Dia 8 de março, domingo, o Move completa um ano de operações. Move é o nome dado ao sistema de BRT (Bus Rapid Transit, ou sistema de transporte rápido por ônibus) de Belo Horizonte, no qual a Prefeitura de BH já investiu mais de 1 bilhão de reais.

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Foto: Sérgio Verteiro

No Observação e Análise temos abordado diversos temas ligados à mobilidade urbana em Belo Horizonte e RMBH, muitas envolvendo o BRT ou Move. Você pode relembrar os textos aqui.

Apesar de todos termos o direito de ir e vir, assegurado pela Constituição Federal, é necessário avaliar como estava a mobilidade urbana antes do início da operação do Move e como ela está hoje. Valeu a pena o investimento? O sistema adotado “despiorou”, ainda continua ruim ou apresenta algum grau de melhoria visível?

Espero que a BHTrans, empresa gerenciadora do sistema viário, já tenha uma avaliação crítica estruturada, mostrando claramente o que foi planejado, o que foi executado, o nível de resultados alcançados, os principais problemas pendentes e o planejamento dos próximos passos, com o respectivo horizonte de tempo. Espero também que essa análise tenha sido feita ouvindo todas as partes interessadas, contemplando os usuários dos serviços de ônibus, os usuários de outros veículos automotores ou não, os pedestres, as empresas concessionárias do serviço de transporte por ônibus e as associações de moradores.

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Foto: Sérgio Verteiro

Os problemas que envolvem a operação e o uso do Move não podem ser negados, ignorados ou justificados com desculpas. Problema deve ser admitido e resolvido, conforme nos ensina um dos fundamentos da gestão. Quem acompanha a vida da cidade deve estar vendo pelo rádio, televisão, internet e jornais impressos muitos fatos e dados nas pautas sobre o Move. É o caso da avaliação feita pelo jornal Estado de Minas, publicada na edição da segunda feira 02 de março. Nas fotografias deste post estão um retrato do Move Cristiano Machado no mesmo dia.

Fica a pergunta: se você fosse consultado em uma pesquisa de opinião para avaliar o desempenho do BRT/Move ao longo desse 1 ano, que nota você daria na escala de 0 a 10? 

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Foto: Sérgio Verteiro

Nada é tão bom que não possa ser melhorado, ainda que alguns insistam em dizer que vai tudo bem, obrigado.

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Pra que mentir?

por Luis Borges 2 de março de 2015   Música na conjuntura

Quando falar a verdade ou mentir significa a mesma coisa, estamos diante de um traço de personalidade difícil de lidar. Pessoas que acreditam nisso querem se safar de todas as situações, principalmente incômodas. É difícil saber se devemos ou não acreditar naquilo que está sendo falado. Quando for o caso, pode-se dar o benefício da dúvida. Durante a vida você se verá frente a uma pessoa assim na vida familiar, nas relações amorosas, entre amigos ou no mundo do trabalho.

O gasto de energia é sempre muito grande para quem se vê obrigado a conviver com situações como essas, principalmente quando as pessoas sequer admitem que o problema existe. Melhor seria que a verdade prevalecesse sempre e que a honestidade fosse uma obrigação, não uma virtude.

Nesse sentido basta um ligeiro olhar pelo noticiário político, econômico ou ambiental, onde uma amarga verdade pode ser escondida, adiada em função de um calendário eleitoral ou até mesmo ser apresentada de maneira doce e natural, mostrando que tudo vai muito bem, obrigado. Exemplos não faltam. Os direitos trabalhistas não seriam mudados, “nem que a vaca tussa”. Não havia escassez da água, mas hoje o racionamento de água e energia bate à porta. A situação financeira do estado de Minas estava ótima, hoje apresenta-se quebrado. Aqui também é imperioso lembrar a ficção dos orçamentos da União, dos estados e dos municípios, que projetam receitas crescentes num momento de economia ruim. É o inviável vendido como viável.

Enquanto a verdade não chega plenamente às ruas, devemos prosseguir realistas e esperançosos, acumulando forças conscientizadoras e cantando com Paulinho da Viola a música Pra que mentir, composta pelo grande Noel Rosa em parceria com Vadico.

