A revolução dos bichos

por Convidado 9 de março de 2015   Convidado

por Sérgio Marchetti

Hoje, após ouvir o noticiário matinal, senti uma enorme revolta e uma tristeza imensa com os rumos de nosso maltratado Brasil. Falaram, os jornalistas, de assassinatos, corrupção, impunidade… Reflitam: nesse momento os governantes nos devem satisfação sobre suas falcatruas e omissões, sobre o quadro vergonhoso e lastimável pintado com as tintas da desonestidade, do descaramento, da advocacia somente em causa própria… Até perdi o fôlego, desculpem-me. Mas diante de tanto absurdo, esses devedores, com ficha imunda, nos impõem aumentos de taxas e de impostos, para pagar os seus próprios desvios. Tudo aqui no Brasil é inusitado – mandam nele um ex-presidente, uma presidente e trinta e nove ministros. Estão lá porque nós pagamos com suor e, literalmente, com muito sangue, o salário e todos os auxílios que se dispuseram a ter direito.

Não por acaso, lembrei-me, agora, de um filme – Gladiador. Nele o que move e dá força aos escravizados é o orgulho e a honra. Mas aqui, no gigante adormecido em berço esplêndido, pelos fatos, quem governa tem força, porém, lhes falta honra. Mas nós, os explorados, devemos continuar sendo honrados. Não podemos permitir que nos roubem também a dignidade.

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Capa de uma das edições do livro “A Revolução dos Bichos” / Fonte da imagem – Sagas Brasil 

Falei de filme e, agora, bateu-me à porta da mente a lembrança de um livro, A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Faz tempo que o li, mas queria o autor, em sua essência, demonstrar a decepção com a Revolução Soviética e, até mesmo, com o socialismo que ele próprio defendia. Há, naqueles escritos, uma filosofia que gostaria de compartilhar com os leitores. Passados tantos anos que fiz a leitura, ficou-me o registro de que a história se passa na zona rural e, como em muitas fazendas, os proprietários possuíam vacas, cavalos, galinhas, ovelhas e outros animais domésticos. Um dia aqueles animais se reuniram e, comandados por um porco, chegaram à conclusão de que estavam sendo explorados pelos seus donos. As galinhas achavam um absurdo doarem seus ovos e ainda serem abatidas para alimentar os moradores da fazenda. O cavalo e o burro, da mesma forma, se sentiam escravizados num serviço pesado. As ovelhas doavam o leite e a lã. As vacas… talvez tossissem. O que tenho certeza é que o lucro era apenas dos donos da fazenda. “A colheita é comum, mas o capinar é sozinho” (Guimarães Rosa). Uns trabalhavam e outros ganhavam. Surgiu então a ideia da mudança. Os animais tomaram a fazenda.

Logo no início do novo regime, o porco líder, muito falante e, parecendo ser verdadeiro, prometeu o fim dos abusos e da exploração dos animais trabalhadores. Dizia que haveria justiça e vida nova para todos. Mas não houve nada disso. O porco ficou deslumbrado com o poder e não cumpriu as promessas, sendo incoerente com tudo que pregou. Foi corrompido. Rodeou-se de outros animais, concedendo-lhes vantagens nada honestas e, para decepção de tantos seguidores, seus gastos, abusos e desvios foram infinitamente superiores aos de seus antigos donos.

Compreendo perfeitamente a decepção de Orwell. E acredito que muitos leitores compreendam-no também.

Bem, depois destas reflexões, preciso recuperar as boas energias. E, para não ter que sofrer assistindo a outro noticiário, vou me distrair com um filme bem antigo e leve… Ali Babá e os Quarenta Ladrões.

Sérgio Marchetti é educador, palestrante e professor. Possui Licenciatura em Letras, é pós-graduado em Educação Tecnológica e em Administração de Recursos Humanos. Atua em cursos de MBA e Pós-Graduação na Fundação Dom Cabral, B.I. International e Rehagro. Realiza treinamentos para empresas de grande porte no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br .

