Vale a leitura

por Luis Borges 2 de agosto de 2020   Vale a leitura

Quando o desrespeito tem conseqüências

A vida numa sociedade que se diz civilizada deveria ser marcada pelo respeito entre as pessoas que dela fazem parte. Só pelos casos de desrespeito que vem à tona e outros tantos que ficam submersos fica evidente que ainda estamos longe da excelência nesse quesito básico. Nesse sentido chamam a nossa atenção alguns episódios recentes que foram abordados por Élio Gaspari em seu artigo Cidadão, não; engenheiro formado publicado pela Folha de São Paulo.

As câmeras tornaram-se um remédio eficaz para combater os demófobos prontos para aplicar carteiradas sociais no “outro”, hipoteticamente inferior. Ao “você sabe com quem está falando”, o progresso contrapôs o “você sabe que está sendo filmado?”…

Em geral essas cenas de humilhação do “outro” duram poucos segundos e, sem os vídeos, não teriam consequência. Graças a eles, custam caro.

Sonhando com a volta ao bar preferido

A cidade de Belo Horizonte é considerada a capital brasileira dos bares, que estão fechados há mais de 120 dias. Algumas pessoas com quem tenho conversado – observados os padrões de segurança em vigor – manifestam saudades de voltar ao(s) bar(es) preferido(s), mas ainda não vislumbram quando isso será possível e também  não imaginam quantos deles sobreviverão à pandemia. Por outro lado ficamos imaginando como será o novo padrão que os bares sobreviventes utilizarão na volta quanto às distâncias entre as mesas, pessoas sentadas e circulantes, horário de funcionamento, higienização das mãos, uso de máscaras…

É interessante observar o ponto de vista de Juliana Simon no artigo Não, eu não vou ao seu bar agora publicado no blog Siga o copo.

Não faz nem uma semana que os bares e restaurantes estão autorizados a reabrir em São Paulo e já vi alguns bons bares cervejeiros (para ficar somente no tema mestre deste blog) prometendo aquela experiência regada a distanciamento e álcool gel.

Não, obrigada. Eu não vou.

Entendo que é uma necessidade do negócio, que o governo não ajuda e que nem todo mundo consegue levar a casa pra frente com delivery e take out. São empregos e vidas em jogo.

Assim como voltar a frequentar bares nesse período é claramente jogar na roleta da minha saúde e das pessoas que me cercam (as mais próximas, para agravar, do grupo de risco).

  Comentários
 

Até onde vai a solidariedade?

por Luis Borges 29 de julho de 2020   Pensata

Estamos no quinto mês de enfrentamento da pandemia da Covid-19 encarando as conseqüências das perdas e danos, ainda que sejam mais para uns e menos para outros. A grande desigualdade na distribuição de renda se escancara mostrando que quanto pior, pior mesmo. A estratégia de sobrevivência exige que se encare um dia de cada vez diante do horizonte próximo cheio de incertezas. A palavra solidariedade tem sido uma das mais faladas durante essa pandemia, principalmente no seu início quando pegou todo mundo de surpresa. Mas quais são as expectativas e as percepções que temos em relação às práticas solidárias em prol do bem comum? Será que essas ações estão conseguindo se sustentar ao longo do tempo ou são apenas uma força auxiliar para minimizar as lacunas geradas pelo sistema capitalista em que vivemos?

Para ajudar a nossa reflexão podemos encontrar no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa um significado para a palavra solidariedade nos verbetes a seguir: “um sentimento de simpatia, ternura ou piedade pelos pobres, pelos desprotegidos, pelos que sofrem, pelos injustiçados etc” e “manifestação desse sentimento, com o intuito de confortar, consolar, oferecer ajuda etc”. No mesmo dicionário também podemos buscar o significado de outra palavra citada com freqüência que é a compaixão“sentimento piedoso exclusivamente humano de simpatia para com a tragédia pessoal de outrem, acompanhado do desejo de minorá-la; participação espiritual na infelicidade alheia que suscita um impulso altruísta de ternura para com o sofredor”.

