Curtas e Curtinhas

por Luis Borges 30 de abril de 2024   Curtas e curtinhas

A dívida do Estado de Minas Gerais com a União Federal

Está em torno de R$ 160 bilhões a dívida de Minas Gerais só com a União Federal.

Há cinco anos e meio o pagamento dessa dívida está suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal e acaba de ser prorrogada por mais 90 dias.

Agora estão em formulação propostas de renegociação elaboradas pelo Ministério da Fazenda e Senado para resolver o problema do endividamento de Minas Gerais e de outros Estados bastante endividados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Entretanto, é fundamental se conhecer como essa dívida foi gerada e cresceu ao longo das últimas décadas nas mãos dos diversos governadores.

Fala-se muito que a dívida ganhou fôlego para crescer quando o governador do início da década de 90 do século passado pegou empréstimos para sanear financeiramente bancos estaduais, como o Bemge e o CrediReal, para privatizá-los posteriormente.

Mas por que os bancos estavam precisando de saneamento financeiro? Quais as causas? Quanto a dívida aumentou nos dois mandatos do atual governador por não ter sido paga no período? Seria R$ 60 bilhões?

É preciso conhecer para melhor compreender o tamanho da dívida. Como sabemos, os atos têm consequências.

O peso do voto dos idosos nas eleições municipais

Faltam pouco mais de 5 meses para as eleições municipais de 6 de outubro. Como será que está o planejamento estratégico de quem pretende se candidatar a prefeito, vice-prefeito e vereador nos 5570 municípios brasileiros?

A legislação eleitoral estabelece que o voto é obrigatório para quem tem idade entre 18 e 70 anos e optativo para a faixa de 16 a 18 anos e acima de 70 anos.

A lei considera idosas as pessoas com idade superior a 60 anos, que segundo o censo do IBGE de 2022 somam 15,8% da população – 32 milhões de habitantes.

Em muitos municípios, o percentual de idosos passa dos 20% da população e, se forem votar, podem influenciar bem no resultado final. Vale lembrar que existem diversos mercados para os idosos como os de alimentação, planos de saúde, medicamentos, cuidadores, investimentos, de trabalho, apesar do idadismo. Nesse sentido, merece atenção a abstenção dos idosos,  principalmente dos que tem acima de 70 anos. Os candidatos podem estimular a ida deles às urnas em suas campanhas.

Alias, vale a pena lembrar que nas últimas eleições municipais, em 2020, em  plena pandemia da Covid-19, a abstenção foi de 23,14% no primeiro turno daquele pleito e cerca de 21% no primeiro turno das eleições gerais de 2022.

A conferir, principalmente lembrando que as pessoas moram nos municípios, onde também sentem mais de perto todos os problemas e necessidades locais.

A Conjuração Mineira e a Reforma Tributária

O dia 21 de abril marcou os 235 anos da Conjuração Mineira, que era contra o aumento do imposto sobre a exploração do ouro, além dos 20% cobrados anualmente sobre a produção. O Rei de Portugal decretou que seria cobrado um imposto de 100 arrobas de ouro (1.500 Kg) independente da quantidade produzida. O não pagamento justificaria o direito da Coroa Portuguesa de confiscar dos produtores o que faltasse para se atingir o valor estabelecido, o que foi chamado de Derrama.

Se isso gerou revolta e mobilização das pessoas naquela época, o que imaginar hoje, quando a carga tributária no Brasil está em 35% do PIB?

A Proposta de Lei complementar para regulamentar a Reforma Tributária sobre o consumo, focada na simplificação do processo, chegou a Câmara dos Deputados com estimativa de 26,5% de taxação. Ainda falta a tramitação da Reforma Tributária sobre a renda das pessoas físicas e jurídicas.

Pelo visto, permaneceremos com a mesma carga tributária atual com um processo mais simplificado para sua arrecadação. Será isso mesmo ou dependerá da mobilização de cada parte interessada?

