.

Sabemos, por pesquisas, que muitas pessoas não conseguem ler mais do que manchetes. Isso é grave, principalmente quando esses mesmos indivíduos entram em discussões sobre quaisquer temas, mas, por não terem conhecimento, demonstram em suas argumentações que têm a profundidade de uma xícara. Não me interpretem mal, nem me tomem por um piolho de biblioteca, mas convenhamos, é difícil ter que ouvir bobagens descabidas de quem não tem argumentos e, cuja criatividade, nem de longe, chega aos pés do Odorico Paraguaçu, personagem vivido por Paulo Gracindo e criado pelo saudoso Dias Gomes.

Ler é ver além da bolha em que vivemos. É sair da caverna para descobrir que existem outras formas, maneiras, costumes e espécies de vida. Ao mesmo tempo, é viajar pelo passado, por lugares distantes, desfrutar de histórias fantásticas, conhecer locais mágicos e pessoas diferentes de nós. Um livro é a história de vida de personagens que, em seus problemas cotidianos, nos dão exemplo, nos ensinam, nos tocam, emocionam e nos aculturam.

São muitos os gêneros literários e com variadas opções que, além dos livros técnicos, devem fazer parte de nossas escolhas. Sim, a leitura de uma boa história nos abduz para dentro das páginas e, por algum tempo, ficamos tão absorvidos que nos ausentamos deste mundo e de seus problemas. Além disso, presumo que todos nós tenhamos algumas manias e adquirir a mania de ler nunca seria desventura.

Procurem uma livraria, olhem as capas, os títulos, dúvidas que têm, vejam o que lhes causa curiosidade e, quando simpatizarem por um exemplar qualquer, abram-no, leiam suas orelhas, sinta o cheiro de suas páginas e… acreditem, meus crédulos leitores, vocês acabam de encontrar um excelente companheiro de viagem.

Boa leitura!

*Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br.

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Em 1924, teve início nos Estados Unidos da América a Black Friday, na última sexta-feira de novembro. O objetivo principal é o giro do estoque existente no comércio com descontos bem atrativos para, na sequência, se focar nas vendas para o Natal, cada dia mais próximo.

A ideia foi transplantada para o Brasil em 2010, inicialmente online, e a cada ano vai se consolidando como uma das grandes datas do comércio, como já ocorre com a Páscoa, dia das Mães, dos Pais, das Crianças, dos Namorados e do Natal.

Em muitos casos, a Black Friday acaba sendo antecipada ou estendida por alguns dias ou semanas conforme a estratégia de cada negócio.

Por aqui, ela também está muito associada à ideia de que existe fraude na medida em que, muitas das vezes, os preços vigentes anteriormente são aumentados para que em seguida possam ser dados os reluzentes descontos. Já ficou famosa a frase “comprar pela metade do dobro”. Provavelmente, vários de nós teremos um ou mais casos para contar sobre algumas ocorrências boas ou ruins no contexto da Black Friday.

Um caso que fiquei sabendo nesse ano foi o de uma senhora cinquentenária que comprou uma escova secadora de cabelos, que fazia parte de sua lista de desejos há algum tempo. O pedido de compra foi feito diretamente no site de vendas de uma indústria que fica no Estado do Paraná.

Ela preencheu todas as condições exigidas, considerou o preço e frete compatíveis na relação benefício e custo, bem como cabíveis em seu orçamento. O boleto foi emitido por um banco privado e pago imediatamente numa agencia lotérica. Assim, a empresa confirmou a aceitação do pedido de compra e ratificou a venda à cliente. Vale lembrar que o boleto foi pago na sexta-feira, 18 de novembro, portanto uma semana antes da data convencionada para Black Friday.

Na terça, dia 22, o valor do boleto foi creditado na conta da compradora numa agência da Caixa, que não era vinculada diretamente à lotérica. A gerente da agência tentou entender a causa do estorno do boleto, mas não percebeu nenhuma irregularidade. A compradora entrou no site de vendas da indústria e recebeu a informação de que sua compra foi cancelada. Logo em seguida ela reapresentou o pedido de compra e recebeu uma resposta dizendo que não seria possível o atendimento devido à falta de estoque.