Nesse sentido destaco, entre fatos e dados divulgados pela mídia no mês de julho, uma entrevista de Gilson Rodrigues, Coordenador nacional do G10 Favelas ao Portal UOL.

“Durante o mês de abril nós recebemos uma série de ajudas de um movimento muito grande de solidariedade no Brasil, que ajudou não só Paraisópolis, mas favelas do Brasil inteiro. Mas nós percebemos a partir de maio e junho que a ajuda diminuiu e, em julho, as doações praticamente pararam.” […]

“Parece até que a gente não sofre outras conseqüências da Covid, como por exemplo, o desemprego e a fome, que aumentou bastante. Para você ter idéia, nós distribuíamos mais de 10 mil marmitas por dia, e às vezes as marmitas acabam e a fila continua. É um desafio muito grande manter esse trabalho e nós não acreditamos em um Brasil diferente ou mais solidário se isso não iniciar agora. Não existe um pós pandemia ou um novo normal sem que a gente pense o normal da favela”.

Se estamos passando do pico para o platô da pandemia vai ficando claro que precisamos de outras medidas mais permanentes do Estado que substituam o auxílio emergencial, por exemplo, pela garantia de uma renda mínima mensal. A solidariedade entre as pessoas é importante, mas não é suficiente pela sua própria natureza.

  Comentários
 

O fim de mais um trabalho

por Luis Borges 22 de julho de 2020   Pensata

A senhora Neusa Rodrigues tem 50 anos de idade, é casada, mãe de dois filhos e é cuidadora de idosos há 9 anos. Vale lembrar que essa atividade profissional é exercida por mulheres em torno de 90% dos casos e teve sua regulamentação como profissão totalmente vetada pelo Presidente da República no segundo semestre do ano passado, veto este não derrubado pelo Congresso Nacional.

Antes de exercer essa atividade Neusa trabalhava na área administrativa de uma empreiteira do setor de mineração do quadrilátero ferrífero de Minas Gerais. Porém desistiu do segmento após longo período desempregada, que acabou por levá-la ao desalento – deixou de procurar emprego. A solução para encontrar uma nova oportunidade de trabalho foi a descoberta de um expressivo mercado de venda de bens e prestação de serviços para idosos de diferentes níveis de poder aquisitivo.

Segundo a lei brasileira, as pessoas idosas são aquelas com idade superior a 60 anos e que hoje são aproximadamente 30 milhões, o que equivale a algo em torno de 15% da população do país. Neusa focou no nicho de cuidadores de idosos e fez um curso básico de formação ministrado pela associação da categoria em Belo Horizonte. Pouco tempo depois ela conseguiu sua primeira oportunidade na atividade indicada pela própria associação de cuidadores de idosos e passou a atuar formalmente segundo os critérios definidos para o Micro Empreendedor Individual – MEI. Ela praticamente não ficou parada mais do que 2 meses entre um trabalho e outro. Na maioria das vezes a causa principal da interrupção da prestação dos serviços foi o óbito do cliente vindo em seguida a deterioração das condições financeiras.

Pensando com seus próprios botões a cuidadora foi percebendo que a vida tem sua finitude e que a qualquer momento seus clientes poderiam chegar ao fim da jornada. Mesmo com essa consciência o fato é que Neusa está há 9 dias sem trabalho devido ao óbito do senhor Alfeu, ou simplesmente Fefeu, cliente do qual cuidou durante os últimos 12 meses. Ele tinha 86 anos, viúvo, funcionário aposentado do poder Judiciário Federal e com importantes restrições em suas condições funcionais. Além do avanço do mal de Alzheimer rumo à fase mais aguda, era hipertenso, portador de DPOC (Deficiência Pulmonar Obstrutiva Crônica) e grandes variações de seus índices glicêmicos ao longo do dia.

Agora Neusa está mais preocupada e imaginando quanto tempo levará para conseguir um novo trabalho – finito, enquanto a pandemia da Covid-19 prossegue trazendo incerteza, insegurança e medo, ainda mais para quem luta pela sobrevivência dia após dia.

