Atualmente tem sido tema de conversas entre clientes de planos de saúde a prática crescente da cobrança da primeira consulta por fora do plano em qualquer especialidade. Como isso contraria a regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, que veda essa prática, também não se fornece recibo ou nota fiscal. Como se vê, não dá para deixar rastro caso haja alguma denúncia à ANS, à operadora do plano, ao Procon ou à Receita Federal.

O argumento de sempre é que os honorários pagos pelos planos de saúde são baixos diante dos preços cobrados dos clientes particulares. O não fornecimento de recibo pode propiciar um desconto de 15% a 20% do valor cobrado, que varia segundo a especialidade e a experiência do médico. Recebi relatos de valores de primeira consulta entre 600 e 1500 reais.

Existem também os preços cobrados fora do plano para o acompanhamento da gravidez e parto, bem como o fornecimento de lentes importadas para cirurgias de catarata, por exemplo. Dá para negociar os preços desde que o profissional credenciado não queira perder a oportunidade do negócio, no melhor estilo “bom para todos”.

pessoa negra medindo pressão arterial de pessoa branca

Imagem ilustrativa de tratamento de saúde / Freepik

Como fica a ética do profissional numa situação como essas? Que valores regem as relações entre as partes envolvidas no processo? E o Código de Defesa do Consumidor? E ainda existe o conselho de fiscalização do exercício profissional em nome de toda a sociedade.

Também crescem os casos de credenciados dos planos de saúde que avisam aos clientes que deixaram de atender às consultas pelo plano. Ou seja: agora, só particular. Continuam sendo pelo plano as internações hospitalares, as cirurgias – com ou sem complemento de honorários – os exames laboratoriais de análises clínicas, os exames de imagem, a fisioterapia e a psicoterapia.

Segundo a ANS, 52,94 milhões de pessoas possuem planos de saúde de diferentes modelos e limites técnicos, dos quais 14,5% são individuais ou familiares e terão reajuste de 5,11% a partir deste mês. Os outros 85,5% fazem parte de contratos coletivos, cujos aumentos são estabelecidos em livre negociação entre as partes. Até agora, o aumento médio das mensalidades para os planos que já encerraram as negociações ficou em 13,5%.

Como se vê, os profissionais credenciados que não obedecem a regra da ANS, que proíbe a cobrança fora dos planos, acabam se utilizando deles para captar clientes privados.

Os fatos e dados não deixam de existir só porque são ignorados entre todos que participam do sistema de saúde suplementar, mas inegavelmente os clientes sempre perdem.

E você caro leitor, já passou por alguma situação semelhante?

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 25 de maio de 2026   Curtas e curtinhas

Os seguros para carros elétricos

A seguradora Porto Seguro informou que teve um crescimento de 39% no número de veículos elétricos segurados pela empresa e aumento de 80% nas cotações em 2025. No ano passado, foram 40 mil apólices a mais em relação a 2024.

A empresa estima que 26% da frota de elétricos e híbridos do país seja segurada por ela. O dado é baseado no volume de apólices em relação ao total estimado de veículos eletrificados emplacados no Brasil.

São Paulo lidera a contratação desse tipo de seguro, com metade das emissões, seguido por Rio de Janeiro, Distrito Federal e Minas Gerais.

Ainda segundo a empresa, o sinistro mais comum é a colisão, padrão semelhante ao observado em veículos a combustão.

A empresa pensa em lançar produtos específicos para atender ao segmento. Um exemplo um produto que incluiria o carregador elétrico.

Vale lembrar que o mercado de seguros segue aguardando o aprofundamento das regulamentações do setor a cargo da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP

O lucro da caixa no 1º trimestre

A Caixa Econômica Federal, que é um banco social, informou no dia 14 de maio que obteve um lucro líquido de R$3,5 bilhões no primeiro trimestre desse ano. A carteira de crédito chegou a R$ 1,4 trilhão, com alta anual de 11,3%. Na comparação com o último trimestre de 2025, a alta foi de 2,3%. Nesse total, a carteira de crédito imobiliário cresceu 13,9% e atingiu R$ 966,2 bilhões.

