A frase-título do livro é um manifesto da autora, a jornalista Carine Tavares, após dez anos acompanhando a memória do pai, o médico Clóvis Tavares, deixando o aos poucos.

Na contramão da doença – e para manter viva a memória do pai – Carine conversou com familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes. Um mergulho na história do médico que se tornou paciente.

Clóvis foi diagnosticado com demência subcortical isquêmica em 2016, o que iniciou uma peregrinação em busca de informações, especialistas e formas de aproveitar o tempo de lucidez do pai. Na obra, a autora desenha as fases da doença e conta sobre a fragilidade do atendimento e acompanhamento médico ainda pouco humanizados. Daí surgem sugestões para quem cuida de pessoas com demências conseguir navegar pelas dores e respiros trazidos pela condição.

Em “Eu sei que ele é”, Carine compartilha o que aprendeu nesta década sendo filha e cuidadora, enquanto busca manter vivas as experiências de Clóvis como pai, médico, amigo e entusiasta do sistema de saúde humanizado.

“Eu sei quem ele é” é um lembrete de que o impacto de uma vida dedicada ao próximo nunca se apaga. Ele permanece vivo na memória daqueles que foram tocados por seu cuidado. Isso é legado.” – Guilherme Tavares, publicitário, criador da capa e filho de Clóvis Tavares

Sobre a autora:

Carine Tavares é jornalista, escritora e especialista em produções especiais para audiovisual. Em quinze anos de Globo, foi produtora, chefe de reportagem, chefe de produção de rede e editora executiva. Produziu o documentário “Uma Gota de Esperança”, exclusivo do Globoplay. Também produziu e dirigiu edições do Globo Repórter em Minas Gerais. Atualmente é Coordenadora de Rádio e TV do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. “Eu sei quem ele é” é seu primeiro livro.

Vendas do formato físico pelo perfil do Instagram @oateliedehistorias. Ebook disponível na Amazon Kindle.

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Educação, saúde, segurança e trabalho são alguns dos grandes temas que povoam as cabeças de muitas pessoas com preocupações que chegam a tirar o sono, um dos pilares para a saúde mental. Observando e analisando o ponto da saúde, é importante lembrar inicialmente que a Constituição Brasileira estabelece em seu Artigo 196 que a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Mas como se dá isso na prática a partir do Sistema Único de Saúde – SUS que é um referencial para quem tem foco em saúde pública?

Fica claro que o SUS atende a todos conforme a sua capacidade de processo. E isso abriu no mercado um espaço para atuação no setor privado da saúde, regulamentado e fiscalizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. Mas quem tem poder aquisitivo suficiente para pagar um plano de saúde nas diversas modalidades e limites técnicos para consultas médicas, exames laboratoriais e de imagens para apoio ao diagnóstico, cirurgias, internações hospitalares em apartamentos individuais, no coletivo de uma enfermaria ou numa unidade de terapia intensiva – UTI se houver vaga?

Fernando Frazão / Agência Brasil

Segundo a ANS, existem atualmente no Brasil 53,3 milhões de pessoas com algum tipo de plano de saúde, que vão dos mais limitados até aos mais completos. Aliás, os preços dos planos aumentam todo ano em índices bem superiores à inflação anual medida pelo IPCA do IBGE.

Chamou minha atenção a campanha publicitária de um plano de saúde de grande porte oferecendo algumas vantagens de momento para que ex-clientes voltem a participar de algum de seus planos. Será que é fácil reconquistar um cliente perdido? Mas o fato é que está crescendo no mercado o número de planos de saúde populares que cobram mensalidades na faixa de R$50, com a primeira consulta a R$40 e R$80 a partir da segunda consulta. O negócio é ganhar no volume e não na margem.

Recentemente já no primeiro mês do novo ano, um participante de um plano dessa modalidade popular fez sua primeira consulta com uma psiquiatra após um encaixe em sua agenda. Tudo durou cinco minutos, tempo suficiente para ouvir a queixa do cliente, emitir a receita de um medicamento e marcar o retorno após três meses de uso do remédio. Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde – OMS recomenda que a duração mínima de uma consulta médica deve ser de 15 minutos. Como os fatos não deixam de existir só porque são ignorados, negados ou justificados, até quando os clientes das diversas modalidades de planos de saúde conseguirão pagar suas mensalidades?

