A cada ano que vai passando, principalmente neste século, percebo que tudo aconteceu e passou rapidamente. Chegado dezembro, noto que muita coisa ficou para depois ou simplesmente não foi possível de ser feita. No mundo cristão o tempo do advento já passou pelo terceiro domingo e logo chegaremos ao Natal, que a cada instante se aproxima mais.

Se o advento é tempo de preparação, o que está sendo possível fazer até o Natal? Ou é apenas uma intenção desacompanhada de qualquer tipo de gesto? Tudo continuará sendo como antes? Efetivamente, será que admitiremos dar algum espaço para as necessárias mudanças, principalmente sabendo que tudo começa com a gente? Que tal começar com as coisas que só dependem de nós mesmos?

Imagem gerada com auxílio de inteligência artificial em alusão ao Natal.

Sugiro pensarmos um pouco sobre o nosso posicionamento nesse mundo extremamente conectado digitalmente, sentindo falta de humanidade, percebendo a ampliação da solidão e do sofrimento mental.

Faço um pequeno desafio à sua memória: e se nos lembrarmos rapidamente sobre a quantidade de pessoas que visitamos em suas residências, pelo menos uma vez, ao longo do ano que está acabando? E quantas te visitaram no mesmo período?

De imediato, posso dizer que visitei 40 pessoas amigas e recebi a visita de 25, sendo que os encontros tiveram uma duração média de 3 horas. Ah! Quanta energia boa fluiu nesses encontros presenciais!

Neste final de caminho rumo ao Natal, pense nisso e tenha iniciativas para que encontros aconteçam nessa grande arte que é a vida. Quem sabe poderá haver reciprocidade do outro? Ainda é possível renascer!

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 10 de dezembro de 2025   Curtas e curtinhas

Suíça rejeitou impostos sobre fortunas herdadas por super-ricos

Em referendo realizado no domingo, 30 de novembro, a ampla maioria dos eleitores da Suíça – 78% – rejeitou a proposta de criação de um imposto com taxação de 50% sobre os chamados “super-ricos” cujas heranças fossem superiores a R$300 milhões. A proposta era defendida pelos social-democratas jovens e visava financiar projetos climáticos. Críticos da proposta temiam êxodo dos ricos e diminuição das receitas fiscais. A votação foi um teste para a redistribuição de renda no país, que tem 9,1 milhões de habitantes.
O Parlamento da Suíça, fortemente dividido entre conservadores, socialistas, liberais e democratas-cristãos, recomendou o voto contrário ao projeto. O governo de coalizão seguiu a mesma linha, temendo que a eventual aprovação do novo tributo gerasse um movimento de “fuga” das grandes fortunas do país.

Outra preocupação do governo era a de que a taxação dos super-ricos afugentasse outros milionários e bilionários que estivessem pensando em se instalar no país. Durante décadas, a Suíça foi o destino preferencial de magnatas de outras nações para fazer seus investimentos.

Fica a pergunta: como ficará a taxação das heranças no Brasil após a regulamentação da reforma tributária?

A venda de medicamentos em supermercados

Faz tempo que se discute no Brasil, inclusive no Congresso Nacional, a liberação da venda de medicamentos em supermercados, com ou sem receita médica, para o consumo humano. É claro que todos os interessados entram na discussão, a começar pelas farmácias, drogarias, supermercados e a indústria farmacêutica. Um Projeto de Lei foi aprovado pelo Senado e agora está na pauta da Câmara dos Deputados. Nesse momento, parece que está se formando um consenso para que se possa instalar farmácias e drogarias num espaço específico dos supermercados, com a presença obrigatória de um farmacêutico responsável e exigência de receita médica nos casos em que ela é obrigatória. Pelo andar da carruagem parece que agora a coisa vai mesmo. Enquanto isso, as pequenas farmácias de rua continuarão desaparecendo.

Acidentes com veículos nas estradas

Estamos acostumados a ver diariamente o noticiário das mídias sobre acidentes nas rodovias brasileiras e em números mais expressivos nos feriados prolongados. Percebe-se claramente como muitas pessoas agem com imprudência, imperícia e são negligentes. Tem chamado a atenção o crescimento de acidentes em que o motorista ou algum passageiro é ejetado do veículo, o que nos leva a pensar que os mesmos poderia não estar usando o cinto de segurança. Imagine os acidentes causados por condutores alcoolizados ou usuários de substâncias psicoativas. Tudo continua muito desafiante em termos de educação, segurança e fiscalização, nas estradas e também nas cidades.

