Vale a leitura

por Luis Borges 18 de janeiro de 2015   Vale a leitura

A crise da água é problema nosso – A seca no sudeste brasileiro continua se prolongando com firmeza e os índices pluviométricos de dezembro passado e da metade desse janeiro não nos deixam dúvidas. A escassez da água clama por uma gestão que leve em conta a participação de todos os envolvidos na questão, que é vital também para todos. Mais do que nunca é preciso implementar a prática da democracia participativa num país que possui 13% da água doce do mundo. Se o agronegócio consome 50% dessa água e a indústria – aí incluída a mineração – leva 40%, sobram meros 10% para o consumo humano. A sensação é de que os humanos é que pagarão o pato, mesmo sendo os menores consumidores. Quais os critérios serão usados para definir as cotas de sacrifício e como se dará a reeducação dos usuários nesse momento em que as autoridades constituídas começam a admitir o racionamento da água através de procedimentos pouco transparentes? Leia neste artigo o que a arquiteta Raquel Rolnik sugere como solução desse nosso problema.

Imóvel na planta – Segue um artigo importante para quem planeja a compra da casa própria. As orientações do advogado Marcelo Tapai, especialista em direito imobiliário, são para quem vai comprar imóvel na planta. Ele alerta, entre outros itens do contrato, para a “parcela das chaves”, que nem sempre é paga só quando o apartamento fica pronto, por exemplo. Leia e fique esperto.

Proteja-se da inflação – A perda do poder de compra é o pior dano da inflação para os assalariados. O salário corroído é de difícil recomposição. A luta por ela está fragilizada,  devido à baixa mobilização das diversas categorias de trabalhadores e também pela inércia de seus sindicatos e respectivas centrais, notadamente aquelas que apoiam politicamente a base aliada que dá sustentação ao Governo Federal. Nesse cenário, resta a cada um cuidar de si e fazer mais com menos. É interessante ler as sete dicas de Ruth Costas, da BBC Brasil, para que você se proteja melhor da inflação alta naquilo que couber à sua realidade. Bom proveito e atenue suas perdas.

Desobediência – O que fazer diante de pais poliqueixosos de seus filhos, notadamente aqueles que são contra tudo e tudo fazem só para contrariar? Quais são as causas fundamentais desse fenômeno e quais delas dependem mais das firmes atitudes dos pais? Trabalhar com limites e impedir as derivações do foco são desafios permanentes, que exigem constância de propósitos, disciplina e paciência histórica. Leia aqui a análise do psicanalista Contardo Calligaris. (se não conseguir abrir neste link, acesse o site pessoal do colunista e clique em “textos” e depois em “na Folha de S. Paulo”).

A desobediência é um transtorno quando desobedecer se torna mais importante do que o próprio comportamento em nome do qual alguém desobedece.

Alguns leitores comentaram, na semana passada, que tiveram dificuldades para acessar links que direcionavam para o site da Folha. Parte do conteúdo do jornal é restrito para assinantes ou cadastrados no site. Ficaremos mais atentos a isso e, sempre que possível, colocaremos links alternativos aqui no blog. 

  Comentários
 

O social no velório

por Luis Borges 16 de janeiro de 2015   Pensata

Segundo a definição do Dicionário Informalsocial é:

aquilo que pressupõe relações, sociabilidade, abarcando relacionamentos, sentimentos, modos de ser, de estar, de agir e de se manifestar. Aplica-se mais às interações humanas significativas para os sujeitos.

Ainda segundo a mesma fonte, velório é:

uma cerimônia fúnebre em que o caixão do falecido é posto em exposição pública para permitir que parentes, amigos e outros interessados possam honrar a memória do defunto antes do sepultamento.

Busquei essas definições após ouvir o depoimento de um amigo, que ficou estarrecido com as cenas que presenciou na última hora de um velório. Ele chegou ao Cemitério Parque por volta das 16h da última terça-feira, acompanhando uma amiga que foi ao local se despedir de um colega de trabalho de 58 anos de idade cuja morte foi causada por infarto agudo do miocárdio. Naquele momento estavam no local aproximadamente 60 pessoas, entre elas a ex-esposa, engenheira civil, e os dois filhos do casal de outrora. A urna estava lacrada atendendo a um desejo do morto, que não queria que seu corpo inerte fosse visto nessa ocasião.

Ao longo do salão e no hall de entrada parentes e amigos conversavam animadamente, dando a sensação de que o morto foi apenas o pretexto para aquele encontro e não para a dolorida homenagem póstuma. Muitos recebiam e outros enviavam mensagens pelo celular e, assim, todos os grupos se mantinham atualizados pelas redes também sociais.