Viva o SUS! Destino natural de quem precisa e quer saúde.

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Estamos vivendo os efeitos de eventos climáticos extremos, marcados pela intensidade e rapidez das chuvas e ventos com suas indesejáveis consequências. Se muitas são as causas desse fenômeno e poucas são as ações para recuperar os danos já causados ao clima da Terra em aquecimento crescente, é inevitável perguntar se haverá racionamento de água em Belo Horizonte e região metropolitana.

O período chuvoso começa a caminhar para o fim e brevemente as águas de março fecharão o verão. O nível de alguns reservatórios do sistema de abastecimento está abaixo dos 50%, conforme mostra o site da empresa concessionária dos serviços. Na mídia são cada vez mais frequentes as informações sobre falta de água prolongada em diversos bairros e suas causas são justificadas de maneira genérica, fugindo do que é fundamental na geração do problema.

Questionados sobre os investimentos na manutenção das redes diante de frequentes rupturas e a redução na pressão, o que mostram os cenários do planejamento estratégico? Considerando que os cenários são projeções sobre aquilo que o futuro poderia vir a ser para um negócio, qual é o cenário otimista, o pessimista e o mais provável?

Portanto, o racionamento do uso da água não pode ser descartado em função dos fatos e dados existentes, inclusive na não concretização do sistema de captação do Rio Paraopeba, que foi projetado para aumentar a segurança hídrica no abastecimento da capital e Região Metropolitana.

Imagem alusiva a água criada com auxílio de inteligência artificial

Imagem alusiva a água criada com auxílio de inteligência artificial

Vale lembrar que no último 25 de janeiro chegamos aos sete anos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Além das centenas de mortes e dos impactos ambientais, a enxurrada de rejeitos também levou embora o sistema de captação e tratamento de água construído em seis meses. De lá para cá nada de mais significativo foi feito e não dá para negar que a vazão de até 5 mil litros por segundo projetada poderá fazer falta, pois as mudanças climáticas são inegáveis, as condições pioraram e o que nos resta é uma adaptação a elas.

É importante lembrar que, segundo o dicionário, racionamento é:

  • o ato ou efeito de racionar; distribuição controlada de recursos escassos.
  • Em contextos de crise hídrica ou energética, limitação do fornecimento de água ou energia elétrica.

Assim sendo, lembremos da Lei de Murici dizendo que “cada um cuida de si” e do dito popular anunciando que “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

E você, caro leitor, se sente preparado para viver e sobreviver num tempo de racionamento de água, logo a água que é vida?

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“Os fatos não deixam de existir só porque são ignorados”, disse o escritor inglês Aldous Huxley em seu livro “Admirável Mundo Novo”, lançado em 1932.

Meu ponto aqui é focar no modo como lidamos com os fatos e dados no microcosmo do nosso dia a dia. Uma coisa é acompanhar os temas que viralizam no conectado mundo digital, cheio das mais passageiras novidades de cada segundo. Dá para imaginar, por exemplo, o que se passa diariamente no anonimato das pessoas internadas num hospital, numa residência para idosos, num presídio, ou ainda numa ação policial fiscalizando a documentação de um veículo e seu condutor?

Vejamos o que aconteceu numa Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), num caso ocorrido no dia 1º de janeiro, feriado nacional. Foi numa residência para idosos em Belo Horizonte, com capacidade para atender 20 moradoras. O preço mensal é de seis mil reais, pagos até o quinto dia útil do mês em curso e não cobre gastos com plano de saúde, medicamentos e produtos de higiene.

Por volta das sete horas, a diretora e proprietária da residência recebeu mensagens de três cuidadoras de idosos informando que não teriam como cumprir a escala de trabalho daquele dia. A surpreendida diretora, que tem um alto índice de viração própria (IVP), passou a fazer contatos com cuidadoras diaristas cadastradas para prestar serviços temporários autônomos na residência. Uma delas disse que não sairia de casa naquele feriado por menos de R$400 a diária.

