Na semana passada a página do Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte no facebook publicou a resposta a uma curiosidade. Quem foi a primeira vereadora da cidade?

Foto da ata de posse da primeira vereadora de BH

Foto da ata de posse da primeira vereadora de BH / Fonte: APCBH

Foi Alaíde Lisboa de Oliveira, que tomou posse em 18 de julho de 1949, dois anos após ter sido eleita como suplente do vereador Otacílio Fonseca. Professora, jornalista e escritora, Alaíde exerceu o direito da mulher de eleger e de ser eleita, conforme definido em Decreto de 1932 e instituído pela Constituição Brasileira de 1934.

Capas do livro

Capas do livro “A Bonequinha Preta” / Fonte: Blog Literar

O seu livro mais conhecido é “A Bonequinha Preta”, que já teve mais de um milhão de exemplares vendidos e foi leitura obrigatória no então curso primário de muitas gerações. Nascida em 1904 na cidade de Lambari-MG, Alaíde faleceu em 2006 aos 102 anos, e era irmã da também escritora Henriqueta Lisboa. Essas informações também estão no facebook do Arquivo Público da Cidade de BH.

Cabe registrar os nomes das vereadoras que prosseguiram, ao longo desses quase 65 anos, a caminhada iniciada pela pioneira Alaíde Lisboa de Oliveira na primeira legislatura, que foi de 08/12/1947 a 30/01/1951.

A segunda vereadora da história foi Júnia Marize Azeredo Coutinho, que foi eleita para a sexta legislatura, de 31/01/1967 a 10/01/1971.

Já chegamos a ter sete vereadoras em uma mesma legislatura. Hoje, temos apenas uma. 

A seguir a relação das eleitas em cada legislatura. As informações são da Superintendência de Comunicação Institucional da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

Sétima Legislatura – 31/01/1971 a 10/01/1971
Júnia Marize Azeredo Coutinho
Verlaine Bonifácio

Oitava Legislatura – 31/01/1971 a 30/01/1977
Júnia Marize Azeredo Coutinho
Verlaine Bonifácio
Ivone Borges Botelho

Nona Legislatura – 31/01/1977 a 30/01/1983
Ivone Borges Botelho
Maria Tófani Gontijo
Vera Cruz Coutinho

Décima Legislatura – 31/01/1983 a 30/12/1988
Helena Greco
Ivone Borges Botelho
Maria Tófani Gontijo
Wânia Maria Aparecida de Carvalho

Décima primeira Legislatura – 01/01/1989 a 31/12/1992
Helena Greco
Lucinda Rosa dos Santos 
Neusa Aparecida dos Santos

Décima segunda Legislatura – 01/01/1993 a 31/12/1996
Maria da Conceição Pinheiro Silva
Maria do Rosário Caiafa – a partir de 06/01/1993
Marta Nair Monteiro – a partir de 01/02/1995 até 01/06/1996
Maria César Santos Zazá Schettino
Norma Venâncio Soares 
Neusa Aparecida dos Santos – a partir de 12/01/1993 até 01/03/1996
Raquel Scarlatelli – a partir de 01/02/1995

Décima terceira Legislatura – 01/01/1997 a 31/12/2000
Elaine Matozinhos Ribeiro Gonçalves – até 01/02/1999
Lúcia Maria dos Santos Pacífico Homem
Maria da Conceição Pinheiro Silva
Maria do Socorro Moraes Vieira (Jô Moraes)
Maria Helena Alves Soares 
Maria Lúcia Scarpelli dos Santos

Décima quarta Legislatura – 01/01/2001 a 31/12/2004
Ana Paschoal dos Anjos – a partir de 22/01/2001
Lúcia Maria dos Santos Pacífico Homem
Maria da Conceição Pinheiro Silva
Maria do Socorro Moraes Vieira (Jô Moraes)
Maria Lúcia Scarpelli dos Santos
Neila Maria Batista Afonso
Neusa Aparecida dos Santos – até 22/01/2001