A aposentadoria do Senador Paulo Paim

Em pronunciamento no Plenário do Senado na segunda-feira, 1 de dezembro, o senador Paulo Paim, ex-metalúrgico (PT/RS) anunciou que não disputará a reeleição no próximo ano. Assim encerrará sua carreira política após 24 anos (3 mandatos) na casa revisora de leis. Ele também foi Deputado Federal de 1987 a 2002, e sua atuação foi centrada em defesa do trabalhador e da Previdência, pela melhoria do salário mínimo com aumentos reais, contra discriminações e por maior proteção às crianças, jovens e idosos.

Dá para imaginar quantos parlamentares encerrarão suas carreiras políticas no próximo ano? E quantos não serão reeleitos? Espero que haja uma grande renovação no parlamento federal e também nos estaduais nas eleições do próximo ano.

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Curtas e Curtinhas

por Luis Borges 19 de novembro de 2025   Curtas e curtinhas

A COP 30 e os oceanos

A Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas – COP30 caminha para o fim tentando chegar a um acordo sobre os recursos financeiros que os países ricos destinarão à implementação das metas que deverão ser estabelecidas.

Finalmente a relação entre os oceanos – que cobrem 70% do planeta – e as mudanças climáticas ganharam mais espaço durante a conferência. Entretanto, ficará sem aprofundamento na agenda oficial do evento a presença do plástico nos mares, a maior causa de sua poluição. Segundo um estudo da Revista Nature, o plástico emite cerca de 3,4% dos gases causadores do efeito estufa e representa 85% de todo o todo lixo que chega aos oceanos. Já segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – Pnuma, pelo menos 10 milhões de toneladas de material plástico param nos mares todos os anos. A previsão é que a quantidade de resíduos triplique até o ano de 2040, comprometendo o papel de regulação climática cumprido hoje pelo ambiente marinho.

Se nada for feito…

Falência da Oi durou apenas 4 dias

A falência da operadora de telefonia Oi, decretada pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 10 de novembro, foi suspensa pela Primeira Câmara de Direito Privado do mesmo tribunal em 14 de novembro. A Corte atendeu aos recursos dos bancos Bradesco e Itaú, dois dos principais credores da empresa.

Os bancos argumentaram em seus recursos que a decretação da falência prejudica os credores e o interesse dos clientes da Oi. O banco Itaú, credor de R$ 2,1 bilhões, ressaltou que a empresa presta serviços relevantes em telecomunicações e infraestrutura. Os bancos mostraram também que a medida não permite negociação da operadora com a Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel e a União para resolver suas pendências financeiras, o que impossibilitaria definitivamente a retomada das suas atividades.

Em sua decisão, a Desembargadora Mônica Maria Costa afirmou que “dentro das proporções atuais, há liquidez e viabilidade mínima para que, dentro do processo de recuperação judicial, sejam equalizados, da melhor forma, o pagamento dos credores”.

Vale lembrar que a Oi entrou em recuperação judicial pela primeira vez em 2016, com dívidas de R$ 65 bilhões, e concluiu o processo no fim de 2022. Entretanto, a empresa continuou com uma dívida de R$ 44,3 bilhões, o que a levou a solicitar nova recuperação judicial no início de 2023.

Acredite no capitalismo sem risco!

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 13 de novembro de 2025   Curtas e curtinhas

Preços na lanchonete da Cop 30

A Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas – Cop 30 está acontecendo em Belém do Pará, buscando soluções para reduzir efetivamente a temperatura da Terra. Prossegue o desafio para a implementação das metas que serão estabelecidas e a obtenção dos recursos financeiros e humanos para que elas sejam atingidas. Muito já foi falado nas diversas mídias sobre os preços altíssimos para se hospedar na cidade durante o evento. Também os preços cobrados pelas lanchonetes do evento estão bem altos, uma coxinha de camarão está custando R$45 e uma latinha de refrigerante R$25, já uma garrafinha de água mineral está saindo por R$20, um copo de suco R$30 e um brownie por R$55. O pagamento só pode ser feito com um cartão próprio do evento; nada de pix, dinheiro vivo, cartão de crédito ou débito.
Simples assim, é o que temos na economia regida pela Lei da oferta e da procura.

