Sorria, você está sendo amparado

por Convidado 6 de outubro de 2025   Convidado

* Por Sérgio Marchetti

Não sei se vocês sabem, caros leitores (acho que não), que sou membro/consultor do Instituto Movimento pela Felicidade e Bem-Estar. A essência do nosso trabalho é cuidar do bem-estar e da felicidade dos seres humanos (programas como: cidades felizes, organizações felizes, pessoas felizes), estejam eles nas empresas ou em suas casas. E creiam, tudo com base em estudos e comprovações científicas.

Mas não é novidade dizer que doenças psicossomáticas são o mal do século.

Em 2024, no Brasil, houve um número recorde de quase meio milhão de afastamentos, com um aumento de 68% em relação ao ano anterior. Os afastamentos por transtornos de ansiedade e episódios depressivos foram os que mais cresceram em uma década, com um aumento de mais de 400% para o fator ansiedade.

Globalmente mais de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão, mais de 260 milhões vivem transtornos de ansiedade e muitos outros milhões sofrem com os dois. O Brasil tem a maior incidência de depressão da América Latina. Entre 2022 e 2024, os afastamentos do trabalho por saúde mental aumentaram em 134%.

O mesmo relatório aponta que pessoas com condições severas de saúde mental morrem em média de 10 a 20 anos mais cedo do que a população em geral, principalmente devido a doenças físicas evitáveis.

Diante desse quadro preocupante, em maio de 2026, entrarão em vigor novas exigências legais da norma regulamentadora Nº1 (NR-1) pelo Ministério do Trabalho e Emprego que tornou a saúde mental uma responsabilidade legal das empresas. O não cumprimento acarretará pesadas multas a quaisquer organizações que não proporcionarem um ambiente saudável a seus servidores. E o que tem a ver a felicidade com doenças psicossomáticas? Talvez a falta da felicidade, sim, tenha ligação direta com tantas doenças mentais.

Não temos uma fórmula mágica para gerar felicidade, mas indicamos caminhos seguros para a obtenção de um estado de espírito mais leve, independentemente dos obstáculos e dos eventuais percalços da vida.

Enfim, estamos trabalhando (palestras, mentorias, consultorias) para proteger organizações de variados prejuízos e ajudando pessoas a se libertarem dos fantasmas que assombram suas vidas.

Sabemos que não estamos livres das adversidades, mas “o problema ocorrido na manhã de um dia não deve prevalecer até a noite, pois nos impedirá de ver o brilho das estrelas”. Então, “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

Venha ser feliz conosco!

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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De vez em quando aparece numa cidade uma pessoa demonstrando sinais exteriores de riqueza. Conforme o grau de ostentação, logo surgem outras pessoas questionando como foi gerado aquele milagre. O primeiro e mais direto comentário afirma que a renda da pessoa não é suficiente para o que está mostrando, e deixa no ar o benefício da dúvida. Sempre tem alguém para falar que “longe de mim dizer que isso vem de um mal feito, mas a pulga fica atrás da orelha” e o “converseiro” vai ganhando fôlego.

Esses milagres estão ficando tão impregnados na cultura brasileira que milagre passou a ser definido informalmente em alguns grupos bem-humorados como sendo “um efeito sem causas”. Por outro lado, em função da escassez, honestidade passou a ser vista como uma virtude, quando deveria ser uma obrigação.

Agora a nação brasileira prossegue, sempre sabendo de alguma novidade envolvendo personagens do mundo público e privado participando ativamente de grandes negociatas, movimentando propinas de milhões de dólares, contas bancárias no exterior e, de vez em quando, até uma delação premiada.