A inadimplência da carteira de crédito total encerrou o primeiro trimestre em 3,71%. Na comparação anual, o aumento foi de 1,22 ponto percentual. Na trimestral, subiu 0,64 ponto percentual.

A receita de prestação de serviços totalizou R$ 7,4 bilhões, alta de 12,5% em 12 meses e queda de 1,9% no trimestre. As despesas operacionais (pessoal e administrativas) somaram R$ 11,5 bilhões, alta de 6% (anual) e queda de 9,8% (em relação a dezembro).

O saldo de captações encerrou o primeiro trimestre de 2026 em R$ 2 trilhões. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a alta foi de 13,7%. Em relação ao último trimestre do ano passado, o crescimento foi de 6,9%.

É o que temos para o momento, mas é preciso ficar sempre de olho no patrimônio público!

O endividamento das famílias paulistas

O endividamento das famílias paulistas voltou a subir e chegou a 72,9% em abril, o maior registro da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo) em três anos. Ao todo, 3,28 milhões de lares na capital paulista estão com algum tipo de dívida aberta.

O último pico da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) ocorreu em setembro de 2025, quando 72,7% dos lares estavam com dívidas. Depois disso, o indicador caiu e voltou a ganhar tração em janeiro, quando chegou a 68,9%.

Para a Federação, a alta reflete a necessidade de as famílias recorrerem ao crédito para cobrir despesas mensais, diante do impacto da inflação de março sobre alimentos e combustíveis – ambos pressionados pela guerra no Oriente Médio.

A entidade observa que a situação só não se agravou em decorrência de um mercado de trabalho ainda aquecido, o que atenua, por ora, a pressão sobre o orçamento familiar.

Todas as faixas de renda que compõem a pesquisa apresentaram avanço no endividamento. Entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, a taxa subiu de 74,5% para 76,3% em um mês. Entre os que ganham acima dessa faixa salarial, a alta foi de 61,3% para 63,1%.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 13 de maio de 2026   Curtas e curtinhas

Demência: do outro lado do diagnóstico

Receber um diagnóstico de demência muda tudo. Mas quem fala sobre o que acontece do outro lado — na casa, na família, no coração de quem cuida?

Nessa palestra, a jornalista Carine Tavares traz a experiência de quem viveu isso de perto e foi buscar nas evidências científicas as respostas que a vida não dava. Uma conversa sobre diagnóstico, protocolo de atendimento e cuidado — com rigor, empatia e história real.

Um momento de conversa e trocas.

  • Palestra gratuita
  • Data: 16 de maio de 2026
  • Horário: Das 9h às 10h30
  • Local: SESC Araxá – Rua Dr. Edmar Cunha, 150 – Santa Terezinha / Araxá/MG

A Jornalista Carine Tavares é autora do livro “Eu sei quem ele é”, no qual conta a história do seu pai, o médico Clóvis Tavares, diagnosticado com demência subcortical isquêmica em 2016, o que iniciou uma peregrinação em busca de informações, especialistas e formas de aproveitar o tempo de lucidez do pai. Na obra, a autora desenha as fases da doença e conta sobre a fragilidade do atendimento e acompanhamento médico ainda pouco humanizados. Daí surgem sugestões para quem cuida de pessoas com demências conseguir navegar pelas dores e respiros trazidos pela condição.

Vendas do formato físico pelo perfil do Instagram @oateliedehistorias. Ebook disponível na Amazon Kindle.

O livro será lançado no dia 16 de maio, às 15h, no Fliaraxá – Festival Literário de Araxá. Será no Teatro CBMM, no Centro Cultural Uniaraxá.

O endividamento das pessoas

Está em vigor o Programa Desenrola Brasil 2.0, do Governo Federal, voltado para pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105,00. As negociações para redução e renegociação das dívidas poderão ser realizadas até o final de julho.

