por Sérgio Marchetti

Capítulo 1

De acordo com várias pesquisas nacionais e internacionais de fontes confiáveis, constata-se que um dos maiores medos da população mundial é o de falar em público. Os resultados apontam que ele supera até o medo de morrer. Relatos de pânico, lapsos de memória, taquicardia, sudorese, coceiras, pigarro e outras reações estranhas são frequentes e atingem pelo menos a 70% da população. Nos dias atuais, embora haja tanta tecnologia, o número de apresentações presenciais é crescente, ou seja, vamos ter que enfrentar nossos fantasmas e vencer o medo que temos deles.

Por ser professor de Comunicação Oral, muitas pessoas já me procuraram na esperança de eliminarem seus sofrimentos para falar em público. Pude ajudar a muitas delas. E, ao contrário do que todos pensam, meu público individual foi, sem exceção, de pessoas que possuem curso superior e ocupam altos cargos. Um deles me relatou que numa viagem aérea para realizar sua primeira grande palestra, durante uma turbulência chegou a torcer para que a aeronave caísse (ainda bem que ele não era o copiloto), assim morreria como palestrante. Concluí que ele seria tão palestrante quanto Tancredo Neves foi presidente.

Observo, mesmo sem querer, a postura e a voz de profissionais quando estão no palco. Grande quantidade não consegue disfarçar seu desconforto, pois a postura e o tom de voz os denunciam. Sabemos que o momento mais difícil é o do inicio, mais especificamente os primeiros três a cinco minutos. Portanto, administrar o começo é uma estratégia poderosa. Cumprimentar, agradecer e fazer a introdução de forma cadenciada são recursos que podem ajudar a qualquer orador. É providencial falar de assuntos que dominam, acreditam e gostam.

falar em público medo

O palco e o público influenciam nesse medo. / Foto: Marina Borges

Há anos publiquei um livro (com edição já esgotada), cujo título é Falar em Público e Comunicar… é só Começar. Quis, com meus escritos, ajudar a todos que sofrem desse mal. Eu já padeci dele e sei exatamente o que sente uma pessoa inibida quando anunciam seu nome e a chamam para o palco. Naquele momento o palco é o cadafalso. Alguns caminham sem cor e com o semblante de um condenado à morte. Provavelmente dormiram mal de tanta ansiedade e faltou melatonina – hormônio regulador do sono. Outros me confidenciam que seria menos penoso caminhar para a execução do que para falar em público. E não é exagero. Infelizmente o sofrimento é demasiadamente grande para um número expressivo de pessoas.

E de onde vem tanto pavor? Quais são os motivos? Afinal, o orador vai falar de alguma coisa que conhece. Há muita especulação sobre as causas que levam as pessoas a sofrerem tanto, quando estão diante de uma plateia. Os traumas de infância, pais severos e protetores, babás torturadoras, bullying e outros acontecimentos que tenham compelido o indivíduo, fatalmente contribuíram negativamente para gerar temor e, em muitos casos, pânico.

Algumas orientações para falar em público

Para minimizar os efeitos ansiogênicos devemos planejar com muito esmero tudo aquilo que vamos falar sobre um determinado tema, além de dominá-lo. O objetivo de sua apresentação deve estar muito claro. O que pretende? Vender um produto? Convencer o público a tomar alguma atitude?

Toda apresentação deve ter uma abertura, que é o momento de dizer a que veio. Fazer um trailer sobre o assunto vai ajudá-lo significativamente. Na segunda parte faça o desenvolvimento, que é o foco principal da palestra. O orador deve demonstrar sua tese, utilizando-se de referências, estatísticas, fatos, históricos etc. E, ao final, mobilize seu público. Proponha e sugira ações e reflexões. E, por favor, tenha dó. Nada de terminar com o maldito “é isso aí”…

Caríssimo leitor, como viu, há muitos outros detalhes que podem ajudá-lo a transformar o cadafalso em palco. Voltaremos ao tema em outras oportunidades, mas, por ora, cabe dizer-lhe que, de todas as técnicas, a mais importante é a de falar com o coração. Lembre-se disso e vença a inibição com a emoção. Boas falas.

Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui Licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br .

