Perceba as pessoas com deficiência

por Luis Borges 17 de janeiro de 2019   Pensata

A Organização das Nações Unidas – ONU estabeleceu que 3 de dezembro é o Dia Mundial das Pessoas com Deficiência. Esta é uma das formas usadas para se chamar a atenção sobre a complexa arte do convívio social de todos os dias com as restrições que limitam as condições funcionais das pessoas. Segundo dados da ONU, chega a um bilhão a quantidade de pessoas no mundo que possuem algum tipo de deficiência de vários níveis e graus. Isto equivale a 15% dos habitantes do planeta Terra, que hoje é habitado por sete bilhões de pessoas.

No Brasil, o Censo do IBGE realizado em 2010 mostrou que, do total da população brasileira, 23,9% (45,6 milhões de pessoas) declararam ter algum tipo de deficiência. Dentre elas a mais citada foi a deficiência visual, que atingia 3,5% da população. Em seguida estavam as deficiências motoras, com 2,3%, as intelectuais (1,4%) e as auditivas (1,1%).

Estima-se que ao final de 2018 o Brasil possuía pouco mais de 6,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual, dos quais em torno de 582 mil com cegueira congênita ou adquirida ao longo do curso da vida.

Um dado interessante que também aparece em pesquisas sobre o tema é que em torno de 70% das pessoas com algum tipo de deficiência preferem não assumir que as possuem. Isso pode impedir, pelo menos às pessoas mais atentas, algum tipo de ação mais solidária diante das necessidades inerentes à deficiência. É claro que nesse e em outros casos de ajuda espero que a mesma seja respeitosa, não invasiva e sem causar constrangimentos.

O ponto para o qual quero chamar a atenção aqui é sobre o que e como fazer para aumentar a quantidade de pessoas que conseguem perceber que, em seu ambiente, podem estar presentes pessoas com deficiência. Podemos imaginar, por exemplo uma pessoa idosa, com deficiência motora e usando uma bengala caminhando na calçada rumo à entrada de uma instituição financeira. De repente passa por ela uma apressada pessoa digitando ao celular e, sem percebê-la, ainda tromba em sua bengala e prossegue caminhando sem notar que causou sua queda. Dezenas de outros exemplos podem ser citados, como a não percepção de alguém com autismo, uma pessoa falando muito alto com um deficiente visual a ponto de ser obrigado a lembrá-la que não é surdo, apenas enxerga mal ou mesmo um cadeirante tentando entrar num edifício não amigável em termos de acessibilidade.

Muitos ainda são aqueles que, plenos hoje, podem vir a adquirir no futuro uma deficiência que venha a exigir um pouco mais de solidariedade no convívio social.

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* por Sérgio Marchetti

Mais uma vez estamos diante do surgimento de um novo ano, após as celebrações do nascimento de Jesus. Sugiro que agradeçamos, pois ainda somos passageiros que permanecem no trem da vida.

“Já choramos muito/ Muitos se perderam no caminho…”

Somos sim, sobreviventes de uma nação que agoniza, mas que não se entrega, mesmo tendo sido tão ferida e vitimada por uma “epidemia” desastrosa e desumana que atingiu seus órgãos vitais. (“Terra… Sei que tão te maltratando por dinheiro”…). Mas dezembro é um mês que nos devolve a paz, faz nascer, junto às comemorações do aniversário de Jesus, um sentimento de fraternidade que nos acalma e nos inspira mais tolerância, mais amor, mais compaixão e perdão. Há no ar algo que nos remete à trégua. Por isso, os convido à reflexão. Pois, um ciclo se encerra e o mundo torna a começar, nos possibilitando a oportunidade de não errar ou de, pelo menos, errar em coisas novas, mas nas antigas não – porque permanecer no erro é uma confissão tácita de estupidez.

Intimo-lhes a meditar, refazer, reconstruir, alterar as rotas erradas e a adquirir foco. E lhes aconselho a ficarem em silêncio, como sugeriu Santo Agostinho, para que pudéssemos ouvir nossa alma. Sim, o silêncio é um remédio indicado para curar as dores mais profundas e ainda nos remeter ao nosso âmago.