Tenebrosas transações sempre têm sido mostradas nas diversas mídias em ocorrências envolvendo órgãos públicos, privados e organizações criminosas ao longo do país. A Polícia Federal está sempre em evidência com suas operações fazendo buscas, apreensões e prisões preventivas e os devidos processos legais vão seguindo seus caminhos. Vale lembrar recentes escândalos, como os descontos não-autorizados dos benefícios de aposentados do INSS, fraudes no ICMS feitas por auditores da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, emissão fraudulenta de licenças ambientais por órgãos da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais, organizações criminosas crescendo sua participação em negócios legalizados…

Nesse contexto lembrei-me de um compositor e cantor do qual gosto muito e cuja obra admiro. Trata-se de Noel de Medeiros Rosa, nascido no Rio de Janeiro em 11/12/1910, onde morreu em 04 de maio de 1937 com apenas 26 anos, 4 meses e 23 dias de vida. Em sua curta e fecunda carreira artística, Noel Rosa compôs 259 músicas. Uma delas, de 1933, foi Onde está a honestidade?, feita em parceria com Francisco Alves. Hoje, 92 anos depois, ela continua super atual e vale a pena ser cantada para nos ajudar a ter força e esperança para virar a atual página da nossa história. Veja a letra da música e ouça na voz do próprio Noel.

Onde está a honestidade?
Fonte: Letras.mus.br

Você tem palacete reluzente
Tem jóias e criados à vontade
Sem ter nenhuma herança nem parente
Só anda de automóvel na cidade

E o povo já pergunta com maldade:
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?

O seu dinheiro nasce de repente
E embora não se saiba se é verdade
Você acha nas ruas diariamente
Anéis, dinheiro e até felicidade

Vassoura dos salões da sociedade
Que varre o que encontrar em sua frente
Promove festivais de caridade
Em nome de qualquer defunto ausente

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 24 de setembro de 2025   Curtas e curtinhas

A dívida do Estado de Minas Gerais está chegando a R$200 bilhões

O Boletim Estadual da Dívida publicado mensalmente pela Secretaria de estado da Fazenda (SEF-MG) mostrou que em agosto o total da dívida chegou a R$196,16 bilhões, dos quais 87,69% – R$172 bilhões – se referem à dívida com a União. Os demais credores do Estado são o Banco do Brasil com 3,03%, Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – Bird 3,03%, Depósitos judiciais 2,3%, Credit Suisse 1,05%, Instituto Nacional de Seguro Social – INSS 0,59%, Instituto de Previdência Social dos Militares 0,56%, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES 0,54%, Agência Francesa de Desenvolvimento – AFD 0,48%, Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID 0,30% e outros 0,28%. No período de agosto de 2019 a agosto de 2025 a dívida total de Minas Gerais cresceu 59% sendo que a dívida com a União aumentou 83%.

Agora as expectativas se voltam para a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dividas dos Estados – Propag, cujas condições deverão ser melhores do que as do atual Regime de Recuperação Fiscal – RRF.

Gestão é o que todos precisam, mas nem todos sabem que precisam!

A volta do horário de verão

Após seis anos fora do ar, finalmente o Governo Federal anunciou a volta do horário de verão no período de 16 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026. A duração de quatro meses valerá para os Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste. A decisão foi tomada em função de projeções feitas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS tendo em vista a segurança do sistema interligado e o alto custo das usinas termoelétricas.

Como sempre, a discussão recai sobre a matriz energética brasileira, que passa pelas fontes renováveis, como as eólicas e fotovoltaicas já com grande produção em determinados momentos do dia, o que acaba até por desequilibrar o sistema e aumentar o risco de apagão. Agora só resta aos que gostam e aos que não gostam do horário de verão definir as medidas que tomarão para viver ou sobreviver ao longo desses quatro meses.

Começa em 1º de outubro o 13º Festival Literário de Araxá – Fliaraxá

No período de 1º a 5 de outubro acontecerá o 13º – Fli Araxá com o tema Literatura, Encruzilhada e Memória, que contará com a presença de 50 escritores, entre os quais o araxaense Fernando Braga de Araújo, autor do clássico Araxá põe a mesa.

Participe e conheça a capital secreta do mundo, a cidade eterna de Araxá. Leia mais aqui.

A redução do tele trabalho na Microsoft

A empresa americana Microsoft anunciou na semana passada que retomará o trabalho presencial pelo menos três vezes por semana a partir do início do próximo ano, a começar por suas unidades nos Estados Unidos.

Segundo Amy Coleman, Diretora de Pessoas da empresa, “analisamos como nossas equipes trabalham melhor, e os dados são claros: quando as pessoas trabalham juntas presencialmente com mais frequência, elas prosperam — ficam mais energizadas, empoderadas e entregam resultados mais fortes.”

