Nos tempos do Bang Bang

por Convidado 8 de abril de 2026   Convidado

*por Sérgio Marchetti

Dia desses assisti a um filme de faroeste. Na verdade, é uma série em sua quarta temporada. Mesmo sendo o western um gênero originário e ambientado no Velho Oeste dos Estados Unidos, o fato do cenário ser em outro país não diminuiu a expectativa de que houvesse mais criatividade. Confesso que a trama não me agradou. Esses tipos de filmes, em expressiva maioria, começam com algum bandido poderoso que mata quem discorda dele, rouba bastante e, com o fruto da desonestidade, se estabelece no poder. Dessa forma domina a cidade, comete injustiças e crimes. Mas, ao final, recebe a merecida e esperada punição.

Nesta película a que me refiro, como nos demais da categoria, a exploração do ouro e de outras riquezas naturais era uma atividade praticada por aventureiros que, vez por outra, conseguiam enriquecer. Os conchavos com os chefes de garimpo e percentual sobre o tráfico eram alguns dos crimes presentes na trama. O cenário era o mesmo de outras produções do gênero, assim como em The Harder They Fall (2021) / Vingança & Castigo, no qual um bandido poderoso é libertado da prisão, reconstrói sua quadrilha, compra terras, muito gado, se elege prefeito, e, por assim dizer, tem o banco e a cidade nas mãos. Nomeia políticos, o delegado e o xerife.

Compra o jornal local, o juiz e até o padre. Todos só agiam em consonância com sua vontade e ordens. E, assim como nas fitas do lendário Wyatt Earp, o uso de armas, pelos cidadãos, fora proibido. Somente o pessoal dele podia usar. E quem não obedecesse seria preso.

Imagem alusiva ao Velho Oeste / vwalakte Freepik

Como podem constatar, caros leitores, nada de novo. Nem me recordo exatamente do título da série. Em minha cabeça misturam nomes como: “A saga do maior ladrão do oeste”, “Eu sou a lei e a ordem”, “O retorno do malfeitor”, ou algo parecido.

No enredo, a exemplo de outros filmes da categoria, o juiz tinha superpoderes: prendia, julgava e condenava de acordo com sua vontade, independentemente das leis. Ele era a lei daquele povoado. A determinação da sentença, via de regra, cumpria uma parcialidade mais transparente do que uma vitrine de shopping e, assim, punia apenas aqueles que não aceitavam sua tirania. Os julgamentos eram realizados pela própria choldra. As sentenças puniam inocentes com total rigor e inocentavam bandidos, tudo, com indescritível cinismo de afirmar que, sendo os paladinos da justiça e guardiões imparciais da verdade, cumpriam a lei e defendiam a equidade de direitos.

A gazeta local, a serviço do poder, noticiava somente o que lhes era conveniente ou manipulavam a notícia. Nas páginas do jornaleco, o prefeito, em sua infinita bondade, dava “vales-compras” para ajudar às famílias que estavam com dificuldades.

Em filme de “mocinhos e bandidos”, não poderia deixar de existir um banco (para ser assaltado), o saloon, as prostitutas, os jogos e cantoras, muito bem pagas pelo clã, puxando o Cancan.

Mas, como toda tirania, ao contrário do que pregavam, a criminalidade crescia, as diligências eram assaltadas frequentemente e os impostos aumentavam continuamente.

Entretanto, o mundo estava tranquilo e em plena normalidade. “Nada de novo no Front” (“All Quiet on the Western Front”).

Para minha surpresa, contra todas as evidências, a série foi defendida pela crítica e parte do público está torcendo pela quinta temporada.

Gosto estranho!!!

Sérgio Marchetti

* Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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Conversei com algumas pessoas que fazem compras em supermercados e que comparecem a esses locais no mínimo uma vez por semana. Como sempre, todas disseram que têm a expectativa de resolver tudo no menor tempo possível e já chegam com a lista pronta, seja no papel ou no digital.

A maioria das pessoas ouvidas, em torno de 75%, faz as compras no supermercado do bairro onde mora, enquanto o restante procura um hipermercado no início do mês e complementa as necessidades ao longo do período em mercearias ou pequenos supermercados da região em que residem.

