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por Luis Borges 18 de abril de 2014   Vale a leitura

Feriadão – Os dias de folga regulamentar da Semana Santa são sexta (18) e segunda (21), mas o Tribunal de Justiça de MG estará em esquema de plantão entre os dias 16 e 21 de abril. O jornalista Eduardo Costa chama isso de “escárnio” e faz uma reflexão sobre o assunto aqui.

CompreensãoNesta coluna publicada na Folha, Elio Gaspari analisa o caso André Vargas.

O rápido isolamento de André Vargas é boa notícia. Ainda assim, é pouco detergente para muito pano. O que a campanha precisa é da luz do sol, inclusive em cima das propostas dos candidatos.

CPI da Petrobras – Paulo Nogueira analisa, neste artigo publicado no Diário do Centro do Mundo, a cobertura da imprensa brasileira sobre a CPI da Petrobras. Para ele, o foco dos veículos não está em encontrar a verdade dos fatos sobre o assunto Pasadena, e sim em buscar indícios de corrupção e munição para um inquérito parlamentar.

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Já que o golpe militar de 1 de abril de 1964 foi tão lembrado pelos seus 50 anos, é importante relembrarmos uma música de protesto que retrata bem os anos de chumbo, que viriam logo depois. Trata-se de Pesadelo, de Paulo César Pinheiro e Maurício Tapajós, imortalizada pelas vozes do MPB4.

Paulo César Pinheiro realizou parcerias com diversos músicos, entre eles Baden Powell, João Bosco, João Nogueira, Eduardo Gudin, Tom Jobim e Lenine. Tais encontros resultaram em mais de duas mil composições, interpretadas por artistas como Elis Regina, Clara Nunes e Simone, entre outros.

Segue a letra, transcrita do site Vagalume.

Pesadelo
(Maurício Tapajós / Paulo César Pinheiro)

Quando o muro separa uma ponte une
Se a vingança encara o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua ela um dia é nossa
Olha o muro, olha a ponte, olhe o dia de ontem chegando
Que medo você tem de nós, olha aí

Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente olha eu de novo
Perturbando a paz, exigindo troco
Vamos por aí eu e meu cachorro
Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós, olha aí

O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
O braço do Cristo, horizonte
Abraça o dia de amanhã, olha ai

Ouça a música aqui.

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O site da Câmara dos Deputados publicou nota explicando que a Comissão de Desenvolvimento Urbano da casa aprovou, hoje, uma proposta que permite a cobrança de taxa de condomínio de imóveis que fiquem em vilas ou em ruas públicas com acesso fechado.

O projeto de lei altera o Estatuto da Cidade e, de acordo com a matéria da Câmara, permite que as prefeituras transfiram a gestão das áreas e dos equipamentos públicos para os donos das unidades que compõem esses loteamentos. Eles devem se comprometer com manutenção e custeio da área, por meio de associações de moradores, por exemplo. A proposta completa está aqui.

E assim o espaço público, a meu ver, será cada vez mais privado para a alegria daqueles que podem se apropriar e residir nesse tipo de local.

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por Luis Borges 11 de abril de 2014   Vale a leitura

Renda e reformas – Sérgio Lazzarini defende a necessidade de aliar redistribuição de renda a reformas, necessárias para sustentar os ganhos, neste artigo publicado no UOL. Segue um trecho:

A nova classe média tornou-se um extraordinário motor de consumo, mas já sabemos que os ganhos reais de salário não foram acompanhados por um crescimento correspondente de produtividade do trabalho. Somado ao já elevado custo Brasil gerado por altos impostos, burocracia e infraestrutura precárias, o resultado não poderia ser outro: perda de competitividade e dinamismo de diversos setores industriais.”

Protegem e enfeitam – as grades das janelas e portões de casas antigas de Beagá nem sempre são apreciadas por quem anda nas ruas. Foram vistas, fotografadas e catalogadas pela professora Fernanda Guimarães Goulart, da UFMG. Farão parte de um livro e DVD, que vai guardar a memória delas, já que muitas deixam de existir junto com as casas que as abrigavam. Imagens de grades e informações sobre o livro estão aqui.

Marco Civil da Internet – especialista em crimes informáticos analisa o projeto de lei, que aguarda análise no Senado Federal.

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São vinte dias passados da nova estação, que começa a se parecer um pouco mais com outros outonos. Há quem goste de enfatizar as manhãs outonais e se encantar com as cores de abril. Para quem preferir cantar as cores, uma boa lembrança é a música Roxinha, de Zeca Baleiro. Letra retirada do site Vagalume.

Roxinha

Tem gente que me chama de roxinha
Tem gente que me chama de galega
Galega roxinha
O que é que eu sou
O que é que eu sou, sei lá

Tem gente que me chama de neguinha
Tem gente que me chama de minha branca
Minha branca neguinha
O que é que eu sou
O que é que eu sou, sei lá

Tem gente que me chama de parda
Tem gente que me chama de crioula
Tem gente que me chama pela cor
A minha alma tem mais de mil cores, meu amor
Tem gente que me chama de morena
Tem gente que me chama de escura
Mistura e maravilha
Meu pai e minha filha
São como eu, mestiços, sim senhor
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