Como se vê nesse caso, a diretora teve que se virar para resolver o problema, inclusive cumprindo a função de uma das cuidadoras naquela emergência. Mas quais são as causas fundamentais desse problema, notadamente nas organizações humanas de micro e pequeno porte? Como você tem conseguido pessoas para prestar serviços de qualquer natureza em sua casa, em funções como empregadas domésticas, faxineira, passadeira de roupa ou jardineiro? Imagine como estão se virando para conseguir mão de obra os bares, restaurantes, padarias, sacolões e sorveterias de pequeno porte. É o que temos para constatar no momento.

Mas o que e como fazer para resolver esse problema? Será que surgirão propostas neste ano eleitoral?

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Um registro escrito no dia 30 de dezembro de 2025

O ano está acabando e já nos impulsiona para melhor começar o ano novo que já se avista. Faz parte do método pelo qual conduzimos a gestão da nossa vida a observação e análise dos fenômenos e processos que colocaram todas as coisas em movimento no ano que se passou.

É preciso olhar para trás, sem paralisia, e fazer uma retrospectiva dos fatos mais impactantes que aconteceram e de expectativas que não viraram realidade. É momento de verificar os rumos que as coisas tomaram em função das várias variáveis que afetam as condições de contorno de cada uma das dimensões presentes nos processos do dia a dia. É mais uma oportunidade para se verificar o que foi planejado, o que foi executado, os resultados alcançados, o que ficou pendente e os próximos passos.

Por outro lado, é preciso olhar para a frente diante de novas expectativas de preferência num equilibrado realismo esperançoso. Sempre vale lembrar que, se a expectativa for maior do que a realidade, o sofrimento prevalecerá. É necessário definir propósitos, objetivos e metas desafiadoras, mas não malucas, para o ano que já vai se iniciar com os respectivos planos de ação contendo as medidas estratégicas e suficientes para se alcançá-las. De novo, será preciso colocar o gerenciamento em movimento com os devidos reposicionamentos estratégicos sempre que necessários dentro do dinamismo da conjuntura.

Ilustração gerada por Inteligência Artificial

Ilustração gerada por Inteligência Artificial / Substack Images

Como dizem Milton Nascimento, Fernando Brant e Márcio Borges na música “O que foi feito Devera”:

“Se muito vale o já feito, mais vale o que será.

E o que foi feito é preciso conhecer para melhor prosseguir.

Falo assim sem tristeza, falo por acreditar

que é cobrando o que fomos que nós iremos crescer”.

Que não haja distância entre a intenção e o gesto!

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A cada ano que vai passando, principalmente neste século, percebo que tudo aconteceu e passou rapidamente. Chegado dezembro, noto que muita coisa ficou para depois ou simplesmente não foi possível de ser feita. No mundo cristão o tempo do advento já passou pelo terceiro domingo e logo chegaremos ao Natal, que a cada instante se aproxima mais.

Se o advento é tempo de preparação, o que está sendo possível fazer até o Natal? Ou é apenas uma intenção desacompanhada de qualquer tipo de gesto? Tudo continuará sendo como antes? Efetivamente, será que admitiremos dar algum espaço para as necessárias mudanças, principalmente sabendo que tudo começa com a gente? Que tal começar com as coisas que só dependem de nós mesmos?

Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial em alusão ao Natal.

Sugiro pensarmos um pouco sobre o nosso posicionamento nesse mundo extremamente conectado digitalmente, sentindo falta de humanidade, percebendo a ampliação da solidão e do sofrimento mental.

Faço um pequeno desafio à sua memória: e se nos lembrarmos rapidamente sobre a quantidade de pessoas que visitamos em suas residências, pelo menos uma vez, ao longo do ano que está acabando? E quantas te visitaram no mesmo período?

De imediato, posso dizer que visitei 40 pessoas amigas e recebi a visita de 25, sendo que os encontros tiveram uma duração média de 3 horas. Ah! Quanta energia boa fluiu nesses encontros presenciais!

