Uma primavera de preocupações

por Luis Borges 29 de setembro de 2020   Pensata

Pensei esta pensata a partir da chegada da primavera no hemisfério Sul no dia 22 de setembro. De cara foi bom por que ela veio trazendo chuva após o imenso calor e a baixa umidade relativa do ar ao final do inverno e minha referência é a região metropolitana de Belo Horizonte. É claro que as características dessa estação do ano trazem uma boa expectativa em relação ao rebrotar da flora, a beleza das flores coloridas, a crescente intensificação das chuvas e do calor acompanhado pelas sensações térmicas um pouco acima.

Por outro lado vou falar de algumas das muitas preocupações que continuam enchendo a minha mente diante de tantas variáveis que não controlo, mas que preciso acompanhar devido ao impacto que trazem para a minha vida e creio que também para a sua.

Aqui reforço e ratifico a minha crença de que os fatos, dados e problemas não deixam de existir só por que são ignorados, negados ou escondidos solene e mentirosamente debaixo do tapete. A educação e o conhecimento são a base de tudo e não têm substituto. A verdade é mostrada por evidências objetivas, não pode ser substituída por narrativas baseadas em notícias falsas em prol de um desejo de poder permanente.

Preocupam nesta primavera da sociedade polarizada com falta de respeito, ódio e retrocessos civilizatórios, os rumos do combate à pandemia da Covid-19. A flexibilização chegou como um alento para a retomada da economia, mas sem volta às aulas, expectativas de uma vacina eficaz e segura para a virada do ano e a certeza de perda do poder aquisitivo – 20% em média. Mas será que a dengue virá mais fraca? O dever de casa está sendo feito?

Também são preocupantes as consequências do fogo na Floresta Amazônica, no Pantanal do Mato Grosso, no interior do estado de São Paulo e nas montanhas de Minas Gerais. Não é só a chuva preta e a reação dos mercados internacionais, também me preocupam os números mostrados pelo IBGE, a partir do método científico, que contabilizam em torno de 14 milhões de desempregados, 5 milhões de desalentados e mais de 10 milhões de pessoas passando fome. A carestia se acentua diante dos preços do arroz, do óleo de soja, da carne bovina, do milho… Não vale dizer que o auxílio emergencial em 4 parcelas de R$600 e outras 4 de R$300,00 somados ao dólar bem alto e ao aumento de exportações desorganizaram a lei da oferta e da procura. Canetada para conter preços e liberalismo não combinam, segundo os liberais mais sinceros.

Fico esperando uma bolsa “capitalismo” a partir de janeiro para garantir uma renda mínima para a camada da população mais pobre e para os que estão abaixo da linha da pobreza. Será necessário ceder alguns anéis do sistema para não perder os dedos. Mas de onde virá o dinheiro? Da nova embalagem da antiga CPMF, ou seja, do aumento de tributos, do corte de gastos públicos com as castas dos servidores públicos dos 3 poderes, do capital financeiro, da tributação de empresas optantes pelo Simples…

Meu espaço acabou, mas as preocupações não. Falarei mais sobre elas numa futura pensata, talvez ainda na primavera.

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Vale a leitura

por Luis Borges 26 de setembro de 2020   Vale a leitura

Dominado pelo ressentimento

De vez em quando é importante parar um pouco e pensar sobre como o ressentimento nos afeta em função de nossas escolhas e também das não escolhas. Às vezes é mais cômodo não tomar uma decisão esperando que o outro faça isso por nós ou então apontar um culpado pelo nosso fracasso. Fica fácil encher o pote de mágoa e se afogar nele ou, quem sabe, acumular forças para fazer a ruptura do pote.

Conheça a visão da jornalista e psicanalista Maria Rita Kehl sobre o tema numa entrevista ao HuffPost Brasil – As raízes do ressentimento que carregamos e como a sociedade vai ficando mais ressentida

O que está em jogo a ponto de os ressentidos se recusarem a esquecer ou superar algo?

O sujeito se torna ressentido quando não reage, ou não luta, para se defender de uma ofensa; nem se arrisca a expressar, em um debate, sua opinião. Não se esforça para tentar conquistar algo que deseja muito, mas cuja conquista não é garantida – ele pode ganhar, mas também pode perder. Então, ele recua. Mas como recuou diante de um desejo ou de um enfrentamento importante, como não se defendeu de um agravo ou uma injustiça, depois não consegue esquecer. E passa a vida a culpar alguém que o teria prejudicado por não lhe conceder, de mão beijada, o que ele desejava.