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A vida sem crachá – Trabalhar 23 anos no mesmo grupo empresarial e crescer verticalmente na carreira acaba sendo uma trajetória de muitos aprendizados. Talvez um dos maiores deles seja uma demissão no momento em que, apesar das dificuldades e metas não atingidas, aparentemente tudo continuava tranquilo no sentido da continuidade. Como se reinventar num ponto de inflexão como esse, gerenciando o sofrimento e a necessária continuidade da vida no mundo do trabalho, sem o crachá de empregado? Leia o relato da jornalista e mestre em comunicação Cláudia Giudice após sua experiência numa grande editora e seus novos caminhos após o desligamento da empresa.

Produtividade não é maná dos céus – A melhoria da produtividade no país continua sendo um desafio para o aumento da nossa competitividade. Teoricamente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deveria cumprir papel crucial para incentivar e facilitar o acesso de empresas de pequeno e médio porte, prioritariamente, aos seus recursos financeiros disponibilizados a juros civilizados. Na realidade, o que se verifica é que 41% do capital emprestado pelo BNDES foi direcionado às dez maiores empresas brasileiras, segundo o mais recente relatório do banco. Assim fica difícil falar em melhoria da produtividade, e como sabemos, ela não cairá do céu como maná. É o que mostra este artigo de Monica Baumgarten de Bolle, economista e doutora pela London School of Economics.

Ócio criativo – Aliança entre trabalho, estudo e lazer a um só tempo é a essência do conceito do ócio criativo, formulado pelo sociólogo italiano Domenico de Masi, professor da Universidade La Sapienza, em Roma. Ele é um estudioso da atividade produtiva na era pós-industrial e é muito instigante em seus pensamentos. Alguns até o consideram utópico, mas ele sempre desperta muita atenção na difusão de suas formulações. Ele esteve recentemente no Brasil e concedeu excelente entrevista à jornalista Fernanda Mena, da Folha de São Paulo. Para o sociólogo “o neoliberalismo da era Thatcher inverteu as coisas: a luta de classes dos pobres contra os ricos se tornou a luta dos ricos contra os pobres. Isso ocorre no Brasil também”.

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Na travessia do meu tempo converso com diferentes tipos de pessoas, de idades, ofícios e assuntos dos mais variados. Mas tenho notado que uma parte expressiva dessas pessoas, talvez um pouco mais de 50%, tem se caracterizado pelo excesso de reclamações, lamentos e choros. Elas tem me passado a sensação de que são vítimas de alguma coisa o tempo todo, ao mesmo tempo em que dizem trabalhar bastante e que se dedicam a muitas pessoas que vivem no seu entorno.

Algumas também disparam contra a crise econômica, a corrupção e a perda de poder aquisitivo enquanto continuam comprando, comprando e comprando. Tenho percebido também que algumas delas não admitem ouvir o menor contraponto questionador de suas atitudes e posturas. Aliás, até se irritam porque só sabem falar muito e fazer lamentos. Numa dessas quase saí festeiro com uma pessoa só porque ousei balbuciar algumas palavras sobre o planejamento financeiro para dar suporte ao ciclo idoso da vida.

Fiquei mais “bege” ainda quando um amigo cinquentão veio chorar o fim de um amor que já durava 2 anos. Diante de seu estado sofrido, mas típico de quem não se emenda, sugeri a ele que ouvisse algumas vezes a música Pra que chorar, do “poetinha” Vinícius de Moraes em parceria com Baden Powell.

O amigo ainda não me procurou para dizer como está reagindo à terapia musical nos últimos dias. Mas prossigo solidário, quieto, de ouvidos abertos e boca fechada. Vamos ver como tudo isso vai se desdobrar. Como se vê, reclamações, lamentos e choro não faltam, e estão aí para muitas modalidades.

Pra que chorar
Fonte: Letras.mus.br

Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
Se o dia vai amanhecer
Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
É só o sol se pôr
Pra que chorar
Se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor

Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode nunca mais dizer
Pra que chorar
Pra que sofrer
Se há sempre um novo amor
Em cada novo amanhecer
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Sem ação

por Luis Borges 6 de maio de 2015   Pensata

Na última quinta-feira, véspera do Dia do Trabalhador, uma operadora do Direito de 53 anos se viu sem ação por duas vezes num curto intervalo de tempo.