E você caro leitor já se imaginou cuidando de uma pessoa idosa, profissionalmente ou não? E se fosse você mesmo é que estivesse necessitando de um cuidador na fase idosa da vida? Espero que seja uma reflexão sem dor.

  Comentários
 

Veredas da vida

por Convidado 16 de julho de 2020   Convidado

*por Sérgio Marchetti

Nestes tempos obscuros de pânico causado pelas pessoas – mais do que pela pandemia – resolvi voltar para mim, como cantava Geraldo Vandré, e me recolher num ambiente rural, distante do ambiente tóxico das grandes cidades. Com o passar dos dias, pude perceber e sentir “a insustentável leveza do ser”, sentimento este, que serviu de título a uma obra de Milan Kundera.

Confesso que, a cada dia, o verde me parece mais verde, mais belo e as cerejeiras, fazendo par com as camélias (que não caíram do galho), completam o quadro com um colorido perfeito. De repente, redescubro valores que já não faziam parte de minha vida. É como se, ontem, eu olhasse para uma paisagem com minhas retinas tão fatigadas”(C.D.A.) e já não percebesse suas nuances. Mas, gradativamente, em descanso, meus olhos começaram a ver o que já não viam e percebo a beleza de um dia de sol, com uma relva molhada e pássaros cantando. E, assim, já me desintoxicando da poluição mental, vejo o que estava tão claro, e o que minha lente embaçada me impedia de enxergar. Ouço o som do silêncio, a manifestação dos bichos – coisa que meus ouvidos já não identificavam. Tenho a liberdade de caminhar pela estrada de terra, respirando o ar puro sem contaminação de vírus. Coisa rara. Riqueza incomensurável.

Sabem, meus críticos leitores, eu aprendi que depois de algum tempo, mesmo que os olhos fraquejem, a gente amplia a visão e vê o mapa por inteiro e, ainda, descobre que há outros mundos neste mundo. E que corremos muito e sem saber o porquê. *“O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Também, em descanso, damos vez ao espírito que, na roça, é mais presente do que o corpo. Diminui-se a vaidade e passam a ter outros valores. Lá *“o espírito da gente é cavalo que escolhe estrada”. E a vida nos revela um novo lugar que pode ser a nossa Shangri-lá, num horizonte perdido, como escreveu James Hilton, ou na Pasárgada de Manuel Bandeira.

Falando em Bandeira e, diante de todas estas reflexões, acho que “vou-me embora pra Pasárgada”, definitivamente. Lá não tem Market Share, nem competição. Não tem Mindset, apenas modelos mentais. As pessoas contam causos, mas nada de storytelling. E não tem essa coisa de background. Tem sim experiência de vida e segredos de “veiacaria”.  E, como cantou Martinho da Vila “Je ne sais pás parle français/ Também não falo português/ Meu idioma é o brasileiro…”

E como é bom falar a nossa língua com desenvoltura e do nosso jeitinho diminuto de colocar as palavras. No sertão das Minas Gerais, a língua é o mineirês, e quase tudo a gente entende. E eles não têm o hábito de atazaná a vida do outro. Diante de uma boa prosa, ninguém arreda pé. Tem também muita lubrina e cai geada no inverno. Mas é bom demais da conta. Eles só não gostam de gente xexelenta e entojada.

Dizem os estudiosos e os que possuem bola de cristal que o êxodo, agora, será urbano. No novo mundo, pós-pandemia, as pessoas devem fazer o caminho inverso, buscar mais sossego, já que poderão trabalhar à distância. As cidades do litoral e propriedades rurais poderão ser o destino de muitos trabalhadores. Com o distanciamento social descobrimos que podemos prescindir de escritórios, de idas e vindas diárias para trabalhar e que, de nossas casas, poderemos realizar nossas tarefas com a mesma eficiência. Então… concluímos, a vida é um caminhar com muitas possibilidades que só não se realizam em larga escala porque a acomodação é característica do ser humano.

*“O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando.”

*Guimarães Rosa

* Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br.