O tema básico da conversa foi sobre os incômodos que surgem no ato de comprar. Um dos mais citados foi o dissabor de não encontrar todos os produtos listados ou, então, de não estar disponível a marca desejada.

Outro ponto levantado foi a presença de carrinhos de compras parados nos estreitos corredores entre as prateleiras, além de repositores que ficam conversando em frente às prateleiras e geladeiras, dificultando a circulação.

Clientes fazem compras em supermercado / Imagem de pch.vector no Freepik

É interessante notar que alguns temas são percebidos por todos e são objeto de algum tipo de reclamação e até de sugestão de melhoria. O primeiro deles é a percepção do aumento de preços de diversos itens, a redução de pesos e a divergência entre os preços nas prateleiras e no caixa – que acabam sendo mais altos na hora de pagar.

Todos os participantes da conversa falaram bastante sobre a falta de educação e o desrespeito de muitos compradores com outros clientes mais civilizados. É um tal de esbarrar o carrinho no outro, enquanto existem aqueles que chegam por trás ou pelo lado para pegar primeiro uma mercadoria; outros que deixam o carrinho no meio do corredor, atrapalhando o trânsito; e há ainda os que tomam um iogurte que será todo consumido antes mesmo de chegar ao caixa.

Outro momento doloroso é na hora do pagamento, pois geralmente há poucos caixas disponíveis, muitos terminais para autoatendimento de preferência com cartão de crédito por aproximação ou Pix. Às vezes, costuma entrar em funcionamento um caixa para pagamento com dinheiro vivo, mas com filas quase quilométricas, muitas vezes cheias de idosos.

Também existem os clientes que deixam o carrinho na fila marcando lugar enquanto vão às prateleiras buscar mais alguns produtos. Há ainda aqueles que tentam furar a fila porque tem poucos produtos ou simplesmente em alguns casos, por se tratarem de idosos — amparados pelos direitos previstos no Estatuto do Idoso.

Finalizando, é importante lembrar do temor de chegar ao pátio de estacionamento de veículos e ser surpreendido por uma tentativa de assalto. É o que temos para o momento.

E você tem passado por situações semelhantes às descritas nesta pensata?

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Sabe aquela padaria tradicional e familiar, que te viu crescer no bairro em que sua família sempre morou? É o caso da padaria do Joaquim Broa, que funciona há 33 anos num bairro da zona centro-sul de Belo Horizonte. O nome da padaria veio da especialidade do fundador do negócio, que era fazer broas de fubá, que sempre fizeram dupla com o pão de sal. A clientela formada ao longo dos anos se acostumou a encontrar os seus produtos preferidos tanto no início da manhã quanto no meio da tarde ou início da noite.

Floresceram também os clientes tomando café da manhã e da tarde na padaria. Toda clientela sempre muito bem atendida pelo Joaquim Broa e funcionários que lá trabalharam por vários anos.

Aconteceu que quando a padaria completou trinta anos, o proprietário partiu inesperadamente para outro plano espiritual e um novo tempo surgiu para o negócio. No inventário dos bens deixados pelo pai da família, foi feita uma partilha que determinou a metade de tudo para a mãe, conforme a lei, e a outra metade foi dividida entre os três filhos do casal. Ao mais novo deles coube a padaria do Joaquim Broa.

Pão de sal / Freepik

Agora, passados três anos que aconteceu o acontecido, o que se vê é o decaimento do negócio, que tem entre as causas o despreparo do novo dono para conduzi-lo. Falta a gestão mais estruturada do negócio, com especial realce para a ausência de liderança do novo dono – que se junta à escassez e à alta rotatividade da mão de obra. Esta, por sua vez, reclama dos baixos salários, da jornada de trabalho 6X1, do não cumprimento de horários e do autoritarismo do novo proprietário herdeiro.