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Vai pagar com Pix, ou cartão?

por Luis Borges 24 de abril de 2024   Pensata

No próximo dia primeiro de julho a nossa moeda, o real, completará 30 anos em circulação no país como parte do Plano de Estabilização Econômica de mesmo nome. As cédulas e moedas do real em circulação enfrentaram uma inflação de 701% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do IBGE ao longo dessas três décadas. O Banco Central diz que reabastece o mercado substituindo as cédulas que se estragam e as moedas que ficam guardadas em cofres e gavetas.

Atualmente, é frequente no mercado a queixa pela falta de troco e os pedidos para que se facilite o mesmo nas transações comerciais.

Por outro lado, são notórios os esforços para fazer com que o cliente pague por meios digitais.

Meu ponto é chamar a atenção para algo cada vez mais corriqueiro na hora de se fazer uma compra na padaria, sacolão, supermercado, restaurante, bar ou mercearia, por exemplo.

Ao chegar ao caixa, o atendente pergunta de cara se a transação será feita por meio de Pix, cartão de crédito ou débito, e já com maquininha na mão. É totalmente desconsiderada a possibilidade da operação ser feita na moeda vigente, em espécie nas modalidades cédula ou moeda.

Os operadores de caixa se assustam quando os clientes falam que vão pagar com dinheiro. Diante do fato eles começam a verificar se as cédulas são verdadeiras, colocando-as contra a luz ou deslizando os dedos em suas superfícies, principalmente quando o valor das notas é R$ 100 ou R$ 200. Mesmo assim, é inevitável uma fala sobre a falta de troco.

Enquanto isso, a fila cresce como no supermercado ou sacolão, quem está atrás do cliente que está pagando começa a ficar impaciente e a dar sinais de que sua ansiedade está aumentando, principalmente aqueles cujas compras são menos volumosas.

Se a pessoa que está pagando em dinheiro se incomodar com as pressões, acabará por sentir-se constrangida ou a se perguntar para que serve a moeda circulante no país.

E se o cliente não tiver o Pix ou não gostar de pagar um determinado valor de compras com cartões de crédito ou débito, inclusive devido a seus limites, ou por não querer ou poder pagar os altos juros no crédito rotativo. Podemos também colaborar com a falta de troco pagando a conta com dinheiro e cartão.

Imaginemos uma compra no valor de R$ 107,00 que poderia ser paga com R$100,00 em dinheiro e R$ 7,00 no cartão de débito, crédito ou Pix. Enfim, o problema existe para quem resiste a se enquadrar e, para esses, cada evento com a sua agonia nessa vida velozmente digital.

Em tempo: você ainda tem talão de cheques?

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A quinta-feira 11 de abril marcou o aniversário de nascimento do amigo araxaense Paulo Souza Júnior, o Paulinho. Ele é engenheiro civil, professor universitário, líder da empresa PSJ Engenheiros Associados e ex- superintendente do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Araxá – IPDSA.

A propósito desse momento de sua vida, Paulinho escreveu uma excelente pensata que joga luz em suas expectativas para a trajetória que prossegue.

Leia a seguir:

CAPÍTULO 74

Embora tenha a impressão de não ter envelhecido, sorrateira e sutilmente a velhice vai se instalando em mim.

Já não posso ignorar as ameaças que o futuro me prepara, mas também não ignoro que o que sou hoje devo ao meu passado: o meu saber e a minha ignorância – as minhas necessidades, as minhas relações – a minha cultura e o meu corpo.

Sou muito grato ao meu passado.

É ele a minha referência! O menino curioso que desmontava despertadores ainda continua ativo dentro de mim assim como o adolescente que descobriu a música e fez dela o seu sustento de quando era estudante. O Paulinho de todas as épocas está em mim todo o tempo, o tempo todo.

Portanto o passado é que me projeta, que define a minha abertura para o futuro e que eu devo ultrapassar.

Vou seguir plantando amizades como planto árvores, com o coração aberto e sereno, pois sei que o sabor da minha vida reside em colher frutos e sombra de uma e humanidades de outras, se manifestadas em respeito, afeto, carinho e amor.