  Comentários
 

Onde encontrar uma UTI?

por Luis Borges 13 de julho de 2020   Pensata

A estratégia de combate à disseminação da Covid-19 no modo pandemia buscou ganhar tempo em relação ao pico dos casos de contaminação e deixou claros os limites do nosso sistema de saúde. Mesmo a Constituição Brasileira estabelecendo que “a saúde é um direito de todos e um dever do Estado”, o grande medo nesses 4 meses já passados foi e ainda continua sendo as conseqüências que poderão advir se ocorrer um colapso do Sistema Único de Saúde e do sistema privado operando direto com clientes particulares ou com planos de saúde regulamentados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.

No caso da Covid-19 faz parte do processo de tratamento na fase mais aguda da infecção a internação das pessoas numa UTI de algum hospital seja ele público, filantrópico ou privado. É importante lembrar que mesmo nos tempos antes da pandemia nunca foi fácil para a maioria das pessoas encontrar uma vaga disponível na UTI para uso imediato. Quem já passou por uma situação como essa sabe muito bem o tamanho das dificuldades enfrentadas.  Mas onde estão essas unidades no país, principalmente nesse momento em que a disseminação da doença está se generalizando e o seu pico pode ainda estar por vir?

Partindo da premissa de que os fatos e dados não deixam de existir mesmo quando são ignorados ou negados, considero oportuno fazer uma referência ao artigo “Com pacientes longe das UTIs no interior, epidemia deve matar mais”, de Fernando Canzian, publicado pela Folha de São Paulo em 6 de julho.

Nele verifica-se que:

“Embora as 27 capitais brasileiras agrupem 24% da população, elas têm quase a metade dos leitos de UTIs para adultos no país.

Já as unidades disponíveis no interior estão concentradas em cidades com mais de 100 mil habitantes (cerca de 300 municípios).

Isso leva a que apenas 6% das cidades do Brasil tenham leitos de UTI —e que aproximadamente 100 milhões de pessoas vivam em locais sem esse tipo de atendimento.

Correm maior risco 32 milhões de brasileiros (três vezes a população de Portugal, por exemplo) que residem em 3.670 municípios com até 20 mil habitantes”.

Como se vê, isso é o que temos para hoje e o jeito é fazer tudo o que for possível e que dependa de nós para evitar a necessidade de uma UTI. Mas sei que não dependemos só de nós, pois não existe processo sem a cooperação de todos os envolvidos em busca de um resultado valioso.

  Comentários
 

Parece que foi ontem o início do ano 2020 embalado pelo “agora vai”. A projeção para o crescimento da economia no ano era de 2,3% ainda mais que, nos últimos três anos, não tinha passado de 1,1% em cada um deles.

Na quarta-feira de cinzas a linha da meta do crescimento econômico já dava sinais de dificuldades para ser atingida conforme mostrado no post deste blog Depois do carnaval para onde a coisa vai?. Em março chegou a pandemia do novo coronavírus, a Covid-19, que era só uma questão de tempo após varrer os continentes da Ásia e Europa, partes integrantes do mundo globalizado.

Do ponto de vista de quem usa minimamente algum modelo de Sistema de Gestão consistente em seus negócios e trabalhos nas organizações humanas públicas e privadas ou mesmo na vida pessoal/familiar é hora de avaliar, fazer um balanço sobre o rumo que as coisas tomaram após seis meses. Como dizem Milton Nascimento, Fernando Brant e Márcio Borges na música “O que foi feito devera”:

“Se muito vale o já feito,

mais vale o que será.

E o que foi feito é preciso conhecer para melhor prosseguir”.

Para ajudar a sistematizar essa avaliação podemos usar um método para relatar de maneira organizada a situação atual de uma meta a ser atingida, no nosso caso, o crescimento da economia do país, que impacta em todos nós.

São 5 grandes perguntas que devem ser respondidas com os devidos desdobramentos conforme se segue: O que foi planejado, o que foi executado, qual o nível dos resultados alcançados, o que está pendente para ser feito e quais serão os próximos passos com as devidas reorientações estratégicas. É até simples, mas toma tempo e exige muita transpiração e inspiração…

Dito isso, e como já estamos em julho iniciando a travessia para cumprir a outra metade do ano, é preciso redefinir os próximos passos. Estamos diante de grandes e inesperadas mudanças ocorridas na conjuntura do país e muitas incertezas impedindo que se faça projeções sobre os cenários que teremos pela frente, o que praticamente exige de nós um acompanhamento diário do rumo que as coisas vão tomando.