Detesto ter que citar nomes de famosos que meditam. Sei que muitas pessoas serão persuadidas quando souberem que muitos que se tornaram milionários e celebridades, supostamente meditavam ou meditam. Queria que vocês, meus caros leitores, não fossem convencidos com base em valores materiais, mas apenas porque vocês podem ser mais felizes, saudáveis e terem controle de si mesmos, independentemente de terem uma gorda conta bancária. A vida não se resume nisso e, se alguém pensa que sim, eu o vejo como um rico muito pobre. Não estou louco. Vivo no mesmo mundo capitalista que vocês (que tornou as pessoas infelizes). O que pretendo demonstrar é que todos podem ser pobres de dinheiro, mas ricos de alma. Chega de futilidade num Brasil tão necessitado de cultura. A mediocridade, quando anda junto ao poder, é insuportável. As bocas comandadas por cabeças ocas exalam um cheiro fétido de discurso vazio. Mas voltemos ao apelo para que possamos ouvir os sons do silêncio. Só assim conheceremos o milagre de escutar a voz interior que, tal qual um poema de amor, surge serena e calma nos indicando atitudes mais assertivas.

Já ouvimos dizer que o cavalo não passa arreado duas vezes, nem que o trem da esperança abrirá a porta mais de uma vez para entrarmos. E, se não estivermos atentos, perderemos os dois e as oportunidades de mudança para melhor. Comecem por sentir muito pelo que erraram. Depois, se perdoem e perdoem os demais. Você, eu, nós, vós, eles – todos devemos nos perdoar e agradecer pela graça da vida. Ame-se e ame ao próximo.

Enfim, amigos virtuais, chegamos ao final de mais uma etapa. Tive a honra de contar com a sua companhia e sua paciência. Espero, sem querer ser prepotente, que os tenha feito refletir ou ao menos distrair por alguns instantes e, se não o fiz de forma coletiva, ou se apenas a uma pessoa pude ser útil, já considero minha missão cumprida e fico grato ao cosmos por ter me indicado um caminho, por mais simples que seja.

Meus prezadíssimos leitores, espero que tenham tido um Natal festivo com muitos abraços de energia e muitos beijos verdadeiros. E desejo que, se no decorrer do novo ano, acaso chorarem, que seja de alegria, pois estão terminantemente proibidos de deixar a tristeza entrar. Fechem as portas.

“Tristeza, por favor, vá embora”…

Pois, só poderá entrar quem vier trajando a alegria e trouxer no coração o brilho da esperança.

Que seja assim por todo o ano de 2019, com realizações de sonhos, plenitude de amor e união. Que a clareza do sol lhes traga a luz de um caminho cheio de flores e uma alma decorada de felicidade. E não tenham dúvidas:

“a lição já sabemos de cor, só nos resta aprender”.

* Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br.

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Já estamos no oitavo dia do mandato do Presidente da República e dos governadores dos estados e do Distrito Federal eleitos em outubro do ano passado. Ficaram para trás as campanhas eleitorais no verdadeiro “vale tudo” pelo poder. Também já ficou para trás o período de transição entre mandatos. Mesmo que muitos ainda continuem no palanque eleitoral, esquecidos de que o jogo já começou enquanto muitos são os problemas crônicos que precisam ser resolvidos, é grande a expectativa pelo atingimento dos resultados esperados. Mas o tempo é finito e não existe espaço para desculpas, pois quem herda os cargos também herda os encargos.

Nesse sentido é fundamental que os eleitos trabalhem com um método de gestão pela liderança e não pelo comando, lastreado apenas em hierarquia e disciplina. Partindo da premissa de que gerenciar é resolver problemas, atingir metas e entregar resultados positivos torna-se essencial pensar sobre o método, o caminho, o passo-a-passo, a sequência que será usada para se solucionar os problemas – que são muitos. E se são muitos, quais devem ser os critérios para definir as prioridades para começar a busca de soluções levando-se em conta a gravidade, a urgência e os recursos finitos disponíveis?