Muitíssimo obrigado a todos vocês que são presentes no meu passado!

 Paulo Souza Junior – 11/04/2024

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Curtas e Curtinhas

por Luis Borges 9 de abril de 2024   Curtas e curtinhas

O aumento dos preços dos medicamentos

Entrou em vigor no dia primeiro de abril o aumento de 4,5% nos preços dos medicamentos. Todo ano tem aumento garantido, o que varia é só o tamanho.

Como sempre, é mais perda do poder aquisitivo para os consumidores, a começar pelos idosos, cujo custo de vida é bem impactado pelo preços dos remédios necessários. Um exemplo disso está no caso dos aposentados do INSS que recebem acima de um salário mínimo mensalmente. Eles tiveram um reajuste de 3,71% em seus proventos, em janeiro. Ele é 18,4% menor que o índice de 4,5% aplicado aos medicamentos.

Em junho, virão os aumentos dos preços dos planos de saúde, regidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS. Qual percentual será aplicado acima dos 3,71% definidos em janeiro? Também vale lembrar que é de 32% a carga tributaria que incide sobre os medicamentos.

A inflação dos idosos fica sempre acima da inflação média calculada pelo Índice Nacional de Preços do Consumidor – INPC.

Mais um penduricário na conta da energia elétrica

Após a cobrança na conta de energia elétrica, de todos os consumidores, de um subsídio para ajudar no combate à covid-19 e de outro para enfrentar a escassez hídrica, vem aí mais um penduricalho. É uma facada para compensar danos decorrentes de eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes no país. Nesse sentido, a Confederação Nacional das Seguradoras – Cnseg, está propondo a criação de um seguro catástrofe obrigatório, com o mesmo valor a ser cobrado em todas as contas domiciliares de energia elétrica.

Sabemos antecipadamente que, independente do valor a ser cobrado, a arrecadação será fácil por ser compulsória e logo, logo o fundão estará formado e crescendo sempre. Mas quais serão os critérios para ressarcir os prejuízos reclamados pelos consumidores? Será um processo simplificado, com evidências objetivas, diretas e pagamento imediato via pix? Ou será necessário apresentar uma montanha de requerimentos e documentos que protelam e postergam o desembolso do valor segurado, como acontece em diversas modalidades de mesma natureza no país?

Garantido mesmo é só o ganho das seguradoras.

A conferir!

Persistem os buracos e crateras na BR-262

Continua cada vez mais elevado o adicional de penosidade para quem usa os diversos tipos de veículos na BR-262 no trecho Betim e Uberaba, com uma piora acentuada entre Campos Altos e Uberaba. São buracos e crateras que só aumentam e ainda ficam cheias de água no período chuvoso.

Vale a pena observar o sistema de drenagem das águas e os alagamentos que acontecem ao longo da pista.

O fato é que entre acidentes, quase acidentes, imprudências, imperícias e negligências a vida e o tempo vão passando enquanto a concessionária fatura nos pedágios e o DNIT e a Polícia Rodoviária Federal…

Até quando?

A greve dos professores das Universidades e Institutos Federais

Está marcada para se iniciar em 15 de abril a greve dos professores das Universidades e Institutos Federais no Brasil. Os servidores técnico-administrativos dos IFs entraram em greve no dia 11 de março. A principal reivindicação é a reposição das perdas salariais dos últimos 10 anos, que já ultrapassaram 63%. Nessa década houve apenas um reajuste salário, de 9% em 2023.

Quem já definiu os próprios salários até 2026 foram os membros dos poderes Legislativo e Judiciário Federais. Assim, deputados federais, senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal – STF terão salários mensais de R$46.366,19 em 2025, além de benefícios como os auxílios alimentação, creche e transporte.

Aguardemos o desenrolar das mobilizações e negociações.

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Na manhã do sábado 23 de março, por volta das 9 horas e 30 minutos, recebi a notícia de que o amigo Paulo Roberto Takahashi havia desencarnado às 4 horas. Fiquei pasmado, assustado diante da inesperada informação.