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Vale a leitura

por Luis Borges 8 de março de 2015   Vale a leitura

Dívidas pessoais atrasadas – O nome sujo na praça é uma realidade crescente para muita gente.  Apesar da crise econômica, dos juros altos e do desemprego que já começa a aumentar, as causas fundamentais dessa situação são bem claras. Falta planejamento, sobra impulso na tomada de decisão e sobra coragem para se endividar em níveis muito além da verdadeira capacidade financeira. Uma pesquisa do SPC Brasil feita em conjunto com o portal Meu Bolso Feliz mostra diversos ângulos da realidade vivida por pessoas endividadas. Vale a pena ler e refletir – você está nessa situação? Como sair dela?

Em média, o consumidor brasileiro inadimplente está com o nome sujo há aproximadamente dois anos, deve para 3,7 diferentes empresas, adquiriu essas dívidas por meio do cartão de crédito e de lojas e tem um débito total de R$ 21.676,00 junto às empresas credoras – já embutidas as multas e as taxas cobradas pelo atraso. Esse valor corresponde a 768% da renda familiar mensal de um consumidor entrevistado na pesquisa, de R$ 2.822,00.

Escassez de água – Estamos caminhando para o final do verão e o racionamento da água para o consumo humano ganha força no horizonte próximo. Na volta do barco já sentimos o desespero de muitos daqueles que, irresponsavelmente, não fizeram o dever de casa. Na prática tenta-se mascarar a falta do planejamento para os tempos de escassez da água com a tentação de propor obras faraônicas, que exigem altos valores de investimentos de recursos financeiros também escassos. É emblemático o caso do Sistema Cantareira que abastece 6 milhões de pessoas na grande São Paulo. Leia neste artigo do jornalista Afonso Capelas Jr, publicado pelo Diário do Centro do Mundo, um alerta sobre a adoção de tecnologias pouco apropriadas para resolver o problema e um clamor pela proteção do entorno das nascentes e das florestas nativas, bem como a intensificação do reflorestamento de áreas já degradadas.

Bagunça na sala de aula – Um aluno com 16 anos de idade agrediu a diretora de sua escola, em Belo Horizonte, porque ficou irritado com a convocação de sua mãe para tratar de seu comportamento em sala de aula. O fato nos remete a questionamentos – o que e como fazer diante da bagunça e da indisciplina em sala de aula? Segundo texto da jornalista Sabine Righetti, especialista em educação e ciência, um professor no Brasil ao ministrar 4 horas de aula por dia perde 48 minutos para conter a bagunça em sala. E tem mais. Na medida em que a idade do aluno aumenta, a situação só piora. Leia aqui o texto completo, publicado no Blog Abecedário. E fique com a reflexão proposta pela autora: “já conseguimos até calcular o tempo de conteúdo perdido em sala de aula. Ótimo. Mas o que estamos fazendo para lidar com essa questão?”

Irritação criativa – Apesar da insistência do governo federal em não admitir os erros do primeiro mandato da Presidente da República, o fato é que a economia brasileira está se aprofundando em sua crise. O ajuste fiscal passou a ser buscado de diversas maneiras, visando com tentativas e erros políticos recolocar a economia no seu prumo. A conjuntura é delicada, conjuntura de juros e inflação em alta; credibilidade e crescimento em baixa. Em artigo publicado na Folha de São Paulo, Henrique Meirelles, presidente do Banco Central durante o governo Lula, apresenta suas proposições para enfrentar os grandes problemas do momento.

“É uma necessidade premente não só olhar para todos os problemas que estão aí, mas começar a dirigir toda essa energia e toda essa irritação nacional para a construção de um país mais eficiente, produtivo e capaz de oferecer um alto padrão de vida à população”.