Com algumas demandas a resolver, ela se dirigiu a um hipermercado que também conta com lojas de conveniência. Entrou em uma delas para comprar um perfume. Era a única cliente da loja, foi atendida por uma vendedora e notou que outra moça aguardava no caixa pelo momento do pagamento.

De repente, um rapaz alto e forte invadiu a loja, como um felino, e determinou agressivamente que as três mulheres ficassem quietas. Diante do susto o medo tomou conta delas, que ficaram paralisadas como estátuas, sem ação. Ainda assim, deu tempo de pensar em Deus e torcer por um desfecho de sorte. O rapaz falava enfaticamente, levaria os perfumes que queria de qualquer maneira, ao mesmo tempo em que sugeria estar armado. Demonstrando muito foco e rapidez, ele agiu em poucos minutos e deixou o local em desabalada carreira rua abaixo, enquanto a vendedora balbuciava os primeiros gritos de socorro.

Antes sem ação, as mulheres foram se refazendo da paralisia e retomando os movimentos. A cliente concluiu sua compra com a bolsa intacta e a vendedora afirmou ser aquele o segundo roubo feito pelo rapaz na loja. Acionado pela funcionária do caixa, o gerente da loja mandou computar o prejuízo e dispensou o registro do caso em Boletim de Ocorrência, demonstrando desalento com o tipo de situação.

Acreditando-se refeita do susto, a operadora do Direito entrou no espaço do supermercado para fazer algumas compras. Reuniu rapidamente os itens e caminhou para a área dos caixas. Eram poucos os que funcionavam, então apostou num daqueles para pessoas que compraram um número determinado de volumes. A fila não andava. Contou e viu que era a sexta pessoa na espera. O problema que empacava a fila era uma divergência nos preços de uma cerveja em promoção.

Atrás da advogada, chegou uma senhora de uns 60 anos, com poucos volumes numa cestinha, que começou a pressioná-la, de graça. Foi quando, de novo, a advogada se viu sem ação. Primeiro a senhora se insinuou para passar à frente na fila que estava parada. Quando finalmente as pessoas começaram a andar, a senhorinha resolveu ficar no seu lugar, mas começou questionar as compras feitas pela advogada. Questionou a escolha das marcas. Não satisfeita, quis saber da vizinha de fila se poderia ganhar uma carona até o bairro Planalto. Informada, com poucas palavras, que a advogada morava em outro bairro, a insistente senhorinha continuou tentando invadir a privacidade da compradora, questionando por qual razão ela não fazia suas compras no próprio bairro.

A advogada resolveu parar de responder. Mesmo sem receber mais explicações e já impaciente, a senhorinha ainda questionou o valor das compras registrado no visor do caixa ao mesmo tempo em que tentava ver a senha do cartão sendo digitada.

E assim a operadora do Direito deixou o ambiente, tão aliviada por ter se livrado de pessoa extremamente amolativa que até se esqueceu do roubo na loja de perfumes. Depois de se ver sem ação por duas vezes no mesmo dia, a advogada concluiu que está muito difícil viver e que são muitos os perigos dessa vida, também nos supermercados.

Por fim, decidiu que vai comprar mesmo é no supermercado em que já se abastece. Lá quem fica atrás na fila do caixa às vezes olha a senha, às vezes dá um jeito de ir enfiando as compras na esteira mesmo antes da pessoa da frente passar. Mas, pelo menos, ninguém questiona o que está sendo comprado, o valor ou a forma de pagamento.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 5 de maio de 2015   Curtas e curtinhas

Tarifaço nas loterias – A Caixa Econômica Federal continua mexendo em seus produtos para melhor contribuir no ajuste fiscal que o Governo Federal está tentando viabilizar. Agora chegou a vez das loterias, que passarão por um tarifaço a partir de 18 de maio, com aumentos variando de 33% a 100%, sendo que apenas duas modalidades não terão seus preços alterados. Segundo a Caixa o objetivo é tornar os prêmios mais atrativos e aumentar o valor dos repasses para as finalidades sociais. Se a projeção da inflação anualizada está em torno de 8,26%, onde os apostadores arrumarão poder aquisitivo para fazer tantas apostas com os novos preços subindo 40% em média? Será necessário ter mais sorte ainda.