Próximo à porta de entrada, um senhor que dizia ser um dos 14 irmãos do morto, já que seu pai se casara três vezes, falava animadamente de sua fazenda em Lagoa Dourada e enaltecia a falta de chuvas que está facilitando o acesso ao local. Do lado oposto, um pequeno grupo falava do preenchimento de cargos no segundo escalão do Governo de Minas Gerais enquanto, logo depois da entrada, três pessoas discutiam animadamente questões de início de temporada ligadas aos times de futebol de Cruzeiro, Atlético e América.

É claro que enquanto o tempo passava ainda chegavam alguns retardatários e lá fora a turma do tabaco industrializado cuidava do oficio enquanto outros davam um pulo até a lanchonete.

Enquanto a sensação térmica realçava o intenso calor desse início de ano e as animadas conversas prosseguiam, muitos sequer perceberam que a hora final chegou. Alguns se justificariam depois alegando que não houve nenhuma cerimônia religiosa. Explica, mas não justifica, pois os operários do cemitério fizeram boa movimentação ao colocar a urna e as coroas de flores no carrinho fúnebre, que partiu pontualmente na hora marcada rumo ao jazigo.

Quando nada, segundo meu amigo, foi engraçado ver a reação das pessoas ao perceber, com a redução do alarido, que o cortejo já havia partido. Os últimos retardatários deixaram o local no momento em que o grupo da limpeza já começava a trabalhar no local. Um deles disse que o próximo “cliente” chegaria às 18h.

Meu amigo, estarrecido, não acompanhou o cortejo devido a um desconforto nos joelhos e aguardou sua amiga no hall de entrada. Após o seu relato fiquei imaginando como será o ambiente do meu velório e se haverá muita água no rio São Francisco para receber as minhas cinzas na região de Bom Despacho, onde ele cruza a BR-262.

E você já parou para pensar no seu caso? Em função do que você já semeou, será que é possível estimar quantas pessoas comparecerão à sua cerimônia de despedida?

  4 Comentários
 

Ninhos e pássaros

por Luis Borges 14 de janeiro de 2015   A vida em fotografias

Se o Pequeno Príncipe já dizia que “o essencial é invisível aos olhos” como esperar que os olhos de muitos humanos vejam pássaros, ovos, ninhos e os contemplem?

Ninho escondido próximo a um telhado. / Foto: RMA

Ninho escondido próximo a um telhado. / Todas as fotos desse post são de RMA.

A vida insiste em prosseguir e se reinventar dentro das condições de contorno a que é submetida pelo clima cada vez mais hostil. A indiferença e o individualismo, cristalizados na base do “não é comigo”, são algumas ameaças a serem vencidas.

passaros3

A esperança continua na união das demais pessoas que sabiamente lutam pela sustentabilidade da vida, na certeza de que seus sucessores também merecem receber a terra em condições adequadas para que a vida continue triunfando.

passaros7

Veja, nas fotografias desse post, como a vida prossegue se manifestando, mesmo num pequeno espaço de um município da região metropolitana de Belo Horizonte. Caminhemos persistentes ancorados por nossas crenças fundamentadas, mas sem fundamentalismos.

passaros5

  Comentários
 

Sinal fechado

por Luis Borges 13 de janeiro de 2015   Música na conjuntura

Usar o telefone celular ao volante, estacionar em local proibido ou avançar o sinal vermelho foram as infrações mais cometidas pelos motoristas de BH em 2014. A informação foi divulgada pelo Batalhão de Trânsito da PM durante entrevista à rádio Itatiaia, na semana passada.

Uma primeira observação sobre as causas evidencia a pressa, considerada inerente aos nossos tempos. A gestão da ansiedade continua sendo um grande desafio perante as crescentes exigências de sucesso pessoal e profissional na competição pela sobrevivência.

As vias públicas são praticamente as mesmas, mas a quantidade de veículos automotores praticamente triplicou nos últimos dez anos. O setor automotivo corresponde a 20% dos negócios da indústria. O veículo próprio cristaliza a individualidade, o culto ao carro de cada um. O transporte coletivo por ônibus, cuja qualidade, preço e atendimento ainda deixam a desejar,  bem como outros frágeis modais, tipo metrô, acabam sempre reforçando a busca por soluções individuais.

A escassez do tempo e a sua má gestão só acentuam a sua falta, enquanto poucos tentam compreender as suas causas. Diante dessa situação lembrei-me da música Sinal fechado, composta por Paulinho da Viola em 1969, e que foi gravada por Chico Buarque – em seu vinil do mesmo nome – no auge da censura dos tempos da Ditadura Militar. Aliás, é desse período o cognome “Julinho da Adelaide”, que Chico usou para driblar com criatividade a turma da censura do Departamento de Policia Federal.

