Vale a leitura

por Luis Borges 22 de janeiro de 2021   Vale a leitura

Quando a pandemia se tornará uma endemia? 

A qualquer instante nos surpreendemos pensando, falando, lendo ou conversando sobre a transmissão da Covid-19 e seus efeitos devastadores sobre a saúde humana e a economia dos países. Nessa toada já passamos praticamente 1 ano pelejando para sobreviver.  A esperança prossegue forte com a perspectiva do inicio da vacinação que, entretanto, acontecerá num determinado tempo lógico. Será que no final deste ano ou no inicio do próximo já teremos saído da situação de pandemia para entrar na de endemia? Leia, observe e analise criticamente o artigo de Jamil Chade em “Covid-19 deverá ser endêmica, prevê produtora de vacina da Pfizer” publicado no portal de notícias Uol .

“Um ano depois do surto que se transformou na pior pandemia em cem anos, cientistas admitem que o vírus da Covid-19 poderá ser endêmico e passará a conviver com a humanidade, como outras doenças que circulam pelo planeta. Uma ação contra o vírus o levaria a um controle, mas o cenário mais provável é que sua erradicação passe a ser um sonho distante.

O alerta foi dado nesta semana pelo proprietário da BioNTech, o laboratório na Alemanha que desenvolveu a primeira vacina aplicada contra a Covid-19, em parceria com a Pfizer”

Torcicolo dói e incomoda muito

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa torcicolo significa, em seu segundo verbete, “posição anormal da cabeça e certo grau de torção do pescoço, geralmente em virtude de contratura de um dos músculos esternoclidomastoídeos”. Quais são as causas que podem levar um determinado processo humano a este resultado indesejável? É o que mostra Paola Machado em seu artigo “Atenção: torcicolo é um alerta de que a saúde do corpo não vai bem” publicado pelo portal Viva Bem.

“As dores geralmente são a ponta do iceberg sinalizando que seu corpo não está bem, e se relacionam a um desequilíbrio postural e fraqueza muscular que causam a sobrecarga da cervical. A dor cervical crônica é uma das patologias mais prevalentes na atualidade, sendo responsável por 14,6% de todos os problemas de saúde musculoesquelética. Estima-se que 50% de todos os adultos experimentam algum tipo de dor no pescoço em algum momento do ano”.

Onde guardar seu dinheiro?

Neste ano em que a estratégia de sobrevivência também será preponderante, além de economizar dinheiro é importante decidir como guardar. Este artigo da planejadora financeira Márcia Dessen alerta para a importância da liquidez da reserva de emergência. Ela também reflete sobre a tradicional recomendação de pagar os impostos de início de ano à vista e recomenda uma análise mais criteriosa do seu caixa pessoal.

“Em situação normal, coisa que não temos no momento, eu recomendaria pagar os impostos à vista, visando o benefício do desconto de 3%. Superior à taxa básica de juros, parece ser um bom negócio, a princípio. Entretanto, se os recursos da reserva financeira forem utilizados para realizar todos esses pagamentos, ela pode ficar reduzida a um nível perigoso.

Se houver dinheiro sobrando, excelente, aproveite o desconto e pague à vista. Se a reserva for discreta, suficiente para apenas alguns poucos meses de orçamento familiar, avalie manter a liquidez e parcelar os tributos estaduais e municipais, sem a incidência de juros.”

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O mês de janeiro costuma ser um bom momento para que possamos questionar os benefícios que temos quando comparados aos custos gerados por um determinado bem ou serviço que usamos. Isso torna-se cada vez mais necessário diante da crescente perda de poder aquisitivo ou mesmo da falta de oportunidade para conseguir um trabalho que complemente parte da renda perdida. O fato é que a maior parte dos salários tem tido enormes dificuldades para, pelo menos, repor as perdas inflacionárias de um período anterior. Enquanto isso, a inflação galopa há vários meses, sempre justificada como um ponto fora da curva, e a tabela do Imposto de Renda retido na fonte não e corrigida há tempos, o que caracteriza mais aumento da carga tributária nacional. Diante da correlação de forças totalmente desfavorável a quem tenta vender seu trabalho o caminho mais curto, obrigatório é o corte de custos a começar pelos desperdícios gritantes nem sempre percebidos por nós. Por isso é fundamental conhecer todos os custos que se tem e buscar responder à pergunta que tenta saber para onde foi o nosso dinheiro.