Pra que mentir?
Noel Rosa
Fonte: Letras.mus.br

Pra que mentir se tu ainda não tens
Esse dom de saber iludir?
Pra quê?! Pra que mentir
Se não há necessidade de me trair?
Pra que mentir, se tu ainda não tens
A malícia de toda mulher?
Pra que mentir
se eu sei que gostas de outro
Que te diz que não te quer?
Pra que mentir
Tanto assim
Se tu sabes que eu sei
Que tu não gostas de mim?!
Se tu sabes que eu te quero
Apesar de ser traído
Pelo teu ódio sincero
Ou por teu amor fingido?!
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Marcha pela água – Se uma coisa é a mudança do clima, outra é o planejamento que deveria ser feito para evitar a escassez de água para consumo humano. Enquanto os governos de estados como São Paulo e Minas Gerais, ou mesmo o Ministério das Cidades, fazem infindáveis discussões sobre rodízio ou racionamento de água, as populações começam a se organizar para exigir o seu direito ao abastecimento doméstico. É o caso do Movimento Marcha pela Água, de São Paulo. Guilherme Boulos, coordenador do movimento, concedeu entrevista ao jornalista Mauro Donato, do Diário do Centro do Mundo, após manifestação que reuniu 20 mil pessoas na quinta, 26/02. Boulos ressalta que:

“o racionamento, que eles dizem que pode ocorrer ou não, na prática ele já existe mas contra os mais pobres. Mas nós não vamos admitir que só a periferia sofra e carregue nas costas o preço da irresponsabilidade desse governo”.

Leia a íntegra aqui.

Aborto sempre na pautaUm médico de São Bernardo do Campo (SP) atendeu uma jovem de 19 anos que chegou ao hospital com hemorragia pós-aborto e logo em seguida chamou a polícia. Em outro caso semelhante, ocorrido na semana passada em Araxá(MG), o médico atendeu uma jovem de 16 anos com 20 semanas de gravidez e, suspeitando de aborto, também chamou a polícia. Criminalizar o aborto ou legalizá-lo em função das variáveis envolvidas continua sendo um desafio para a sociedade brasileira, que continua longe de um consenso sobre o tema. Entre tantos posicionamentos, há até aqueles que são contra para os outros mas favoráveis em caso de necessidade específica dentro da família. Neste artigo a jornalista Cláudia Collucci, especialista em saúde, mostra que, em família, médicos e juízes optam pelo aborto. Uma das pesquisas citadas na reportagem é da Unicamp em parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros e mostra que “20% de 1.148 juízes entrevistados já tiveram parceiras que engravidaram sem querer. Nessa situação, 79,2% abortaram”. É um artigo que, certamente, vale a leitura.

Falta de feedback – A realidade de muitas organizações brasileiras mostra pessoas que não gostam de trabalhar com metas e nem de ter seu desempenho avaliado em função dos resultados alcançados. Some-se a isso a incapacidade que chefes e gerentes têm de conversar com as pessoas no trabalho sobre o que está bom, o que está ruim e o que precisa ser melhorado. Surpresas tornam-se inevitáveis tanto ao demitir alguém que sempre fez seu trabalho do mesmo jeito- e ruim – quanto ao tentar reter alguém que pediu demissão para ir trabalhar num concorrente, que descobriu e reconheceu seu talento. A importância do feedback é o que trata o livro de Eugênio Mussak, Com gente é diferente – inspirações para quem precisa fazer Gestão de Pessoas, conforme mostra este artigo da jornalista Luísa Melo, especialista em gestão, publicado em Exame.com.

Sempre o cansaço – Existem pessoas que sempre reclamam do cansaço, mesmo após uma boa noite de sono, um período de férias ou de feriado prolongado. Na medida em que isso torna-se crônico no dia-a-dia é importante buscar as causas de tal fenômeno, mesmo existindo o receio de que os profissionais da saúde poderão lhe virar do avesso e até mesmo não encontrar quase nada. Leia aqui a abordagem de Chris Bueno, mostrando que “cansaço constante pode ser sinal de problema de saúde”.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 1 de março de 2015   Curtas e curtinhas

Classe C – Pesquisa do Instituto Data Popular, divulgada em 20/02, mostrou que 47% dos integrantes da classe C estão comprando menos nos supermercados do que há seis meses. Já 41%dos entrevistados disseram que estão comprando a mesma quantidade e apenas 12% aumentaram suas compras. Você, em sua categoria de renda, se situa em qual das três situações pesquisadas?