Sinal Fechado
Paulinho da Viola
Fonte: Letras.mus.br

Olá, como vai?
Eu vou indo e você, tudo bem?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...
Eu procuro você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus...
  Comentários
 

Pedidos de Natal

por Convidado 12 de janeiro de 2015   Convidado

Por Sérgio Marchetti

O Natal me transmite sentimentos de amor, de paz, de união familiar e uma imensa saudade da minha infância em Barbacena. Eu, igual a todos os meninos, escrevia a cartinha ao Papai Noel pedindo presentes. O ritual era o mesmo: colocar os sapatinhos na árvore de Natal e deitar cedo para esperar a passagem do bom velhinho. E na manhã do dia vinte e cinco, íamos para a rua exibir os presentes.

Roupas de heróis e cinturões com revólver de espoleta. E, embora houvesse armas, os “mocinhos” só as usavam para o bem. Bat Masterson, Robin Hood, Roy Rogers e Zorro eram alguns dos que desfilavam em nossas tevês. E os times de botão? Uma das minhas paixões, eram a promessa de um ano inteiro de campeonatos entre os meninos da Rua Alvarenga Peixoto. “Jogos de botão sobre a calçada – eu era feliz e não sabia”. Salve, Ataulfo! Mas a bicicleta era o astro maior daquele filme natalino. Depois, como coadjuvantes, vinham o velotrol, as casinhas, as bonecas. Estas últimas eram as preferidas das meninas daquela época que, diferentemente de hoje, tinham uma infância mais prolongada.

Éramos inocentes. Não só as crianças, mas os adultos também não viam tanta maldade, nem havia tanta desconfiança como se vê hoje. A honestidade era valor essencial. Eram outros tempos.

Porém, o tempo, carrasco que é, passou tão depressa, contabilizou tantos natais e indicou que aquele momento ficou registrado na lembrança em algum lugar do passado. Ainda assim, com os cabelos enevoados pelo tempo, me dei o direito de pedir a Papai Noel um presente especial. Não fui egoísta. Quis algo maior, e que servisse para todos.

Pedi governantes honestos. Solicitei que papai Noel nos trouxesse uma caixinha embrulhada para presente e que dentro dela estivesse guardada a honestidade. Mas meu lado criança me chamou a atenção, dizendo que a vergonha seria mais importante, já que muitos daqueles são totalmente desprovidos de tão simples valor. Que coisa feia! Autoridades máximas mentindo descaradamente. Até as crianças aprendem que pessoas de bem não mentem “nem que a vaca tussa”. Então a vaca tossiu. Está de coqueluche. Papai Noel não tem força para tanto. Talvez seja um serviço para o Papai do Céu, pois parece tratar-se de um milagre maior.

“E agora, José?”, diria Drummond. Envio a carta para quem? Uma dúvida paralisante se abateu sobre mim. Um conflito entre a criança e o adulto. Já não sei quem fala, se é a criança adulta ou o adulto criança. Decido, finalmente, não enviar carta nem ao Papai Noel, nem ao Papai do Céu. O caso requer ação mais drástica. Acho que vou escrever ao Zorro, ao Roy Rodgers, ao Robin Hood, ao Bat Masterson e a outros heróis pedindo socorro.

Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui Licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br 

  Comentários
 

É o choque de civilizações? – O atentado contra a revista Charlie Hebdo, em Paris, que matou 12 pessoas entre elas seu diretor e quatro cartunistas, num país laico, está mexendo com o mundo. A reação foi imediata para condenar o ato dos terroristas islâmicos. A união das pessoas para defender a liberdade em todas as suas dimensões dá a tônica das diversas manifestações. As complexas causas que levam a humanidade a esse antagonismo continuam a desafiar quem busca compreendê-las. Leia neste artigo do jornalista Clóvis Rossi algumas ponderações que podem contribuir para uma melhor compreensão do tema que, é claro, exigirá bastante de quem resolver ir a fundo no seu conhecimento.

Pátria educadora? – A presidente Dilma Rousseff lançou no discurso de posse de seu segundo mandato o lema “Brasil, pátria educadora”. O seu caráter genérico suscitou imediatas perguntas sobre como ele acontecerá na prática. Se a pátria somos nós, como será que os nossos representantes farão a gestão de todo esse processo? Universalizar o acesso à educação é um objetivo definido por Lei, mas é preciso avaliar não apenas o número de pessoas matriculadas, mas também os índices de evasão e a quantidade de pessoas que concluem os cursos. A transparência dos números e a decodificação do efetivo significado do que é educação de qualidade também continuam a desafiar. Leia no artigo da socióloga e educadora Maria Alice Setúbal como ela está se posicionando diante do novo lema.

