Vale a leitura

por Luis Borges 31 de janeiro de 2016   Vale a leitura

A morte segundo Frei Betto

Nesta entrevista concedida ao blog Morte sem Tabu, Frei Betto faz diversas reflexões sobre a morte. Lembra que morte é um rito de passagem que, quando encarado de forma natural, nos ajuda a valorizar a vida. Também aborda a visão que temos, hoje, da passagem e dos tabus que cercam o assunto.

Morrer se tornou uma falta de educação. Já não tem choro nem vela nem fita amarela. Da UTI segue-se para o rápido velório e, dali, para o enterro ou cremação. Não se guarda luto, nem se faz um culto pelo falecido. Isso porque tememos encarar a morte de frente. Nessa cultura da glamourização do corpo, para a qual a velhice é humilhação, tentamos nos convencer de que somos imortais… Até porque, à nossa volta, lidamos com incessantes mortes virtuais, do bonequinho do videogame às chacinas na periferia e aos filmes belicistas. Os outros morrem… eu não!!!

A Previdência Social e você

Citada como “extremamente necessária” há pelo menos quinze ans, a reforma da Previdência Social nunca sai do papel. De tempos em tempos ressurge como uma panacéia para quase todos os males que envolvem as contas públicas brasileiras, como está ocorrendo no atual momento. Enquanto nada muda, a síntese das regras que estão em vigor é apresentada neste artigo de Márcia Dessen. Ela esclarece dúvidas sobre a aposentadoria e a obtenção de benefícios como auxílio doença, auxílio reclusão, auxílio natalidade e, é claro, sobre os tempos e valores de contribuição ao sistema.

Brincadeiras no ambiente de trabalho

Como se comportar no ambiente de trabalho para que a jornada diária seja algo suportável ao longo de 6, 8 ou 10 horas consecutivas? O convívio obrigatório com pessoas de diferentes humores, capacidades técnicas, comprometimento e interesses pessoais não é nem simples nem fácil.

Há pessoas que brincam muito, falam mais ainda e acabam passando de certos limites toleráveis, como ouço com certa frequência de gestores de negócios. Também existem pessoas que evitam se envolver nessas situações e focam mais no compromisso de atingir suas metas. Elas não acham graça, não se dispersam e não valorizam esses comportamentos.

Este artigo de Lucy Kellawey mostra que os funcionários mais novos não vêm graça em brincadeiras e “pegadinhas” que, para as gerações anteriores, eram aceitas e até esperadas. E você, em que condições ambientais gosta de trabalhar ao fazer parte de uma equipe?

Se a única atividade do dia é trabalhar, como você prefere desempenhá-la?

Se a única atividade do dia é trabalhar, como você prefere desempenhá-la?

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 27 de janeiro de 2016   Curtas e curtinhas

Delação premiada na empresa

Como parte do acordo de leniência fechado entre a Camargo Corrêa, a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República, a empresa criou um modelo interno de delação premiada. Funcionários e ex-empregados podem participar do Programa Interno de Incentivo à Colaboração (PIIC), repassando informações que possam, potencialmente, apontar a direção de outros fatos ilícitos que ainda não vieram à tona.

É uma mudança na postura da empresa, que permite imaginar como ficará o clima organizacional. Onde ninguém “entregava”nada, de repente começa-se a falar o que se sabe. Será o tempo do “olho por olho, dente por dente” e “salve-se quem puder”.

Viagens e diárias

Que os gastos da União aumentam enquanto a receita diminui, todos sabemos. Também é sabido que não são feitos esforços para discutir a qualidade e a quantidade dos gastos, apenas para encontrar novas receitas via aumento de impostos e contribuições, como a CPMF.

Proponho um exercício que vai na contramão – pensar os gastos com viagens e diárias dos órgãos da União em 2015. Só com passagens e deslocamentos do funcionalismo público federal os contribuintes arcaram com R$1,2 bilhão. Com as diárias decorrentes de tantas viagens, outros R$941,9 milhões.