Voltando nosso olhar para a projeção da outrora meta de crescimento da economia veremos que neste momento o Banco Central do Brasil projeta uma contração de 6,4% do Produto Interno Bruto até o final do ano. Fica cada vez mais claro que nossas estratégias continuarão a ser de sobrevivência enquanto as mortes causadas pela Covid-19 crescem – já passam de 65 mil – a vacina ainda não está pronta e, segundo o IBGE, o desemprego e o desalento só crescem aos milhões.

E você, caro leitor, como está observando e analisando os acontecimentos com os respectivos impactos em sua vida pessoal, familiar ou no mercado de trabalho, em sua cidade ou estado? E a nossa extremamente desigual sociedade agüentará conviver até quando com a carestia, a fome e o desemprego aberto? Depois do auxílio emergencial o jeito será aproveitar a trilha para fazer o programa de renda mínima dentro da estratégia de sobrevivência para todos, inclusive para o capitalismo. A conferir.

  Comentários
 

Vale a leitura

por Luis Borges 28 de junho de 2020   Vale a leitura

Tempo sem zap

O uso adequado, equilibrado do zap na vida pessoal, profissional e social é um desafio permanente para quem se preocupa com a gestão do tempo. Periodicamente é importante fazer uma avaliação sobre as causas que nos levam à perda de tempo e, entre elas, pode estar o uso exagerado do WhatsApp, por exemplo. É preciso também fazer a gestão da ansiedade e não cair na armadilha de buscar a última novidade do minuto em temas não prioritários para o momento específico vivido. Sobre esse assunto é interessante a abordagem de Lia Bock no artigo O novo normal do WhatsApp pode ser o fim da nossa saúde mental, publicado no canal Universa do portal UOL.

Pois mesmo adorando as funções dessa ferramenta, confesso que o excesso de demandas que entram por ela tem me assustado. Verdade que boa parte são figurinhas e stickers dos quais metade a gente podia ter passado sem, mas, como para fazer esse filtro precisa entrar e olhar, passamos o dia clicando no telefoninho verde, lendo, ouvindo, respondendo, encaminhando.

Eu fico pensando como vivem e do que se alimentam os habitantes de países onde o WhatsApp “não pegou”. Nossa vida passa tanto por esta ferramenta que não conseguimos nem imaginar como seria viver sem ela. Mas imaginar a vida afogado nela também não me parece um cenário muito bom. Oxalá o novo normal seja caridoso conosco neste tópico.

Aulas presenciais

 Será que as aulas presenciais serão retomadas, digamos, a partir de agosto ou setembro? Se nada será como antes devido às novas condições de contorno trazidas pela pandemia da Covid-19 dá para imaginar que novos padrões surgirão para aulas presenciais nos diversos níveis de ensino, a começar pela quantidade de alunos em cada sala de aula. Que resultados esperar quanto à aprendizagem, ao manejo das tecnologias digitais e ao índice de evasão de alunos? Afinal de contas muitas são as especificidades e variáveis que precisam ser consideradas na formulação dos novos padrões. Sobre esse tema confira o que diz Débora Garofalo no artigo Como será o novo normal em aulas presenciais publicado no portal UOL.

Olhar para os países que estão iniciando o retorno é importante para que possamos seguir alguns cuidados e aprendermos com algumas lições, considerando a realidade e estrutura que possuímos aqui no Brasil.

No início da quarentena pensávamos que a suspensão das aulas se daria por duas ou três semanas e que a situação estaria controlada e poderíamos retornar da maneira que conhecíamos. Hoje, vivenciando a pandemia, sabemos que não será assim e que devemos ter uma atenção maior para crianças e jovens que estão há meses em isolamento social, aguardando o retorno físico para reencontrar os colegas. Será preciso manter o distanciamento social.

  Comentários