O triunfo do fracasso da CBF na Copa do Mundo de Futebol
Encerrada a Copa do Mundo de Futebol, vencida pela Espanha, façamos um balanço. A Seleção Brasileira Masculina, sob a gestão da Confederação Brasileira de Futebol, foi eliminada precocemente, nas Oitavas de Final, em jogo contra a seleção da Noruega. Precisamos observar e analisar as causas que levaram essa equipe, que representa o melhor do futebol nacional, a um retumbante fracasso.
A primeira consideração nos remete ao planejamento e gestão estratégica da CBF, com suas crises políticas e disputas de poder, dificuldades crescentes para se reposicionar estrategicamente diante da mudança de cenários e os interesses comerciais prevalecendo sobre critérios técnicos, inclusive na convocação de alguns jogadores.
É interessante observar também como todos os principais envolvidos no processo, aí incluídos mídia e patrocinadores, ficaram presos à busca do hexa campeonato mundial, após seis Copas em que o fracasso triunfou. Vale lembrar como todos ficaram presos ao paradigma de melhor seleção do mundo após os 5 títulos conquistados no passado, entre os anos de 1958 e 2002, num intervalo de 44 anos cheio de hiatos e marqueteiramente chamado de penta. Presos ao paradigma, esqueceram-se que o passado glorioso não garante nada no presente e nem no futuro, se não houver a gestão para manter, melhorar e inovar o que se conquistou com as devidas adequações inerentes.
É fundamental lembrar sempre que, quando a história muda, tudo volta à base zero.
De hoje até a próxima Copa em 2030, o Brasil chegará lá, caso se classifique na fase eliminatória, com 28 anos consecutivos sem títulos e em busca do hexa campeonato outra vez.
Não dá para ignorar, negar ou arrumar desculpas para tentar justificar o acontecido.
Só as Bets foram campeãs.