Quando o bom dia vira negócio

Você já deve ter se acostumando a receber um cumprimento diário de “bom dia” de uma pessoa amiga, colega de trabalho… pelo WhatsApp ou de participantes de grupos dos quais você faz parte. Muitas vezes você até reclama de tantos “bom dia”, “bom dia”, “bom dia” que recebe. Mas existem também as mensagens de bom dia de conteúdos bem produzidos que trazem a esperança de uma melhoria contínua para prosseguimento de nossas vidas. Atender a essa necessidade das pessoas pode ser uma boa oportunidade de negócios. Alguns exemplos disso foram mostrados por Vitor Tavares no artigo Mensagem de bom dia: o mercado por trás das imagens que você recebe no whatsapp” publicado pela BBC e repostado pelo UOL Tilt.

O empresário Ricardo Oliveira comanda uma rede de sites que alcança milhares de pessoas diariamente — o número exato nem ele mesmo sabe. A produção, porém, é intensa. Junto a Oliveira, outras sete pessoas (uma sócia, três funcionários e três freelancers) estão envolvidas na concepção, produção e publicação dos desejos de “bom dia”, “boa noite”, recados de otimismo, legendas prontas e mensagens religiosas em cinco dos sites mais bem ranqueados no Google — ou seja, aqueles que aparecem primeiro quando buscamos palavras como “mensagens de bom dia”

Por dia, são publicadas mais de 10 imagens e 20 frases de efeito — que internautas, ao visitarem os sites, podem copiar ou linkar direto para uma conta de WhatsApp com um clique.

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O último 10 de setembro marcou mais uma vez o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, data criada em 2003 pela Organização Mundial da Saúde e pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio. Em função dessa data o Centro de Valorização da Vida (CVV) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) criaram, em 2015, o Setembro Amarelo, campanha brasileira com o mesmo objetivo que chegou ao seu sexto ano de realização. Alguns leitores poderiam até perguntar por que essa campanha é necessária, mas alguns fatos e dados abordados a seguir evidenciam o quanto ela se justifica.

Falar em morte geralmente é um tabu para boa parte das pessoas e quando ela acontece em decorrência de um suicídio parece que o tabu só aumenta. Afinal de contas não é nada fácil tentar entender as razões para uma pessoa decidir antecipar o fim de sua vida intencionalmente.

Segundo a OMS a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo e no ano passado aproximadamente um milhão de pessoas praticaram tal ato. É preciso ressaltar que há subnotificação de casos em muitos países. Por outro lado existem estimativas dando conta de que as tentativas fracassadas de suicídio no mundo teriam chegado a 10 milhões no último ano.

Como se vê em função dos dados existentes esse é um problema crônico que precisa ser enfrentado mundialmente. Segundo Antônio Geraldo da Silva, Presidente da ABP, a quase totalidade dos óbitos por suicídio em todo o mundo se relaciona a doenças mentais não tratadas ou tratadas de forma inadequada, em 96,8% dos casos. Transtornos de humor, como depressão e transtorno bipolar, transtornos por uso de substâncias e esquizofrenia são os três mais associados à tentativa de suicídio.

Eu poderia continuar abordando diversas outras dimensões do suicídio, mas o que mais nos desafia na situação atual é o que podemos fazer para ajudar as pessoas que estão precisando de apoio. Como sempre a educação é a base de tudo. É preciso abordar continuamente o tema de maneira preventiva para romper o tabu que o cerca. O setembro amarelo tem contribuído muito nesse sentido. É preciso estar atento para perceber os sinais que as pessoas emitem para pedir ajuda, socorro e ter compaixão, solidariedade para ver e agir diante do problema.

Apesar de tudo o que o país enfrenta na saúde pública, existem alternativas. Um exemplo disso é o CVV, o Centro de Valorização da Vida, trabalho voluntário que existe há 58 anos sempre atendendo, ouvindo e falando pelo telefone no número 188 durante 24 horas por dia. Também existem os Centros de Atenção Psicossocial – CAPS – ligados às prefeituras municipais, os serviços gratuitos de atendimento de algumas universidades e faculdades nos cursos de psicologia e medicina, bem como o de algumas organizações religiosas voltadas para o serviço social. É necessário conhecer o caminho das pedras para melhor orientar quem precisa de tratamento em situações de adversidade. Precisamos combater a inércia, deixar o primado da mera contemplação dos problemas e partir para a ação com método, foco, determinação e constância de propósitos. Que prevaleça o dom da vida!

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Do outro lado

por Convidado 17 de setembro de 2020   Convidado

*por Sérgio Marchetti

Somos mais vida ou mais morte? Haverá vida em outro plano, em outra dimensão? E voltaremos para cá, numa reencarnação? Essas são perguntas que tantas pessoas fazem quando perdem seus entes mais queridos. E, neste ano, tivemos um número significativo de perdas humanas em decorrência da Covid-19 e de outras doenças. Não há dúvidas de que este evento ficará marcado para sempre na história. Aliás, a vida, independentemente das respostas sobre o outro lado, em muitas ocasiões, me remete a um livro. Cada pessoa escreve o seu. E, a cada dia, vamos acrescentando um novo episódio.