Já os clientes estão reclamando cada vez mais por causa do não atendimento de suas necessidades e expectativas. Tudo começa com a piora da qualidade da broa de fubá, símbolo da padaria. Também passa pelo não cumprimento dos horários clássicos em que a fornada de pão de sal fica pronta, a ausência de alguns produtos à disposição e a indolência de muitos empregados no atendimento no caixa, no balcão e no café. Vale lembrar que alguns clientes têm reclamado do aspecto visual de pães, roscas e das broas de fubá, o que os tem levado a desistir das compras.

O fato é que sinais estão sendo dados e o decaimento do negócio vai ficando cada vez mais visível.

É importante lembrar que gestão é o que todos precisam, independente do porte do negócio, mas nem todos os donos, que deveriam ser líderes, sabem que precisam.

Até quando as portas da padaria do Joaquim Broa estarão abertas?

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Partindo da premissa de que as pessoas cumprem diferentes papéis no cotidiano da vida, vou narrar aqui um fato envolvendo uma pessoa no papel de cliente e outra no de fornecedor. Em termos de um negócio, por exemplo, o cliente tem a expectativa de que sua necessidade de um bem ou serviço seja aceita e entregue pelo seu fornecedor conforme as especificações e condições combinadas. A expectativa se refere ao cumprimento da qualidade intrínseca especificada, ao preço adequado, negociado com as devidas condições de pagamento acertadas e o respeito aos prazos de entrega dos produtos – bens e serviços – adquiridos.

Como isso tem se dado na prática do mundo capitalista, veloz e conectado para todos os tamanhos de negócios, do grande, médio, pequeno e micro, cada qual com o seu jeito de empreender? Clientes são buscados por todos. Eles podem muito, mas não tudo.

Aconteceu que uma cliente procurou um salão de beleza de pequeno porte em Belo Horizonte no final de novembro do ano passado e combinou com a proprietária do negócio o fornecimento de serviço para cuidar das unhas dos dedos das mãos e dos pés. O contrato verbal feito entre as partes estabeleceu que os serviços seriam prestados toda quinta-feira com o horário fixo às 13 horas e preço de R$ 80,00 por atendimento e pagamento via Pix. No dia marcado para o primeiro agendamento, a cliente não compareceu e nem justificou a ausência. Então, a fornecedora lhe enviou uma mensagem para saber as causas da ausência, mas não recebeu resposta. A cliente não se manifestou e ficou desaparecida nos três meses seguintes.

No último dia de fevereiro, um sábado, ela ressurgiu como se nada tivesse acontecido. Ela queria uma prestação de serviços assim que chegasse ao salão por volta das 13 horas, tudo com muita pressa, pois deveria comparecer a um evento importante no início da noite, o casamento de uma afilhada querida.

A proprietária do salão disse à cliente que não trabalhava daquela forma e que qualquer prestação de serviço deve ser marcada previamente, pois esse é o padrão. Aproveitou para dizer à cliente que ficaria disponível para negociar futuras condições de fornecimento de serviços a partir da semana seguinte, com o devido respeito de ambas as partes.

A arrogância não é uma virtude e deve ser combatida permanentemente!

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 12 de março de 2026   Curtas e curtinhas

Crescimento da Droga Raia e Drogasil

A RD Saúde, controladora das redes Raia e Drogasil informou que teve uma receita bruta de R$47,6 bilhões em 2025, crescimento de 13,9% em relação ao ano de 2024. A empresa fechou o ano com 3.547 unidades farmacêuticas, das quais 330 foram abertas ao longo do ano passado e 52 milhões de clientes ativos. A participação no mercado brasileiro foi de 19,5%.

E você caro leitor, gasta quanto por ano na aquisição de medicamentos?

É importante lembrar que no final desse mês a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos – CMED, ligada ao Ministério da Saúde e secretariada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, definirá os aumentos dos preços dos remédios que poderão vigorar a partir de 1º de abril. É verdade!

Endividamento das famílias

Um levantamento feito pela Federação do Comércio do estado de São Paulo – FecomercioSP, mostrou que 3,1 milhões de famílias paulistanas iniciaram o mês de fevereiro com dívidas impulsionadas pelos gastos de fim de ano e a longa lista de despesas de janeiro. O índice voltou a subir após fechar o ano com três quedas consecutivas e registrar, em janeiro, 68,9% – o menor patamar em quase 1 ano. O aumento do endividamento é considerado natural diante das contas típicas do início do ano como IPVA, IPTU e material escolar que alteram a dinâmica de consumo das famílias.

