por Joel Edmur Boteon*

O glaucoma é uma afecção ocular que causa cegueira irreversível. O diagnóstico precoce, através do exame oftalmológico anual, é imprescindível para manutenção da visão, o que é possível graças à evolução no tratamento clínico e cirúrgico desta afecção.

Os pacientes pertencentes aos fatores de risco, como familiares de portadores de glaucoma, etnia negra, altos míopes e altos hipermétropes, diabéticos, e traumatizados oculares, precisam fazer sempre os exames preventivos, considerando que o avançar da idade também é fator de risco.

Muitos pacientes não estão cientes da hereditariedade do glaucoma, não orientando os membros de suas famílias para exame de triagem para essa afecção.

Durante o exame oftalmológico, os dados da história clínica, a medida da pressão intraocular (tonometria), a visualização biomicroscópica (da presença de alterações da córnea, do cristalino, e da câmara anterior do olho) e do fundo de olho (forma, cor e escavação do disco óptico), orientam para a necessidade de investigação especializada para o glaucoma. A pressão intraocular considerada normal fica entre 10 e 20 mmHg, variando durante o dia.

Para confirmar o diagnóstico de glaucoma e seu controle, solicita-se a paquimetria da córnea (medida da espessura da córnea), a curva diária de pressão intraocular, a retinografia (fotografia colorida do fundo de olho), a determinação do campo visual computadorizado e a gonioscopia (exame do ângulo em que a íris encontra a córnea).

O diagnóstico precoce no glaucoma é fundamental para a preservação da visão. Novas tecnologias têm sido desenvolvidas nesse sentido. O OCT (tomografia de coerência óptica) é mais uma arma nesse arsenal, e seu aprimoramento pode trazer benefícios para um melhor controle da doença. O OCT fornece medidas automáticas do disco óptico (nervo óptico visto no exame do fundo de olho), da rima neural, da escavação do disco óptico, da razão horizontal e vertical da relação escavação-disco, e das medidas da CFNR (camada de fibras nervosas da retina).

Existem vários tipos de glaucomas: os primários e os secundários, os de ângulo aberto (ângulo onde a íris encontra a córnea é amplo e aberto) e os de ângulo fechado (ângulo onde a íris encontra a córnea é estreito ou fechado). O glaucoma mais comum é o glaucoma crônico primário de ângulo aberto.

No glaucoma agudo de ângulo fechado a pressão sobe rapidamente e o paciente percebe halos coloridos ao redor de focos de luz, sentindo dor ocular, náuseas, vômitos e baixa de visão. Trata-se de uma emergência.

No glaucoma de pressão baixa ou normal o olho apresenta alterações glaucomatosas com pressão normal ou baixa.

O glaucoma congênito ocorre em recém-nascidos. A criança apresenta fotofobia (sensibilidade à luz), observando-se as córneas turvas e aumentadas em diâmetro. O tratamento deve ser o mais precoce possível.

Entre os glaucomas secundários temos o glaucoma pigmentar, o pseudoexfoliativo, o traumático, o neovascular, o cortisônico (causado pelo uso de colírios com corticoide) e outros.

O manuseio do glaucoma depende do controle rigoroso da pressão intraocular, que pode ser obtido pelo uso de colírios antiglaucomatosos e/ou por tratamento a laser ou cirúrgico.

O controle do glaucoma deve ser avaliado a cada três ou seis meses, se a pressão intraocular (PIO) estiver normalizada, seguindo as recomendações do especialista em glaucoma – o glaucomatólogo.

A aderência ao tratamento é fundamental para conservação da visão.

*Médico, Doutor em Oftalmologia, professor e Diretor Técnico de Transplante de Córnea do Hospital das Clínicas da UFMG.

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Mário Quintana

Mudar-se de uma pequena cidade para outra de maior porte – mesmo para uma capital de estado ou da República – em busca de melhores condições de vida, trabalho e estudos é fato frequente na vida de muitos brasileiros. Cada caso gera suas histórias específicas, com sucessos, fracassos, desafios e marcas que vão se acumulando. De repente, ao amor pelo local de origem soma-se também muito amor pelo local onde se passa a viver, decorrente de uma grande interação instalada. O jornalista Rafael Sette Câmara publicou no blog 360 Meridianos um pouco da trajetória do poeta Mário Quintana que, aos 20 anos de idade, saiu de sua terra natal, Alegrete, e foi morar em Porto Alegre. Hoje ele é homenageado na cidade por uma casa de cultura que leva o seu nome, instalada no hotel onde viveu. Não deixe de ver as belas fotos do post.