Um método para a análise e solução de problemas deve partir da premissa de que o trabalho deve ser feito fundamentado em fatos e dados. É preciso lembrar que não existe substituto para o conhecimento e que a constância de propósitos é determinante. Nada de bravatas e desejos insustentáveis perante a realidade objetiva.

O primeiro passo do método de solução de problemas é a identificação do problema a partir dos fatos e dados que demonstram a sua efetiva existência. A identificação clara de um problema pode ser considerada como sendo até a metade de sua solução.

O método deve prosseguir com a fase de observação do que gera esse fenômeno (o problema). É o momento de levantar as mais diversas informações advindas dos fatos e dados, abordados sob diversos ângulos. Na sequência chega-se à fase de análise, que é determinante para a definição das causas que geram o problema, inclusive a causa fundamental.

Só após essas três fases – identificação do problema, observação e análise – é que se torna possível a elaboração de um plano de ação contendo as condições estratégicas, necessárias e suficientes para atingir a meta estabelecida para a solução do problema. A meta estabelecida deve ser sempre desafiadora e nunca maluca, inatingível.

Na sequência vem o momento da implementação das medidas propostas, da verificação da sua efetividade para atingir os resultados esperados e para padronização da solução proposta.

Quando os novos governantes completarem 100 dias em seus mandatos teremos uma boa oportunidade para avaliar os resultados alcançados. Espero que não seja “na bistunta”, pelo mero acaso, mas sim pelo uso do método que a boa gestão exige. Uma boa medida desse nível de resultados poderá vir de uma pesquisa de satisfação da população feita de maneira adequada por instituições de notória credibilidade.

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Natal todo dia

por Luis Borges 23 de dezembro de 2018   Música na conjuntura

O realismo esperançoso que faz parte do meu modo de ser e de ver as coisas também contribui para os meus sonhos que poderão virar propósitos, depois objetivos, que após ganharem valor e prazo se tornarão metas. Que as meditações e reflexões suscitadas pelo momento tornem-se cada vez mais constantes e permanentes no primado da ação.

Ouvir a música Natal todo dia, de Maurício Gaetani, composta em 2007 e cantada pelo grupo Roupa Nova pode ser um acalanto para embalar as mudanças de atitudes perante o necessário querer mudar que a vida nos impõe a cada dia.

O Observação & Análise entra em recesso a partir de hoje. As postagens retornam no dia 7 de janeiro. Desejo boas festas a todos os leitores e que possamos nos reencontrar em 2019.

Natal todo dia
Fonte: Letras.mus.br

Um clima de sonho se espalha no ar
Pessoas se olham com brilho no olhar
A gente já sente chegando o Natal
É tempo de amor, todo mundo é igual

Os velhos amigos irão se abraçar
Os desconhecidos irão se falar
E quem for criança vai olhar pro céu
Fazendo pedido pro velho Noel

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Se a gente é capaz de espalhar alegria
Se a gente é capaz de toda essa magia
Eu tenho certeza que a gente podia
Fazer com que fosse Natal todo dia

Um jeito mais manso de ser e falar
Mais calma, mais tempo pra gente se dar
Me diz porque só no Natal é assim
Que bom se ele nunca tivesse mais fim

Que o Natal comece no seu coração
Que seja pra todos, sem ter distinção
Um gesto, um sorriso, um abraço, o que for
O melhor presente é sempre o amor.


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Quem passou pela Rua Nefelina, mais precisamente nas proximidades do Beco do André, no Bairro de Santa Tereza na manhã da segunda-feira 10 dezembro viu que o tradicional lixão daquele local continua sempre crescente e cada vez mais exuberante conforme mostram as fotografias deste post.

Lixo acumulado na rua Nefelina, em Santa Tereza, no dia 10/12. | Foto: Sérgio Verteiro

Para efeitos comparativos, basta olhar esta postagem de 15 de janeiro deste ano mostrando o mesmo local.