Nesse sentido, meu ponto aqui é observar e analisar o custo que alguém tem para usufruir de um bem de consumo durável que é o carro. Aliás é importante lembrar que a indústria automobilística é um dos pilares da economia nacional.

Conversando com um profissional de tecnologia da informação, 39 anos de idade, ouvi dele alguns questionamentos sobre os custos de se ter um carro. Por exemplo, o capital empatado e os gastos permanentes/obrigatórios. Basicamente ele usa o carro para ir ao trabalho, que é presencial mesmo na pandemia, e para fazer compras no supermercado. Há pouco mais de um ano ele comprou esse carro zero km por R$60.000,00, padrão básico de uma montadora asiática. Agora o carro já está fora da garantia e também vale no mercado dos usados 30% menos que seu preço na tabela da época.

O imposto sobre a propriedade de veículos automotores –IPVA, que nesse ano vence a partir desta semana – foi pago à vista e ficou em R$ 1.700,00. O seguro contra danos de qualquer natureza consumiu mais R$ 1.500,00 enquanto os serviços de assistência técnica após o vencimento da garantia levou R$ 1.000,00 até o momento. O inevitável consumo de combustível tem girado em torno de R$ 400,00 mensais e, por enquanto, ainda não ocorreram multas de trânsito nem necessidade de trocar pneus danificados em vias públicas mal conservadas. Mesmo reconhecendo os benefícios trazido pelo carro, ficou claro que os custos também precisam ser computados e nunca ignorados.

Nesse caso foi levantada a hipótese de não se ter carro próprio, mas sim alugar um ou usar carros de transporte por aplicativo. Esta hipótese recebeu objeções devido às variações de preços decorrentes da tabela dinâmica – oferta e procura – bem como o aumento da demora para atendimento. Quando nada, vale a pena estudar melhor as condições que estão sendo oferecidas pelas locadoras para o aluguel de um carro no mercado de hoje. Conhecer é preciso não só nesse caso mas também outros custos que fazem parte de nosso orçamento.

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Enquanto contemplo o tempo que passa indelével vejo pelo calendário gregoriano que já estamos chegando ao fim da primeira quinzena de janeiro de 2021. Confesso que em meio a tantas reflexões trazidas por uma virada de ano vale lembrar que a década (2011-2020) também virou, aliás mais uma década perdida em termos de desenvolvimento econômico e social. Cito isso a propósito do quanto somos cobrados em prol do otimismo obrigatório e do positivismo messiânico. Minhas reflexões me levam a perceber, nesse sentido, que mantenho minha fidelidade ao realismo esperançoso e pragmático perante a observação e análise dos principais aspectos do jogo que é jogado e que impactam diretamente na qualidade de nossas vidas.

Como tudo, é forçoso reconhecer que tudo é politica, inclusive a partidária, e que já está em evidência a eleição para Presidente da República em 2022, principalmente após o triunfo do fracasso na tentativa de reeleição do atual presidente norte- americano. Dá para imaginar como ficarão as suas franquias ao redor do mundo?

Fiquei pensando também qual resultado será entregue pelo Ministério da Economia ainda no primeiro semestre do ano em termos de recuperação do crescimento econômico, mesmo diante de uma base fraca na comparação com o final do ano passado. Aqui é interessante lembrar que o país precisa crescer pelo menos 4% ao ano para suportar o crescimento demográfico. A estimativa do IBGE no final do ano passado era que a população brasileira estava em 211,8 milhões de habitantes.

Quando penso no aspecto social percebo o quanto ele já grita quando o IBGE aponta que existem 14,3 milhões de desempregados e outros quase 5 milhões de desalentados país afora. Some-se a isso o recrudescimento da pandemia da Covid-19, a retomada das medidas de isolamento social mais duras e o fim do pagamento do auxílio financeiro emergencial aos trabalhadores. Além disso, persistem indefinições sobre a volta às aulas presenciais e quando efetivamente terá inicio a implementação do plano nacional de imunização com a disponibilidade de vacinas, seringas e agulhas. Até quando o social aguentará sem explodir ou já é hora de implementar uma garantia de renda mínima para a base da pirâmide social numa espécie de “bolsa capital”? Quanto pior, pior mesmo ?