Só aí ficou claro porque o valor do boleto foi creditado na conta da compradora. A indústria aceitou uma quantidade de pedidos superior ao estoque que tinha disponível. Pelo visto, o controle do estoque errou, e muito. A solução foi cancelar uma certa quantidade de pedidos sem abrir o jogo para assumir a grotesca falha. Deixou que cada cliente descobrisse a seu tempo que o desejo de comprar uma escova secadora daquela indústria naquela promoção ficou inviável. Enquanto isso, vigora no país o código de defesa do consumidor e a imagem da Black Friday recebe mais um arranhão.

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Quando o empregado demite o patrão

por Luis Borges 29 de novembro de 2022   Pensata

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED do Ministério do Trabalho e Previdência Social, relativos ao mês de agosto de 2022, mostraram que 632.798 pessoas com carteira de trabalho assinada pediram demissão, ou seja, demitiram seus empregadores. Esse número foi um recorde dentro da série histórica feita com a metodologia introduzida em 2020.  O valor mais alto alcançado anteriormente foi de 603.136 pedidos de demissão em março desse ano, o que equivale a 33,2% do total naquele mês. Essencialmente, os números mostram que nos últimos 12 meses (setembro/21 a agosto/22) um em cada três trabalhadores desligados pediram demissão.

Dá para imaginar que nem todos conseguiram fazer algum tipo de acordo sobre itens como o cumprimento ou não de aviso prévio, recebimento da multa de 40% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço –FGTS – e manutenção durante um determinado tempo de algum tipo de benefício, como por exemplo, plano de saúde.

Mas, como assim, tanta gente pedindo demissão numa conjuntura tão difícil para o trabalhador, onde prevalecem as estratégias de sobrevivência? Ou existe um limite para o que se torna insuportável?

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do IBGE do trimestre julho-agosto-setembro mostrou o desemprego em 8,7 % da população economicamente ativa (PEA), chegando a 9,5 milhões de brasileiros.

Ainda temos os desalentados, aqueles que desistiram de procurar trabalho, cujo número está em 4,3 milhões.

Para melhor entender esse fenômeno, precisamos conhecer as principais causas que fazem parte do gerador desse efeito, o pedido de demissão. Alguns levantamentos feitos por estudiosos do mercado de trabalho recentemente mostram que entre as causas mais citadas estão a insatisfação com salários/benefícios, pouca flexibilidade na jornada de trabalho , mais chefes comandando e menos gestores liderando, piora da saúde mental, inclusive com a exaustão no trabalho, baixo índice de autorrealização, clima organizacional tóxico agravado por assédio moral e preconceitos quanto a gênero, raça e sexualidade.

Essas causas podem e devem ser desdobradas para dar mais consistência e coragem à aqueles que acreditam que existe vida fora do atual ambiente de trabalho, inclusive para a criação de um negócio próprio. Nesse caso, é preciso conhecer qual necessidade vai ser atendida, de quem ela é (Cliente) e como será atendida. Como dizia Heráclito no ano 308 antes de Cristo: “nada é permanente, exceto a mudança”. Mas não nos esqueçamos que tudo depende também do nosso querer e da nossa capacitação.

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Com quem passar o Natal?

por Luis Borges 22 de novembro de 2022   Pensata

O calendário da Igreja Católica estabelece que 27 de novembro de 2022 será o primeiro domingo do advento e com ele serão iniciadas as quatro semanas preparativas para o Natal. Neste ano, a festa pelo nascimento de Jesus se dará com a sociedade brasileira bastante polarizada, o que se acentuou no recente processo eleitoral e seus desdobramentos, trazendo distanciamento e rompimento entre muitas pessoas e famílias. Ainda vale lembrar que nos dois anos anteriores o Natal aconteceu em meio às medidas sanitárias, inclusive distanciamento social, determinadas para combater a disseminação da Covid-19. Aliás, nesse momento, também estamos diante da retomada do uso de máscaras em função do rápido avanço das mais novas variantes do vírus. Será que essa nova onda se encerrará antes do Natal?

Mas o fato é que na nossa cultura muito se fala que o Natal deve ser passado em família e a virada do ano com amigos. Todavia, como viabilizar isso após tantos rachas, rompimentos e profundos silenciamentos entre familiares, primos, amigos e até mesmo entre colegas de trabalho e irmãos de fé cristã? Como conciliar o espírito natalino com a intolerância e a dificuldade que muitas pessoas tem para aceitar opiniões diferentes?

