As mentiras de cada um

por Convidado 1 de abril de 2021   Convidado

*por Sérgio Marchetti

Você costuma mentir? Não?  Será que não está mentindo agora?

Particularmente, odeio mentira. Porém, saibam, leitores mais verdadeiros, que a mentira faz parte da vida de todos nós. Que atire a primeira pedra aquele que nunca mentiu. Sim. Desde crianças, a mentira nos acompanha como uma sombra. E com quem a prendemos a mentir? Com os adultos. E desculpas não faltam para explicar.  – Eu não minto. Apenas omito.  – Somente desta vez foi que menti. Este é mais mentiroso ainda. Somente nessa frase já mentiu duas vezes. E concurso de Miss? – Qual o livro que mais gostou? Quando não respondem que é o Pequeno Príncipe, pode vir uma mentira descarada: Crime e Castigo, de Dostoiévski.

Este tema (mentira) me veio à cabeça porque no palco da maldita Covid-19 foram criadas mentiras brandas, pecados veniais, como por exemplo — eu uso máscara em qualquer lugar. – Almocei lá porque o restaurante estava vazio. – Eu não saio de casa para nada. – Lá não tem ninguém com Covid. Mentirosos!

Para ficar claro, elenquei algumas categorias de mentiras:

*Comercial – esta blusa é a sua cara. – Aproveite a promoção. Amanhã será mais caro.

*Carinhosa — seu filho é lindo (muitas vezes é feio).

*Alcoólica — agora só bebo socialmente.

*Trabalho — eu faltei porque minha mãe morreu. Sobre esta última, um funcionário certa vez me justificou a falta ao trabalho em decorrência da perda da mãe. Fiquei muito penalizado, pois em poucos meses ele havia perdido as duas avós. Mas o que me chocou, especificamente naquele dia, foi ele ter perdido a mãe pela segunda vez.

As causas dessa fuga da realidade estão na busca de afeto, no sentimento de pena, no medo das consequências por terem feito algo errado. Alguns mentem com o intuito de parecerem melhores do que são. Outros, para serem aceitos em determinados grupos e empregos. E, em casos mais graves, o embusteiro convicto que forja situações para enganar alguém numa venda de um veículo, transação financeira ou algo que venha lhe gerar vantagem.

Falando em falta de veracidade, obviamente que não dá para esquecer das fake news que tanto distorcem fatos quanto destróem a imagem e a reputação de pessoas. Lamentavelmente, teremos que conviver com essa nova modalidade de notícias.

Mas, saibam, meus sinceros leitores, que quando esse comportamento passa a ser compulsivo, ele pode ser considerado como doença. A mitomania ou mentira compulsiva é uma tendência patológica que acomete muitas pessoas. Também os alerto que, em qualquer contexto, mais cedo ou mais tarde, a verdade prevalecerá.  “A mentira tem pernas curtas”.

“Você pode enganar muitas pessoas por pouco tempo, pode enganar algumas pessoas por muito tempo, mas não pode enganar todo mundo o tempo todo. ” (Abraham Lincoln)

*Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br.

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Como vai você na pandemia?

por Luis Borges 29 de março de 2021   Pensata

Chegamos ao 2º outono da pandemia da Covid-19 no Brasil – e quiçá um terceiro pode estar se avizinhando. Os números e seus recordes mostram as perdas para todos em variadas dimensões e intensidades, indo dos que perderam a vida (mais de 312 mil), aos enlutados na dor pela perda dos que partiram, aos sobreviventes sequelados até o sistema de saúde colapsado. Fica também visível como a Gestão Estratégica e Operacional faz falta e é extremamente necessária – principalmente para um país que sente há anos os efeitos do pífio desempenho da economia. Pena que o horizonte segue perdido no modo realista.