Passei a refletir, mais uma vez, sobre a finitude da vida e o quanto imagino que estamos preparados para recebê-la. Percebi mais uma vez diante dessa e de outras perdas recentes de pessoas próximas que, por mais que tenhamos consciência da finitude, nada nos alivia do choque trazido pela força cortante que nos arrebata alguém tão próximo. Foi assim que me senti, mas foi inevitável voltar no tempo, ao século passado, quando eu o conheci na escola de Engenharia da UFMG em 1977, portanto, há 47 anos. Muitos foram os momentos vividos e que se encontram registrados na parede da minha memória.

As primeiras vivências foram no movimento estudantil da UFMG, na luta pela democracia e por uma sociedade mais justa socialmente. É importante lembrar a sua passagem como presidente da COTEC em 1980, a Cooperativa e Editora de Cultura Técnica da Escola de Engenharia da Federal.

Fui convidado para ser seu padrinho quando se casou com Miriam na Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, em Belo Horizonte, no ano de 1982. Lembro-me bem do final da tarde daquele sábado e do seu emocionado choro ao pé do altar. Depois vieram o filho Marco Paulo, as filhas Thaís e Silvia e as netas Maria Paula, Agnes e Elis na amplitude dos laços de uma família pautada  pelo equilíbrio com muito amor.

Acompanhei sua trajetória profissional como engenheiro civil e gestor atuando na Superintendência de Desenvolvimento da Capital – SUDECAP – notadamente como Diretor de Manutenção e Superintendente. Como ele conhecia Belo Horizonte e discutia soluções para os seus problemas dentro de uma realidade orçamentária!

Eu e Takahashi sempre conversamos muito, numa pauta bem diversificada e ele sendo muito claro e firme em suas crenças e valores. De vez em quando ele soltava um ou dois palavrões, só para reafirmar o seu ponto de vista na conversa e na discussão.

Admirável era a sua biblioteca com mais de 3000 volumes em temas bem diversificados.

Nos últimos tempos conversamos muito por telefone, principalmente a partir da pandemia da covid-19. Aliás, nosso último encontro presencial ocorreu há pouco mais de dois anos no Restaurante Barril, que fica na BR 262, Município de Luz.

Paulo Takahashi e Miriam vinham de Vazante, eu e Cristina vínhamos de Araxá, todos rumo à Belo Horizonte. Muita conversa e um gostoso almoço marcaram o encontro.

Desde o segundo semestre do ano passado tentávamos viabilizar as agendas para um jantar no Bar da Esquina, que fica no encontro das ruas Timbiras e Sergipe, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem, no bairro de mesmo nome. Infelizmente não deu tempo para viabilizar o encontro diante do inesperado. Vale a pena refletir sobre as causas que nos impediram de nos encontrarmos nesse jantar.

Fica a saudade do amigo essencial, indispensável e necessário que apenas partiu antes de nós.

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A vida é hoje

por Convidado 26 de março de 2024   Convidado

por Sérgio Marchetti*

Recentemente estive em Capitólio. Foi uma viagem a passeio, com um casal de amigos, que contribuiu para que fosse ainda mais prazerosa a nossa estada. Hotel excelente, passeios de barco num lago muito lindo, cerveja gelada, boa comida, paisagem sensacional (mesmo tendo sido palco daquela tragédia que vitimou tantas pessoas).  

Eu poderia até plagiar Vinícius de Moraes: “Um velho calção de banho/ Um dia pra vadiar/ O lago** que não tem tamanho/ E um arco-íris no ar (…)”.

A quebra da rotina é um momento, principalmente num passeio agradável, de recarga de energia e de saúde, uma ruptura, ainda que momentânea, com os problemas do dia a dia. É necessário fazer isso para reconectar consigo mesmo. Necessitamos de um boot e até de hard reset para limpar nosso aparelho chamado cérebro. Traduzindo, com o boot nos desligamos temporariamente para reiniciarmos melhor e, se pudermos, aproveitar para fazer um heard reset que será ainda mais intenso e poderá apagar muitas memórias que não agregam nada à nossa programação de vida.  

