Sobrevivendo na primavera do El Niño

por Luis Borges,  29 de setembro de 2026   Pensata

Nas aulas de geografia que fiz na década de 60 do século passado aprendi que o ano é dividido em quatro estações: verão, outono, inverno e primavera, cada uma com suas características próprias. O verão com chuvas e calor, o outono com as cores de abril, o inverno com frio e a queda das folhas das plantas, a primavera com o reflorescer da natureza, plenitude das flores. E agora, como estamos percebendo a natureza e o clima enquanto caminhamos para o final da década de 20 do século XXI? Esta pergunta vale para o centro da Terra, os seus pólos Norte e Sul, para os oceanos e a atmosfera que os envolve.

Dia após dia nos deparamos com frio, calor, ventanias, chuvas, raios, quedas de árvores, rompimento de fios e cabos, acidentes no trânsito, alagamentos, desmoronamentos de encostas, incêndios de todos os tipos nos campos e nas cidades e assim por diante. Os especialistas do clima demonstraram que o mês de agosto foi o mais quente desde que se iniciaram as medições da temperatura que, aliás, só crescem. Se isso é o que temos – e a cada dia parece que vai ficando pior – o que fazer para frear tamanha ameaça à vida?

Como fazer diante do aquecimento que transforma o planeta em estufa e leva aos eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes? Será que o ponto de não retorno está mais próximo do que imaginamos diante da volúpia atrás de combustíveis fósseis, a começar pela exploração do petróleo no litoral Norte, na foz do Amazonas?

Nesse momento em que o El Niño está em grande evidência, é importante lembrar que ele é um fenômeno natural que acontece quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais quentes do que o normal por vários meses. Esse aquecimento altera a circulação dos ventos e da atmosfera e acaba influenciando o clima de várias partes do mundo.

Vale lembrar também que seus efeitos se acentuam desequilibradamente. No Brasil, por exemplo, fortes chuvas e ventos no Sul, seca no Norte, Nordeste e parte do Sudeste estão na cena. Dá para imaginar como será o verão, estação que sucederá a primavera?

Infelizmente esse assunto quase não foi abordado na campanha eleitoral deste ano e pelo visto continuaremos constatando a situação piorando e a gente tentando se adaptar ao novo clima em nome da necessária sobrevivência. Ouviremos cada vez mais exclamações do tipo “que calor!”, “que frio!”, “que ventania!”, “que chuva!”, “que falta de água potável!”, “que falta de energia elétrica!”…

Agora estamos na reta final para a realização em novembro da COP 31  sob a liderança de Turquia e Austrália. Entre os principais temas estão o Financiamento Climático e Ilhas do Pacífico, Aceleração da Eletrificação Global e Transição Energética, Agenda de Ação Prática (Cidades Resilientes e Resíduos). A primeira COP foi realizada em Berlim – Alemanha no ano de 1995, atendendo a decisões da Rio 92, também chamada de Eco 92 pela Organização das Nações Unidas. Entretanto, até hoje as metas estabelecidas para a redução do aquecimento global ainda não foram atingidas e os países ricos se recusam a financiar com mais efetividade a implementação das medidas que se fazem necessárias para as mudanças do clima a favor da vida.

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Foto: Abdias Pinheiro/SECOM/TSE.em 13.12.2021

A Secretaria da Receita Federal informou que estima em R$996 milhões o valor da compensação tributária às emissoras de rádio e TV pela transmissão da propaganda eleitoral e partidária. Como se vê, não existe nada de gratuito na programação, com duas apresentações diárias de 25 minutos e as diversas inserções ao longo do dia. Tudo é dividido em termos de tempo em função do tamanho de cada partido legalmente registrado e da bancada na Câmara dos Deputados, as coligações e federações partidárias feitas.

Mas, nesse momento, é importante discutir e encontrar uma solução para que o Estado brasileiro deixe de financiar os partidos políticos e as suas campanhas eleitorais. A proibição para o setor privado não financiar partidos e candidatos nas eleições não impediu a continuidade dessa prática na informalidade e de diversas maneiras.

Vale lembrar que a corrupção está em metástase pelo país afora e cada vez mais aceita com naturalidade no setor público e privado, onde o que varia é o tamanho da mordedura em cada negócio. Está passando da hora de uma palavra de ordem entrar em movimento gritando “Abaixo a Corrupção!” A história recente registrou o “Abaixo a Ditadura.”

Muito tem se falado no equilíbrio das contas públicas, da altíssima carga tributária, principalmente sobre o consumo da população de baixa renda e da enorme dívida pública. Nunca é demais lembrar que do orçamento público da União saem R$60 bilhões para as emendas impositivas dos parlamentares federais, R$4,961 bilhões para o fundo patrocinador das campanhas eleitorais desse ano e de R$1,4 bilhão para o fundo partidário que ajuda a manter os partidos políticos de portas abertas. Como poderia ser a vida dos partidos políticos se eles mesmos gerassem seus recursos financeiros sem depender do Estado?