Neste final de caminho rumo ao Natal, pense nisso e tenha iniciativas para que encontros aconteçam nessa grande arte que é a vida. Quem sabe poderá haver reciprocidade do outro? Ainda é possível renascer!

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 10 de dezembro de 2025   Curtas e curtinhas

Suíça rejeitou impostos sobre fortunas herdadas por super-ricos

Em referendo realizado no domingo, 30 de novembro, a ampla maioria dos eleitores da Suíça – 78% – rejeitou a proposta de criação de um imposto com taxação de 50% sobre os chamados “super-ricos” cujas heranças fossem superiores a R$300 milhões. A proposta era defendida pelos social-democratas jovens e visava financiar projetos climáticos. Críticos da proposta temiam êxodo dos ricos e diminuição das receitas fiscais. A votação foi um teste para a redistribuição de renda no país, que tem 9,1 milhões de habitantes.
O Parlamento da Suíça, fortemente dividido entre conservadores, socialistas, liberais e democratas-cristãos, recomendou o voto contrário ao projeto. O governo de coalizão seguiu a mesma linha, temendo que a eventual aprovação do novo tributo gerasse um movimento de “fuga” das grandes fortunas do país.

Outra preocupação do governo era a de que a taxação dos super-ricos afugentasse outros milionários e bilionários que estivessem pensando em se instalar no país. Durante décadas, a Suíça foi o destino preferencial de magnatas de outras nações para fazer seus investimentos.

Fica a pergunta: como ficará a taxação das heranças no Brasil após a regulamentação da reforma tributária?

A venda de medicamentos em supermercados

Faz tempo que se discute no Brasil, inclusive no Congresso Nacional, a liberação da venda de medicamentos em supermercados, com ou sem receita médica, para o consumo humano. É claro que todos os interessados entram na discussão, a começar pelas farmácias, drogarias, supermercados e a indústria farmacêutica. Um Projeto de Lei foi aprovado pelo Senado e agora está na pauta da Câmara dos Deputados. Nesse momento, parece que está se formando um consenso para que se possa instalar farmácias e drogarias num espaço específico dos supermercados, com a presença obrigatória de um farmacêutico responsável e exigência de receita médica nos casos em que ela é obrigatória. Pelo andar da carruagem parece que agora a coisa vai mesmo. Enquanto isso, as pequenas farmácias de rua continuarão desaparecendo.

Acidentes com veículos nas estradas

Estamos acostumados a ver diariamente o noticiário das mídias sobre acidentes nas rodovias brasileiras e em números mais expressivos nos feriados prolongados. Percebe-se claramente como muitas pessoas agem com imprudência, imperícia e são negligentes. Tem chamado a atenção o crescimento de acidentes em que o motorista ou algum passageiro é ejetado do veículo, o que nos leva a pensar que os mesmos poderia não estar usando o cinto de segurança. Imagine os acidentes causados por condutores alcoolizados ou usuários de substâncias psicoativas. Tudo continua muito desafiante em termos de educação, segurança e fiscalização, nas estradas e também nas cidades.

A aposentadoria do Senador Paulo Paim

Em pronunciamento no Plenário do Senado na segunda-feira, 1 de dezembro, o senador Paulo Paim, ex-metalúrgico (PT/RS) anunciou que não disputará a reeleição no próximo ano. Assim encerrará sua carreira política após 24 anos (3 mandatos) na casa revisora de leis. Ele também foi Deputado Federal de 1987 a 2002, e sua atuação foi centrada em defesa do trabalhador e da Previdência, pela melhoria do salário mínimo com aumentos reais, contra discriminações e por maior proteção às crianças, jovens e idosos.

Dá para imaginar quantos parlamentares encerrarão suas carreiras políticas no próximo ano? E quantos não serão reeleitos? Espero que haja uma grande renovação no parlamento federal e também nos estaduais nas eleições do próximo ano.