Décima quinta Legislatura – 01/01/2005 a 31/12/2008
Ana Paschoal dos Anjos
Elaine Matozinhos
Luzia Ferreira 
Maria Lúcia Scarpelli dos Santos
Neila Maria Batista Afonso
Neusa Aparecida dos Santos
Sílvia Helena Rabelo

Décima sexta Legislatura – 01/01/2009 a 31/12/2012
Elaine Matozinhos
Luzia Ferreira – 2009/2010
Maria Lúcia Scarpelli dos Santos
Neusa Aparecida dos Santos
Pricilla Teixeira
Sílvia Helena Rabelo – 2011/2012

Décima sétima Legislatura – 01/01/2013 até a presente data
Elaine Matozinhos

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Há muito tempo se fala em reforma política e em reforma tributária. Como nunca se chega a um generoso consenso, tudo tem ficado para depois, mas sem a perspectiva do quando. Enquanto isso, os temas ficam pululando, com intensidades variadas, nos anseios da população. As pesquisas de opinião mostram o anseio por mudanças de cunho político e a insatisfação com a alta da inflação corroendo o poder aquisitivo – inclusive o da nova classe média. Também rondam o fantasma do desemprego e a perspectiva de crescimento econômico entre 1% e 1,5%, neste ano que já esta chegando ao meio.

Se as metas não são atingidas e os resultados não podem parecer pífios, a solução mais simples para o governo foi voltar à alquimia, que transmuta metais inferiores em ouro, e passar a mostrar os indicadores da gestão com grosseiras modificações de critérios de lançamentos contábeis, que fizeram surgir a contabilidade criativa.

Assim, uma conta que deveria ser paga pelo critério de competência no mês de dezembro é simplesmente lançada contabilmente para ser efetivamente paga em janeiro do ano seguinte. Isso impacta os restos a pagar que a União Federal tem, mas torna mais palatável o resultado a ser mostrado.

Nesse sentido o que pensar do eufemismo contido na expressão “centro da meta de inflação”, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional? Ele, que ao mesmo tempo cria duas outras metas, o teto de 6,5% e o piso de 2,5%? Nessa alquimia, o Banco Central do Brasil, o Ministério da Fazenda e o Tesouro Nacional só alcançam resultados próximos a 6,5%, e insistem em dizer sempre que está tudo sob controle.

Diversos outros casos podem ilustrar ainda mais o que estou escrevendo, inclusive com a entrada em cena da “estagflação”, estagnação com inflação, diante dos baixos investimentos e da incapacidade de se combater as causas dos problemas. Aliás, os alquimistas sempre defenderam inflação um pouco mais alta, a ser compensada por um maior crescimento econômico. Como se vê pelo andar da carruagem, o mercado de trabalho para alquimistas continua em alta, tamanhas são as necessidades de mostrar perfeição naquilo que está totalmente imperfeito.

Os alquimistas estão chegando
Jorge Ben

Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!...

Os Alquimistas
Estão chegando
Estão chegando
Os Alquimistas...(2x)

Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Êh! Êh! Êh! Êh!... (3x)

Eles são discretos
E silenciosos
Moram bem longe dos homens
Escolhem com carinho
A hora e o tempo
Do seu precioso trabalho...

São pacientes, assíduos
E perseverantes
Executam
Segundo as regras herméticas
Desde a trituração, a fixação
A destilação e a coagulação...

Trazem consigo, cadinhos
Vasos de vidro
Potes de louça
Todos bem e iluminados
Evitam qualquer relação
Com pessoas
De temperamento sórdido
De temperamento sórdido
De temperamento sórdido
De temperamento sórdido...

Êh! Êh! Êh! Êh!
Êh! Êh! Êh! Êh!...

Êh! Êh! Êh! Êh!
Êh! Êh! Êh! Êh!...

Os Alquimistas
Estão chegando
Estão chegando
Os Alquimistas...(2x)

Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Oh! Oh! Oh! Oh!...
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Olfato – Marcelo Leite explica em sua coluna como pesquisas científicas mostraram que cães  treinados podem detectar, pelo olfato, a presença de tumores de próstata a partir de uma amostra de urina. Há quem defenda a substituição do exame PSA pela ajuda dos farejadores. Curiosíssimo.