Partindo da premissa de que tudo começa com a gente e que precisamos estar bem para que possamos cooperar com as outras pessoas, a começar pelas que estão próximas, podemos até fazer uma analogia com a orientação dada no início de uma viagem de avião para que, em caso de despressurização da cabine, coloque primeiro a sua máscara para só depois ajudar outras pessoas. Meu ponto aqui é refletir e dar consequência ao aprendizado que pode advir dos “telecontatos” que eu, você e nós provavelmente estejamos protagonizando nesses momentos de tantas incertezas e desafios à continuidade da vida.

A pergunta padrão que tenho ouvido no início das conversas é “Como vai você na pandemia?”. Na maioria das ocasiões respondo que estou indo bem dentro do possível, observando e praticando com muita disciplina todas as determinações dos padrões sanitários vigentes. Realço que é preciso muita resiliência e que tento ser semelhante ao bambu que “enverga, mas não quebra”. Só não sei até quando. Algumas vezes respondo com a lembrança da música Sinal Fechado (1970), de Paulinho da Viola, dizendo ou cantarolando:

“Olá, como vai? Eu vou indo e você, tudo bem? Tudo bem, eu vou indo correndo pegar meu lugar no futuro, e você? Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono tranquilo, quem sabe quanto tempo, pois é. Quanto tempo?”.

Mas indo como, diante de tantas ameaças? É possível ter um sono tranquilo hoje, às vezes me pergunta alguém. Na verdade tenho buscado viver um dia de cada vez essencialmente em casa, mantendo uma observação e análise críticas em relação às informações e conhecimentos que surgem em diferentes meios. O que vem pela frente é um aspecto sempre levantado. Tenho dito que minha expectativa maior é pelo aumento rápido da velocidade da vacinação, para que as pessoas tenham um comportamento adequado ao momento e que os dirigentes do país em todos os níveis cumpram as suas obrigações lastreadas na verdade.

Quanto pior, pior mesmo!

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Vale a leitura

por Luis Borges 26 de março de 2021   Vale a leitura

A carestia, a fome e o desperdício de alimentos 

As perdas na cadeia produtiva de alimentos podem e devem ser medidas. Desde a plantação da lavoura, colheita e transporte para os centros distribuidores até chegar às nossas residências e também aos restaurantes. Os desperdícios em nossas residências são muito maiores do que podemos imaginar, às vezes sequer são percebidos ou mesmo quantificados. Enquanto isso, crescem a carestia e a fome, que contrastam com o enorme desperdício. Leia a interessante abordagem em torno do tema feita por Mara Gama em seu artigo “Só revolução no consumo pode frear desperdício de comida no mundo” publicado no blog Ecoa do portal UOL.

 “… um dos dados mais importantes do documento “Índice de Desperdício de Alimentos 2021” é que o desperdício doméstico é o maior. O peso é o de 23 milhões de caminhões de 40 toneladas. Quase 570 milhões de toneladas do total jogado fora provém dessa fonte, ou 61%. O restante fica para as perdas em serviços de alimentação (26%) e varejo (13%). Dá para dizer que da produção total do planeta, 11% é desperdiçado após a compra do alimento.”

Construindo a aposentadoria que vai chegar um dia

A última reforma da Previdência Social jogou mais pra frente a hora de se aposentar e piorou muitas das regras anteriormente vigentes. Por isso mesmo – e apesar de todos os pesares da caminhada – é preciso pensar em algo além do dinheiro que virá do INSS. Mas como fazer isso diante das preocupações que você tem com o ciclo idoso da vida, que se aproxima a cada dia que passa, inexorável?

Leia a abordagem de Marcia Dessen no artigo “De quanto dinheiro você precisa para viver, do jeito que quiser viver, até o fim da vida?” publicado no portal Folha de São Paulo.

“Se forem prudentes, vão se dar conta de que é preciso planejar o futuro, estimar a quantidade de recursos necessária, nem muito, que sacrifique o presente, nem pouco, que comprometa a qualidade de vida no futuro, mas o suficiente, para viver a vida que desejam.

Planejar a vida, depois as finanças, permitirá conhecer em tempo, ainda na fase dos 30, 40 anos, que capital deve ser acumulado para garantir um futuro confortável.”