Mais impostos – Após a volta da Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico) e do aumento da alíquota de PIS e Cofins para os combustíveis, agora o Ministro da Fazenda está propondo a incidência de PIS e Cofins para as operações de crédito financeiro a partir de 2016. Também está propondo o aumento do percentual do ICMS para o local do destino de bens e redução na origem. Após o aumento da carga tributária o ministro fala candidamente que existem condições políticas para se tentar aprovar no Congresso Nacional uma reforma tributária, surrado tema há pelo menos duas décadas na conjuntura brasileira. Quem vai querer abrir mão de qualquer centavo advindo da grande gula arrecadatória?

Renda – Foi de R$1.052,00 a renda mensal per capita do cidadão brasileiro em 2014 conforme a PNAD Contínua do IBGE. Entretanto a média mascara a amplitude existente quando se faz a comparação por estados. O Distrito Federal apresenta a maior renda, R$2.055,00, enquanto Alagoas ficou com a menor, de R$604,00. Minas Gerais ficou em nono lugar, com renda de R$1.049,00, ligeiramente inferior ao Espírito Santo, que registrou renda exatamente igual à média nacional. Haja dinheiro para pagar mais impostos e repor a perda do poder aquisitivo decorrente do crescimento da inflação no período!

Em queda – Indicadores que medem o desempenho brasileiro em diversos aspectos da vida estão sendo divulgados em profusão. É notória a queda livre da maioria deles quando comparados com valores de meses ou anos anteriores. Vamos a alguns exemplos. A exportação brasileira de eletroeletrônicos caiu 22,3% na comparação entre janeiro deste ano com o mesmo mês do ano passado. O índice de confiança do consumidor em São Paulo recuou 17,2% em fevereiro na comparação com o mesmo período de 2014. Segundo a Federação do Comércio de São Paulo, o índice de aferido neste ano só perde para o de fevereiro de 2003, quando ficou em 103,5 pontos. A escala desse índice vai de 0 a 200. Já a quantidade de carteiras de trabalho assinadas caiu 1,9% em janeiro deste ano quando comparado ao de 2014. Mas ainda assim caminhemos com o nosso realismo esperançoso.

Comércio na fronteira – A fúria arrecadadora de impostos e contribuições para viabilizar, de qualquer maneira, o ajuste fiscal da União em 2015 fez a Receita Federal reduzir a cota de gastos isenta de impostos para viagens terrestres. Quem vai ao Paraguai pela Ponte da Amizade, por exemplo, terá a cota reduzida de U$300,00 para U$150,00 a partir de julho. Na imprensa e à “boca miúda” diz-se que os comerciantes de cidades paraguaias que ficam na fronteira com o Brasil estão em pânico e prenunciam uma quebradeira se a medida não for revertida. Desconfio que turistas e “sacoleiros” também. A conferir.

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Quem anda pelo bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte, pode encontrar quaresmeiras espalhadas pelas suas ruas e praças. Basta um olhar minimamente atento para descobrir, e melhor, observar o que a natureza ainda nos oferece, apesar da ação daninha de muitos de nós. Uma pequena amostra do que estou dizendo está nas fotografias postadas a seguir, que foram feitas na Rua Almandina, no quarteirão próximo à Avenida do Contorno, e na Rua Quimberlita, entre as ruas Mármore e Eurita, três quarteirões abaixo da Praça Duque de Caxias.

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Rua Almandina. / Foto: Sérgio Verteiro

Provavelmente para quem realmente quiser ver uma quaresmeira com flores de diferentes cores sem ir a Santa Tereza bastará olhar o seu próprio bairro para ver uma cena semelhante e se permitir um pouco de contemplação.