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Curtas e Curtinhas

por Luis Borges 19 de novembro de 2025   Curtas e curtinhas

A COP 30 e os oceanos

A Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas – COP30 caminha para o fim tentando chegar a um acordo sobre os recursos financeiros que os países ricos destinarão à implementação das metas que deverão ser estabelecidas.

Finalmente a relação entre os oceanos – que cobrem 70% do planeta – e as mudanças climáticas ganharam mais espaço durante a conferência. Entretanto, ficará sem aprofundamento na agenda oficial do evento a presença do plástico nos mares, a maior causa de sua poluição. Segundo um estudo da Revista Nature, o plástico emite cerca de 3,4% dos gases causadores do efeito estufa e representa 85% de todo o todo lixo que chega aos oceanos. Já segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – Pnuma, pelo menos 10 milhões de toneladas de material plástico param nos mares todos os anos. A previsão é que a quantidade de resíduos triplique até o ano de 2040, comprometendo o papel de regulação climática cumprido hoje pelo ambiente marinho.

Se nada for feito…

Falência da Oi durou apenas 4 dias

A falência da operadora de telefonia Oi, decretada pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 10 de novembro, foi suspensa pela Primeira Câmara de Direito Privado do mesmo tribunal em 14 de novembro. A Corte atendeu aos recursos dos bancos Bradesco e Itaú, dois dos principais credores da empresa.

Os bancos argumentaram em seus recursos que a decretação da falência prejudica os credores e o interesse dos clientes da Oi. O banco Itaú, credor de R$ 2,1 bilhões, ressaltou que a empresa presta serviços relevantes em telecomunicações e infraestrutura. Os bancos mostraram também que a medida não permite negociação da operadora com a Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel e a União para resolver suas pendências financeiras, o que impossibilitaria definitivamente a retomada das suas atividades.

Em sua decisão, a Desembargadora Mônica Maria Costa afirmou que “dentro das proporções atuais, há liquidez e viabilidade mínima para que, dentro do processo de recuperação judicial, sejam equalizados, da melhor forma, o pagamento dos credores”.

Vale lembrar que a Oi entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016, com dívidas de R$ 65 bilhões, e concluiu o processo no fim de 2022. Entretanto, a empresa continuou com uma dívida de R$ 44,3 bilhões, o que a levou a solicitar nova recuperação judicial no início de 2023.

Acredite no capitalismo sem risco!

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 13 de novembro de 2025   Curtas e curtinhas

Preços na lanchonete da Cop 30

A Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas – Cop 30 está acontecendo em Belém do Pará, buscando soluções para reduzir efetivamente a temperatura da Terra. Prossegue o desafio para a implementação das metas que serão estabelecidas e a obtenção dos recursos financeiros e humanos para que elas sejam atingidas. Muito já foi falado nas diversas mídias sobre os preços altíssimos para se hospedar na cidade durante o evento. Também os preços cobrados pelas lanchonetes do evento estão bem altos, uma coxinha de camarão está custando R$45 e uma latinha de refrigerante R$25, já uma garrafinha de água mineral está saindo por R$20, um copo de suco R$30 e um brownie por R$55. O pagamento só pode ser feito com um cartão próprio do evento; nada de pix, dinheiro vivo, cartão de crédito ou débito.
Simples assim, é o que temos na economia regida pela Lei da oferta e da procura.

Os municípios e a privatização da Copasa

Os municípios de Belo Horizonte e Contagem, por exemplo, possuem cláusulas em seus contratos com a Copasa para a prestação de serviços de abastecimento de água, coleta/tratamento de esgotos sanitários prevendo a rescisão em caso de privatização da empresa. O contrato da Prefeitura de Belo Horizonte foi assinado em 2022 para vigorar durante 10 anos, portanto até 2032. Vale lembrar que as águas que abastecem Belo Horizonte são captadas em municípios da Região Metropolitana como Rio Acima, Mateus Leme e Rio Manso, por exemplo.