Segundo dados do Serasa Experian, as pessoas entre 41 e 60 anos representam 35,5% do total de inadimplentes no país. Em seguida aparecem aqueles com idade entre 26 e 40 anos, com 33,5%; pessoas acima de 60 anos, com 19,8%; e jovens de 18 a 25 anos, que correspondem a 11,2%.

Do total de inadimplentes, os homens representam 49,4%, enquanto as mulheres somam 50,6%. Além disso, 73% das pessoas endividadas possuem renda de até dois salários mínimos.

Entre os estados com maiores índices de inadimplência estão Amapá, com 65,1% da população inadimplente, o Distrito Federal, com 62,7%, e o Amazonas, com 60,1%.

O lucro dos grandes bancos no primeiro trimestre

Enquanto a água dos rios caminha para o mar, a riqueza gerada pela economia caminha preferencialmente para o setor financeiro. A divulgação do lucro dos maiores bancos em operação no Brasil no primeiro trimestre desse ano dá uma noção do quanto o negócio é bom para os seus acionistas.

O Banco Itaú divulgou lucro de R$12,3 bilhões, o Bradesco, R$6,8 bilhões e o Santander, R$3,8 bilhões. Já o Banco do Brasil deve divulgar seu lucro líquido em 13 de maio, com estimativa entre R$3 bilhões e R$3,6 bilhões. Nessa data, a Caixa Econômica Federal também divulgará o seu lucro líquido, ainda sem estimativa oficial no momento.

Também pudera, enquanto a taxa básica de juros SELIC do Banco Central está em 14,5% ao ano, o saldo rotativo do cartão de crédito cresce até 440% ao ano, o cheque especial até 150% ao ano e o empréstimo consignado com garantia de desconto direto no salário mensalmente cobra, no mínimo, 20% de juros ao ano.

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Segundo o psicólogo americano Abraham Maslow (1908-1970), em sua hierarquização das necessidades humanas, a sobrevivência e a segurança são fundamentais, sendo que a moradia faz parte do quesito segurança. Olhando especificamente para a moradia, podemos dizer que o Brasil possui atualmente um déficit habitacional em torno de 6 milhões de unidades de diferentes portes. Resolver esse problema tem sido um desafio permanente, a começar pela necessidade de uma política habitacional claramente definida, inclusive com o montante de recursos financeiros a serem alocados.

Considerando as moradias existentes em diferentes portes e localizações, necessidades de manutenção e condições de segurança, fica evidente a busca das pessoas por algum nível de segurança mais estruturado. Um exemplo é a busca de moradias em condomínios residenciais horizontais fechados, ainda que boa parte deles não cumpram leis municipais específicas. Geralmente fazem controle de acesso das pessoas e veículos em portarias, mas como fazem parte de um determinado bairro não podem impedir o acesso de pessoas que transitam pelo local.

Nesse momento um fato que nos faz pensar está postado na rede social de um condomínio residencial horizontal de um bairro num município da região metropolitana de Belo Horizonte. O local possui 502 lotes que medem de mil a dois mil metros quadrados. Nele é cobrado uma taxa de condomínio de R$1250,00 mensais, mas metade dos condôminos discordam dessa cobrança, não fazem o pagamento e usufruem dos serviços prestados, que são bancados financeiramente pela metade dos proprietários pagantes.

A causa da agitação se deve ao fato de um proprietário ter se mudado do condomínio e alugado diretamente seu imóvel a um inquilino, do qual cobra a taxa mensal de condomínio e simplesmente embolsa o valor. Não repassa nada ao condomínio. Além disso, está livre da taxa de administração que seria cobrada pela imobiliária e combinou com o inquilino que nada será declarado pelas partes no imposto de renda da pessoa física.

Como se vê, há solução para tudo, além de muitos adeptos da “Lei de Murici”.