Um exemplo ilustrativo dessas despesas: o Ministro do Trabalho e Previdência Social acompanhado de um assessor saiu de Brasília pra Belo Horizonte tendo como justificativa dar posse ao Superintendente do Ministério em Minas Gerais. Questão: para que gastar com essa viagem, se o ato de posse já fora publicado no Diário Oficial da União? É claro que a oportunidade ensejou contatos político-partidários e também festividades, que habitualmente contém um coquetel financiado pelo Tesouro.

Singelos exemplos como esse não são raros país afora. Se fossem limados das agendas, contribuiriam bastante para a redução de gastos da União.

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Conversando sobre aposentadoria

por Luis Borges 24 de janeiro de 2016   Pensata

Quanto mais se avança na idade e se chega em torno dos 50 mais surgem questões ligadas à aposentadoria.

“Quando você vai se aposentar?”

“Você paga previdência privada para complementar o INSS ?”

“Ah, você é concursado. Ainda bem, você tem direito à aposentadoria integral, não é mesmo?”

Essas perguntas são amostras de conversas das quais tenho participado com pessoas da classe média, de idades entre 53 e 68 anos.

Os temores e as dúvidas são muitos, as suposições e simulações quase sempre são mentais e às vezes se verbalizam nas conversas. Poucos falam com clareza sobre o planejamento que fizeram para deixar o trabalho no serviço público ou privado aos 58, 63 ou 68 anos por exemplo. O medo do novo aparece implícito em muitas falas e acaba transparecendo mais no decorrer das conversas.

Algumas dessas pessoas já estão em condições técnicas de se aposentar, mas estão protelando a tomada de decisão enquanto tentam planejar como será a rotina na condição de aposentado. Outros manifestam explicitamente a preocupação com a redução dos proventos do atual salário de, digamos, 12 mil reais, que cairá ao máximo de R$5.189,82, teto atual do INSS. Alguns que estão nessa condição tentam manter a disciplina de formar um fundo próprio para suplementar o que será recebido da Previdência Social.

Existe também 0 caso de um funcionário público que está ansioso para completar 60 anos, o que acontece daqui alguns meses, esperando poder se aposentar antes que ocorra alguma mudança na regra do jogo nesses tempos de queda na arrecadação do setor público. Nesse caso, a prioridade é garantir o direito adquirido. A sequência do cotidiano será ajustada sem a pressão do temor de perdas financeiras significativas.

Também existe o caso de uma pessoa que já se aposentou no poder Judiciário Federal e que fica encorajando outros colegas a fazer o mesmo. Descreve seu ócio atual, cheio de pequenas atividades e de um bom tempo “pirulitando” em redes sociais e também buscando outros conteúdos. Essa pessoa toma cuidado para não se exceder nos exemplos, pois teme passar a sensação de que está totalmente livre. Não quer ouvir o famoso “já que” – “já que você está à toa, podia ir ao banco”…

aposentadoria ócio

Curtir o ócio na varanda de um café é uma opção para você? | Foto: Marina Borges

Por último, completo a amostragem com o caso de um funcionário de uma empresa de economia mista. Ele se sentiu obrigado a se aposentar pelos critérios de um programa de demissão voluntária incentivado. Ainda não completou 59 anos de idade e esperava trabalhar pelo menos mais três antes de se aposentar. Mas, em uma conversa, seu gerente imediato deixou claro que a expectativa da empresa era pela sua aposentadoria. Só lhe restou assinar a solicitação formalizando a decisão para vigorar após o carnaval. Decisão tomada, ele começou a planejar o futuro, projetando trabalhar numa semana “zipada”, de terça a quinta-feira, sem vínculos empregatícios. O final de semana será de sexta a segunda-feira.

Se cada caso é um caso, um certo friozinho na barriga acaba acontecendo, ainda que nem sempre seja admitido. De qualquer maneira, a questão da aposentadoria se impõe num determinado instante do curso da vida, ainda que não se possa controlar todas as condições. A cantilena da reforma da Previdência Social continua aparecendo na pauta, como se fosse um grande passo para a salvação de todos os desajustes das contas públicas. Mas se e quando se viabilizar tem grandes chances de trazer algo pior do que já temos hoje.