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 5 de março de 2015   Curtas e curtinhas

Dólar comercial – A moeda americana fechou a quarta-feira cotada a R$2,98. Os analistas trabalhavam com a projeção de R$ 3,00 apenas em 2016. A crise na economia está acelerando tudo. É bom lembrar que os empresários sempre reivindicaram um câmbio mais favorável às suas exportações juntamente com juros baixos e desoneração da folha salarial. Entretanto não fazem o dever de casa para “despiorar” a gestão e aumentar a produtividade.

BRT / Move – Cinco pessoas morreram em acidentes envolvendo o BRT/Move só nos últimos 20 dias. E olha que, no discurso, a segurança de pessoas e bens é uma prioridade. Se projetarmos linearmente esse número para um ano, poderíamos chegar a 91 mortos. Isso sem falar em outras perdas decorrentes desses mesmos acidentes. Se nada for feito pelos envolvidos na questão o cenário será muito sombrio.

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Ônibus do Move parado na Av. Cristiano Machado./ Foto: Sérgio Verteiro

Empregados domésticos – Neste mês de março completam-se dois anos que a Presidente da República anunciou em grande estilo a Emenda Constitucional garantindo diversos direitos aos empregados domésticos. Dentre eles destacam-se a jornada de 44 horas semanais de trabalho, o direito ao recebimento do FGTS, o recebimento de horas-extras e o recebimento do seguro desemprego. Entretanto a regulamentação desses direitos continua parada no Congresso Nacional.

Vendas em queda – Segundo o Minaspetro, Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais, já existem postos de combustíveis em Belo Horizonte apresentando queda de até 40% nas vendas após o último aumento de preços. Encontrar um litro de gasolina a R$3,109 já não é tarefa fácil. Você continua mantendo o mesmo nível de consumo anterior ou já começou a se defender e a reprogramar seus gastos diante da perda de poder aquisitivo?

Los hermanos – A inflação da Argentina ficou em torno de 40% no acumulado dos últimos 12 meses e a da Venezuela bateu em 70%. Por aqui já estamos chegando a 8% com promessas de atingir a meta de 4,5% em 2017. Quão mais pobres chegaremos lá?

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O desmonte

por Luis Borges 4 de março de 2015   Pensata

Era o dia seguinte à missa de sétimo dia. Por volta das 11 da manhã um pequeno caminhão baú parou em frente a uma casa no bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte. Estava lá para retirar e transportar o mobiliário da casa onde uma psicopedagoga, morta aos 68 anos, continuou morando após cuidar dos pais enquanto eles estiveram no plano terrestre.

A autorização foi dada pela filha mais velha, após convencer suas duas irmãs de que não dava mais para resistir às pressões. Três dos cinco irmãos da psicopedagoga queriam receber sua fração da única herança deixada por seus pais. Eles, inclusive, já tinham entrado na justiça para resolver a situação, enquanto a irmã agonizava na UTI de um hospital, enfrentando uma doença pulmonar obstrutiva crônica.

A morte relativamente rápida da psicopedagoga surpreendeu a muitos, mas principalmente aos três interessados na partilha, que nos últimos tempos não se relacionavam mais com a irmã.

O velório, a cerimônia de sepultamento e as palavras do sacerdote na homilia da missa de sétimo dia, falando na dor da perda e no luto a ser vivido, não conseguiram esconder o desconforto dos envolvidos na disputa. Nem esse desconforto impediu que o desmonte da casa se iniciasse no dia seguinte.

Agora as três herdeiras da falecida procuraram a orientação de um operador do direito, para também garantir as suas partes no imóvel. Querem guardar na memória as boas lembranças de tudo o que viveram naquela casa junto com a mãe, na crença de que não se apequenarão numa disputa patrimonial. A preferência foi pela paz interior, ainda que nem todos os envolvidos pensem assim.

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Dia 8 de março, domingo, o Move completa um ano de operações. Move é o nome dado ao sistema de BRT (Bus Rapid Transit, ou sistema de transporte rápido por ônibus) de Belo Horizonte, no qual a Prefeitura de BH já investiu mais de 1 bilhão de reais.