Se os recursos são escassos, quais critérios deveriam ser usados para priorizar a divisão do bolo do orçamento?

Em tempo, caro leitor: você assiste à campanha eleitoral no rádio ou na TV? Se sim, o que mais chama a sua atenção?

Luis Borges

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*por Ana Cristina Curi

Setembro Amarelo nos convida falar sobre prevenção ao suicídio. Mas existe uma dimensão sobre a qual ainda falamos pouco: o sofrimento de quem fica.
Depois de uma morte por auto-extermunio não fica apenas a ausência. Ficam perguntas.

“Como eu não percebi?”
“Por que não me contou?”
“Eu poderia ter feito alguma coisa?”

E a mente começa a voltar às últimas conversas, aos silêncios, às mudanças de comportamento, procurando o momento em que tudo poderia ter sido diferente. Há algo especialmente doloroso nesse movimento: olhamos para o passado sabendo o que aconteceu depois. Aquilo que hoje parece um sinal talvez não tivesse o mesmo significado naquele momento.

É assim que, muitas vezes, o “por quê?” se transforma em “e se?”. E junto dele pode surgir a culpa.

Uma parte importante desse luto é conseguir, aos poucos, separar amor de responsabilidade. Podemos amar profundamente alguém e, ainda assim, não alcançar toda a dimensão da dor que essa pessoa vivia.

Amor não nos torna onipotentes.

Também é importante lembrar que uma pessoa é infinitamente maior do que a maneira como morreu. Houve uma vida antes daquele último momento. Houve histórias, vínculos, alegrias, conflitos, sonhos e amor.

Elaborar esse luto não significa esquecer. Talvez signifique conseguir, com o tempo, lembrar novamente da pessoa — e não apenas de sua morte.
Neste Setembro Amarelo, precisamos continuar falando sobre prevenção. Mas precisamos também perguntar:

Quem está cuidando de quem ficou?

Porque continuar vivendo não significa abandonar quem morreu. Significa permitir que aquele vínculo encontre uma nova forma de existir dentro de nós.

Ana Cristina Curi

* Psicóloga, formada pela PUC-MG/1984. Especialista em Terapia Sistêmica e Transpessoal. Membro do Colégio Internacional dos Terapeutas. Conheça seu site.

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*por Sérgio Marchetti

Desde que o mundo é mundo, ouvimos falar de liderança. Grandes nomes, a contar da antiguidade, são aclamados, tornam-se ícones e lendas em nossa história. Mas será que eram líderes ou chefes?

E tem diferença? No meu modo de entender, sim.

Sei que as palavras vão mudando de sentido, a evolução linguística criando novos significados e, assim, geram um novo efeito semântico. Porém, mais do que palavras, cujo sentidos não podem ser desconsiderados, a grande diferença está nas atitudes.

Para entender, vejamos a origem. Liderança, palavra da língua inglesa ( leader ) que, por sua vez, descende do inglês arcaico laedan (guiar ou chefiar) e da raiz germânica laithjan ou laidjan (ir adiante ou conduzir).

A palavra chefe vem do francês antigo chef, que significa “cabeça”, e tem origem no latim caput (cabeça).

Ao observarmos a origem das palavras, creio, já temos claras distinções que explicam, teoricamente, as condutas do líder e do chefe. A grande diferença pode ser corroborada quando observamos que o chefe tem poder, independentemente da maneira como chegou lá.

Muitas vezes, nem se exige dele tanto conhecimento. O líder, por sua vez, tem autoridade adquirida pelo conhecimento, o que, consequentemente, gera confiança e respeito em vez de medo.

Outro fator preponderante implica saber que mudanças são iminentes e nos obrigam a adaptar às novas formas de vida. Não posso afirmar que o chefe tenha síndrome de inadaptabilidade, mas talvez possa acreditar que os líderes buscam se adequar ao contexto com menor resistência, e são adeptos a conjugar o verbo inovar. Para explicar liderança, recorro ao exemplo da orquestra. Ela reúne os elementos essenciais a um trabalho de equipe, no qual cada componente conhece o seu papel, executa sua atividade em sintonia e harmonia com o grupo e busca atingir o objetivo coletivo. O maestro, por sua vez, conhece o processo e sabe exatamente o que cada componente tem que entregar. Outra coisa: ele tem, naquele grupo, um substituto preparado para assumir diante de uma eventualidade.

Bem, prezados leitores, meu desafio é justamente fazer com que os dirigentes acreditem nessas e em outras diferenças. Por isso, há mais de vinte anos, venho trabalhando com o curso de formação de líderes. Nele, as adequações são sistemáticas.