Maternidade = felicidade? – A pesquisa “Nascer no Brasil” apontou que 55% das mães não programaram engravidar e que 30% não desejavam o filho que gestavam. Mais de um quarto das mulheres avaliadas apresentaram depressão pós-parto. Quando a felicidade é o único sentimento exposto nas redes sociais, Cláudia Collucci alerta que ser mãe nem sempre produz apenas sentimentos bons.

Tem ingresso? – Na última fase da venda de ingressos para a Copa, teve fila virtual, espertinho dando conselho errado na internet, gente com vários navegadores abertos ao mesmo tempo e frustração em vários idiomas. Mário Magalhães narra sua experiência frustrada.

Enquanto esperava, vi que no Twitter o pessoal se irritava e produzia piadas, engraçadas ou não.

Reclamaram que nessa fila não havia oferta de cerveja e amendoim. Um torcedor queria os salgadinhos com “preço camarada”, mas aí já seria pedir demais ao presidente Blatter e seus bons companheiros.

Depois de um sem-número de comparações da fila da Fifa com a fila do SUS, alguém teve o bom senso de ameaçar punição de meia hora de atraso na “sala de espera” se repetisse o gracejo.

Regulação da mídia – Ricardo Berzoini, ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, deu entrevista a blogueiros em São Paulo. Paulo Nogueira participou, e narra suas impressões neste texto. Berzoini se declara “francamente a favor” da regulação da mídia. A partir daí, Nogueira analisa o caso da Inglaterra e o caso da Argentina.

Direitos humanos – Com os 25 anos do Massacre na Praça da Paz Celestial, Leonardo Sakamoto faz uma reflexão sobre os direitos humanos.

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Grevistas acampados na porta da Prefeitura

Grevistas acampados na porta da Prefeitura.

Terminou ontem a greve dos funcionários representados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte. Foram 29 dias.

Recado dos grevistas ao prefeito

Mais claro impossível. Recado dos grevistas ao prefeito.

Como em toda greve, é preciso saber a hora de começar e a de terminar. A categoria acabou aceitando o reajuste salarial de 7%, a ser pago em duas parcelas de 3,5% nos meses de julho e novembro deste ano. Agora apenas a categoria dos professores permanece no movimento.

Um boneco do prefeito deu as caras no acampamento.

Um boneco do prefeito deu as caras no acampamento.

“A luta continua, companheiros”. É a frase de ordem que ainda ecoa nos ouvidos de muita gente que fez greve em outros tempos. É bom lembrar que muitos dos líderes desses tempos estão, hoje, em outras esferas de poder. Eles sabem dizer claramente que, agora, os tempos são outros e as coisas são diferentes. Ainda assim, as fotografias deixarão registradas a história de mais um momento de mobilização e luta, numa conjuntura de inflação alta, crescimento econômico baixo, Copa do Mundo e eleições presidenciais.

bh_resolve_fechado_pela_greve

BH Resolve fechado durante a greve.

Enquanto isso o cidadão belo-horizontino prossegue insatisfeito, lutando pelo direito de exercer a sua cidadania, e esperando, por exemplo, que o BH Resolve possa contribuir para isso.

Documento colado na porta do BH Resolve, indicando o que fazer enquanto o local estava fechado.

Com o BH Resolve fechado, o que fazer? São essas as alternativas apontadas pelo poder público.

Outro documento colado na porta do BH Resolve, indicando o que fazer.

Mais alternativas.

Todas as fotos deste post são de Sérgio Verteiro.

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A história registrou nesta quarta feira, 4 de junho, os 37 anos da tentativa de realização do terceiro ENE (Encontro Nacional dos Estudantes). Foi em 1977, na Faculdade de Medicina da UFMG. O objetivo era a reconstrução da União Nacional dos Estudantes, que fora proscrita pela ditadura militar. Os estudantes presos e que eram dirigentes de entidades estudantis, foram enquadrados na Lei de Segurança Nacional e anistiados pela Lei da Anistia, em 1979. Alguns dos participantes atuam hoje na política partidária, outros estão em órgãos dos três poderes bem como em entidades sindicais e empresariais.