Entre as faixas salariais, o público com maior comprometimento está entre as famílias com renda até dez salários mínimos mensais, que subiu de 72,8%, em janeiro, para 73,5%, em fevereiro. Nas famílias que recebem mais de dez salários mínimos mensais, o índice saiu de 57,6% para 59,8%. O cartão de crédito segue sendo o principal vilão das despesas com 78,8% dos tipos de dívidas declaradas.

Consumo das famílias no PIB

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, ante 3,4% no ano anterior. Divulgou também que o consumo das famílias cresceu 1,3%, enquanto no ano anterior havia crescido 5,1%. O indicador Consumo das Famílias é um dos mais importantes no cálculo do PIB porque ele mostra quanto as pessoas estão gastando em bens e serviços na economia. Se as famílias estão consumindo mais, a economia tende a crescer. Se estão consumindo menos, pode indicar crise ou desaceleração econômica.

Agora só nos resta acompanhar o crescimento do PIB no ano eleitoral de 2026, impactado também pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O lucro líquido da Caixa

A Caixa Econômica Federal anunciou no dia 4 de março que teve um lucro líquido de R$15,5 bilhões em 2025, alta de 10,4% em relação ao ano de 2024. A Caixa encerrou o ano com carteira de crédito de R$ 1,378 trilhão. O valor representa uma expansão anual de 11,5%, com alta de 13% em financiamento imobiliário, de 14,2% em crédito comercial a pessoas jurídicas, de 13,4% em crédito comercial a pessoas físicas, de 1% em saneamento e infraestrutura e de 0,6% no agronegócio.

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Explode coração

por Convidado 5 de março de 2026   Convidado

* por Sérgio Marchetti

Dia desses, um cliente da mentoria me confidenciou que estava depressivo e que talvez seu atual estado o impedisse de acreditar na solução de tantos problemas que assolam o Brasil.

Fiquei preocupado com sua desesperança, mas disse a ele que a crise de caráter e a corrupção afetam as mentes das pessoas de bem.

Horas depois, refletindo melhor, já solitário em meu canto, me lembrei do conto de Machado de Assis: “O Alienista”. Lá, naquelas ricas páginas, um médico psiquiatra, depois de internar toda a população do lugar, concluiu que o louco era ele; por ser o único que não tinha hábitos e costumes estranhos.

O conto Machadiano me faz pensar que os honestos, aqui nesta terra de Cabral, correm o risco de serem considerados “idiotas” e merecerem o cárcere.

Mas, voltando a mim, recolhendo-me à minha insignificância, consigo entender o que aconteceu com meu cliente e, de sobra, compreendi o que acontece com as pessoas neste momento do mundo, ou melhor me situando, do Brasil.

Não somos loucos. Apenas não conseguimos conviver com o “absurdo” e, considerando a impotência para conter tanta audácia, acabamos adoecendo.

Contextualizando, em 2025 tivemos um aumento expressivo de afastamentos por saúde mental. Foram mais de 546 mil. Nosso país lidera o ranking na América Latina em casos de ansiedade e depressão. Os afastamentos por síndrome de burnout cresceram exponencialmente, atingindo quase 500% entre 2021 e 2024.

imagem ilustrativa gerada com auxílio de inteligência artificial

O Brasil está em coma por falência de órgãos. A população está doente, as mentes confusas, os pensamentos perdidos e a vergonha reprimida por compactuar com tanta ilegalidade. A ética morreu atropelada. A verdade foi suprimida de nosso dicionário. O rei está nu. Mas toda nudez será perdoada.

Não somos cidadãos. Somos vítimas de escolhas equivocadas.

É preciso aceitar os erros. Afinal, errar é humano. Mas é necessário ter humildade e coragem para corrigi-los.