No dia 28 de setembro, daremos início a mais uma edição do Programa Executivo de Desenvolvimento de Lideranças de Alta Performance. É um curso que pode ser customizado para empresas de todos os segmentos e cujo conteúdo possibilita o crescimento de quaisquer pessoas que queiram angariar conhecimento, competência e segurança profissional. Mas devo ressaltar que para futuros e atuais coordenadores, gerentes e dirigentes o programa é essencial.

É essencial por quê? “Porque liderança é a capacidade de transformar visão em realidade” (Warren Bennis).

 

 

* Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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A Prefeitura de Belo Horizonte, que se auto intitula “Prefeitura do Povo”, enviou um Projeto de Lei à Câmara de Vereadores do município denominado Operação Urbana Simplificada (OUS), que estimula o adensamento do Centro da cidade e de bairros no seu entorno. Como sempre, a tramitação da proposta teve baixa visibilidade e não demonstrou preocupação alguma com o impacto sobre os moradores dos bairros relacionados no projeto.

O foco está no mercado imobiliário para que “a capital deixe de ser uma roça grande”. Do projeto inicialmente apresentado foi retirado o bairro Concórdia e, na calada da noite, foi colocado um jabuti, incluindo o bairro Santa Tereza, que é uma Área de Diretrizes Especiais – ADE. Simplesmente buscou-se o atropelamento da Lei de Uso e Ocupação do Solo, do Plano Diretor do Município e da Conferência Municipal de Políticas Urbanas – COMPUR num processo teratológico.

No apagar das luzes da votação em segundo turno na Câmara de Vereadores, a Justiça concedeu liminar suspendendo a votação devido ao não cumprimento de diversas etapas necessárias para a discussão do projeto. Pouco mais de uma semana depois, a liminar foi derrubada, a votação em segundo turno foi marcada para a manhã da segunda-feira, 31 de agosto, e o Projeto da Prefeitura foi aprovado pelos vereadores com 32 votos a favor, 5 contrários e uma abstenção. Agora é só aguardar a sanção do Prefeito e a desenvoltura do mercado imobiliário para desfigurar a área do bairro denominada Chapéu de Napoleão, com todos os impactos ambientais, acústicos, eólicos e de mobilidade com a edificação de torres de 15 a 25 andares de concreto armado e vidros.

Num momento como esse e diante da perspectiva de um futuro próximo sombrio, vale a pena observar e analisar como tem funcionado a nossa democracia representativa e como faz falta a democracia participativa.

Vista lateral da Igreja de Santa Tereza e Santa Terezinha. | Foto: Marina Borges

 

Reproduzo abaixo texto da Associação Comunitária do bairro de Santa Tereza, ACBST.

Um arranha-céu em Santa Tereza pode parecer apenas um prédio, uma construção pontual.

Uma exceção na paisagem. Uma mudança entre tantas outras que uma cidade atravessa.

Mas um arranha-céu em Santa Tereza é muito mais que isso: é a licença para o próximo.

Primeiro um, depois outro e outro e outro.
E, aos poucos, a sombra cresce.

Primeiro, sobre as casas. Depois, sobre as ruas, os quintais, as árvores.

Até alcançar aquilo que não se mede: os encontros nas calçadas, a música das esquinas, as fachadas históricas e a história de um dos bairros mais significativos de Belo Horizonte.

O que está em jogo é o precedente para a transformação de um bairro inteiro.

Santa Tereza guarda algo cada vez mais raro em uma cidade grande: uma escala humana, um jeito de viver que aproxima Belo Horizonte do interior, uma paisagem construída ao longo de gerações e uma identidade que não pode ser reconstruída depois que desaparece.

É por isso que precisamos dizer agora, enquanto ainda há tempo:

No Santa Tereza não cabe arranha-céu.
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Curtas e curtinhas

por Luis Borges,  26 de agosto de 2026   Curtas e curtinhas

Cooperativismo financeiro

O cooperativismo é um sistema de organização baseado na cooperação, na ajuda mútua e na gestão democrática em que os membros trabalham juntos para alcançar objetivos comuns e melhorar suas condições econômicas e sociais.

As cooperativas financeiras vem ampliando sua participação no sistema brasileiro e registrando um ritmo de crescimento superior ao dos bancos tradicionais. Segundo o Banco Central a carteira de crédito das cooperativas cresceu 13,1% em 2025, enquanto a expansão dos demais bancos e instituições financeiras ficou em 8,5%.

O avanço acompanha o crescimento do número de brasileiros que optam pelo cooperativismo financeiro. Ao final de 2025, as cooperativas de crédito reuniam 21,2 milhões de cooperados no país, crescimento de 10,4% em relação ao ano anterior. O setor também alcançou R$ 1 trilhão em ativos e já está presente fisicamente em 59% dos municípios brasileiros, levando serviços financeiros a regiões onde, em muitos casos, as cooperativas são a única instituição financeira com atendimento presencial.