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O Governo Federal está preocupado com o tamanho da dívida das pessoas físicas e prepara um programa para criar novas perspectivas no equacionamento do problema. Os dados mais recentes mostram que 80% das famílias estão endividadas, que 56,6% delas tem renda mensal de até 2 salários mínimos e que 30% estão inadimplentes com diversos níveis de atrasos nos pagamentos. O programa em elaboração não poderá contar com recursos do orçamento federal deste ano, onde não cabe mais nada e ainda se sonha com algum superávit primário. Também, pudera, diante dos tenebrosos penduricalhos para os magistrados do Poder Judiciário e para o Ministério Público, R$60 bilhões de reais para emendas impositivas feitas pelos parlamentares federais ao orçamento, fundo eleitoral de R$6 bilhões, fundo partidário de R$1 bilhão, rombo do INSS devido aos descontos não autorizados nos proventos dos aposentados… Os balões de ensaio mostram que os recursos do FGTS poderão ser usados como parte do financiamento para reduzir ou alongar o perfil das dívidas.

Mas quais são as causas fundamentais desse efeito tão indesejável que é o alto endividamento das pessoas e famílias? Inicialmente, vale lembrar a altíssima concentração da renda nas mãos de 1% da população. A última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD Contínua do IBGE, de dezembro a fevereiro, mostrou que a renda média dos brasileiros foi de R$3.679 mensais.

Pessoa calcula dívidas (imagem ilustrativa) / Freepik

É importante lembrar que, no cálculo do Produto Interno Bruto anual do país, o consumo das famílias é um dos indicadores importantes sobre o desempenho da economia. Nesse momento, podemos dizer que há um crescimento da renda e uma queda no consumo. Uma das causas mais importantes se deve aos altos juros cobrados pela indústria financeira, a começar pelos grandes bancos, e que se estende para todo o setor. Os juros do crédito rotativo de um cartão de crédito ultrapassam 400% ao ano e no cheque especial chegam até 150% ao ano. Mesmo nos empréstimos consignados, com débito direto nos salários ou proventos de aposentadorias – o que garante o recebimento para quem empresa – os juros nunca são inferiores a 20% ao ano. Enquanto isso, a taxa básica de juros, Selic, do Banco Central, está em 14,75% ao ano e tem expectativa de queda se a guerra do Oriente Médio acabar.

Além disso, é preciso lembrar que as crescentes apostas nas bets, a procura por canetas emagrecedoras e a falta de educação financeira contribuem para o aumento da busca por empréstimos bancários e cartões de créditos, o que só acentua a transferência de recursos para a indústria financeira.

Como se vê, o programa em preparação não será suficiente para resolver o problema, mas apenas suavizá-lo. Vale lembrar o Desenrola, programa lançado em 2023.

E você, caro leitor, o que pensa dessa situação?

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 17 de abril de 2026   Curtas e curtinhas

Entrega do Imposto de Renda

Ainda faltam 43 dias para terminar o prazo de entrega da declaração anual do Imposto de Renda da Pessoa Física sem o pagamento multa. Como acontece todos os anos nessa época, é grande a falação nas diversas mídias sobre as informações gerais, deduções de despesas, prazos, restituições, imposto devido e multas para entrega da declaração fora do prazo.

O que quase ninguém fala é sobre o congelamento da tabela do Imposto de Renda, parcial ou totalmente, nos últimos 25 anos. É claro que foi importante a isenção do imposto para quem ganha até R$5.000,00 mensais, em vigor desde o início de janeiro, mas não é o suficiente para as demais faixas diante do brutal congelamento que só foi bom para União, Estados e Municípios que aumentaram seus ganhos com o congelamento.

Em tempo: você já fez a sua Declaração? Utilizou a pré-pronta disponibilizada pela Receita Federal ou começou tudo da base zero?

Eleições presidenciais no Peru

O Peru tem aproximadamente 35 milhões de habitantes e teve nove presidentes da República nos últimos dez anos. No último domingo, passou por outra eleição presidencial, na qual concorreram 35 candidatos. Dá para estimar quanto tempo o eleito no segundo turno conseguirá permanecer no cargo após a posse? A conferir!