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Celina Oliveira, 23 anos, estudante do 3º ano de medicina, mudou-se da casa de sua avó materna após 14 anos de permanência. Celina chegou lá aos 9 anos de idade juntamente com sua mãe, a administradora de empresas Juliana Souza, em função dos desdobramentos da morte traumática de seu pai, o engenheiro mecânico do setor automobilístico Telmo Oliveira, então com 40 anos de idade. A causa de sua morte foi o infarto agudo do miocárdio. Na época, ele enfrentava uma acentuada dependência do álcool e do tabaco industrializado.

A avó materna, Dona Marli Souza, à época com 70 anos de idade, ficou muito comovida com o estado emocional da filha – então com 36 anos – e também da neta. Diante disso propôs que ela retornasse para a casa dos pais com a filha. Ainda mais que lá só moravam, na época, Dona Marli e o marido Olavo Souza, que acabou vindo a óbito 2 anos depois.

Então foram acertados os parâmetros para a nova configuração da casa, inclusive os gastos financeiros. Dessas conversas participaram também os dois irmãos e uma irmã de Juliana, todos mais velhos que ela e que sempre visitam a casa, principalmente nos finais de semana.

Aos poucos as perdas foram sendo elaboradas e as coisas chegando ao seu desejável lugar. Juliana dando continuidade à sua trajetória profissional e afastando sempre qualquer possibilidade de encontrar um novo companheiro. Celina passou pela adolescência cursando o ensino fundamental e o médio com excelente aproveitamento, mas também mostrando uma forte personalidade para exigir que tudo fosse feito conforme a sua vontade. Caso contrário, as brigas com a mãe e a avó seriam certas.

Por outro lado, o tempo também passou para a avó Marli, que foi ficando mais lenta e com a memória mais fraca mas se mantendo à frente de todos os afazeres da casa como sempre fez.

Um ponto de inflexão marcante se deu quando Celina ingressou numa Faculdade de Medicina, dessas que exigem investimentos anuais de 12 parcelas mensais entorno de R$10 mil, fora livros, transporte, alimentação… Ela, que já “se achava”, passou a “se achar” ainda mais, e começou a cobrar insistentemente de sua mãe que se mudassem para um apartamento mais apresentável do que a casa de sua avó. Ela queria ter um ambiente que considerasse mais adequado para convidar amigos e colegas de faculdade para se encontrarem.

Após dois anos de muitas pressões e discussões, Juliana cedeu às exigências da filha Celina e se mudaram no início deste ano para o sonhado apartamento. Porém, no pior momento da pandemia da Covid-19. A avó Marli foi convidada para morar com elas mas recusou-se peremptoriamente. Reafirmou o desejo de ficar em sua casinha até o dia em que seus olhos se fecharem.

Agora, os filhos tentam convencê-la a aceitar a presença de cuidadoras de idosos para acompanhá-la durante as noites e de uma empregada doméstica para ajudá-la nos serviços da casa durante o dia.

E a vida segue nas duas casas, no pior momento da pandemia.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 18 de março de 2021   Curtas e curtinhas

Greve em maturação

Apesar do fracasso da greve geral marcada para 1 de fevereiro, os caminhoneiros continuam manifestando insatisfação com a tabela de fretes, os constantes aumentos do preço do óleo diesel e seguem pressionando o Governo Federal em paralisações específicas em estados como São Paulo e Minas Gerais. Enquanto isso o dólar passa dos R$ 5,80 e a OPEP (Organização Dos Países Exportadores de Petróleo) resolveu não aumentar a produção em abril, o que ajuda a manter o barril de petróleo em torno de U$68. Assim a Petrobras aumentou novamente os preços dos combustíveis nessa semana conforme sua política de preços alinhada com o mercado internacional. Agora o Governo Federal está propondo a ampliação do programa do Microempreendedor Individual (MEI) para inclusão de caminhoneiros autônomos. O faturamento máximo anual passaria para R$300 mil ao invés dos atuais R$81 mil. Também está sendo proposta a criação do Documento de Transporte Eletrônico para unificar diversos documentos exigidos dos caminhoneiros e assim reduzir a burocracia. Vamos ver quando o Congresso Nacional conseguirá discutir e aprovar essa proposta e se isso impedirá uma futura greve geral. 