Os municípios e a privatização da Copasa

Os municípios de Belo Horizonte e Contagem, por exemplo, possuem cláusulas em seus contratos com a Copasa para a prestação de serviços de abastecimento de água, coleta/tratamento de esgotos sanitários prevendo a rescisão em caso de privatização da empresa. O contrato da Prefeitura de Belo Horizonte foi assinado em 2022 para vigorar durante 10 anos, portanto até 2032. Vale lembrar que as águas que abastecem Belo Horizonte são captadas em municípios da Região Metropolitana como Rio Acima, Mateus Leme e Rio Manso, por exemplo.

Black Friday em evidência

Consumo, logo existo, ainda que seja necessário rolar dívidas a juros nem sempre amigáveis. Agora chegou a vez da black Friday para o final de novembro, que já está em evidência com o “esquenta” que a antecede. Ainda que persista o rótulo “comprar produtos pela metade do dobro do preço anterior” esta é mais uma oportunidade para alavancar as vendas do comércio. Vale lembrar que as pesquisas mostram que as grandes datas para o comércio são o Natal, dia das mães, dos namorados e das crianças. Também já é visível que os preparativos para o Natal estão acontecendo e crescendo quando faltam pouco mais de 40 dias para a data magna da cristandande. Você já enfeitou sua casa para melhor viver o espírito natalino?

A falência da Oi

A Companhia de telefonia Oi teve sua falência decretada pela sétima vara empresarial da Justiça do Rio de Janeiro na última segunda feira. A decisão determinou também a manutenção provisória dos serviços autorizando que a empresa use o caixa para manter as atividades. A Oi já se desfez de boa parte de suas operações, mas ainda mantém mais de 4.600 contratos com o poder público e 10 mil clientes corporativos. Isso inclui as comunicações das lotéricas e serviços de emergência, como o 190. A empresa também é a única prestadora de telefonia fixa em 7.500 localidades.

Vale lembrar que a Oi já foi a campeã do setor e a decretação de sua falência coloca em dúvida se ela realmente conseguirá manter a prestação dos serviços conforme determinado pela justiça. Será que entre as possíveis soluções para a empresa ganhará força a estatização do que sobrou?

A conferir!

Pensamento em movimento

Esse é o nome do livro do Engenheiro Karim Abud Mauad, de Uberaba, que será lançado no dia 14 de novembro, às 11h30, no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais – CREA-MG. Vale a leitura!

Luis Borges

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Geralmente a pessoa que está no papel de cliente espera receber de seu fornecedor de um produto, que pode ser um bem ou serviço, algo com a qualidade especificada, preço justo e atendimento adequado. Afinal de contas, o cliente tem necessidades e expectativas que precisam ser atendidas numa sociedade cada vez mais veloz, conectada e ansiosa.

Nesse sentido, observe os detalhes que surgiram com um cliente de uma operadora de telefonia fixa ao solicitar a segunda via de sua fatura mensal no valor de R$23,00 com vencimento em 6 de outubro. O boleto não chegou pelo correio e o jeito foi pedir uma segunda via pelo serviço de atendimento ao cliente. Entretanto, na opção segunda via de fatura veio a informação sistêmica de que naquele instante a função estava indisponível. Após novas tentativas sem sucesso o cliente foi a uma loja física da empresa onde foi emitida a segunda via da conta. Alguns dias depois ele começou a receber ligações da operadora cobrando o pagamento da conta vencida em 6 de outubro.

Então o cliente resolveu conferir a conta e percebeu que a segunda via foi emitida com vencimento de em 06 de setembro, e portanto ficou paga duas vezes. A solução foi pedir novo boleto, pelo sistema de atendimento ao cliente, com a data de 6 de outubro, fazer o pagamento e aguardar a compensação do valor na fatura do mês de dezembro, porque a de novembro já estava fechada. Como dessa vez a opção funcionou, o atendente fez uma proposta para unificar a fatura de telefonia fixa no valor de R$23,00 com a outra fatura em que o cliente paga os serviços de internet e TV a cabo no valor de R$275,00 por mês. Como incentivo ofereceu um desconto de 15% sobre a fatura única para vigorar durante um ano e a disponibilização de uma linha de telefone celular da operadora. Além disso, foi enfatizada a importância de se fazer o pagamento da fatura através do débito automático em conta corrente bancária, de preferência num grande banco, a fim de se evitar algum tipo de transtorno no processo de pagamento.