FGTS rende pouco para os trabalhadores

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos trabalhadores pode ser sacado nos casos de demissão sem justa causa, nas aposentadorias e amortizações no financiamento da casa própria, por exemplo. Serve, também, para alavancar financiamentos para as construções do programa Minha Casa Minha Vida em 4 faixas de renda que variam de R$ 1.621,00 mensais até R$ 13.000,00. O que quase não se fala é que os recursos do FGTS guardados no fundo rendem, conforme a Lei, apenas 3% ao ano, que são acrescidos em média de 2% ao ano como distribuição de lucros. Isso enquanto a taxa básica de juros – SELIC do Banco Central está em 14,75% ao ano e a inflação dos últimos 12 meses medida pelo IPCA do IBGE ficou em 4,14%. Para quem fica essa diferença? O trabalhador sabe que não é para ele.

Fonte da imagem: site do TSE

A abstenção nas eleições brasileiras

Os mais diversos institutos de pesquisas têm mostrado as intenções de votos para as eleições de outubro. Os destaques são inegavelmente para as disputas da Presidência da República e Governadores dos principais estados. Tenho a expectativa de que os institutos de pesquisas aperfeiçoem seus métodos para melhor observar o fenômeno da abstenção eleitoral. O voto é obrigatório para quem tem de 18 a 70 anos de idade. É importante também lembrar que o voto é opcional para quem tem acima de 70 anos de idade, cerca de 14 milhões de pessoas, e para os que tem entre 16 e 18 anos, cerca de 6 milhões de jovens. A abstenção tem papel importante nas eleições.

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Conversei com algumas pessoas que fazem compras em supermercados e que comparecem a esses locais no mínimo uma vez por semana. Como sempre, todas disseram que têm a expectativa de resolver tudo no menor tempo possível e já chegam com a lista pronta, seja no papel ou no digital.

A maioria das pessoas ouvidas, em torno de 75%, faz as compras no supermercado do bairro onde mora, enquanto o restante procura um hipermercado no início do mês e complementa as necessidades ao longo do período em mercearias ou pequenos supermercados da região em que residem.

O tema básico da conversa foi sobre os incômodos que surgem no ato de comprar. Um dos mais citados foi o dissabor de não encontrar todos os produtos listados ou, então, de não estar disponível a marca desejada.

Outro ponto levantado foi a presença de carrinhos de compras parados nos estreitos corredores entre as prateleiras, além de repositores que ficam conversando em frente às prateleiras e geladeiras, dificultando a circulação.

Clientes fazem compras em supermercado / Imagem de pch.vector no Freepik

É interessante notar que alguns temas são percebidos por todos e são objeto de algum tipo de reclamação e até de sugestão de melhoria. O primeiro deles é a percepção do aumento de preços de diversos itens, a redução de pesos e a divergência entre os preços nas prateleiras e no caixa – que acabam sendo mais altos na hora de pagar.

Todos os participantes da conversa falaram bastante sobre a falta de educação e o desrespeito de muitos compradores com outros clientes mais civilizados. É um tal de esbarrar o carrinho no outro, enquanto existem aqueles que chegam por trás ou pelo lado para pegar primeiro uma mercadoria; outros que deixam o carrinho no meio do corredor, atrapalhando o trânsito; e há ainda os que tomam um iogurte que será todo consumido antes mesmo de chegar ao caixa.

Outro momento doloroso é na hora do pagamento, pois geralmente há poucos caixas disponíveis, muitos terminais para autoatendimento de preferência com cartão de crédito por aproximação ou Pix. Às vezes, costuma entrar em funcionamento um caixa para pagamento com dinheiro vivo, mas com filas quase quilométricas, muitas vezes cheias de idosos.

Também existem os clientes que deixam o carrinho na fila marcando lugar enquanto vão às prateleiras buscar mais alguns produtos. Há ainda aqueles que tentam furar a fila porque tem poucos produtos ou simplesmente em alguns casos, por se tratarem de idosos — amparados pelos direitos previstos no Estatuto do Idoso.