Enquanto empresas como Google e Meta já haviam abandonado o home office, a Microsoft ainda resistia e até defendia o modelo, que ganhou força com a pandemia de covid 19.

E você ainda defende o tele-trabalho com unhas e dentes ou já aceita uma volta ao presencial, mesmo que apenas três dias por semana?

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Comecei a frequentar o bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte no ano de 1978 e a morar nele a partir de 1980. Lá se vão quase 50 anos ou meio século. É claro que o bairro foi se modificando e se transformando em seus diversos aspectos ao longo desse período, mas nada tão intenso quanto nos últimos 5 anos, após a pandemia da Covid-19.

Posso usar a expressão “quem te viu e quem te vê” para comparar os tempos de hoje com os de outrora. Porém, vou abordar apenas as grandes transformações trazidas pela quantidade de bares e restaurantes em funcionamento ao longo da Rua Mármore, a principal do bairro. Vale registrar que a rua tem aproximadamente 900 metros de comprimento ao longo de sete quarteirões e possui 32 bares e restaurantes de diferentes portes em pleno funcionamento. Neles a vida está pulsando com pessoas vindas dos mais diversos lugares, e algumas até do próprio bairro.

Acontece que a Rua Mármore se tornou um grande bar a céu aberto, onde cada empreendimento usa o seu espaço próprio, como previsto, mas geralmente ocupa o passeio com mesas e cadeiras para seus clientes, o que acaba dificultando ou impedindo o ir e vir das pessoas que precisam passar pela rua. A mesma situação também se repete na pista de rolamento, na parte destinada ao estacionamento de veículos, que é demarcada por grades em seus limites. Assim, muitas vezes as pessoas acabam tendo que continuar seus caminhos passando próximo ao meio da rua, disputando o espaço com ônibus, caminhões, carros, motocicletas e bicicletas.

Reprodução: Itatiaia

O que se percebe é que vários dispositivos legais estão sendo descumpridos como o direito de ir e vir, código de posturas municipais, Lei do uso e ocupação do solo e limites definidos pela Lei do Silêncio. É importante lembrar que o Bairro de Santa Tereza tem suas especificidades por ser uma Área de Diretrizes Especiais – ADE. Também chama a atenção o fato de alguns bares estarem usando a calçada da Praça Duque de Caxias como mais um prolongamento extra de seus espaços originais.

O estacionamento de veículos de frequentadores dos bares e restaurantes acaba acontecendo em ruas transversais à Mármore onde muitos também deixam suas marcas de variados tons.

O momento exige fiscalização e controle pelos órgãos públicos, a começar pela Prefeitura e Administração Regional Leste, zeladoria atuante e até o olhar atento do Ministério Público. Campanhas educativas em prol do uso coletivo do espaço público, num padrão bom para todos, estão fazendo falta enquanto aumentam os gritos por melhores condições de vida no bairro e também na cidade.

Vamos viver com alegria e jogar o jogo conforme as regras que são para todos os envolvidos em seus diferentes níveis e papéis. Que tudo seja bom para todos, com respeito e civilização. Cultivar ruas e praças do bairro farão bem para toda a cidade, a começar pelo próprio bairro. Problemas são para serem resolvidos, mas precisam de gestão com foco, determinação e constância de propósitos. Não podemos ficar indiferentes e inertes diante dos acontecimentos que se sucedem enquanto o tempo passa.

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE divulgou que estimava a população brasileira em 213,4 milhões de pessoas em 1º julho desse ano. Por sua vez a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS informa que em abril desse ano existiam 52,3 milhões de pessoas (24,5% da população) vinculadas a algum tipo de plano de saúde das diversas modalidades existentes.

Acontece que todo ano os planos tem aumento no preço das mensalidades, sendo que apenas os individuais e familiares contam com a intermediação da ANS para a definição de novos preços. Os demais planos ficam por conta da livre negociação entre as partes envolvidas, mas sabemos claramente quem é o lado mais fraco nessa correlação de forças. No período de maio de 2025 a abril de 2026, a ANS estabeleceu aumento de até 6,06% para os planos individuais e familiares – no ano passado foi de até 6,91%. Já para os planos coletivos o aumento médio do atual período está em torno de 15% – no ano passado foi de 13,8%. Também é importante lembrar que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do IBGE foi de 5,23% nos últimos 12 meses – agosto de 2024 a julho de 2025.