Infelizmente e, por mais que possa parecer repetitivo, continuo insistindo que os fatos e dados não deixam de existir só por serem ignorados, negados ou maquiados. O realismo nos permite ver que se as expectativas forem maiores que a realidade o sofrimento será inevitável. Continuam a prevalecer as estratégias de sobrevivência.

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Simples reflexões

por Convidado 4 de janeiro de 2021   Convidado

*por Sérgio Marchetti

O Discípulo perguntou ao Mestre: – o que é a vida?

O Mestre lhe respondeu: – é um campo de luta de uma disputa eterna.

O discípulo ficou pensativo e decepcionado com aquela resposta. Ora, se a vida é uma disputa, nós seremos eternamente adversários de alguém – pensou. Então, voltou a indagar: – mas nós, em todos os dezembros, desejamos e externamos votos de paz e de um ano novo feliz. Estamos errados?

– Caro Discípulo, emendou o Mestre, cantarolando: – “…Cantar nunca foi só de alegria/com tempo ruim /todo mundo também dá bom dia…” (Gonzaguinha). E continuou: – São tradições, etiquetas, costumes que nos ensinaram e que tentamos crer que possam nos ajudar a construir um mundo melhor. Mas, via de regra, são ações automatizadas que, em raríssimos casos, contêm sentimentos que passam energias positivas e desejos reais.

– Que frustração me causou sua resposta.

– Você é jovem, meu querido seguidor. Quando for mais velho, verá que a vida não é exatamente como pensa hoje. O tempo se incumbe de minimizar as decepções. Tudo muda com o tempo, inclusive conceitos, ideologias, crenças e etc.

– Qual é a maior vantagem de ser velho? Será a sabedoria que se tem da vida? – indagou o jovem.

– Não. Nem todo velho é sábio. Os néscios também envelhecem. A vantagem é não ter morrido jovem (risos). Ademais, salvo melhor juízo de valor, é o tempo de convivência com as pessoas que amamos.

– O senhor é partidário do poema de Cassiano Ricardo que diz que “…desde o momento em que se nasce, já se começa a morrer…” ou que cada dia é mais, e não menos um dia?

– Poderíamos dizer que quem dá a vida, também dá a morte. Mas cada dia, para mim, é mais um dia. A vida, com toda a luta, é uma unidade que recebemos de presente e que devemos saber valorizar.

– E por que unidade?

– Porque é um verbo em movimento e não tem, como as outras coisas da vida, duas faces.

– Não entendi.

– Explico: o contrário de morrer, qual é?

– Viver, ora!

– Errou. É nascer. Viver não tem contrário. Viver é uma dádiva durante um determinado tempo. Naturalmente, quem embarcou primeiro tem um número de senha menor, e será convocado a descer antes. O que é justo; afinal quem chega primeiro tem o direto de ser chamado antes. O que ocorre fora da regra é que muitos jovens afoitos, acostumados a furar filas, acabam passando na frente.

– Crueldade, Mestre. E sobre o ano de 2021? O que acha dele, Mestre?

– Estamos nele, vamos “começar de novo/ E contar comigo/ Vai valer a pena/ Ter amanhecido…Ter sobrevivido…” (Ivan Lins / Vitor Martins).

– Está certo. Valeu a pena ter sobrevivido. Tive muito medo de perder pessoas e até de não sobreviver, mesmo sendo jovem.

– Está vendo. Estávamos, ainda estamos e sempre estaremos lutando contra um inimigo perverso. A vida, como lhe disse, é uma eterna competição; seja contra um adversário como a Covid, seja contra o desemprego, a estagnação, um vício, um parente, um colega traíra. Mas, e sobretudo, estaremos combatendo aquilo que pode nos tirar a vida. A sabedoria consiste em viver cada coisa de cada vez.

– Sabe, Mestre, queria muito que a vida fosse melhor, bem mais justa e menos desigual. Que as pessoas fossem melhores e mais honestas. Tudo não passa de um enredo, cuja essência é o engano. Até os pais mentem para seus filhos…

– Entendo seu sentimento. Um compositor-poeta, sentindo a mesma dor, escreveu:  … “Mas, a vida anda louca/ As pessoas andam tristes/ Meus amigos são amigos de ninguém …“ (Vander Lee).