Finalizando, é importante lembrar do temor de chegar ao pátio de estacionamento de veículos e ser surpreendido por uma tentativa de assalto. É o que temos para o momento.

E você tem passado por situações semelhantes às descritas nesta pensata?

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Sabe aquela padaria tradicional e familiar, que te viu crescer no bairro em que sua família sempre morou? É o caso da padaria do Joaquim Broa, que funciona há 33 anos num bairro da zona centro-sul de Belo Horizonte. O nome da padaria veio da especialidade do fundador do negócio, que era fazer broas de fubá, que sempre fizeram dupla com o pão de sal. A clientela formada ao longo dos anos se acostumou a encontrar os seus produtos preferidos tanto no início da manhã quanto no meio da tarde ou início da noite.

Floresceram também os clientes tomando café da manhã e da tarde na padaria. Toda clientela sempre muito bem atendida pelo Joaquim Broa e funcionários que lá trabalharam por vários anos.

Aconteceu que quando a padaria completou trinta anos, o proprietário partiu inesperadamente para outro plano espiritual e um novo tempo surgiu para o negócio. No inventário dos bens deixados pelo pai da família, foi feita uma partilha que determinou a metade de tudo para a mãe, conforme a lei, e a outra metade foi dividida entre os três filhos do casal. Ao mais novo deles coube a padaria do Joaquim Broa.

Pão de sal / Freepik

Agora, passados três anos que aconteceu o acontecido, o que se vê é o decaimento do negócio, que tem entre as causas o despreparo do novo dono para conduzi-lo. Falta a gestão mais estruturada do negócio, com especial realce para a ausência de liderança do novo dono – que se junta à escassez e à alta rotatividade da mão de obra. Esta, por sua vez, reclama dos baixos salários, da jornada de trabalho 6X1, do não cumprimento de horários e do autoritarismo do novo proprietário herdeiro.

Já os clientes estão reclamando cada vez mais por causa do não atendimento de suas necessidades e expectativas. Tudo começa com a piora da qualidade da broa de fubá, símbolo da padaria. Também passa pelo não cumprimento dos horários clássicos em que a fornada de pão de sal fica pronta, a ausência de alguns produtos à disposição e a indolência de muitos empregados no atendimento no caixa, no balcão e no café. Vale lembrar que alguns clientes têm reclamado do aspecto visual de pães, roscas e das broas de fubá, o que os tem levado a desistir das compras.

O fato é que sinais estão sendo dados e o decaimento do negócio vai ficando cada vez mais visível.

É importante lembrar que gestão é o que todos precisam, independente do porte do negócio, mas nem todos os donos, que deveriam ser líderes, sabem que precisam.

Até quando as portas da padaria do Joaquim Broa estarão abertas?

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Partindo da premissa de que as pessoas cumprem diferentes papéis no cotidiano da vida, vou narrar aqui um fato envolvendo uma pessoa no papel de cliente e outra no de fornecedor. Em termos de um negócio, por exemplo, o cliente tem a expectativa de que sua necessidade de um bem ou serviço seja aceita e entregue pelo seu fornecedor conforme as especificações e condições combinadas. A expectativa se refere ao cumprimento da qualidade intrínseca especificada, ao preço adequado, negociado com as devidas condições de pagamento acertadas e o respeito aos prazos de entrega dos produtos – bens e serviços – adquiridos.

Como isso tem se dado na prática do mundo capitalista, veloz e conectado para todos os tamanhos de negócios, do grande, médio, pequeno e micro, cada qual com o seu jeito de empreender? Clientes são buscados por todos. Eles podem muito, mas não tudo.

Aconteceu que uma cliente procurou um salão de beleza de pequeno porte em Belo Horizonte no final de novembro do ano passado e combinou com a proprietária do negócio o fornecimento de serviço para cuidar das unhas dos dedos das mãos e dos pés. O contrato verbal feito entre as partes estabeleceu que os serviços seriam prestados toda quinta-feira com o horário fixo às 13 horas e preço de R$ 80,00 por atendimento e pagamento via Pix. No dia marcado para o primeiro agendamento, a cliente não compareceu e nem justificou a ausência. Então, a fornecedora lhe enviou uma mensagem para saber as causas da ausência, mas não recebeu resposta. A cliente não se manifestou e ficou desaparecida nos três meses seguintes.