O que é pior, nesse vergonhoso e lamentável contexto, é o fato de sabermos de onde vem tanto desvio de conduta (para usar um eufemismo).

A esperança, mesmo sendo a última que morre, agoniza em berço esplêndido.

Rui Barbosa, com sua cabeça grande de gênio, não conheceu a verdadeira face da “desonestidade lícita” e da justiça sem a venda nos olhos. Teria, hoje, ainda mais vergonha de ser honesto.

Prevalece, no aqui e agora, um estado de estagnação coletiva. Nenhum pensador, de qualquer tempo, compreenderia, filosoficamente, os caminhos tortuosos que homens ditos “inteligentes” escolheram.

Há um requinte de crueldade no ar.

David Hume, Auguste Comte e Schopenhauer, para citar alguns filósofos, defendiam respectivamente a virtude moral, o altruísmo, a moralidade e, o último, a compaixão.

Infelizmente, nada do que vemos no mundo real reflete a ideia de humanização pregada por eles.

Esse cenário incerto e insidioso se repete nas organizações, nas quais os dirigentes – muitos de caráter duvidoso – usam “parceiros” de boa fé para os trabalhos mais difíceis, abusando de sua prestatividade e gratuidade. Porém, quando surgem as melhores oportunidades, os escolhidos, em detrimento dos “parceiros”, são pessoas que têm alguma influência ou podem gerar status aos pobres de espírito que, do alto de suas vaidades e de um hedonismo corrompido, imaginam-se semideuses.

Creio que muitos de vocês, dedicados leitores, já tiveram o desgosto de passar por isso. A verdade é que “muitos são chamados, mas poucos são escolhidos”. (Mateus 22:14).

Essa é a realidade desse teatro mesquinho, sustentado por um jogo de interesses; situação na qual não cabem confiança, gratidão e lealdade.

O sistema cheira mal e gera asco.

(”Chega de tentar dissimular e disfarçar e esconder/ o que não dá mais pra ocultar/e eu não posso mais calar(…)”).

E, mesmo com toda a positividade que procuro exercitar, constato, com tristeza, que há algo de muito podre no reino da Dinamarca. Da Dinamarca?

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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A frase-título do livro é um manifesto da autora, a jornalista Carine Tavares, após dez anos acompanhando a memória do pai, o médico Clóvis Tavares, deixando o aos poucos.

Na contramão da doença – e para manter viva a memória do pai – Carine conversou com familiares, amigos, colegas de trabalho e pacientes. Um mergulho na história do médico que se tornou paciente.

Clóvis foi diagnosticado com demência subcortical isquêmica em 2016, o que iniciou uma peregrinação em busca de informações, especialistas e formas de aproveitar o tempo de lucidez do pai. Na obra, a autora desenha as fases da doença e conta sobre a fragilidade do atendimento e acompanhamento médico ainda pouco humanizados. Daí surgem sugestões para quem cuida de pessoas com demências conseguir navegar pelas dores e respiros trazidos pela condição.

Em “Eu sei que ele é”, Carine compartilha o que aprendeu nesta década sendo filha e cuidadora, enquanto busca manter vivas as experiências de Clóvis como pai, médico, amigo e entusiasta do sistema de saúde humanizado.

“Eu sei quem ele é” é um lembrete de que o impacto de uma vida dedicada ao próximo nunca se apaga. Ele permanece vivo na memória daqueles que foram tocados por seu cuidado. Isso é legado.” – Guilherme Tavares, publicitário, criador da capa e filho de Clóvis Tavares

Sobre a autora:

Carine Tavares é jornalista, escritora e especialista em produções especiais para audiovisual. Em quinze anos de Globo, foi produtora, chefe de reportagem, chefe de produção de rede e editora executiva. Produziu o documentário “Uma Gota de Esperança”, exclusivo do Globoplay. Também produziu e dirigiu edições do Globo Repórter em Minas Gerais. Atualmente é Coordenadora de Rádio e TV do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. “Eu sei quem ele é” é seu primeiro livro.

Vendas do formato físico pelo perfil do Instagram @oateliedehistorias. Ebook disponível na Amazon Kindle.

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