Vale lembrar que a ANS divulgou que no primeiro semestre de 2025 as operadoras médico-hospitalares de todos os portes tiveram aumento no resultado líquido. As de grande porte registraram, em números agregados, R$9,7 bilhões de lucro líquido (114% a mais que no mesmo período do ano anterior).

A sinistralidade, principal indicador que explica o desempenho operacional das operadoras médico-hospitalares, registrou no 1º semestre de 2025 o índice de 81,1% (2,7 pontos percentuais abaixo do apurado no mesmo período do ano anterior). Isso significa que aproximadamente 81,1% das receitas provenientes das mensalidades foram destinadas às despesas assistenciais. Este é o menor índice registrado para um 1º semestre desde 2018 — à exceção de 2020, quando a sinistralidade foi ainda mais baixa em razão dos efeitos da pandemia.

Diante de fatos e dados como os aqui citados fica cada vez mais necessário e importante que clientes de planos de saúde analisem o benefício e o custo de possuir um. Basta um olhar no quotidiano para se perceber como o atendimento vai ficando cada vez mais demorado diante de problemas de saúde que não podem ficar esperando por uma solução. Na prática, o que se percebe são os aumentos de preços e descumprimentos de cláusulas contratuais.

São frequentes os casos em que um cliente tenta marcar uma consulta inicial com um profissional credenciado pelo plano e vem a informação de que há vaga para um atendimento só após 60 dias. Muitas vezes ainda há um singelo aviso de que a primeira consulta é cobrada à parte, fora do plano. Muitos serviços de apoio ao diagnóstico em laboratórios de análises clínicas e de imagens também apresentam dificuldades para atendimento imediato, mas, é claro, se forem pagos no modo particular terão atendimento imediato. Acredito que muitos leitores também devem ter algum acontecimento do qual foi protagonista e em que o nível de qualidade aceitável deixou a desejar.

É importante também prestar atenção na maciça propaganda de muitos planos de saúde, cheias de bônus para atrair novos clientes, mas sempre co-participativos.

É sempre bom lembrar que segundo o artigo 196 da Constituição Brasileira “a saúde é um direito de todos e dever do Estado”.

E você, caro leitor, está satisfeito com seu plano de saúde? Ele continua cabendo em seu bolso ou já é hora de começar a olhar para o Sistema Único de Saúde – SUS? Você possui cartão SUS?

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O resgate do capital humano

por Convidado 1 de setembro de 2025   Convidado

* Por Sérgio Marchetti

Estamos vivendo o momento das maiores e mais rápidas mudanças de que se tem registro em toda a história do universo. Estamos no meio de uma grande tempestade, e quando vier a bonança muita coisa estará definitiva e irremediavelmente transformada. Mas a tempestade intitulada de mudança não cessará. Viveremos uma duradoura metamorfose que ninguém sabe aonde irá nos levar, nem como seremos depois do dia “D”. As ondas, depois da revolução tecnológica, se multiplicaram de tamanho e além de dimensões gigantescas – verdadeiros Tsunamis – possuem também uma rapidez jamais vista pelos humanos. Os valores, as condutas, os credos, os dogmas – tudo mudou.

O relacionamento também tende a mudar ainda mais. Os homens creem no dinheiro como a única razão para viverem. Todavia, não percebem que estamos vivendo o estresse mais agudo de toda a história. E como entender? Eu pergunto. Como entender que pessoas tão modernas, com seus automóveis elétricos – e inteligentes, ainda vistam a fantasia de um senhor de escravos em lua de mel com o poder? O assédio moral exorbitou. Como compreender que se adaptaram tão bem ao mundo tecnológico das telas planas e terem as mentes tão enquadradas?

Mas temos uma grande notícia, a mudança e os tornados da pós-modernidade trouxeram a semente que está sendo plantada no solo fértil da esperança: o amor será cultivado também no ambiente de trabalho. Amor a quem? Ao próximo, porque estamos carentes de atenção, de fidelidade, de estímulo e pertencimento. O homem descobriu… ou redescobriu? Isto não importa, o que sei é que o homem chegou à feliz conclusão de que o amor impulsiona a felicidade, que é a estratégia para se tornar vencedor. Pessoas amadas, admiradas e felizes têm mais disposição e veem a vida com uma cor mais forte porque é o reflexo delas. Na realidade são felizes e essa é a maior característica que diferencia sucesso de fracasso.