Empréstimo compulsório

O jurista Modesto Carvalhosa sugeriu, em artigo publicado no Estadão, que uma das fontes para o financiamento do auxílio emergencial venha de um empréstimo compulsório de 20% da remuneração (salários e penduricalhos) dos funcionários públicos ativos e inativos da União durante 12 meses. Ele incidiria sobre as remunerações a partir de R$ 10 mil. Esse empréstimo compulsório seria ressarcido aos servidores a partir de 2027, durante 5 anos, devidamente corrigido pela Selic. Será que essa proposta tem alguma chance de ser aprovada ou é apenas mais um exercício tentando formular como fazer dinheiro nesses tempos tão bicudos?

Crescimento necessário da economia

O IBGE divulgou que o PIB do Brasil ficou negativo em 4,1% no ano passado. Com esse índice, consolida-se mais uma década perdida, na qual o crescimento médio anual da economia foi de apenas 0,3% segundo a Fundação Getúlio Vargas. A década perdida anteriormente aconteceu nos anos 80 do século passado, quando o PIB teve um crescimento médio anual de 1,6% segundo a mesma Fundação.

O país precisa de um crescimento da economia em torno de 4% ao ano para que a população seja atendida em suas necessidades de trabalho e renda. O desafio é enorme e exige muita competência de quem for liderar esse processo. Enquanto isso, o Boletim Focus do Banco Central dessa semana projeta o crescimento do PIB para esse ano em 3,23% e de 2,39% no ano eleitoral de 2022. A conferir.

 

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Aluga-se imóvel sem fiador

por Luis Borges 15 de março de 2021   Pensata

Espero que você esteja percebendo em suas caminhadas pela cidade de Belo Horizonte a grande quantidade de placas com os dizeres “Aluga-se” ou “vende-se” em imóveis diversos. Após um ano de pandemia o mercado imobiliário também busca se reposicionar estrategicamente dentro da lei da oferta e da procura nesse momento tão ruim da economia brasileira.

Quem já precisou de alugar um imóvel residencial – casa, apartamento, barracão – ou comercial – sala, loja, galpão – sabe bem das exigências que um locatário/inquilino deve atender. É por isso que chama a atenção dos mais atentos um anúncio de aluguel colocado na frente de uma loja numa das ruas mais movimentadas do bairro Santa Efigênia, na zona leste de Belo Horizonte. A descrição do imóvel mostra que trata-se de uma loja de 50m² com mezanino de 30m², uma vaga em frente à entrada para estacionamento de veículo, aluguel mensal de R$2.500,00 acrescido do IPTU de R$120,00. O proprietário solicita um locatário com renda mensal de R$8.000,00 e não é preciso fiador/avalista. Mas o que fica para ser dito por último pela imobiliária é que existe a necessidade de se fazer um Seguro Fiança que pode variar de 9% a 16% do valor do aluguel, o que depende de qual seguradora vai aprovar o cadastro do potencial locatário. Só ai fica claro que não é preciso fiador porque ele foi substituído por outra modalidade de garantia para o locador que, no caso, é o Seguro Fiança.

Será que essa loja vai ser alugada rapidamente após esse ano de pandemia que hoje esta em seu pior momento? Aliás, estima-se que cerca de 20% dos imóveis comerciais estão fechados em Belo Horizonte à espera de um novo inquilino, mesmo com os preços dos aluguéis semelhantes aos de um ano atrás ou até bem menores. Vale lembrar que muitos locatários conseguiram descontos de até 50% no valor de seus aluguéis por um determinado período no início da pandemia através de negociações bem como a troca do índice usado para reajustar os valores dos contratos renovados com o uso do IPCA no lugar do IGPM, que aliás, chegou a 28,95% em fevereiro desse ano.