As narrativas variam em tempo, espaço, personagens e enredo. Algumas pessoas parecem viver somente o passado e, por isso, escrevem lembranças que estão vivas em suas memórias. Eu gosto disso, por ser um registro de história de algo que não vimos, mas que nos contaram. Outras pessoas, ao contrário, vivem o futuro, têm cara de extraterrestres e parecem escrever romance de ficção. Sendo futuristas ou saudosistas, nos primeiros capítulos, ou seja, na juventude, normalmente observamos a confiança com que se apresentam e defendem ideais e sonhos. Nele estão declarados os princípios, a política e uma ilusória crença das personagens de que são portadoras de cultura e verdades inquestionáveis. São homens e mulheres corajosos que lutam por um mundo melhor. Quase sempre são protagonistas e narradores oniscientes – e ponham onisciência nisso – conhecem tudo e todas as personagens de seu romance com profundidade.

No segundo capítulo, que denominamos de fase adulta, o romance começa a mudar e passa a ter ideias mais consistentes e fatos mais marcantes, como conquistas profissionais, casamentos, nascimentos de filhos, estudos avançados. A narrativa fica mais objetiva ao entrarem no terceiro capítulo, que é a meia idade. Até aqui, sendo drama, tragédia ou comédia, a trama frequentemente vai se tornando madura e mais realista.

No último capítulo, que é a velhice, os romances de cada vida levam à constatação de que Fernando Sabino tinha razão quando pediu para escreverem em sua lápide que: “nasceu homem e morreu menino”.

Em muitos epílogos, a escrita demonstra que nem sempre a morte dá aviso prévio, e que não há controle sobre o dia e o número da nossa senha. Quando somos chamados, não há quem nos segure neste lado de cá.

Ora, meus leitores de fé, desculpem-me se os decepciono, mas não tenho resposta alguma sobre as indagações. Apenas imagino que temos uma missão, aqui neste latifúndio e, que, devemos identificá-la para cumpri-la rigorosamente.

Mas, se algo puder fazer para amenizar a dor de quem sofreu perda de um ente querido, deixo que Santo Agostinho fale por mim:

A morte não é nada (Santo Agostinho)

“A morte não é nada.
Eu somente passei
para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.
O que eu era para vocês,
eu continuarei sendo.

Me deem o nome
que vocês sempre me deram,
falem comigo
como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo
no mundo das criaturas,
eu estou vivendo
no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene
ou triste, continuem a rir
daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.
Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado
como sempre foi,
sem ênfase de nenhum tipo.
Sem nenhum traço de sombra
ou tristeza.

A vida significa tudo
o que ela sempre significou,
o fio não foi cortado.
Porque eu estaria fora
de seus pensamentos,
agora que estou apenas fora
de suas vistas?

Eu não estou longe,
apenas estou
do outro lado do Caminho…

Você que aí ficou, siga em frente,
a vida continua, linda e bela
como sempre foi.”

* Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br.

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Barracão e pandemia

por Luis Borges 15 de setembro de 2020   Música na conjuntura

A cantora brasileira Eliseth Cardoso (1920 – 1990), a Divina, se estivesse entre nós teria completado 100 anos de idade no dia 16 de julho. Um dos grandes sucessos de sua consagrada vida artística foi a interpretação da música Barracão composta por Antônio de Pádua Vieira da Costa, o Luis Antônio, em 1953, um samba com tema que aborda o drama social dos operários “pingentes” dos trens da Central, que viajavam pendurados para fora dos vagões no Rio de Janeiro.

O Brasil tinha pouco mais de 56 milhões de habitantes e uma enorme desigualdade social a ser vencida. Agora em plena pandemia da Covid-19 a desigualdade social ficou ainda mais escancarada e contrasta com algumas medidas que tentam evitar a aglomeração de pessoas que continuam precisando se deslocar em ônibus e trens superlotados para chegar aos seus barracões nos aglomerados das periferias das cidades. Como se vê, quase 70 anos depois da composição da música o problema continua crônico no país que tem hoje em torno de 209 milhões de habitantes e a renda cada vez mais concentrada nas mãos de poucos.