Casas Bahia e a crise do varejo

O pedido de recuperação judicial das Casas Bahia colocou em grande evidência a crise do comércio varejista. A dívida apontada é de R$17,3 bilhões o que culminou no fechamento de 298 lojas e na demissão de cerca de 1900 empregados, até o momento.

Muitos analistas de mercado atribuíram como causa fundamental do episódio a alta taxa de juros e passaram a propor um ajuste fiscal a ser discutido na campanha eleitoral para ser implementado a partir do próximo ano. Entretanto, outras causas devem ser observadas e analisadas. A primeira é o comércio digital avançando em grande velocidade e dispensando a presença dos clientes em grandes lojas físicas, cheias de estoques. Em muitos casos o frete nem é cobrado. Outra causa pode ser a quantidade de recursos financeiros que as pessoas estão transferindo para as apostas esportivas, nas bets. Ainda tem os atrasos de pagamentos, a alta inadimplência, a falta de educação financeira. No caso das Casas Bahia, vale lembrar a briga entre herdeiros atrapalhando a governança corporativa.

Atração das terras paraguaias

A reforma tributária brasileira sobre bens e serviços segue cumprindo suas etapas de implementação sem se falar na reforma do Imposto de Renda com sua tabela de descontos congelada. Enquanto isso, tem gente sonhando em se transferir para o Paraguai, país com 7,1 milhões de habitantes, em busca de menor carga tributária. A incorporadora Raíces Real Estate afirma ter vendido US$ 13 milhões em imóveis para compradores do Brasil. O setor imobiliário vive um “boom” no Paraguai e representa 12% do PIB do país. A Raíces estima que o número de empresas brasileiras com investimento direto no país, hoje em 300, chegue a 1.000 nos próximos três anos.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges,  20 de agosto de 2026   Curtas e curtinhas

Concentração da renda no Brasil

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, ano base 2025, feito pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades mostrou que houve avanços em 71% dos 38 indicadores analisados. Entre eles estão o mercado de trabalho, a renda, o desenvolvimento humano, a segurança alimentar, a educação e a área ambiental. O que não melhora é o histórico problema da concentração da renda. Os dados mostram que a parcela de 1% dos mais ricos (2,1 milhões) tem renda 31,5 vezes superior à dos 50% mais pobres (106,4 milhões). Quem se incomoda com a persistência dessa imensa desigualdade social?

Imagem ilustrativa / Firentis por Pixabay

Novo risco ocupacional

A Electrolux, fabricante de uma ampla linha de eletrodomésticos, eletroportáteis e equipamentos de climatização para uso residencial e com cerca de 7 mil empregados, incluiu os impactos das apostas online em seu programa de prevenção de riscos ocupacionais. A empresa orienta as lideranças sobre como perceber sinais de endividamento e de problemas de saúde mental dos empregados relacionados a apostas. A empresa implantou o programa “Viva Melhor”, oferecendo educação e consultoria financeira além de auxílio psicológico. Sintomas de ansiedade estão entre as principais demandas registradas no programa. Assessoria financeira foi o serviço mais procurado por 94% dos empregados que buscaram a consultoria.

Esta iniciativa ocorreu em meio ao crescimento do mercado de apostas no país. Estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda – Comsefaz, em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento – Cicef, apontou que as famílias brasileiras tiveram uma perda líquida de R$62,5 bilhões com bets em 2025.

No mesmo período, as plataformas movimentaram R$ 350,9 bilhões em transferências via Pix.

Faturamento das padarias

O Instituto de Desenvolvimento das Empresas de Alimentação – Ideal informou que no período de janeiro a maio de 2026 o faturamento do setor de panificação e confeitaria no Brasil cresceu 3,24%. O ritmo foi mais moderado no mesmo período dos dois últimos anos, quando o setor cresceu 9,35% em 2025 e 8,80% em 2024. O avanço foi sustentado pela alta de 5,75% no tíquete médio nacional do consumidor, enquanto o fluxo de clientes nas padarias caiu 2,31% no período.

O pão francês mantém participação de 6,88% no faturamento total do setor. As vendas em valor sobiram 7,30%, impulsionadas por avanço de 3,10% em quilos vendidos e alta de 4,20% no preço médio, tendo chegado até R$ 21,73 por quilo.

A participação da produção própria no faturamento das padarias atinge 70,59% em 2026, maior patamar da série histórica: ante 67,91% em 2025 e 68,80% em 2024.

A participação da produção própria no faturamento das padarias atingiu 70,59% nesse período de 2026, maior patamar da série histórica: ante 67,91% em 2025 e 68,80% em 2024.

Com que frequência você compra pão francês numa padaria?

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