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A lista

por Luis Borges 20 de janeiro de 2016   Música na conjuntura

Como está sua lista de promessas para 2016? Neste dia 20 de janeiro você já começou a se mexer para realizar os desejos expressos após a virada?

Não é fácil mudar. Entender as causas fundamentais desse processo que resulta nos baixos índices de mudança é um desafio para quem quer transformar o próprio jeito de ser e agir. E nem sempre o tempo está a nosso favor. Muitas vezes ele nos surpreende, inclusive de maneira triste.

Conversei com um amigo por telefone na noite do 1 de janeiro. Ele começou a conversa dizendo que perdera uma pessoa querida justo naquele dia. Realçou a ironia do destino, que levou para outro plano o seu amigo de apenas 59 anos, surpreendido por um infarto agudo do miocárdio. O lamento calou mais fundo porque os dois se encontraram três dias antes numa confraternização e, entre uma latinha e outra de cerveja, o amigo verbalizou uma pequena lista de mudanças que faria em sua vida em 2016. Dela constava o item “cuidar melhor da saúde”, que começaria por um check-up ainda antes do Carnaval. Ele também reduziria a quantidade de bebidas alcoólicas ingeridas, que só consumiria no fim de semana. Caminharia 30 minutos diariamente, “fecharia a boca” diante dos alimentos com alto índice calórico, largaria o tabaco. E se encontraria pessoalmente com os melhores amigos ao menos duas vezes por ano.

Reflexão

Os 366 dias deste ano já se transformaram em 346 e o ano novo já vai deixando de ser tão novo assim. O que pensar e o que fazer com tantas listas carregadas de muitas intenções e poucos gestos para demonstrar que o querer é verdadeiro?

A trilha sonora que sugiro é a música A Lista, de Oswaldo Montenegro. Composta em 1999, traz um pouco de inspiração para avaliarmos metas que porventura tenhamos feito e perceber o que efetivamente pode e vai ser realizado em função do tempo que ainda temos. E, quem sabe, até mesmo concluir que determinados itens destas listas já não têm sentido hoje, enquanto outras necessidades surgem em função das mudanças no curso da nossa história.

A Lista
Fonte: Letras.mus.br

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assovia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
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Vale a leitura

por Luis Borges 10 de janeiro de 2016   Vale a leitura

Em família

Ouvi novamente no fim de 2015 pessoas explicando que gostam de passar o Natal em família e que, no Ano Novo, preferem fazer a festa longe dos parentes.

É claro que a família é uma unidade básica dentro da sociedade e, mesmo com os problemas e desafios que enfrentamos contemporaneamente, ela é uma grande referência para os seus membros nos diversos níveis de entrelaçamento.

Para este ano, sugiro uma reflexão a partir deste texto de Rosely Sayão. Quando nos encontramos em família temos oportunidade de festejar mas também de avaliar como nos inserimos nela. Será que estão prevalecendo o diálogo, a paciência? Ou a insatisfação, a intolerância, o ódio? Pense na sua família e mude o que couber.

Família é assim: acolhedora, preconceituosa, discriminadora, amorosa, briguenta, ciumenta, amável, doce, generosa, paciente e impaciente, exigente, possessiva e muito mais. Não há famílias que sejam mais ou menos deste ou daquele jeito: em todas as famílias, os afetos, as peculiaridades, as qualidades e os defeitos se alternam. É claro que alguns aparecem mais do que os outros, mas há sempre de quase tudo em todas as famílias.

Celular no trabalho

Não sei se você ainda se lembra, mas o aplicativo WhatsApp ficou fora do ar no Brasil no dia 17 de dezembro do ano passado. Foram apenas algumas horas, mas as reclamações foram muitas. E teve muito usuário dizendo que não conseguiria viver sem o aplicativo.