Matéria publicada à época / Fonte: Jblog

Matéria publicada à época / Fonte: Jblog

Em 2007, o JBlog, ligado ao Jornal do Brasil, recuperou esse fato histórico. Leia o texto deles aqui.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 3 de junho de 2014   Curtas e curtinhas

Greve à vista – Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Ouro Preto estão em greve desde março, antes mesmo do início do 1º semestre letivo de 2014, que ocorreu no dia 19. Nesta semana deve sair uma decisão do corpo docente sobre a adesão à greve nacional da categoria. Agora que a vida acadêmica parecia estar perto de se regularizar depois da greve de 2012, surge esta ameaça que pode jogar o segundo semestre para bem mais longe.

Cancelado – No sábado 31 de maio a Azul Linhas Aéreas cancelou o único voo semanal da empresa entre o aeroporto da Pampulha (Belo Horizonte) e Araxá, segundo noticiou-se na imprensa. A causa foi um problema de manutenção. Uma peça da aeronave apresentou defeito e não havia sobressalente para ser usada em tempo hábil, segundo apuraram alguns passageiros.

Agências de viagem foram informadas de que, a partir de 04 de agosto, haverá um voo saindo de Confins às 08h15, de segunda a sábado, com 72 lugares disponíveis. Esse voo será BH-Uberaba-Araxá, onde pousará às 10h30.  O avião retorna às 11h, saindo de Araxá para pouso às 12h em Confins. Depois dos procedimentos de desembarque e tendo a sorte de um trânsito fluente, será possível chegar ao centro de BH por volta das 13h. Só aguardando para conferir.

Custo – O Supremo Tribunal Federal custa R$ 1,5 milhão por dia aos cofres públicos. O orçamento da Corte em 2014 é de R$ 564,1 milhões, dos quais R$ 209,3 milhões já foram gastos. Em abril, a mais alta corte da justiça brasileira contava com 1.683 servidores, informou ontem a ONG Contas Abertas.

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Na semana passada três projetos que tramitam no Senado da República chamaram minha atenção, pelos passos que conseguiram dar. Um deles já fez 15 anos de casa. Os três, se aprovados, terão em comum o impactante aumento dos dispêndios financeiros pelo Tesouro Nacional, de maneira geral, ou diretamente pelo contribuinte. O fato é que todos eles contribuirão muito para o aumento do custo Brasil.

O primeiro foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais por 10 votos a 9. Ele dá aos beneficiários do programa Bolsa Família o direito de permanecer recebendo o valor por mais seis meses, mesmo que ultrapassa após uma reavaliação. O orçamento do Programa Bolsa Família para 2014 é de R$ 25 bilhões, para atender 14 milhões de famílias. O projeto seguiu para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), para decisão terminativa.

Já a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 63/2013 foi discutida na Comissão de Constituição e Justiça. Ela determina um pagamento de adicional a magistrados e membros do Ministério Público. A proposta é que eles recebam adicional por tempo de serviço de 5% do salário a cada 5 anos trabalhados, chegando ao máximo de 35%. Se aprovada, a proposta elevará a remuneração a um patamar acima do atual teto do funcionalismo federal, de R$29.462,25. E, claro, na sequência de uma aprovação virão diversas categorias exigindo o reconhecimento de um novo teto, além do efeito cascata, fazendo o desdobramento nos diversos níveis e instâncias do poder judiciário.

Por fim, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária aprovou um substitutivo para projetos de lei que alteram a Lei Geral do Cooperativismo. Esses são os projetos citados no início do texto que tramitam na casa há 15 anos. O substitutivo, agora, será enviado para análise da Comissão de Assuntos Econômicos. O documento propõe que o sistema cooperativista seja representado em âmbito nacional pela OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), que já figura na lei atual, e pela Unicopas (União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias), que é a novidade da lei proposta. Todas as cooperativas brasileiras serão obrigadas a se filiar a uma das duas instituições e pagar anualmente a contribuição cooperativa no valor de 0,2% do capital integralizado e dos fundos existentes no ano anterior.

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