– Mas a vida é boa sim. O mundo é um palco no qual realizamos espetáculos diversos e, mesmo tendo inúmeros vilões, há sempre muitas pessoas bondosas, solidárias e amigas que protagonizam a peça. Como disse Carlos Drummond: “existe uma pedra no meio do caminho”. A diferença entre sofrer e não sofrer depende de cada pessoa. Uns vão tropeçar na pedra, cair, se debater. Muitos irão atirá-la em alguém. Alguns vão se sentar nela. Outros, porém, irão utilizá-la como pedestal.

A escolha é de cada um.

*Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br.

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Você já parou um pouco para pensar sobre como esta a sua criatividade? Afinal de contas estamos enfrentando uma crise econômica, política e social que se arrasta há quase 10 anos e, para sobreviver nela, é preciso ter muita capacidade de criar para buscar estratégias de sobrevivência. Como diz o ditado popular “o sapo pula é por necessidade e não por boniteza” e nós também acabamos sendo obrigados a nos virarmos para criar saídas diante dos desafios enfrentados e que podem ser medidos pelo IVP – Índice de Viração Própria. Além da inspiração é sempre necessário muita transpiração, persistência e constância de propósitos.

Para embalar e acalentar as nossas reflexões e posteriores ações vale a pena ouvir a música “O poder da criação” de autoria de Paulo César Pinheiro e João Nogueira, lançada em 1980 no álbum Boca do Povo de João Nogueira.

O poder da criação
Fonte: Letras.mus.br

Não, ninguém faz samba só porque prefere 
Força nenhuma no mundo interfere 
Sobre o poder da criação 
Não, não precisa se estar nem feliz nem aflito 
Nem se refugiar em lugar mais bonito 
Em busca da inspiração 

Não, ela é uma luz que chega de repente 
Com a rapidez de uma estrela cadente 
E acende a mente e o coração 
É, faz pensar 
Que existe uma força maior que nos guia 
Que está no ar 
Vem no meio da noite ou no claro do dia 
Chega a nos angustiar 
E o poeta se deixa levar por essa magia 
E um verso vem vindo e vem vindo uma melodia 
E o povo começa a cantar!
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Agora vai…

por Convidado 21 de dezembro de 2020   Convidado

*por Sérgio Marchetti

Enfim, chegamos ao final do sofrido e inusitado ano de 2020. Aos poucos, como um maratonista alquebrado e sem fôlego, mas que não se entrega ao cansaço, estamos próximos da linha de chegada. O mês do nascimento de Jesus, provavelmente, representa apenas o “box” – parada para descanso de uma jornada que nos surpreendeu com chuvas acima da média, queimadas recordistas e uma pandemia que encerrou os sonhos de tantas pessoas.

Em dezembro passado escrevi neste espaço que acreditava em dias melhores. Meu realismo “Nostradamicus” havia sido corrompido, possivelmente, por milhares de mensagens de otimismo que me levaram a fazer previsões ilusórias de que viria a bonança. Tive esperanças e acreditei mesmo. Não aconteceu. Vieram as tempestades, infelizmente.

E, falando nisso, peço licença aos meus bem-aventurados leitores para fazer um aparte. Vocês já devem ter percebido que as pessoas mais realistas acabam fingindo que acreditam num monte de baboseiras que, certamente, extrapolam os dogmas do pensamento positivo? Perceberam que, caso não concordem com certas extravagâncias, vocês serão taxados de pessimistas?

Entretanto, cabe a lembrança de que o pêndulo da vida, a temperança, está no centro das coisas, assim como o realismo é o ponto de equilíbrio entre o otimismo e o pessimismo – o que não significa que eu seja contra o otimismo. Creio que haja um momento para cada sentimento, e a esperança chega a ser milagrosa, sim, desde que exista a possibilidade de que algo se concretize. O autoengano, uma das faces do otimismo, nos leva à procrastinação de um ato que não irá acontecer e, certamente, não nos levará ao pódio.

Estão pensando que não acredito em dias melhores? Erraram. E, já que estamos falando em otimismo, creiam, meus fervorosos leitores, continuarei persistindo em minhas profecias de que 2021 nos será mais favorável. Transfiro todos os planos sonhados e os objetivos malogrados para o próximo ano e convido-os a refazerem seus propósitos com os pés no chão, mas com a alma nas estrelas. Afinal, merecemos momentos mais agradáveis.