Medo de perder alguma coisa – Os períodos de férias trazem, como pressuposto, que as pessoas inicialmente deixarão de se submeter aos rígidos horários e às tarefas que cumprem cotidianamente. Muitos planos poderão ser feitos, indo do nada fazer até viajar para o exterior. Mas entre uma coisa e outra inserem-se as redes sociais e a ansiedade para nelas ver ou mostrar as coisas que estão acontecendo, inclusive com os anônimos que nela compartilham seus feitos. E aí haja paciência para fazer a gestão da ansiedade diante de Fomo, Fobo e Foda. Entenda os três termos e o fenômeno lendo o artigo do professor Ronaldo Lemos, publicado pela Folha de São Paulo. Quem sabe ele te ajudará a perder menos em suas férias.

Por que o desemprego continua tão baixo? – Os diversos indicadores que medem a situação do Brasil estão sendo intensamente divulgados nesse inicio de ano. A maioria dos números se mostra ruim. Vão da inflação anual próxima do teto da meta, do crescimento o PIB próximo de zero e das taxas de juros cada vez mais estratosféricas nas diversas modalidades. Entretanto, um indicador continua surpreendendo os analistas. É o da taxa de desemprego, que continuou declinante nos últimos meses. Quais são as causas fundamentais que explicam essa aparente contradição? É a pergunta que responde o professor Naercio Menezes Filho, da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, nesse artigo. Boa leitura.

  Comentários
 

Curtas e curtinhas

por Luis Borges 8 de janeiro de 2015   Curtas e curtinhas

Recomposição salarial – Os vereadores da cidade de Araxá(MG) aprovaram, em reunião extraordinária na quarta (07/01), um aumento de 11,4% nos salários em seus salários. A partir de agora cada um receberá R$ 8.930,20 para cumprir a obrigatoriedade de uma sessão ordinária às terças. O plenário é composto por 15 vereadores que, até o final do ano passado, recebiam R$ 8.016,34 mensais. Já que os Ministros do Supremo Tribunal Federal, Deputados Federais e Senadores tiveram seus salários elevados para R$ 33.700,00 por mês, agora o jeito é aguentar o efeito cascata para as demais instâncias e poderes. Já para os trabalhadores do mundo privado resta a livre negociação, na qual quem conseguir os mais de 6% da inflação de 2014 poderá elevar suas mãos para os céus.

Demissões e greves – Redução das alíquotas do IPI, desoneração da folha de pagamento salarial, licença remunerada, férias coletivas e semana curta de trabalho não foram suficientes para a indústria automobilística se manter intacta diante da queda das vendas internas e das exportações. Melhorar a gestão, nem pensar! E reclamar do dólar a R$ 2,70 também não dá, pois essa sempre foi uma reivindicação. O caminho natural começou a ser mostrado, com 800 demissões de trabalhadores da Volkswagen e de 260 na Mercedes Bens em São Bernardo do Campo (SP). O que esperar da CUT, da Força Sindical e das outras centrais nesse momento? Será que a governabilidade continuará na pauta de justificativas para justificar o injustificável? No capitalismo sem riscos, com juros subsidiados, só as margens de de lucro são imexíveis. O restante é que sempre deve sofrer adequações.

Educação básica – A Confederação Nacional da Indústria divulgou os resultados da sua pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira – Educação Básica”. Essencialmente, 85% dos entrevistados disseram que a baixa qualidade da educação prejudica o crescimento econômico. Também avaliam que é preciso melhorar o ensino de Português e Matemática bem como ampliar o número de cursos que equilibrem o ensino médio e a educação profissional. Percebo um aumento significativo na quantidade de pesquisas, levantamentos e estruturação de sistemas de dados de diversas naturezas. O grande desafio continua sendo observar e analisar as informações criticamente, para que elas se transformem em conhecimento que ajude na tomada de decisões. Portanto, o desafio continua passando pela gestão dos dados e pelo combate permanente ao “achismo”.

Treinamento é essencial – A obrigatoriedade do uso do extintor de incêndio do tipo ABC para todos os veículos fabricados antes de 2009, que vigoraria a partir do inicio desse mês, foi adiada por 90 dias. A causa foi a simples falta do equipamento no mercado, que é regido por outra Lei, a da oferta e da procura. Entretanto um grande desafio será o treinamento das pessoas para que aprendam a usar com efetividade o equipamento, mesmo para os motoristas de veículos novos que já saem equipados das fábricas obrigatoriamente desde 2009. Quem não se lembra do kit de primeiros socorros, que um dia foi obrigatório sem prever treinamento para seu uso e que acabou deixando de ser obrigatório após ter sido comercializado como tal? Quem sabe usar o extintor de incêndio do edifício onde reside ou trabalha? Educar e treinar, treinar, treinar faz parte do principio ativo da gestão.

  Comentários