Dentro de algumas empresas há uma busca por controlar ou proibir o uso de celulares e do aplicativo. Elas alegam razões de segurança do negócio ou necessidade de melhoria da produtividade, como mostra esta reportagem da Exame.

Empresas que trabalham com dados de consumidores ou de outras companhias não podem, por exemplo correr o risco de que estas informações vazem. Desenvolvedoras de novos produtos também tomam este tipo de medida para proteger protótipos da concorrência e do mercado até seu lançamento oficial.

Você sobreviveria diante de restrições ou proibições desse tipo?

Sem tempo

O blog Vida Organizada publicou este texto no fim do ano passado, com uma bela “sacudida” – você quer passar 2016 correndo atrás, deixando tudo para depois, no rush? A reflexão da autora foi motivada pelo fim dos dias úteis de 2015, mas continua válida. Pense em como você quer que seu ano seja e coloque em prática.

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Só passando de ano

por Luis Borges 1 de janeiro de 2016   Alguma poesia

Percebo com tristeza
E também com dor na alma
O fim de um ano
Que se esvaiu
Como água entre os dedos
Numa suicida polarização
Entre políticos partidários
Buscando o poder pelo poder.

Esquecida fica a nação
Onde só aumenta a anomia
E se acentua a entropia
Para acalantar e embalar
O grito vivo das ruas
Em busca de uma primavera
Em que não se aceitará
Mais do mesmo que se tem.

2016 mudança ano

Só passando de ano. | Foto: Marina Borges

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Presépios de Minas

por Luis Borges 25 de dezembro de 2015   A vida em fotografias

O presépio é um dos símbolos do Natal e, em sua montagem, representa-se uma gruta, um estábulo ou algum tipo de estrebaria. O menino Jesus nasceu num lugar como esse que, segundo a crença cristã, foi o local possível encontrado por Maria e José para que o menino Jesus viesse à luz.

Presépio no Lar Santa Terezinha, em Araxá. | Foto: Elayne Pedrosa

Presépio no Lar Santa Terezinha, em Araxá. | Foto: Elayne Pedrosa

Essa singela representação nos remete à humildade e à simplicidade presentes naquele grandioso momento. No ano de 1223, portanto há 792 anos, São Francisco de Assis criou o presépio, representação do nascimento de Jesus com imagens de Maria, José, os três reis magos, alguns animais e a estrela guia. Desde então a tradição perdura. Hoje outros símbolos da data se juntaram a ela, como a árvore enfeitada, o Papai Noel, a ceia, as músicas natalinas e os presentes.

Presépio  na Praça da Liberdade, em BH. | Foto: Sérgio Verteiro

Presépio na Praça da Liberdade, em BH. | Foto: Sérgio Verteiro

Olhando ao seu redor nessa data festiva, sei que você encontrou e contemplou lindos presépios contemporâneos, que lembraram o significado da data de hoje. Acrescento algumas contribuições nas fotografias desde post.

Presépio no Parque Municipal de Belo Horizonte. | Foto: Sérgio Verteiro

Presépio no Parque Municipal de Belo Horizonte. | Foto: Sérgio Verteiro

No Parque Municipal de Belo Horizonte, há uma exposição de presépios que pode ser apreciada até o fim de dezembro.

Quantos outros presépios você conseguirá perceber? Boas descobertas!

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Então é Natal

por Luis Borges 23 de dezembro de 2015   Música na conjuntura

Tive a sensação de que neste ano o espírito de Natal demorou mais a chegar. Parece que as coisas aconteceram muito rapidamente e em grande quantidade, mas com prevalência de coisas ruins, que acabam nos preocupando em função dos impactos diretos e indiretos que podem ter em nossas vidas.

Por mais que tenha ocorrido um paradeiro descontagiante, já posso dizer que Então é Natal conforme nos fala a música de Cláudio Rabello cantada por Simone.