Black Friday em evidência

Consumo, logo existo, ainda que seja necessário rolar dívidas a juros nem sempre amigáveis. Agora chegou a vez da black Friday para o final de novembro, que já está em evidência com o “esquenta” que a antecede. Ainda que persista o rótulo “comprar produtos pela metade do dobro do preço anterior” esta é mais uma oportunidade para alavancar as vendas do comércio. Vale lembrar que as pesquisas mostram que as grandes datas para o comércio são o Natal, dia das mães, dos namorados e das crianças. Também já é visível que os preparativos para o Natal estão acontecendo e crescendo quando faltam pouco mais de 40 dias para a data magna da cristandande. Você já enfeitou sua casa para melhor viver o espírito natalino?

A falência da Oi

A Companhia de telefonia Oi teve sua falência decretada pela sétima vara empresarial da Justiça do Rio de Janeiro na última segunda feira. A decisão determinou também a manutenção provisória dos serviços autorizando que a empresa use o caixa para manter as atividades. A Oi já se desfez de boa parte de suas operações, mas ainda mantém mais de 4.600 contratos com o poder público e 10 mil clientes corporativos. Isso inclui as comunicações das lotéricas e serviços de emergência, como o 190. A empresa também é a única prestadora de telefonia fixa em 7.500 localidades.

Vale lembrar que a Oi já foi a campeã do setor e a decretação de sua falência coloca em dúvida se ela realmente conseguirá manter a prestação dos serviços conforme determinado pela justiça. Será que entre as possíveis soluções para a empresa ganhará força a estatização do que sobrou?

A conferir!

Pensamento em movimento

Esse é o nome do livro do Engenheiro Karim Abud Mauad, de Uberaba, que será lançado no dia 14 de novembro, às 11h30, no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais – CREA-MG. Vale a leitura!

Luis Borges

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Geralmente a pessoa que está no papel de cliente espera receber de seu fornecedor de um produto, que pode ser um bem ou serviço, algo com a qualidade especificada, preço justo e atendimento adequado. Afinal de contas, o cliente tem necessidades e expectativas que precisam ser atendidas numa sociedade cada vez mais veloz, conectada e ansiosa.

Nesse sentido, observe os detalhes que surgiram com um cliente de uma operadora de telefonia fixa ao solicitar a segunda via de sua fatura mensal no valor de R$23,00 com vencimento em 6 de outubro. O boleto não chegou pelo correio e o jeito foi pedir uma segunda via pelo serviço de atendimento ao cliente. Entretanto, na opção segunda via de fatura veio a informação sistêmica de que naquele instante a função estava indisponível. Após novas tentativas sem sucesso o cliente foi a uma loja física da empresa onde foi emitida a segunda via da conta. Alguns dias depois ele começou a receber ligações da operadora cobrando o pagamento da conta vencida em 6 de outubro.

Então o cliente resolveu conferir a conta e percebeu que a segunda via foi emitida com vencimento de em 06 de setembro, e portanto ficou paga duas vezes. A solução foi pedir novo boleto, pelo sistema de atendimento ao cliente, com a data de 6 de outubro, fazer o pagamento e aguardar a compensação do valor na fatura do mês de dezembro, porque a de novembro já estava fechada. Como dessa vez a opção funcionou, o atendente fez uma proposta para unificar a fatura de telefonia fixa no valor de R$23,00 com a outra fatura em que o cliente paga os serviços de internet e TV a cabo no valor de R$275,00 por mês. Como incentivo ofereceu um desconto de 15% sobre a fatura única para vigorar durante um ano e a disponibilização de uma linha de telefone celular da operadora. Além disso, foi enfatizada a importância de se fazer o pagamento da fatura através do débito automático em conta corrente bancária, de preferência num grande banco, a fim de se evitar algum tipo de transtorno no processo de pagamento.

Tudo foi recusado prontamente pelo cliente, mas o atendente quis saber o porquê da recusa diante das vantagens apresentadas. O cliente disse que não tinha necessidade de nada daquilo que foi apresentado e queria apenas resolver a pendência com o telefone fixo. Aliás, o cliente espera solicitar no final de dezembro o desligamento do telefone fixo após 48 anos de uso e muita ruindade no atendimento ao cliente, tanto na era estatal quanto após a privatização.

A gestão estruturada continua fazendo muita falta!

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