Como deve estar sendo o posicionamento de muitas das pessoas que investiram na aquisição de imóveis para serem alugados na expectativa de que gerariam um complemento financeiro para os proventos da aposentadoria? Imaginemos o que é ter, de repente, um imóvel desocupado pois o inquilino não consegue mais pagar o preço contratual enquanto o proprietário não renegocia nada, na certeza de que não pode fazer nenhuma concessão para não prejudicar seu próprio orçamento. O inquilino devolve o imóvel e o proprietário, além de ficar sem o dinheiro do aluguel – mesmo pagando 15 % de imposto de renda e 10% de taxa de administração da imobiliária – ainda tem de arcar com o IPTU e o condomínio no caso de um edifício, por exemplo.

Não tenho a pretensão de esgotar o assunto, mas reflita um pouco sobre o que você faria se estivesse numa situação como a descrita aqui.

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Na janela da dispersão

por Luis Borges 8 de março de 2021   Pensata

Frequentemente ouço pessoas dizendo que estão muito cansadas e que já não aguentam mais tantas coisas que precisam fazer ou deveriam ser feitas no dia, na semana ou no mês. Muitas dessas pessoas ainda emendam as falas abordando a complexidade exponencial das várias variáveis que desafiam a arte de viver nesses velozes tempos de mudanças e incertezas que estamos atravessando. É livre a queda de paradigmas que exigem um rápido e consistente reposicionamento estratégico. Mas como fazer isso é o grande desafio que temos. Falar o que fazer aparentemente é mais fácil. Imaginemos uma espécie de engenharia – criação – simultânea diante de tantas possibilidades e restrições presentes na conjuntura vivida e nos cenários que podemos tentar desenhar em meio a tantas incertezas. Enquanto isso a inteligência estratégica ainda fustiga aqueles que ficam na dúvida entre ter razão ou ter sucesso.

Tenho perguntado a essas mesmas pessoas quais são as causas presentes no plano macro que estão tirando a sua energia e aumentando o seu cansaço. As respostas mais citadas passam pelas preocupações com a economia que não se recupera, o desemprego aberto, a pandemia que se agrava, a volta da carestia e da inflação. Todas são variáveis externas que as pessoas não controlam, mas podem acompanhar.

Por outro lado podemos também tentar melhor observar e analisar o nível micro do cotidiano de nossas vidas para melhor conhecer e compreender os processos dos quais fazemos parte e temos autoridade para atuar neles.  Será que as pessoas que estão reclamando muito, cada vez mais queixosas, estão percebendo as causas fundamentais e secundárias dos resultados que estão colhendo, das entregas que não estão fazendo? Afinal de contas, qual é o seu negócio? Você tem foco em que? O que é preciso fazer para combater a dispersão? Por exemplo, buscar as informações e os conhecimentos necessários para a tomada de decisões no tempo adequado. Estamos necessitando muito mais de buscar um foco para o que estamos fazendo e precisamos fazer, até mesmo pela sobrevivência e isto depende também de nós. Não dá só para terceirizar a nossa parte.

Muitas das mesmas pessoas que estão cansadas justificam o estado em que se encontram alegando que é fundamental permanecer na janela das conexões para descobrir oportunidades e buscar o seu melhor aproveitamento. Tudo bem, mas em qual dosagem? Qual é o ponto de equilíbrio? Reflita um pouco sobre o seu comportamento diante de tudo que está à sua disposição, a começar pelos inúmeros grupos de WhatsApp dos quais você participa, por exemplo. Qual é o nível de agregação de valor trazido ou qual é o valor retirado? Infelizmente, queiramos ou não, precisamos estar atentos para não ficarmos estagnados na janela da dispersão em nome da conectividade apenas e tendo a vida mediada pelo celular na palma da mão.

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