Foi aquela Porto Alegre, talvez junto com as lembranças de Alegrete, que marcou a vida e a obra do poeta. Não faltam poemas, versos e declarações de amor para a cidade que deixou de existir, para a cidade que teimou em se modernizar. Quintana sentia falta das ruazinhas, como em A rua dos Cataventos.

O frio conforme o cobertor

De repente, seja nas ruas, avenidas ou estradas que fazem parte do seu caminho de cada dia, você se depara com um acidente envolvendo veículos automotores de diversos portes e tamanhos. As causas podem ser as mais diversas, tais como imprudência, indisciplina, condições da via, estado físico em função do uso de substâncias diversas mas, de qualquer maneira, a cena nos assusta e nos faz pensar, olhar e até agir. O jornalista Eduardo Costa publicou, em seu blog, o artigo Deus dá o frio conforme o cobertor, abordando a reação de um pai no cenário da morte de seu filho, que misturou álcool e volante e perdeu o controle do veículo numa madrugada em Belo Horizonte. Mesmo premido pela dor, o pai declarou:

“Queria dizer que os jovens devem aproveitar a vida, mas, sem tanta pressa; meu filho tinha muita pressa. Eu já fui jovem, já tive pressa de viver e não é assim…”

Como você reagiria numa situação semelhante a essa?

Corte de gastos

O Governo Federal tenta fazer um ajuste nas contas públicas e reduz ou contingencia gastos e investimentos. A economia se contrai em função da menor atividade econômica e o próprio governo também arrecada menos. Esse círculo vicioso é explicado no artigo do blog Dinheiro Público & Cia.

“Caem as contratações de construtoras e de outras empresas que fornecem equipamentos, serviços e mão de obra ao setor publico. A queda da receita privada se irradia pela economia, com menos vendas, lucros, empregos e salários -e acaba se tornando queda da receita pública”.

Workaholics x fingidores

Frequentemente encontramos em ambientes de trabalho três categorias de profissionais. Uma parte é composta pelos que trabalham muito e são comprometidos com os resultados a serem alcançados. Outra parte faz um feijão com arroz básico. O terceiro grupo é o daqueles que fingem trabalhar muito, dublam muito bem, querem o maior bem estar com menor esforço possível e ainda acabam sendo bem avaliados em seus desempenhos. A avaliação dos workaholics e dos “fingidores” é comparada neste artigo. Você reconhece alguma semelhança com algum local em que você trabalha ou trabalhou?

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Foram quatro facadas que tiraram a vida de um ciclista, médico cardiologista de 56 anos, que pedalava na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Isso aconteceu 10 dias atrás, mas o caso continua repercutindo intensamente. Diariamente são inúmeras ocorrências com uso de armas brancas pelo país.

Diante da pouca segurança e da grande sensação de insegurança, diversas proposições vieram à tona junto com a indignação que muitas pessoas e entidades estão manifestando. Destaco uma dessas proposições, um Projeto de Lei que tramita na Câmara dos Deputados desde 2004. Ele propõe a criminalização do porte de armas brancas em vias públicas e prevê detenção de três meses a um ano, além de multa, para quem descumprir o proposto. O autor do PL2967/2004, Lincoln Portela (PR-MG) justifica que a restrição ao porte de armas de fogo levou ao aumento da utilização de armas brancas. Enquanto os crimes vão se acumulando, a justiça prossegue lenta, o Poder Executivo falha no planejamento e gestão da segurança e o Poder Legislativo segue na sua inércia. Para o PL acima, são 11 anos sem análise de uma proposta de um parágrafo.

Os cidadãos é que devem ficar espertos para não serem surpreendidos por alguns portadores de faca, facão, canivete, punhal, espada, navalha, tesoura e assemelhados. É preciso estar de ouvidos atentos e olhos bem abertos nessa vida em que o risco só aumenta. E faz parte da gestão do risco pular igual pipoca e saltar de banda, principalmente quando se ouvir uma ou mais vozes gritando “olha a faca”, “olha o sangue” ou o pós-moderno “perdeu, perdeu”.

Qual seria a minha, a sua, a nossa reação se estivéssemos presentes numa cena como a que foi vítima o ciclista que pedalava sua bicicleta? O fato é que estamos cada vez mais expostos e tudo se aproxima mais e mais de nós todos. Para embalar essa reflexão, ainda que sem ação, que tal ouvir a musica De frente pro crime, de João Bosco e Aldir Blanc, na voz do próprio João Bosco, que é mineiro de Ponte Nova?

De frente pro crime
Fonte: Letras.mus.br

Tá lá o corpo
Estendido no chão
Em vez de rosto uma foto
De um gol
Em vez de reza
Uma praga de alguém
E um silêncio
Servindo de amém...