Prossigamos em nossa busca por luz, sabedoria, justiça e paz no renascimento que o Natal pode nos propiciar, num novo tempo que se faz cada vez mais necessário em função de tudo que a nação está vivendo e enfrentando de diversas maneiras.

Então é Natal
Fonte: Letras.mus.br

Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez
Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, do amor como um todo
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem souber o que é o bem

Então é Natal, pro enfermo e pro são
Pro rico e pro pobre, num só coração
Então bom Natal, pro branco e pro negro
Amarelo e vermelho, pra paz afinal
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem

Então é Natal, o que a gente fez?
O ano termina, e começa outra vez
Então é Natal, a festa Cristã
Do velho e do novo, o amor como um todo
Então bom Natal, e um ano novo também
Que seja feliz quem, souber o que é o bem

Harehama, há quem ama
Harehama, ha
Então é Natal, e o que você fez?
O ano termina, e nasce outra vez
Hiroshima, Nagasaki, Mururoa, ha...

É Natal, é Natal, é Natal.
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Tributo ao Grupo Escolar Pio XII

por Luis Borges 18 de dezembro de 2015   Pensata

As celebrações dos 150 anos de emancipação política de Araxá reforçam em mim a honra e a glória de ter nascido na cidade, que considero eterna e capital secreta do mundo. Esse sentimento é sempre explicitado nos mais diversos ambientes pelos quais transito, tanto em atividades pessoais quanto profissionais. Contribuo sempre para que cada vez mais e mais pessoas saibam que Araxá significa “lugar alto de onde primeiro se avista o Sol” e que vale a pena conhecer, frequentar ou nela residir.

Sinto que as emoções do momento nos embalam e nos dão forças para continuar construindo e crescendo de maneira realista e esperançosa, apesar de todos os problemas, do país e da cidade, que precisam ser superados.

Considero que não existe substituto para o conhecimento e é dele que sempre virão soluções para as incertezas que nos desafiam. Por isso, aproveito a importante data de 19 de dezembro de 2015 para prestar um tributo ao Grupo Escolar Pio XII.

Fachada atual do Grupo Escolar Pio XII, em Araxá | Foto: Firmo Magela

Fachada atual da Escola Estadual Pio XII, em Araxá | Foto: Firmo Magela

Foi em uma inesquecível segunda-feira, 5 de fevereiro de 1962, que comecei ali meus estudos no primeiro ano do curso primário aos 7 anos de idade. Lembro-me como se fosse hoje de minha chegada junto com meu pai à sede do grupo, na Rua Dom José Gaspar, quase em frente à Fábrica de Doce de Leite Estância e ao lado do Mercadinho do Belchior.

Em setembro de 1965, ano do centenário de Araxá, o grupo foi transferido para sua sede própria, feita de latão, na Rua Calimério Guimarães, onde plantei a minha primeira árvore no pátio que ficava bem próximo à divisa com a rua.

Finalmente, em agosto de 1981, o grupo mudou-se para a sua atual sede, à Avenida Joaquim Porfírio Botelho, 240, no Bairro Santo Antônio, onde o conforto térmico é bem melhor. Seu nome atual é Escola Estatual Pio XII. Hoje estudam ali 375 alunos, dos quais 75 em tempo integral.

Escola Estadual Pio XII. | Foto: Firmo Magela

Escola Estadual Pio XII. | Foto: acervo da Escola

Reconheço e homenageio agradecido as professoras que me proporcionaram toda a base no então curso primário, alicerce firme para os demais caminhos que percorri e ainda percorro no mundo do conhecimento. Quero dar um destaque especial à professora Áurea Leda de Carvalho e Silva, diretora desde a fundação da escola, em maio de 1960, até 1988, quando se aposentou. Seguem-na as também sempre lembradas professoras Hercília da Conceição Cardoso, Magda Helena de Ávila, Irene Ferreira de Assis, Cleide Benencase, Laís França de Castro e Marta Mascarenhas Torres. Também permanecem em minha memória os dedicados serviços prestados pelas auxiliares Rita de Paula, Manoela e Ana, com as deliciosas sopas da merenda escolar.