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Rua Quimberlita. / Foto: Sérgio Verteiro

Para quem quiser avançar um pouco mais existirá, também, a possibilidade de refletir sobre o significado do tempo da quaresma, ao qual chegamos após a alegria e a fantasia do Carnaval. É claro que é só para quem quiser, pois daqui a pouco os tempos já serão de Páscoa, declaração do Imposto de Renda, Corpus Christi, dia dos namorados e de trabalhar para pagar impostos para poder viver. Se você olhar o calendário gregoriano verá que faltam praticamente 10 meses para o encerramento do ano e que estamos apenas esperando as águas de março que fecharão o verão.

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Rua Quimberlita. /Foto: Sérgio Verteiro

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 25 de fevereiro de 2015   Curtas e curtinhas

Financiamento estudantil – O Ministério da Educação acabou cedendo e autorizou o reajuste dos atuais contratos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) em até 6,4% no lugar dos 4,5% impostos anteriormente. Como sempre o Governo Federal insiste em usar, convenientemente, a fictícia meta de 4,5% da inflação anual para liberar menos recursos, como tentou no caso do Fies, ou para arrecadar mais, como ocorre com a correção da tabela do Imposto de Renda. Enquanto isso, a inflação de 2015 galopa com a projeção de 7,33% e o PIB já sinaliza encolhimento de 0,5% mas com potencial para cair até 2% no ano.

Greve de professores – O ano letivo começou com os professores estaduais do Paraná em greve, bem como os do Distrito Federal. O reinício das aulas nas universidades federais e nos institutos de ensino tecnológico deve ser acompanhado pela reivindicação de reajuste salarial. No plano federal só a Presidente da República, Ministros, Deputados, Senadores, Ministros do STF e beneficiários do efeito cascata tiveram aumento até agora. Como os índices foram generosos, ficará difícil simplesmente negar o problema em nome do ajuste fiscal e do equilíbrio das contas públicas.  Segundo os fundamentos da gestão, problema é para ser resolvido. Vamos ver como se comportarão as partes interessadas na sequência dos acontecimentos.

Planos de saúde – A Federação Nacional de Saúde Suplementar informou que o setor cresceu 2,55% em 2014 quando comparado a 2013, chegando a 50,8 milhões de usuários. A projeção de crescimento para 2015 é de aproximadamente 2% em virtude da baixa na economia e do aumento do desemprego. É interessante lembrar que as pequenas e médias empresas respondem por 33,7 milhões de usuários e que os planos de saúde, com ou sem limites técnicos, fazem parte dos últimos cortes feitos nos esforços de redução de gastos de empresas e famílias. Uma última lembrança é a de que a Constituição Brasileira afirma que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado.

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Campanha da Copasa. / Fonte: Sec. Planejamento de MG

Falta d’água – Como você se planejou para a falta d’água em 200 bairros de Belo Horizonte no sábado 21/02? Você considera que foi um treinamento para sobreviver a um possível racionamento de água de um dia por semana, na medida em que o cenário pessimista se confirmar? Quais os  sinais que você aguarda para concluir que o momento  do racionamento da água terá chegado?

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Bolinho do mal

por Luis Borges 24 de fevereiro de 2015   Gestão em pauta

Carnaval também é tempo de empreender. Com essa ideia em mente, uma arquiteta de vinte e poucos anos resolveu testar a venda de um novo produto. Depois de identificar qual necessidade poderia ser atendida, quem tinha essa necessidade e de que forma ela poderia ser atendida, ela planejou capital inicial, capital de giro e colocou o produto na rua.

A moça decidiu investir em alimentação, oferecendo bolinhos doces para os carentes de glicose. Eram três sabores – brigadeiro, doce de leite e queijadinha – vendidos nos blocos de rua que desfilaram nos bairros Floresta, Santa Tereza e Santa Efigênia, em Belo Horizonte. Eles foram decorados com enfeites inspirados em vilões de quadrinhos e desenhos animados. Por isso, a placa indicava bolinhos do mal, a 4 reais cada.