No último dia de fevereiro, um sábado, ela ressurgiu como se nada tivesse acontecido. Ela queria uma prestação de serviços assim que chegasse ao salão por volta das 13 horas, tudo com muita pressa, pois deveria comparecer a um evento importante no início da noite, o casamento de uma afilhada querida.

A proprietária do salão disse à cliente que não trabalhava daquela forma e que qualquer prestação de serviço deve ser marcada previamente, pois esse é o padrão. Aproveitou para dizer à cliente que ficaria disponível para negociar futuras condições de fornecimento de serviços a partir da semana seguinte, com o devido respeito de ambas as partes.

A arrogância não é uma virtude e deve ser combatida permanentemente!

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 12 de março de 2026   Curtas e curtinhas

Crescimento da Droga Raia e Drogasil

A RD Saúde, controladora das redes Raia e Drogasil informou que teve uma receita bruta de R$47,6 bilhões em 2025, crescimento de 13,9% em relação ao ano de 2024. A empresa fechou o ano com 3.547 unidades farmacêuticas, das quais 330 foram abertas ao longo do ano passado e 52 milhões de clientes ativos. A participação no mercado brasileiro foi de 19,5%.

E você caro leitor, gasta quanto por ano na aquisição de medicamentos?

É importante lembrar que no final desse mês a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – CMED, ligada ao Ministério da Saúde e secretariada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, definirá os aumentos dos preços dos remédios que poderão vigorar a partir de 1º de abril. É verdade!

Endividamento das famílias

Um levantamento feito pela Federação do Comércio do estado de São Paulo – FecomercioSP, mostrou que 3,1 milhões de famílias paulistanas iniciaram o mês de fevereiro com dívidas impulsionadas pelos gastos de fim de ano e a longa lista de despesas de janeiro. O índice voltou a subir após fechar o ano com três quedas consecutivas e registrar, em janeiro, 68,9% – o menor patamar em quase 1 ano. O aumento do endividamento é considerado natural diante das contas típicas do início do ano como IPVA, IPTU e material escolar que alteram a dinâmica de consumo das famílias.

Entre as faixas salariais, o público com maior comprometimento está entre as famílias com renda até dez salários mínimos mensais, que subiu de 72,8%, em janeiro, para 73,5%, em fevereiro. Nas famílias que recebem mais de dez salários mínimos mensais, o índice saiu de 57,6% para 59,8%. O cartão de crédito segue sendo o principal vilão das despesas com 78,8% dos tipos de dívidas declaradas.

Consumo das famílias no PIB

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, ante 3,4% no ano anterior. Divulgou também que o consumo das famílias cresceu 1,3%, enquanto no ano anterior havia crescido 5,1%. O indicador Consumo das Famílias é um dos mais importantes no cálculo do PIB porque ele mostra quanto as pessoas estão gastando em bens e serviços na economia. Se as famílias estão consumindo mais, a economia tende a crescer. Se estão consumindo menos, pode indicar crise ou desaceleração econômica.

Agora só nos resta acompanhar o crescimento do PIB no ano eleitoral de 2026, impactado também pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O lucro líquido da Caixa

A Caixa Econômica Federal anunciou no dia 4 de março que teve um lucro líquido de R$15,5 bilhões em 2025, alta de 10,4% em relação ao ano de 2024. A Caixa encerrou o ano com carteira de crédito de R$ 1,378 trilhão. O valor representa uma expansão anual de 11,5%, com alta de 13% em financiamento imobiliário, de 14,2% em crédito comercial a pessoas jurídicas, de 13,4% em crédito comercial a pessoas físicas, de 1% em saneamento e infraestrutura e de 0,6% no agronegócio.

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