Como está a linha de cumprimento da sua meta passados mais de 120 dias do ano? O “ano novo, vida nova” nos estimula a fazer muitas promessas de mudanças e cartas de intenções. Na euforia da virada prometemos, mas nos esquecemos de pensar em como vamos cumprir, mesmo quem transita no mundo da gestão de negócios.

Gestão, aliás, é algo de que todos precisam, mas nem sempre sabem. É necessária para as pessoas no plano individual, nas organizações humanas em que atuam e na sociedade da qual fazem parte.

A promessa de ano novo é um objetivo, um alvo a ser atingido. Quando ganha um valor e um prazo, torna-se uma meta. Atingir essa meta é um desafio bem grande, mas possível de ser vencido. É por isso que toda meta precisa ser acompanhada de um plano de ação, detalhando as alternativas estratégicas necessárias para colocar o gerenciamento em movimento, rumo ao resultado esperando.

A linha da meta nos mostra, graficamente, o quanto se avançou em um determinado espaço de tempo na direção do resultado, em função das etapas do processo que deveriam estar cumpridas.

É pensando nisso e analisando diante do dinamismo da gestão estruturada, que sempre nos exige posicionamentos e reposicionamentos, que sugiro uma reflexão sobre os resultados que você já alcançou até hoje, dia 4 de maio, passados mais de 120 dias do ano de 2014.

Analise passado, presente e futuro, para verificar o que foi planejado, o que já foi executado e os respectivos resultados, além do que está pendente e quais serão os resultados.

Sem acompanhar o cumprimento das metas, corremos o risco de ser como Carolina, que ficou na janela, guardando tanta dor em seus olhos fundos, enquanto o tempo passou, como cantou Chico Buarque em sua música.

Ouça aqui: Carolina – Chico Buarque.

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Prepare o seu coração

por Luis Borges 24 de abril de 2014   Pensata

Duas mortes súbitas recentes, de um ator e de um locutor conhecidos nacionalmente, praticamente obrigam a reflexão sobre a saúde do coração e o infarto agudo do miocárdio. Nos perguntamos se somos suscetíveis e o que podemos fazer para evitar ou postergar o episódio.

Mas com a passagem dos dias e nenhum acidente cardiovascular nos acontecendo, o susto com as mortes vai sendo absorvido e a preocupação com o infarto vai sendo deixada de banda. Cuidar do coração se torna uma prioridade que não existe mais. 

O alerta de terremoto ou tsunami só volta quando chegam notícias dando conta de que o irmão de uma amiga querida morreu de repente, sem mais nem menos, no início de uma manhã. “Logo ele, de apenas 48 anos, que nunca teve nada, nenhum sintoma, nem pensava em fazer check-up!”, nos contam ao telefone. 

Nós perguntamos no que fazer e como fazer. Pode não ser o caso, mas o primeiro impulso agora é correr atrás de uma consulta com o primeiro clínico ou cardiologista que puder atender antes do próximo pôr do sol.

É possível tentar, mas o choque de realidade dos limites técnicos-financeiros dos planos de saúde suplementar podem impedir. Da mesma forma que a tentativa pode ser abortada no SUS, o Sistema Único de Saúde. Lembrando que, constitucionalmente, a saúde é um direito de todos e um dever do estado.

A única certeza é poder chamar o SAMU numa emergência. A incerteza é o tempo de atendimento. 

Se conseguir a consulta eletiva, é impossível saber quantos exames de apoio ao diagnóstico serão solicitados, para que sejamos virados ao avesso. Na pior das hipóteses, nada será descoberto e ficará a recomendação para repetir a dose em seis meses. 

É preciso preparar o coração, morram por causa dele famosos ou anônonimos, e pensar em prevenir sempre. 

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O Brasil que querias

por Luis Borges 23 de abril de 2014   Pensata

Vi diversas manifestações ao longo do dia de ontem em torno dos 514 anos do descobrimento do Brasil, na data oficial de 22 de abril. Entre elas, não faltaram perguntas e afirmações como “que país é este?”, “você já descobriu o Brasil?”, “ainda estamos engatinhando” ou “ninguém aguenta mais tanta corrupção!”.

Fiquei a pensar no nível de idealização de muitas pessoas em relação ao país e no pessimismo que alardeiam ao falarem da distância entre o real e o ideal. Também me causam espanto aqueles que tentam tapear a realidade, em ano de Copa e de eleições presidenciais, como se o País das Maravilhas de Alice fosse, em sua maior parte, aqui do lado de baixo do Equador.