Tudo isso me remete a um fato, ocorrido há muitos anos, numa empresa em que eu era recém-admitido e para a qual havia elaborado um projeto de mudanças e melhorias. Um dos gerentes, ao final de minha explanação, disse uma frase que me deixou feliz: “Agora vai…” e prosseguiu com um discurso de credibilidade, dizendo que havia esperado muito por aquela oportunidade, pois tentativas anteriores o haviam frustrado.

Num segundo momento, após a reunião, comentei com colegas sobre minha satisfação ao ver a reação do referido gerente. Recebi de volta um sorriso coletivo e, desconfiado, indaguei o porquê daquela risada. Tive como resposta de que não deveria levar em consideração aquele nobre colega, pois todos os anos, na reunião estratégica, a reação era sempre a mesma: “Agora vai…”

Mas, voltando ao fatídico 2020, contabilizamos perdas irreparáveis tanto de pessoas quanto financeiras. Porém, não temos outra opção a não ser nos reinventarmos e prosseguirmos em nossa corrida pelo circuito da vida. Para outros, foi um ano rentável e isento de doenças e perdas. Felizes são esses últimos que foram escolhidos e abençoados.

Diante de tudo isso e, apesar do ano frustrante, eu agradeço a Deus por estar aqui, chegando ao “box” para repouso, exaurido, mas grato por existir, resistir e trabalhar para ajudar pessoas a ressignificarem seus traumas e suas carreiras. Enfim, desejo a todos vocês que estiveram comigo e mantiveram viva a minha vontade de escrever, um Feliz Natal, pleno de harmonia e, carinhosamente, reafirmo em meu realismo, meio otimista, de que o ano novo nos possibilitará encontrar a paz que buscamos, a justiça, a alegria, a saúde, os encontros presenciais com abraços calorosos, e renovará a esperança de que as expectativas represadas transbordem e transformem nossos dias em conquistas.

Que tudo se realize em 2021.

Agora vai…

*Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br.

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Vale a leitura

por Luis Borges 16 de dezembro de 2020   Vale a leitura

Consulta monólogo 

Você já passou pela experiência de ir a uma consulta médica, no setor público ou privado, sem quase conseguir falar e sair do encontro rouco de tanto ouvir? Essa é uma situação que ainda ocorre entre profissionais que se esquecem de que, para saber falar, é preciso saber ouvir. A relação deve se dar respeitosamente entre as pessoas nos papéis de fornecedor e cliente.

Esse é o tema abordado por Júlia Rocha em seu artigo “O incrível médico que sabia ouvir” publicado no ECOA.

“Você, cara leitora (homens, sintam-se incluídos), já saiu de um consultório, seja em uma clínica, seja em um hospital, em um serviço privado ou público, com a sensação de que gostaria de ter tido tempo e oportunidade de dizer coisas que na sua opinião eram relevantes ao profissional que te atendeu? Você se sentiu mal por ter tentado falar, mas não ter conseguido pois foi frequentemente interrompida? Pois é. Você não está sozinha. Em média, médicas (médicos incluídos) interrompem seus pacientes 18 segundos após lhe dar a palavra. Cerca de 2% dos pacientes apenas conseguem concluir suas explicações.”

Perceba os sinais trazidos pela dor

Já ouvi muita gente dizendo que não gostaria de sentir dor por nada nessa vida, mas ela faz parte de nossos processo físicos e emocionais. Porém, como lidar com a dor e saber se posicionar a partir da percepção dos sinais trazidos por ela? Se a cabeça dói muito, dá para imaginar possíveis causas desse efeito indesejável e começar a agir, pois o tempo não para.

Leia o que Sandra Caselato diz sobre isso em seu artigo “A importância da dor” no ECOA.

“A dor é um sinal emitido pelo corpo que serve para proteção, indicando onde está o perigo. Ela é essencial para a manutenção da nossa saúde, pois ajuda a identificar doenças, como infecções, gastrite ou outras mais graves, como infarto, por exemplo. Quando a pessoa não sente dor, a doença vai progredindo e se agravando sem que ela perceba, e pode ser descoberta somente numa fase avançada quando é mais difícil o tratamento. Isso nos mostra o quanto a dor é importante para manter a homeostase e a saúde do nosso organismo. Da mesma forma, não apenas a dor física é essencial, mas também a dor emocional, que nos traz informações valiosas para manutenção da nossa saúde mental e psicológica.”

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