Planejamento estratégico – A Petrobras anunciou que, dentro de 30 a 40 dias, apresentará o seu planejamento estratégico de negócios atualizado. Já está passando da hora, pois o plano em vigor foi feito no início do ano passado, quando o dólar estava cotado a R$ 1,90. Hoje a moeda norte-americana está em torno de R$ 3,10 após ter chegado a R$ 3,30. Definitivamente a fase não é boa e só aparecem problemas e problemas. Como se vê a gestão estruturada do negócio faz muita falta inclusive nos momentos que exigem um rápido reposicionamento estratégico. De qualquer maneira, antes tarde do que muito tarde.

Minério de ferro de Minas – A Vale anunciou prejuízo de R$9,5 bilhões no primeiro trimestre do ano na comparação com igual período do ano passado. Agora a meta é reduzir U$2,00 no custo da produção por tonelada até o final do ano para que a empresa continue competitiva, com preços de venda abaixo de U$50,00 a tonelada no mercado internacional. Pelo visto deve sobrar para jazidas localizadas em Minas Gerais, que possuem menor teor de ferro e custos mais altos de produção quando comparadas a outras unidades da empresa. Estima-se que poderão deixar de ser produzidas 30 milhões de toneladas de minério de ferro no estado. Mais dificuldades para o Minas, estado diagnosticado como quebrado.

Responsabilidade Fiscal – A Lei de Responsabilidade Fiscal completou 15 anos no dia 04 de maio e seu efetivo cumprimento continua sendo um desafio para o setor público. A transparência nos números, com acesso amigável, gestão fiscal, controle social e consequências advindas do não cumprimento da Lei são aspectos sempre presentes na discussão das boas práticas. Não foi à toa que no final do ano passado a Presidência da República deu um jeito de alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias, cujas metas não seriam atingidas. O Congresso Nacional aprovou o fim do superávit fiscal na base do rolo compressor e a presidente escapou de ser questionada pelo descumprimento da Lei. Como se viu e como se vê, ainda há muito o que se fazer para aprimorar as boas práticas nessa área.

Seguro desemprego – O Ministério do Trabalho desembolsou R$10,7 bilhões no primeiro trimestre desse ano com o seguro desemprego. O valor é R$600 milhões superior aos R$10,1 bilhões gastos no mesmo período do ano passado. Enquanto isso, o desemprego atingiu 6,2% em março conforme o índice do IBGE e o desembolso com o seguro desemprego cresceu 6% na comparação com março do ano passado. Com tudo isso, o seguro desemprego continua na mira da Medida Provisória que arrocha as condições para a sua concessão. Ela é parte de mais uma tentativa do Governo Federal com o intuito de arrumar recursos para o ajuste fiscal das contas públicas.

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Exatamente um ano atrás eu te perguntava – como está o cumprimento das suas metas?

Apesar de sempre nos sentirmos obrigados a olhar para frente e às vezes nos surpreendermos olhando para os lados, de vez em quando é importante também olharmos para trás. Dessa olhada, poderemos perceber se existem diferenças entre o que fazíamos naquele momento e o que atingimos no dia de hoje.

Será que avançamos positivamente ao implementar o plano de ação para o atingimento de nossas metas? Ou, por outro lado, não as atingimos por falta de foco, persistência, condições e muita ação para chegar lá? Uma análise crítica do nosso desempenho se faz necessária para que possamos verificar se estamos caminhando no sentido da melhoria, do atingimento das metas, ou se ficamos apenas fazendo discurso, sem mudar de atitude.

metas cumprimento data

Abaixo estão republicados trechos do texto do ano passado. Se preferir, clique aqui para ler tudo. Depois de reler, quais são suas conclusões? Você caminhou em direção às suas metas? Você está melhor ou pior que no mesmo dia do ano passado? Ainda existe muita distância entre a intenção e o gesto? Quais são as causas que estão em você?

A promessa de ano novo é um objetivo, um alvo a ser atingido. Quando ganha um valor e um prazo, torna-se uma meta. Atingir essa meta é um desafio bem grande, mas possível de ser vencido. É por isso que toda meta precisa ser acompanhada de um plano de ação, detalhando as alternativas estratégicas necessárias para colocar o gerenciamento em movimento, rumo ao resultado esperando.