Isso é o que está posto na conjuntura e será necessário muito diálogo e compreensão para juntar os cacos entre os que ainda sentem falta dos que estão afastados, distantes sem dar sinais de um possível reatamento. Para isso é preciso querer, mas o bloqueio, por parte de muitos, é permeado pelo ódio, a intolerância e o desrespeito, que é mais uma negação da sociedade civilizada em que imaginamos viver no regime democrático.

Nesse sentido, são muitos os relatos de verdadeiros “barracos” em família, gerando constrangimentos e posturas envergonhadas… mas o desafio é a mudança do clima para que as pessoas se reaproximem em nome do espírito natalino. Será que vai dar tempo? Ou o jeito será admitir que nem todos passarão o natal em família. Até quando, ainda que em nome da sobrevivência?

Buscando conhecer para melhor compreender o que se passa nas relações familiares e as expectativas de qualidade nas relações entre seus membros, vou citar o que disse a psicóloga Márcia Almeida Batista, diretora da clínica psicológica da PUC-SP, em recente entrevista ao UOL. “A polarização política tem intensificado conflitos familiares (…) Temos uma fantasia de que só porque somos da mesma família queremos as mesmas coisas, o que não é verdade. Podemos ter visões diferentes (…) Quando tem um clima de polarização e disputa na sociedade, isso gera reverberações dentro de todas as instituições, como escola, empresas e, inclusive, na família (…) A questão não está em expor o conflito, mas sim no modo como a gente vai mostrá-lo para o outro.”

Enquanto isso, o natal se aproxima e nós vamos fazendo nossas escolhas. Com quantos e quais, mesmo assim, passaremos o natal em família? Na casa de quem?

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Passados 15 dias da proclamação dos eleitos para a Presidência (Lula) e Vice-Presidência (Alckmin) da República, um tema que mexe com a atenção de quem acompanha a cena política é a designação dos membros da equipe que está fazendo a transição para o futuro governo.

Partindo da premissa de que a política é a arte do possível, e que ela conta com o diálogo entre as partes envolvidas, fico imaginando a quantas andam as conversas e as articulações na coalizão dos 14 partidos que estão alinhados com o Presidente eleito. Na pauta estão temas como responsabilidade fiscal, teto de gastos, bolsa família, revisão da reforma trabalhista, reforma tributária, correção da tabela do imposto de renda, subsídio à merenda escolar, reajuste dos salários dos servidores do poder executivo, proteção ao meio ambiente…

Será necessário ter muita inspiração, transpiração e priorização para se chegar a um generoso consenso definidor da unidade de ação para colocar em movimento a gestão do novo mandatário eleito democraticamente. O posicionamento e o reposicionamento estratégico serão um desafio permanente. Aqui vale a lembrança do engenheiro Leonel de Moura Brizola dizendo que “quanto maior a frente, menor o programa”. Agora vejo na mídia, por exemplo, que existem petistas incomodados com a chegada cada vez maior de pessoas ligadas ao vice-presidente à equipe de transição coordenada por ele. E olha que ainda existem diversas possibilidades de se convidar especialistas para contribuir com o trabalho de modo voluntário. É claro que isso traz visibilidade e amplia as possibilidades de um voluntário participar da futura equipe de governo.

Observando & analisando tudo isso, me veio à lembrança a música Os Alquimistas Estão Chegando, feita pelo cantor e compositor Jorge Ben Jor em 1974. Ela se encaixa muito bem na conjuntura atual. De quebra ela traz a palavra alquimia que, segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa, é “a química da Idade Média, que procurava descobrir a panaceia universal, ou remédio contra todos os males físicos e morais, e a pedra filosofal, que deveria transformar os metais em ouro; espagiria, espagírica”.

Veja a letra e ouça a música na voz de Jorge Bem Jor :

Os alquimistas

Estão chegando

Estão chegando

Os alquimistas

Eles são discretos

E silenciosos

Moram bem longe dos homens

Escolhem com carinho

A hora e o tempo

Do seu precioso trabalho

São pacientes, assíduos

E perseverantes

Executam

Segundo as regras herméticas

Desde a trituração, a fixação

A destilação e a coagulação

Trazem consigo, cadinhos

Vasos de vidro

Potes de louça

Todos bem e iluminados

Evitam qualquer relação

Com pessoas

De temperamento sórdido

De temperamento sórdido

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