Hoje meu querido Grupo Escolar Pio XII prossegue firme na sua missão de ensinar e dar a base do conhecimento para que seus alunos cresçam com sustentabilidade no mundo do saber. Homenageio a atual equipe através da diretora Vicentina Aparecida Ribeiro Borges e da secretária Maria Aparecida Dutra Vaz.

Encerro o tributo mostrando fotografias de Dona Áurea, primeira diretora, e de Vicentina Borges, a atual diretora.

D. Áurea Leda e Vicentina Borges. | Fotos do acervo da Escola, gentilmente cedidas ao blog.

D. Áurea Leda e Vicentina Borges. | Fotos do acervo da Escola, gentilmente cedidas ao blog.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 14 de dezembro de 2015   Curtas e curtinhas

Dívida

A Divida Ativa da União é o conjunto de débitos de pessoas jurídicas e físicas com órgãos públicos federais, tais como Receita Federal e INSS, não pagos espontaneamente na data de vencimento. O total dessa dívida a receber chegou a 1,5 trilhão de reais até outubro de 2015, segundo levantamento do Contas Abertas. A meta do Governo Federal é receber 234 bilhões de reais nos próximos 3 anos.

Só as 500 maiores pessoas jurídicas inscritas na Dívida Ativa da União devem, juntas, 392,3 bilhões de reais. A maior devedora é a Vale, com R$41,9 bilhões. A empresa questiona na justiça a cobrança de R$32,8 bilhões e refinanciou o pagamento de R$8,27 bilhões. A segunda maior devedora é a Carital Brasil Ltda, antiga Parmalat, com R$24,9 bilhões e a terceira é a Petrobras, com R$15,6 bilhões totalmente inscritos em programas de parcelamento de débitos.

Já o déficit fiscal de 2015, no valor de R$119,9 bilhões, foi aprovado pelo Congresso Nacional aumentando o contraste com a desoneração fiscal em torno de R$450 bilhões feita pelo Governo Federal nos últimos 5 anos. Também faz parte do contraste a grande incapacidade de se cobrar a dívida ativa das pessoas jurídicas e a enorme ferocidade para se cobrar as dividas de valores mais baixos das pessoas físicas.

Democracia

Uma pesquisa do IBOPE Inteligência em parceria com a Worldwide Independent Network of Market Research (WIN) mostrou que 73% dos brasileiros consideram a democracia o melhor sistema de governo, mesmo podendo ter problemas. Já 22% dos entrevistados não concordam com essa afirmação e 5% não responderam.

A mesma pesquisa foi feita em mais 61 países e mostrou que 76% dos entrevistados também consideram a democracia como a melhor forma de governo, enquanto 20% discordaram e 4 % não opinaram.

O maior índice de aprovação da democracia foi registrado na Suécia com 93% de aceitação. A vizinha Argentina tem 91%. O menor índice foi registrado no Japão (46%).

Turismo

Espelho d'água no Parque Ecológico da Pampulha, em BH | Foto: Marina Borges

Espelho d’água no Parque Ecológico da Pampulha, em BH | Foto: Marina Borges

O “Índice Nacional de Competitividade no Turismo” é um levantamento feito pelo Ministério do Turismo, Sebrae e Fundação Getúlio Vargas. Em 2015, avaliou 65 cidades brasileiras em trezes itens, como infraestrutura, equipamentos turísticos, aspectos culturais, políticas públicas e promoção do destino. Numa escala que varia de 0 a 100 pontos a cidade de São Paulo ficou em primeiro lugar com 83,2 pontos. Aliás a cidade também foi a campeã em 2014 e melhorou ligeiramente sua pontuação, que era de 82,5. Em seguida, em 2015, vieram Rio de Janeiro (81,1), Porto Alegre (81), Curitiba (80,4) e Belo Horizonte (79,2).

Os números mostram que continuam existindo espaços para a melhoria contínua e para a inovação nos processos do turismo interno.

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