A linha da meta nos mostra, graficamente, o quanto se avançou em um determinado espaço de tempo na direção do resultado, em função das etapas do processo que deveriam estar cumpridas.

É pensando nisso e analisando diante do dinamismo da gestão estruturada, que sempre nos exige posicionamentos e reposicionamentos, que sugiro uma reflexão sobre os resultados que você já alcançou até hoje, dia 4 de maio, passados mais de 120 dias do ano.

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Vale a leitura

por Luis Borges 1 de maio de 2015   Vale a leitura

O poder do sim – Confiar desconfiando ou, se for mineiro, desconfiar sempre e aos poucos verificar se é possível dar algum crédito. A gestão do risco acaba sendo feita de alguma forma e a confiança é maior ou menor entre as pessoas nas diversas culturas dos continentes terrestres. Muitas vezes a primeira reação num contato entre pessoas pode ser um não à queima roupa, mas a falta de um sim pode também significar a perda de oportunidades. A ousadia pode fazer a diferença e trazer resultados expressivos. Leia o relato da experiência vivida pela jornalista Lívia Aguiar num acampamento beduíno da Jordânia, país do Médio Oriente. O artigo Como conheci uma família de beduínos por acaso – O Poder do Sim, foi publicado no blog Eusouatoa – dicas para o viajante independente, mantido pela jornalista.

Voltei para a casa da minha família beduína, dormir mais uma noite e, na manhã seguinte, parti cedo de volta para Amã. Com o coração mais leve e a certeza de que o que havia vivido não cabe em nenhum guia de viagens. E tudo isso porque eu disse SIM à uma desconhecida num ônibus. A vida só acontece quando a gente corre algum risco, não é mesmo?

Lívia Aguiar, na Jordânia. / Fonte: blog Eusouatoa

Lívia Aguiar na Jordânia. / Fonte: blog Eusouatoa

O teste do 1º de Maio – O dia do trabalhador transcorrerá neste ano numa conjuntura marcada pela crise política e econômica, crescimento do desemprego, tentativa de ampliação da terceirização do trabalho e reivindicações pela manutenção de direitos trabalhistas e previdenciários ameaçados pelo ajuste fiscal. A docilidade demonstrada pelas centrais sindicais nos anos anteriores não poderá se manter, já que as ameaças de perdas para os trabalhadores são muito concretas. O aumento da fervura é analisado neste artigo do jornalista Ricardo Melo, publicado pela Folha de São Paulo. No texto, ele destaca que “os petistas têm ensaiado uma reação pela sobrevivência da legenda. Será didático observar como o partido resolverá a equação de, numa faixa defender direitos trabalhistas históricos e, na outra, um programa de arrocho econômico. O muro já tem dono faz tempo”.

O país mais feliz do mundo – Podemos dizer, numa equação, que felicidade é igual a expectativa menos a realidade (felicidade = expectativa- realidade). Outros também poderão dizer que a felicidade não existe ou que ela é feita pelo somatório de pequenos momentos unitários. Já a terceira edição do Relatório Mundial de Felicidade 2015, que pesquisou 160 países, utilizou uma série de indicadores que vão do Produto Interno Bruto à percepção da corrupção para concluir que a Suíça é o país mais feliz do mundo, seguida pela Islândia e Dinamarca. Os Estados Unidos ficaram em 15º lugar e o Brasil em 16º lugar, o primeiro da América do Sul. Enquanto isso, o Congo ficou na lanterna, na 160º posição, como o menos feliz. Confira a síntese da pesquisa publicada pelo portal DW.

Idoniedade ou Idoneidade – O domínio da língua portuguesa  não é uma virtude presente na vida de muitos de nós. O reino das palavras acaba constantemente sendo sacudido por agressões à língua da pátria que quer ser educadora. Um dos ofícios mais carbonizados do momento é o dos políticos profissionais organizados em partidos. Diante das tenebrosas transações que sacodem o país ao vir à tona e do clamor que exige ficha limpa, muitos deles se arvoram em se dizer pessoas de idoniedade. O professor Pasquale Cipro Neto aproveitou a oportunidade e escreveu, em artigo para a Folha de São Paulo, o fundamento que explica a existência da palavra idoneidade ao mesmo tempo em que mostra porque é incorreto escrever a inexistente idoniedade. Confira aqui.

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