A máquina humana não evoluiu como as máquinas de nosso cotidiano. Somos os mesmos, as crianças, por causa da tecnologia e das atitudes dos adultos, muitas delas não têm mais infância. Então, como serão, como agirão quando adultas? Não precisamos de gente-robô, precisamos de gente-gente que domine a inteligência artificial e não o contrário. E “ainda que falem a língua dos anjos e dos homens, sem amor nada serão”.

O vento que desarrumou tudo exigiu que lutássemos pela sobrevivência porque nas grandes catástrofes a solidariedade renasce. Portanto, acreditemos no valor do ser humano, mesmo sendo o produto mais complicado, mais complexo que foi “inventado”. Ser gente é maravilhoso e, é sendo gente que encontraremos respostas para um mundo de mais qualidade, amor, realização profissional, resultados e, consequentemente, felicidade porque creio, com muita fé, que gente feliz constrói um mundo melhor para se viver.

 

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 25 de agosto de 2025   Curtas e curtinhas

Concentração de renda só aumenta no Brasil

Um estudo feito pelo grupo de pesquisadores do FiscalData com base nos dados das Declarações do Imposto de Renda das Pessoas Físicas de 2017 a 2023 mostra que a concentração de renda no Brasil continua crescendo. A renda do 1% mais rico passou de 20,4% para 24,3% no período.

Em 2023 os 0,001% mais ricos somavam 1.601 pessoas e tiveram uma renda mensal de R$3.233.559. Os 0,01% mais ricos eram 16.017 pessoas com renda mensal de R$855.476 e os 0,1% mais ricos eram 160.178 pessoas com renda mensal de R$146.142. Já os 1% mais ricos somaram 1.601.786 com renda mensal de R$34.718.

Quais são as principais causas de tamanha concentração de renda e que medidas tomar para reduzi-la no atual estágio do capitalismo brasileiro?

Uma percepção sobre a engenharia e os engenheiros no Brasil

O Presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – CONFEA, gestão 2024-2026, o engenheiro de telecomunicações Vinicius Marchese Marinelli participou no dia 18 de agosto em São Paulo do evento VEJA Fórum Infraestrutura.

Segundo ele, “de cada 100 estudantes que ingressam nos cursos de engenharia, apenas 35 se formam, a maior taxa de evasão de todos os cursos do país. A maioria dos estudantes desiste. E, no final, só 15 dos ingressantes fazem o seu registro no Crea, ou seja, são esses 15% os que realmente atuam com engenharia. Grande parte acaba indo para o mercado financeiro. Então perdemos material humano que é essencial para executar todos os projetos”.

Os dados do CONFEA mostram que o Brasil está estagnado há décadas em uma proporção de 5 a 6 profissionais de engenharia para cada mil habitantes, enquanto em países desenvolvidos como o Japão e os Estados Unidos essa proporção chega a 25 e, mesmo em emergentes com populações enormes, caso da China e da Índia, é de 13 a 15 engenheiros por mil habitantes.

O que e como fazer para reverter esta situação?

Débitos em contas bancárias

A Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN solicitou ao Banco Central (BC) que as autorizações para débitos de pagamentos nas contas de seus clientes sejam autorizadas e posteriormente confirmadas, ratificadas por eles para que a operação seja efetivada. Este procedimento padrão já é adotado por bancos como Itaú e Bradesco, pois são visíveis as crescentes quantidades de golpes tentados, e muitos com sucesso, todos os dias no mercado. Uma boa lembrança são os descontos não-autorizados feitos em contas de aposentados e pensionistas do INSS nos últimos 7 anos.

Segundo o BC, os bancos não estão proibidos de adotar controles que assegurem a integridade dos processos sob sua responsabilidade, nos termos de sua resolução sobre o tema. De qualquer maneira, cabe ao cliente ficar atento para não cair em fraudes de qualquer natureza e nem isentar os bancos de suas responsabilidades.

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