O bar mais perto
Depressa lotou
Malandro junto
Com trabalhador
Um homem subiu
Na mesa do bar
E fez discurso
Prá vereador...

Veio o camelô
Vender!
Anel, cordão
Perfume barato
Baiana
Prá fazer
Pastel
E um bom churrasco
De gato
Quatro horas da manhã
Baixou o santo
Na porta bandeira
E a moçada resolveu
Parar, e então...

Tá lá o corpo
Estendido no chão
Em vez de rosto uma foto
De um gol
Em vez de reza
Uma praga de alguém
E um silêncio
Servindo de amém...

Sem pressa foi cada um
Pro seu lado
Pensando numa mulher
Ou no time
Olhei o corpo no chão
E fechei
Minha janela
De frente pro crime...

Veio o camelô
Vender!
Anel, cordão
Perfume barato
Baiana
Prá fazer
Pastel
E um bom churrasco
De gato
Quatro horas da manhã
Baixou o santo
Na porta bandeira
E a moçada resolveu
Parar, e então...(2x)

Tá lá o corpo
Estendido no chão...
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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 26 de maio de 2015   Curtas e curtinhas

Dívidas

A Dívida Pública Federal é aquela contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do Governo Federal. Em abril deste ano ela ficou em torno de R$2,451 trilhões, dos quais a maioria esmagadora se refere a títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, negociados no mercado interno. Nos próximos 12 meses, 23,44% dessa dívida vão vencer, mas é claro que até o final do ano novos títulos serão emitidos, inclusive para pagar os que estarão vencendo. Se o Governo Federal está assim, dá para imaginar o aperto que estão passando as pessoas que aplicam, por exemplo, em cadernetas de poupança cujos saques chegaram a R$ 32 bilhões de janeiro até 15 de maio desse ano.

Atrás do Focus

O Ministério do Planejamento passou a atualizar mais rápida e realisticamente os indicadores econômicos com os quais trabalha. Na prática, está seguindo bem de perto as projeções do Boletim Focus do Banco Central. Na sexta 22/05, o ministro da pasta atualizou a previsão de inflação anual medida pelo IPCA para 8,26%, a retração da economia medida pelo PIB para 1,2% e o Dólar fechando o ano a R$3,22.

Ontem, 25/05, a pesquisa do Banco Central passou a projetar inflação anual pelo IPCA para 8,37%, a contração da economia medida pelo PIB aumentou para 1,24% e a cotação do Dólar foi mantida em R$3,20. Como se vê, o rabo continua balançando o cachorro.

Mobilidade urbana

Nos últimos 12 anos o Governo Federal orçou R$11,4 bilhões para serem investidos no Programa de Mobilidade Urbana e Trânsito. No entanto apenas 25% desse valor foi aplicado no período, o que equivale a algo em torno de R$2,9 bilhões. O orçamento deste ano prevê R$5,7 bilhões para o programa. No primeiro quadrimestre foram gastos apenas R$25,9 milhões, denotando que, mesmo após os cortes do orçamento, será muito difícil atingir a meta estabelecida, a menos que prevaleça a cultura de só implementar 25% do que foi orçado. Aliás, é o cenário mais provável.

Flexibilização curricular

Começou na semana passada na UFMG uma discussão entre pró-reitores, professores da ativa e aposentados, na qual surgiram propostas de reformulação da grade curricular e da carga horária passada em sala de aula nos cursos de graduação. Essas sugestões estão referenciadas em modelos de universidades europeias que fazem parte das listas de melhores do mundo. É claro que essa discussão ainda vai esquentar muito, principalmente no momento de definir o que está sobrando, o que está faltando e qual a dosagem de teoria e prática em função do mundo real, competitivo e acelerado, mas que não pode abrir mão da ciência e da tecnologia de maneira simplista. A conferir.

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Um claro escuro

por Luis Borges 25 de maio de 2015   Alguma poesia

observacao_e_analise_um_claro_escuro

Que olhar é esse?
Que atravessa a escuridão
sem ver a claridade,
ainda que bem longe
no fim do túnel?

Os limites não se mostram definidos
nos contornos da visão tubular,
determinados de maneira glaucomatosa,
que não mais enseja contar estrelas.
Mas trazem a nítida sensação
de que a lua cheia minguou.

A vida prossegue
em constante reinvenção.
E atenta à dor não doída
de trabalhar com o imaginário,
para formar a imagem
que os ouvidos só amplificam.