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Foto: Sérgio Verteiro

No Observação e Análise temos abordado diversos temas ligados à mobilidade urbana em Belo Horizonte e RMBH, muitas envolvendo o BRT ou Move. Você pode relembrar os textos aqui.

Apesar de todos termos o direito de ir e vir, assegurado pela Constituição Federal, é necessário avaliar como estava a mobilidade urbana antes do início da operação do Move e como ela está hoje. Valeu a pena o investimento? O sistema adotado “despiorou”, ainda continua ruim ou apresenta algum grau de melhoria visível?

Espero que a BHTrans, empresa gerenciadora do sistema viário, já tenha uma avaliação crítica estruturada, mostrando claramente o que foi planejado, o que foi executado, o nível de resultados alcançados, os principais problemas pendentes e o planejamento dos próximos passos, com o respectivo horizonte de tempo. Espero também que essa análise tenha sido feita ouvindo todas as partes interessadas, contemplando os usuários dos serviços de ônibus, os usuários de outros veículos automotores ou não, os pedestres, as empresas concessionárias do serviço de transporte por ônibus e as associações de moradores.

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Foto: Sérgio Verteiro

Os problemas que envolvem a operação e o uso do Move não podem ser negados, ignorados ou justificados com desculpas. Problema deve ser admitido e resolvido, conforme nos ensina um dos fundamentos da gestão. Quem acompanha a vida da cidade deve estar vendo pelo rádio, televisão, internet e jornais impressos muitos fatos e dados nas pautas sobre o Move. É o caso da avaliação feita pelo jornal Estado de Minas, publicada na edição da segunda feira 02 de março. Nas fotografias deste post estão um retrato do Move Cristiano Machado no mesmo dia.

Fica a pergunta: se você fosse consultado em uma pesquisa de opinião para avaliar o desempenho do BRT/Move ao longo desse 1 ano, que nota você daria na escala de 0 a 10? 

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Foto: Sérgio Verteiro

Nada é tão bom que não possa ser melhorado, ainda que alguns insistam em dizer que vai tudo bem, obrigado.

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Pra que mentir?

por Luis Borges 2 de março de 2015   Música na conjuntura

Quando falar a verdade ou mentir significa a mesma coisa, estamos diante de um traço de personalidade difícil de lidar. Pessoas que acreditam nisso querem se safar de todas as situações, principalmente incômodas. É difícil saber se devemos ou não acreditar naquilo que está sendo falado. Quando for o caso, pode-se dar o benefício da dúvida. Durante a vida você se verá frente a uma pessoa assim na vida familiar, nas relações amorosas, entre amigos ou no mundo do trabalho.

O gasto de energia é sempre muito grande para quem se vê obrigado a conviver com situações como essas, principalmente quando as pessoas sequer admitem que o problema existe. Melhor seria que a verdade prevalecesse sempre e que a honestidade fosse uma obrigação, não uma virtude.

Nesse sentido basta um ligeiro olhar pelo noticiário político, econômico ou ambiental, onde uma amarga verdade pode ser escondida, adiada em função de um calendário eleitoral ou até mesmo ser apresentada de maneira doce e natural, mostrando que tudo vai muito bem, obrigado. Exemplos não faltam. Os direitos trabalhistas não seriam mudados, “nem que a vaca tussa”. Não havia escassez da água, mas hoje o racionamento de água e energia bate à porta. A situação financeira do estado de Minas estava ótima, hoje apresenta-se quebrado. Aqui também é imperioso lembrar a ficção dos orçamentos da União, dos estados e dos municípios, que projetam receitas crescentes num momento de economia ruim. É o inviável vendido como viável.

Enquanto a verdade não chega plenamente às ruas, devemos prosseguir realistas e esperançosos, acumulando forças conscientizadoras e cantando com Paulinho da Viola a música Pra que mentir, composta pelo grande Noel Rosa em parceria com Vadico.