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Foto: Divulgação

No primeiro dia, assim que chegou ao bloco com o cartaz, a moça foi abordada por um interessado. Ele perguntou “na lata” – esse bolinho tem maconha? Depois de 5 interessados no “bolinho batizado”, a vendedora resolveu dobrar a placa e deixar à vista apenas a palavra “bolinho”. Até o fim do bloco, foram 20 pessoas fazendo a mesma pergunta. Entre elas, uma mulher fantasiada de policial, munida de um cassetete e algemas, emulando uma abordagem e perguntando se os bolinhos tinham “algo ilícito”.

Para os dias seguintes, a lição foi aprendida – anunciar apenas “bolinhos”. Mesmo assim, as procura persistiu. Na segunda-feira a chuva permitiu apenas 1 hora de vendas, suficientes para duas pessoas perguntarem sobre a cannabis. Na terça foram 15 pessoas.

O balanço da folia apontou vendas de cerca de 80% do estoque. Ficou a reflexão sobre a quantidade de pessoas procurando o que a empreendedora não tinha e a dúvida sobre se realmente é esse o nicho a ser focado. Uma certeza é definitiva, a de que é preciso muita transpiração para implementar a inspiração.

E você, caro leitor, também está à procura de algo próprio ou será melhor continuar contando o tempo na zona de conforto do seu atual e desconfortável trabalho? Sei que não é fácil tomar nem implementar essa decisão mas sei também que as coisas fáceis já foram feitas e que para nós ficaram só as difíceis.

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Foto: RMA

Na gestão do seu tempo você já reservou espaço para observar e contemplar o raiar do Sol, em pleno horário de verão, nesta estação do ano? Existe a probabilidade de você ainda estar dormindo nessa hora. Mas quem sabe seu turno de trabalho, originalmente cumprido na tarde-noite, foi momentaneamente trocado pela manhã-tarde? Ou quem sabe surgiu uma viagem com início previsto para as 7h? E se você faz parte de um bloco de carnaval de rua que ficou pulando até o sol nascer?

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Foto: RMA

As fotografias deste post foram feitas no último dia 31 de janeiro por um amigo aposentado residente em Itabirito (MG). Lá ele está vivendo no ócio com dignidade e criando tempo para contemplar e compartilhar variados registros do cotidiano, inclusive o raiar da estrela solitária da nossa Via Láctea.

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Foto: RMA

Será que o amigo está tendo tempo demais ou nós é que estamos tendo tempo de menos? 

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Foto: RMA

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Pouca chuva não significa falta de água na torneira – A crise de abastecimento na região Sudeste trouxe à tona a discussão sobre o uso da água pelo agronegócio, pelas indústrias em geral, por mineradoras e residências. Vai ficando claro no avançar das discussões que a gestão das águas deve ser integrada sistemicamente em todo o país, que processos e atitudes precisam ser modificados para melhor, mas sem jogar a culpa só nos consumidores residenciais. Segundo o professor Léo Heller, relator especial da ONU para água e saneamento:

“Estiagem é baixo volume de chuva; escassez é acesso limitado à água. A estiagem não deve se converter em escassez no sistema de abastecimento. [Para isso] é necessário haver planejamento para pensar em medidas que evitem a falta de água”.

Para o professor, a crise vivida no Sudeste foi causada por um planejamento inadequado do sistema, que não levou em conta as variações climáticas. Leia a abordagem de Léo Heller nesta entrevista ao Portal UOL.

A vida das borboletas – Quantas vezes você percebe que esqueceu de alguma coisa? Ter consciência do esquecimento significa que você não está tão esquecido assim. Os mais afoitos pensarão rapidamente na doença de Alzheimer, descrita pelo médico alemão Alois Alzheimer em 1906. Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, a doença é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Ela se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. A doença atinge 35,6 milhões de pessoa no mundo, das quais 1,2 milhão estão no Brasil, a maior parte deles sem diagnóstico.

O filme “Para sempre Alice” inspirou o jornalista Jairo Marques a escrever sobre o tema e publicar um texto no seu blog Assim como você.