Se nem tanto ao mar, nem tanto à terra, o quê e como fazer para dosar a felicidade diante da realidade e das expectativas, permanentes e crescentes? A percepção imediatamente nos mostra muita gente insatisfeita, outro tanto que só reclama e uma grande parte indiferente, empenhada em cuidar de si e dos seus mais próximos.

Se falta liderança, foco e energia, o Brasil que querias ainda vai exigir muita paciência histórica, para ser transformado num modelo, ainda em lenta e contínua construção. Mas desanimar, jamais.

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Parece pouco, mas já é outono

por Luis Borges 27 de março de 2014   Pensata

Ao longo dos sete primeiros dias da estação ouvi diversas saudações à chegada do Outono austral, que faz a transição entre o calor do verão e o frio do inverno.

Entendo que uma das causas de tanta expectativa está na grande seca trazida pelo veranico de janeiro e fevereiro. “Que calor!” foi a expressão do verão, servindo para reclamações por noites mal dormidas e também para justificar a procura por ventiladores, refrigeradores e afins.

Aliás, umidificadores de ar, aparelhos de ar condicionado e congêneres se tornaram ainda mais presentes nas casas e locais de trabalho, estimulando indústria e comércio, que colocaram no mercado dezenas de seus equipamentos geradores de conforto térmico.

O início do Outono trouxe muito calor, queda de temperatura no fim de semana e agora já se vive a expectativa de chuvas para os próximos dias. Mas ainda é cedo para sonhar com a estação de temperaturas amenas e frescor no ar de anos atrás. Penso que, de repente, poderemos ter mais calor, ventos, ainda alguma chuva e até frio, além do tempo seco e nevoeiros.

Embora pareça mais do mesmo, não devemos nos esquecer do preço do aquecimento global, que já estamos pagando. Preço este que enseja reflexões e denuncia nossa brutal indiferença ao assunto, confirmada pelas nossas poucas ações.

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A enchente das goiabas

por Luis Borges 19 de março de 2014   Pensata

Faz parte da cultura brasileira, no dia de São José, esperar pela enchente das goiabas. O dia 19 de março traz a última esperança de chuva, com “as águas de março fechando o verão”. 
 
Os primeiros 70 dias deste ano eleitoral foram de brava seca. As autoridades governamentais, em suas diversas instâncias e responsabilidades, falaram muito na falta que São Pedro faz ao “não autorizar” o regime abundante de chuvas de outrora. 
 
Arrisco dizer que autoridades sonharam com a marchinha de carnaval, desejando tornar verdade o “tomara que chova três dias sem parar”. 
 
Só se esqueceram de que um país depende muito mais de planejamento sério e efetivo do que do regime de chuvas, das lamentações e das desculpas. 
 
A falta de gestão, com métodos para atingir resultados positivos, e a nomeação de gestores que não sabem gerenciar e não lideram suas equipes só agravam a situação. Os sinais de cansaço da sociedade não tem sido suficientes para o reposicionamento estratégico, nesse país dito republicano que tem eleições de dois em dois anos.
 
O caso da reserva da Cantareira, em São Paulo, que tem em torno de 15% de sua capacidade de água para abastecer parte da população da capital e da região metropolitana, é um exemplo da falta de gestão. Some-se a ele o sistema de geração de energia hidrelétrica. Segundo o Operador Nacional do Sistema, os reservatórios das regiões sudeste e centro-oeste operavam com 35% da capacidade, no sul 39%.
 
No capitalismo sem riscos em que vivemos, o governo de São Paulo autoriza obras na Cantareira, para usar o “volume morto” e garantir água até depois das eleições. Mais uma vez a União vai postergar a conta da energia elétrica, agora para o ano pós-eleitoral. A utilização das térmicas é plena, sem transparência e repassa o prejuízo aos contribuintes, que injetam dinheiro no Tesouro Nacional e são clientes das distribuidoras de energia. 
 
Fica cada vez mais claro que a redução das tarifas de energia elétrica, anunciada e alardeada em 2013, se aproxima de uma propaganda enganosa, feita mais por necessidade política que lastreada em conhecimento e planejamento. 
 
A politica está presente em tudo. Mas o mas o conflito faz parte da solução, que pressupõe o diálogo entre as partes que se dizem republicanas. 
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