Como se vê tudo continua como sempre esteve e o que só aumentou foi a quantidade e a variedade do que tem sido descartado naquele local. A sensação é de que o lixão está definitivamente incorporado à paisagem do bairro, sempre muito bem abastecido pela população independentemente do vento, do frio, do calor, da chuva e do Sol.

Ainda o lixo acumulado na Rua Nefelina, em Santa Tereza, no dia 10/12. | Foto: Sérgio Verteiro

Quando será que a Prefeitura de Belo Horizonte, sua coordenação Regional Leste e a Superintendência de Limpeza Urbana buscarão uma solução definitiva para esse problema crônico, como aconteceu no Bairro União que tinha problema semelhante?

É claro que a SLU mitiga o problema coletando o lixo local a cada sete dias. Mas assim que o caminhão passa começam iniciam as contribuições das pessoas para o ciclo dos sete dias seguintes conforme mostra a fotografia postada a seguir.

No fim da tarde do dia 10/12 a SLU limpou o local. No dia 11/12, já havia lixo acumulado novamente. | Foto: Sérgio Verteiro

Até quando conviveremos com tudo isso? Depende de nós e dos gestores municipais, que estão “governando para quem precisa”.

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Vale a leitura

por Luis Borges 16 de dezembro de 2018   Vale a leitura

Você vai à festa de fim de ano lá no seu trabalho?

O fim do ano chegou e com ele veio a festa de confraternização do seu trabalho, seja ele do setor público ou privado. Para quem não é muito chegado a esse tipo de evento vem a dúvida imediata sobre a conveniência de ir ou não ir. Provavelmente haverá música alta, pessoas ingerindo grandes quantidades de bebidas alcoólicas e diversos tipos de atitudes e posturas inconvenientes, amolativas mesmo. Do ponto de vista político acaba surgindo alguém tentando especular sobre as causas do não comparecimento de alguém. Seria melhor comparecer e só ficar na festa por um determinado tempo. É interessante conhecer a abordagem feita por Thâmara Kaouru em seu artigo Festa da firma causou demissão de presidente no ano passado, publicado pelo portal UOL.

“As festas de final de ano não deixam de ser uma vitrine para o colaborador. Para quem não gosta, faça um esforço para comparecer e tentar, principalmente, se socializar. É preciso também ter cuidado para não perder o propósito da confraternização. Ficar com a cara amarrada e de mau humor não vai ser legal.”

Só queria ser bem atendido pela Receita Federal

Os gastos do Governo Federal crescem constantemente e a arrecadação tenta de todas as maneiras fazer a sua parte. A fúria arrecadadora é tamanha que, só em 2018, caíram na malha fina cerca de 628 mil contribuintes. Imagine o que será mostrado de inconsistências para justificar ao declarante o motivo de sua queda e por que é preciso pagar o imposto. Um caso interessante é narrado por Jairo Marques em seu artigo Cadeira de rodas na malha fina, publicado em seu blog “Assim como você”, hospedado na Folha de São Paulo.

Iguais a mim, milhares de outros brasileiros serão questionados por causa da compra de suas dentaduras, andadores, aparelhos auditivos e até estadias na UTI. Defender os recursos da nação é inquestionável, mas tenho certeza que é possível agir pelo bem do país com menos humilhação e mais consideração a quem de fato precisa.

A rua de sua infância já mudou muito

Quando você volta hoje à rua em que morou na infância dá para perceber que muita coisa mudou de lá para cá? A sua casa ainda está lá ou cedeu o terreno para a construção de um edifício de três andares com dois apartamentos por andar e a parte térrea cheia de vagas para automóveis e espaço mínimo para circular? O escritor Antônio Prata relata suas percepções ao fazer esse caminho de volta ao passado no artigo Saibro para tênis de gigantes publicado pela Folha de São Paulo.