Barracão
Fonte: Letras.mus.br

Vai, barracão
Pendurado no morro
E pedindo socorro
A cidade a seus pés
Vai, barracão
Tua voz eu escuto
Não te esqueço um minuto
Porque sei
Que tu és
Barracão de zinco
Tradição do meu país
Barracão de zinco
Pobretão, infeliz
Vai, barracão
Pendurado no morro
E pedindo socorro
A cidade
A seus pés
Vai, barracão
Tua voz eu escuto
Não te esqueço um minuto
Porque sei
Que tu és
Barracão de zinco
Tradição do meu país
Barracão de zinco
Pobretão, infeliz
Barracão de zinco
Barracão de zinco
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Geralmente somos chamados a participar de reuniões, convidados ou convocados, nas diferentes fases de nossas vidas. Tem reunião para todo gosto – ou desgosto – no trabalho, na escola, no clube esportivo, no partido político, na associação de moradores, na família… Já abordei o assunto na pensata Ninguém merece reuniões improdutivas no início de 2018. Não raro acabamos caindo num verdadeiro “pudim de reuniões”, a começar pelo trabalho que é o meu ponto aqui.

Agora nesses tempos de pandemia e novos padrões sanitários para combater a disseminação da infecção, o trabalho remoto ganhou muita evidência. Entretanto os velhos e crônicos problemas envolvendo a gestão da reunião e o comportamento dos participantes prosseguem. A “reunionite” presencial ganhou muito fôlego na modalidade remota.

Quando se pensa em fazer uma reunião a primeira pergunta a ser respondida é se ela é realmente necessária. Depois é que se deve ver o que fazer e como fazer, inclusive se presencial ou em videoconferência.

Mas se os tempos mudaram em função da pandemia, que exige mais rigor e disciplina no cumprimento de novos padrões sanitários, o fato é que a reunião no trabalho continua com os problemas de sempre.

Conversando com pessoas que trabalham em cidades como Belo Horizonte, Araxá, Campinas e São Paulo todos citaram os mesmos problemas. De cara apareceu o cumprimento do horário de início e término da reunião, com destaque para o atraso na hora de começar, o que pune os participantes cumpridores dos horários. Vem em seguida a falta de preparação de boa parte dos participantes, tanto dos efetivos quanto dos convidados temáticos, também chamados de “optativos” em algumas empresas. Os estilos dos participantes continuam os mesmos, a começar pelos falantes, que entendem de tudo, mas sempre superficialmente. Os caladinhos ficam apenas de corpo presente enquanto os polemistas se sentem com a missão de instigar e os consensualistas tentam construir alguma solução que resolva o problema. Vale lembrar também que nem todos os coordenadores conseguem liderar uma reunião.

Agora novos problemas estão acontecendo nas reuniões por videoconferência e se somam aos velhos. De repente cai a conexão (e, com ela, chega a ansiedade pela reconexão). Há também os ruídos que surgem das brincadeiras das crianças, dos cachorros que latem na vizinhança, do interfone que chama, da reforma de uma edificação próxima, de um equipamento eletrodoméstico em utilização… Isso sem se esquecer da dor na coluna, que só aumenta enquanto se intensifica o trabalho remoto. Tudo contribui para a dispersão e o cansaço mental enquanto a pandemia prossegue e nós também prosseguimos vivendo um dia de cada vez, mas sabendo que muitas reuniões nos esperam com a conhecida improdutividade de sempre.

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Vale a leitura

por Luis Borges 4 de setembro de 2020   Vale a leitura

E se você for cancelado?

Qual é a sua primeira reação quando o seu número de WhatsApp é bloqueado por alguém? E quando é você que bloqueia o outro? Imagine, agora, se você é que foi cancelado na internet, o que pensar ou fazer para compreender as causas do acontecido? Em que medida isso pode afetar a saúde mental do cancelado? Leia abordagem Priscila Carvalho no artigo Cancelamento virtual: como essa atitude pode afetar a saúde mental publicado no blog Viva Bem.

A pauta nunca esteve tão em alta quando o assunto é boicotar determinada pessoa por ela ter sido mal interpretada ou feito ou dito algo ruim diante das redes sociais. E isso não acontece apenas com famosos: pessoas anônimas também podem ter a vida prejudicada devido ao cancelamento. Basta alguém apertar o botão publicar, esperar alguns segundos e a vida de outra pessoa poderá ser comprometida por meses e até anos.

Aprendendo com erros e acertos

Estamos no sexto mês da pandemia da Covid-19, cheios de fatos e dados que, se bem observados e analisados, podem nos ajudar a aumentar o conhecimento e a aprendizagem para melhor enfrentar o problema. Interessantes abordagens tem surgido em torno do tema, mas devem ser lidas de maneira crítica, como sempre. É o caso do artigo Sete lições da pandemia para o Brasil: falta liderança e muito mais de Cristiane Segatto publicado no blog Viva Bem.

O que determina o sucesso de um país na resposta à Covid-19? Há vários fatores envolvidos nisso, mas um dos principais é a capacidade dos governos de conquistar a confiança da população. Se os cidadãos não se convencem da necessidade de adotar comportamentos que reduzem a disseminação do vírus, já era.

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