O inconsciente fala no claro escuro
da complexa arte de viver,
que nos desafia em caráter permanente
rumo à aprendizagem,
que faz triunfar a sabedoria
para a temperança do essencial.
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Autópsia 

Nossa vida se passa regida por uma legislação que nem sempre tem clareza suficiente ou aborda todos os aspectos envolvidos, além de também não ser plenamente conhecida por todos. A morte, que é parte da vida, é abordada pela legislação como sendo decorrência de causa natural ou causa externa. Se natural, bastará a emissão do atestado médico declarando o óbito e, se for externa, exigirá a realização de uma autópsia feita pelo Instituto de Medicina Legal. No texto do blog Morte sem tabu a autora explica os pormenores da lei. Vale a pena entender um pouco mais sobre o assunto, pois poderemos ser surpreendidos pela necessidade de enfrentar uma situação onde esse tipo de conhecimento poderá facilitar a solução de um problema.

Viciados em compras

O impulso caminha na contramão da estratégia e seu estrago costuma ser nada agradável. É o caso que afeta as pessoas que consomem sem planejamento, de maneira incontrolável e que demonstram inconsciência em  relação aos tempos bicudos que estamos vivendo. Muitos casos chegam a ser patológicos nas pessoas que buscam no consumo desmedido as soluções para seus problemas crônicos ou momentâneos. Como você avalia as suas atitudes perante o consumo? Alguma vez você já chegou ao fundo do poço? Leia a abordagem de Márcia Dessen, colunista da Folha de São Paulo, no artigo Viciados em compras.

Quando o ato de comprar passa a ser exagerado, incontrolável e irresistível, o sinal vermelho acende! Você pode ser vítima de um transtorno conhecido como oniomania, quando o consumo diante de um apelo, um evento negativo, resulta em prejuízos significativos no funcionamento social, familiar e financeiro.

Brasileiro simpático 

O sociólogo espanhol Manuel Castells, professor da Universidade da Califórnia, concedeu uma entrevista ao Jornal Folha de São Paulo. Entre suas falas, abordou o que chama de “mito do brasileiro simpático”. Segue um trecho:

Agora, a internet permite às pessoas comunicar-se diretamente sem passar por esses controles, e sem passar por qualquer censura. Ainda que se queira controlar a internet, não se pode.

Eu não creio que no Brasil, com a internet, exista mais agressividade no debate. O Brasil sempre foi agressivo. Nos tempos da ditadura, no final dos anos 60, anos 70, o debate não só era agressivo como se torturavam pessoas diariamente com impunidade.

A imagem mítica do brasileiro simpático existe só no samba. Na relação entre as pessoas, sempre foi violento. A sociedade brasileira não é simpática, é uma sociedade que se mata. Esse é o Brasil que vemos hoje na internet. Essa agressividade sempre existiu.

Na mesma entrevista, Castells fala sobre a crise de representação que vivemos hoje e sobre os movimentos sociais, como a Primavera Árabe e Occupy.

A política e o violino

A corrupção está em pauta no Brasil e no Chile. Nos dois países, as presidentes vieram de organizações políticas de esquerda, cumprem seu segundo mandato e enfrentam crises econômicas e políticas. Os programas que defenderam para se eleger e o que tem sido praticado em seus governos são temas abordados pela economista Mônica Baumgarten de Bolle neste artigo, que começa citando uma frase de Esperidião Amin – “o poder é como o violino. Toma-se com a esquerda e toca-se com a direita”.

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O MOVE, nome dado ao sistema de BRT de Belo Horizonte e região metropolitana, completou um ano de funcionamento há pouco tempo. E há estações que clamam por manutenção, como a que mostramos abaixo.

MOVE estação Aarão Reis

Estação na Rua Aarão Reis, no Centro de BH. / Foto: Sérgio Verteiro

Na última terça-feira, dia 19 de maio, uma delas estava assim – bastante deteriorada, com buracos no teto do abrigo.

MOVE aarão manutenção

Foto: Sérgio Verteiro

A falta de teto está acima dos bancos onde os passageiros esperam pelos ônibus. Em alguns horários do dia, falta proteção para o sol e também para a chuva.

Move  manutenção

Foto: Sérgio Verteiro

A situação se repete em outro ponto de ônibus na mesma rua Aarão Reis, no Centro e Belo Horizonte.

MOVE aarão manutenção

Foto: Sérgio Verteiro

É possível ler numa placa afixada na estação maior o texto “terminal provisório”. Mas a sensação é de que ele se tornou “provinitivo”, um provisório definitivo.

Duro lembrar que conforto, rapidez, integração, frequência e pontualidade são as principais premissas do Transporte Rápido por Ônibus, cujo sistema foi inicialmente chamado de BRT e, posteriormente, batizado com a marca MOVE, para explicitando o foco na mobilidade.

Pelo menos nessas estações, o conforto está em falta.

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