Pra que mentir?
Noel Rosa
Fonte: Letras.mus.br

Pra que mentir se tu ainda não tens
Esse dom de saber iludir?
Pra quê?! Pra que mentir
Se não há necessidade de me trair?
Pra que mentir, se tu ainda não tens
A malícia de toda mulher?
Pra que mentir
se eu sei que gostas de outro
Que te diz que não te quer?
Pra que mentir
Tanto assim
Se tu sabes que eu sei
Que tu não gostas de mim?!
Se tu sabes que eu te quero
Apesar de ser traído
Pelo teu ódio sincero
Ou por teu amor fingido?!
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Marcha pela água – Se uma coisa é a mudança do clima, outra é o planejamento que deveria ser feito para evitar a escassez de água para consumo humano. Enquanto os governos de estados como São Paulo e Minas Gerais, ou mesmo o Ministério das Cidades, fazem infindáveis discussões sobre rodízio ou racionamento de água, as populações começam a se organizar para exigir o seu direito ao abastecimento doméstico. É o caso do Movimento Marcha pela Água, de São Paulo. Guilherme Boulos, coordenador do movimento, concedeu entrevista ao jornalista Mauro Donato, do Diário do Centro do Mundo, após manifestação que reuniu 20 mil pessoas na quinta, 26/02. Boulos ressalta que:

“o racionamento, que eles dizem que pode ocorrer ou não, na prática ele já existe mas contra os mais pobres. Mas nós não vamos admitir que só a periferia sofra e carregue nas costas o preço da irresponsabilidade desse governo”.

Leia a íntegra aqui.

Aborto sempre na pautaUm médico de São Bernardo do Campo (SP) atendeu uma jovem de 19 anos que chegou ao hospital com hemorragia pós-aborto e logo em seguida chamou a polícia. Em outro caso semelhante, ocorrido na semana passada em Araxá(MG), o médico atendeu uma jovem de 16 anos com 20 semanas de gravidez e, suspeitando de aborto, também chamou a polícia. Criminalizar o aborto ou legalizá-lo em função das variáveis envolvidas continua sendo um desafio para a sociedade brasileira, que continua longe de um consenso sobre o tema. Entre tantos posicionamentos, há até aqueles que são contra para os outros mas favoráveis em caso de necessidade específica dentro da família. Neste artigo a jornalista Cláudia Collucci, especialista em saúde, mostra que, em família, médicos e juízes optam pelo aborto. Uma das pesquisas citadas na reportagem é da Unicamp em parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros e mostra que “20% de 1.148 juízes entrevistados já tiveram parceiras que engravidaram sem querer. Nessa situação, 79,2% abortaram”. É um artigo que, certamente, vale a leitura.

Falta de feedback – A realidade de muitas organizações brasileiras mostra pessoas que não gostam de trabalhar com metas e nem de ter seu desempenho avaliado em função dos resultados alcançados. Some-se a isso a incapacidade que chefes e gerentes têm de conversar com as pessoas no trabalho sobre o que está bom, o que está ruim e o que precisa ser melhorado. Surpresas tornam-se inevitáveis tanto ao demitir alguém que sempre fez seu trabalho do mesmo jeito- e ruim – quanto ao tentar reter alguém que pediu demissão para ir trabalhar num concorrente, que descobriu e reconheceu seu talento. A importância do feedback é o que trata o livro de Eugênio Mussak, Com gente é diferente – inspirações para quem precisa fazer Gestão de Pessoas, conforme mostra este artigo da jornalista Luísa Melo, especialista em gestão, publicado em Exame.com.

Sempre o cansaço – Existem pessoas que sempre reclamam do cansaço, mesmo após uma boa noite de sono, um período de férias ou de feriado prolongado. Na medida em que isso torna-se crônico no dia-a-dia é importante buscar as causas de tal fenômeno, mesmo existindo o receio de que os profissionais da saúde poderão lhe virar do avesso e até mesmo não encontrar quase nada. Leia aqui a abordagem de Chris Bueno, mostrando que “cansaço constante pode ser sinal de problema de saúde”.

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