Enquanto habitam a terra, os bichos multicores percorrem rapidamente belezas naturais, encantam olhares, viram inspirações de amores, são alvos de caça, germinam flores e deixam rastros de renovação no Universo. Contudo, borboletas perdem suas histórias no relance de se encantarem consigo mesmas

Inflação corrói ganhos de investimentos – As pessoas que conseguem poupar uma parte de seus recursos vivem bons dilemas ao decidir em quais tipos de investimentos apostarão. A razão é bem simples – nesses anos de crescente inflação anual, temos forte o maior fator para a perda do poder aquisitivo e dos rendimentos reais de qualquer aplicação. É o que alerta o professor Samy Dana neste artigo publicado em seu blog Caro dinheiro. Aprenda com ele e proteja seus investimentos fazendo uma boa gestão do risco. Boa leitura!

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Cuide bem de você também

por Luis Borges 19 de fevereiro de 2015   Pensata

Tenho a crença de que tudo começa com a gente. Por isso, devemos gerenciar a nossa vida para manter o que merece ser mantido e melhorar o que precisa ser melhorado. A partir daí teremos condições de contribuir, dentro de nossas possibilidades reais, com as pessoas de nossa interação, começando pelos que estão mais próximos. Essa proximidade pode começar pela família, a partir do cônjuge, filhos, pais, avós, tios, sogros, e pelos amigos, que cabem nos dedos de uma ou duas mãos.

Esse critério não exclui nossa solidariedade com outras pessoas, que serão contempladas de formas diferentes. Mas, hoje, o foco é para os casos em que a pessoa se preocupa o tempo todo com os familiares e se esquece de si mesma. As desculpas para justificar a postergação e o não investimento em si mesmo são as mais esfarrapadas. E deixam a sensação de quase imortalidade e de que as coisas só acontecem com os outros.

Na semana passada soube do caso de dois irmãos que cuidavam com dedicação quase exclusiva da mãe nonagenária e de um irmão sexagenário. Não é que um dos irmãos cuidadores, já septuagenário, começou a apresentar alguns sinais de falhas no coração? Após alguma relutância o jeito foi procurar um médico, que sugeriu determinados procedimentos para monitorar o ritmo cardíaco. De repente veio uma crise, a internação hospitalar, o encaminhamento para a unidade de terapia intensiva. Mesmo assim, ele não parava de se preocupar com o estado de saúde da mãe. Quatro dias depois veio o que ninguém esperava ou imaginava para o momento – a mudança de plano espiritual aconteceu.

Outro caso fiquei sabendo ontem e também nos ensina que devemos cuidar mais de nós para termos mais condições de cuidar dos outros. O protagonista foi um sobrinho de 50 anos de idade que cuida legalmente de um tio de 76 anos. Este mora no apartamento de quatro quartos do sobrinho, seu herdeiro que é casado e tem dois filhos. Todos os dias a pressão arterial do tio é aferida e anotada, mas sempre na expectativa de que esteja em 12 por 8. Quando surge um valor de 14 por 9 o sobrinho já começa a ficar preocupado e a pensar no aumento da dosagem de medicamentos. E assim ele segue em suas preocupações ao verificar os índices de indicadores como glicemia, colesterol, ácido úrico, triglicérides…

Ultimamente o sobrinho começou a sentir algumas dores de cabeça, tonteiras e uma sede acima do normal, tanto em dias quentes quanto nos raros chuvosos. Se queixou com a esposa, que foi direta – “vá ao cardiologista”. Depois de relutar, resolveu consultar o especialista. O resultado foi surpreendente. No momento da consulta sua pressão arterial estava em 18 por 12. Um exame de sangue posteriormente mostrou que a glicemia em jejum chegava a 192 mg/dl, quase o dobro do valor máximo tolerado pelo padrão brasileiro. Com esses resultados, o sobrinho despertou para seus próprios problemas, cujas soluções passaram a lhe exigir mudanças de atitudes e disciplina para ficar focado no tratamento necessário. Finalmente o sobrinho concluiu que o tio estava muito melhor que o seu cuidador.

Com esses exemplos, te convido a uma reflexão. Você conhece pessoas assim? E você, está agindo dessa forma? É preciso mudar enquanto há tempo para que as histórias não se repitam.

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