E, convenhamos, leitores de boa-fé, conforme já relatei recentemente, está difícil ver a beleza em tanta fealdade. Nestes dois meses de 2024, temos testemunhado recordes de tudo que é ruim. Para lembrar de alguns fatos: latrocínios, furtos e feminicídios, cada dia mais perto de nós. Segundo o portal Globo de Notícias, em 2023 a morte de Yanomamis ultrapassou os números anteriores. Vivemos epidemias (por exemplo, a dengue — 1.079 óbitos até dezembro de 2023 e 513 em 2024), a Covid-19 matou quase 15.000 pessoas no ano passado (com 182% de aumento de casos, só na baixada santista).  

E, justamente por essas razões, é que se torna necessária uma reação que nos tire da estagnação. Então, minha proposta é para que quebremos o estado de inércia e busquemos o novo.  

Leitores que compartilham com minha ideia sabem que, em muitas situações, para se obter uma resposta sobre um enigma é necessário sair da zona de conforto, distanciar-se, para ver o que a pessoa estando perto não vê.  A constatação também tem um sentido psicológico: enquanto estiver nervosa a pessoa não conseguirá ver a realidade do fato.  Saia de circulação, deixe passar a emoção e tudo, aos poucos, começará a ficar nítido. 

Então viajemos… pelas cidades de outros países, pelo interior do Brasil ou pelas páginas de um bom livro, ouvindo músicas que nos permitam flutuar e nos ausentar. Mas, o apelo é para que estejamos vivos. É para que você não deixe para o futuro aquilo que deseja hoje. No futuro, caso você ainda exista, talvez não queira mais aquela aventura, nem andar naquela bicicleta, tampouco fazer uma viagem. E, pior, nem tenha saúde para realizar certos passeios. E, só para lembrar, não sabemos o número da senha e nem os critérios de chamada. Apenas podemos dizer que a vida é hoje. 

 

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

** O texto original é no mar

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por Luis Borges 

Nesse 18 de março estamos comemorando 10 anos de postagens contínuas do Blog Observação e Análise, iniciadas nessa data em 2014, no final de um verão menos quente que o atual.

Naquele dia concretizou-se um sonho iniciado um ano antes num reposicionamento estratégico que fiz em minhas atividades profissionais em função das condições funcionais determinantes de novos contornos.

A história registrou: num 18 de março nasceu o Observação e Análise

O fato é que o sonho de lançar um blog virou um propósito, que posteriormente se tornou um objetivo que com valor e prazo tornou-se uma meta.

O plano de ação contendo as medidas estratégicas e necessárias para se atingir a meta colocaram o gerenciamento em movimento e finalmente tudo aconteceu. Mas a gestão é permanente.

Ao longo desses 10 anos continua sendo sempre fundamental a participação de todos que fizeram ou fazem parte da equipe do Blog, a pensata mensal do escritor convidado e a presença atenta, observadora e crítica de um número de leitores cada vez maior.

Também registro com alegria a publicação das pensadas em outros veículos, como o jornal Correio de Araxá em seus últimos 9 anos e 4 meses até a última edição, no portal Minas1, no Blog do Zé Antônio, no portal Santa Teresa Tem e no Portal Imbiara, do Grupo Imbiara de Comunicação de Araxá.

A expectativa é prosseguir observando os fenômenos e analisando os processos que os geram, a partir de minhas percepções, lastreadas na verdade científica dos fatos e dados, sem ter a pretensão de ser o proprietário da verdade e nem o salvador da pátria, mas contribuir para que possamos encontrar boas soluções para tantos problemas que nos desafiam. Tudo isso sendo feito de maneira respeitosa numa sociedade que busca permanentemente o aprimoramento de seu processo civilizatório.

Leia aqui a primeira postagem de observação e análise:
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