Nunca voltei à edícula, mas, morador de Higienópolis, vez por outra passava em frente ao sobrado. Gostava de ver que, embora o Auê tivesse fechado, a casa ainda estava ali. Estava: anteontem subi a rua a pé e tomei um desses sustos para os quais, como paulistano, já deveria estar vacinado: toda a fileira de sobrados geminados havia sido posta abaixo. Nem entulho mais havia, apenas um enorme retângulo de terra alaranjada, uma quadra de saibro para tênis de gigantes.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 10 de dezembro de 2018   Curtas e curtinhas

O rombo da Previdência em MG

O Regime Próprio da Previdência e Assistência Social dos servidores públicos dos três poderes do estado de Minas Gerais foi aprovado pela Lei Complementar 64, de 25 de março de 2002, quando Itamar Franco era o governador. A Lei determina que o fundo financeiro formado para sustentar os inativos deve receber contribuições mensais de 11% sobre os proventos dos servidores, enquanto o Estado despenderá 22% desses mesmos proventos. Caso o fundo não seja suficiente cabe ao Estado de Minas Gerais bancar a diferença com os recursos orçamentários previstos no EGE – Encargos Gerais do Estado.

Segundo os dados do Portal da Transparência do estado até 4 de dezembro de 2018, portanto faltando os salários de novembro e o 13º, o fundo financeiro do RPPS era de R$10,806 bilhões enquanto o valor empenhado no EGE gerenciado pela Secretaria de Estado da Fazenda  para cobrir o déficit atuarial era de R$9,024 bilhões, dos quais R$8,336 bilhões já haviam sido pagos. Assim, o déficit atuarial de 2018 até o momento, conforme a Lei vigente, corresponde a R$8,336 Bilhões (41%), pois foram gastos R$20,104 bilhões dos quais R$16,976 bilhões pagos aos servidores inativos e R$3,128 bilhões aos pensionistas.

Quem olhar os dados consolidados do ano de 2017 conforme a mesma Lei verá que foram gastos R$22,069 bilhões, sendo R$18,424 bilhões com os servidores inativos e R$3,574 com os pensionistas. Do montante gasto, R$12,049 bilhões vieram do fundo financeiro do RPPS e R$10,020 bilhões do EGE para cobrir o déficit de 45,4%.

Agora é encontrar as soluções para zerar o déficit atuarial a partir das causas fundamentais que o geram.

Prepare o seu bolso

Os mineiros iniciarão o mês de janeiro de 2019 pagando o IPVA. O valor arrecadado com o imposto é dividido em três partes sendo 40% para o Estado, 40% o município de registro do veículo automotor e 20% para o FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Professores. Já a taxa de licenciamento, criada pelo governador Itamar Franco, teve um aumento de 10,5% ao passar de R$92,66 nesse ano para R$102,41 no próximo. Vale lembrar que a inflação oficial medida pelo IPCA do IBGE deve fechar o ano em torno de 4%. Enquanto isso, os salários só perdem o poder aquisitivo diante de tantos aumentos reais nas tarifas públicas e demais preços administrados pelo Poder Executivo.

Avaliação de desempenho

O coordenador da equipe de transição do futuro governador Romeu Zema sempre tem afirmado e reafirmado que, no perfil traçado para os Secretários de Estado, está realçado o conhecimento técnico específico da área de atuação de cada uma deles. Espero que todos dominem a gestão de negócios e que sejam submetidos a uma avaliação periódica de desempenho em função das metas estabelecidas e os resultados alcançados. Simples assim. Isso também vale para o Governo Federal.

Preços dos cartórios

Quem solicita uma segunda via da certidão de casamento, que só tem uma folha de papel, nos cartórios específicos de registros desse tipo de serviço paga atualmente R$44,00 (4,6% do salário mínimo) pela emissão. Esse valor deve ter aumento automático com a virada do ano, conforme prevê a Lei 15.524 de 31 de dezembro de 2004, quando Aécio Neves era governador do estado. Imagine como ficarão os demais serviços prestados pelo segmento em todo o estado independente do poder aquisitivo de quem os solicita.

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