Tudo foi recusado prontamente pelo cliente, mas o atendente quis saber o porquê da recusa diante das vantagens apresentadas. O cliente disse que não tinha necessidade de nada daquilo que foi apresentado e queria apenas resolver a pendência com o telefone fixo. Aliás, o cliente espera solicitar no final de dezembro o desligamento do telefone fixo após 48 anos de uso e muita ruindade no atendimento ao cliente, tanto na era estatal quanto após a privatização.

A gestão estruturada continua fazendo muita falta!

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 22 de outubro de 2025   Curtas e curtinhas

O vai e vem do horário de verão

Alguma decisão é melhor que nenhuma decisão. A fala do Ministro de Minas e Energia na semana passada, dia 14/10, finalmente indicou a decisão governamental de que o horário de verão não será necessário nesse ano, mesmo diante das recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS.

Antes tarde do que muito tarde, principalmente para quem trabalha com planejamento e, portanto, precisa pensar antes que as coisas aconteçam.

Câmara dos deputados preocupada com a imagem

Após o fracasso da Proposta de Emenda Constitucional – PEC 3/2021 denominada PEC das Prerrogativas e apelidada de PEC da Blindagem que visava proteger os parlamentares em seus mandatos a Câmara dos Deputados busca agora melhorar a sua imagem perante a população e os eleitores.

Uma medida tomada pela direção da Câmara foi a contratação da Fundação Getúlio Vargas – FGV para ajudar a resolver o problema. O valor do contrato é de R$4,97 milhões numa contratação direta, sem licitação. O objetivo é modernizar a comunicação institucional da Casa nas redes sociais.

O contrato prevê a realização de oficinas, mentorias, elaboração de manuais e entrega de relatórios mensais, além da criação de dois laboratórios, sendo um de inteligência artificial aplicada à comunicação, para apoiar o planejamento e o monitoramento de conteúdos, e outro audiovisual, destinado à produção de vídeos e podcasts. Também inclui estratégias de resposta a crises e monitoramento de menções nas redes sociais, com o objetivo de mapear a percepção pública da Câmara e identificar os temas mais sensíveis em tempo real. Como sabemos, sapo pula é por necessidade, não por boniteza, principalmente quando faz menos de um ano para as eleições de outubro 2026.

O mercado de precatórios no Estado de São Paulo

Precatórios são dívidas de órgãos públicos junto a contribuintes que ingressaram com ação na justiça e ganharam após sentença definitiva o direito de receber os valores pleiteados. Entretanto, o pagamento desses direitos reconhecidos não é imediato, pois precisam constar do orçamento do órgão devedor e isso pode demorar vários anos e até décadas. Para quem quiser antecipar o recebimento, criou-se um mercado profissional de investidores em que as pessoas podem vender seu direito com um deságio.

O vendedor do crédito recebe imediatamente, obviamente num montante menor que o valor de face, e o comprador precisará esperar a programação de pagamento do órgão público devedor, mas ganhará com a diferença do valor após o desconto dado e a correção monetária ao longo tempo.

Uma norma editada pelo Tribunal de Justiça do Estado São Paulo – TJSP no final do ano passado passou a exigir que as operações com precatórios sejam registradas em cartórios de notas. Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo, de janeiro e agosto deste ano, foram formalizadas 3.128 operações de cessão de precatórios contra 889 durante todo o ano de 2024, crescimento de 252%. O salto nas operações em cartórios de São Paulo reflete a crescente busca de credores por confiança nas transações e previsibilidade.

O tabelião Andrey Guimarães Duarte, vice-presidente do colégio notarial, diz que a medida amplia a atratividade desse mercado, que movimenta cifras bilionárias, e marca sua consolidação. “Estamos diante de um mercado em maturação. A formalização notarial transformou os precatórios em um ativo mais transparente e acessível, beneficiando tanto quem precisa antecipar valores quanto quem busca investimentos seguros e rentáveis”.

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A propósito da Pensata postada nesse blog em 9 de setembro sobre O aumento dos preços de planos de saúde, recebi diversos comentários de leitores em tons de observações e reclamações de clientes cujos contratos são regidos pelo Código de Defesa do Consumidor. Vou abordar apenas algumas delas a seguir, as mais citadas, em função do espaço disponível.

Uma reclamação generalizada é sobre o aumento de preços bem acima da inflação oficial medida pelo IPCA do IBGE que gera perda de poder aquisitivo e força uma readequação no orçamento individual ou familiar – recomposição salarial pelo índice oficial da inflação é considerada uma grande vitória na atual conjuntura. Vale lembrar que o Boletim Focus do Banco Central está projetando em 4,8% o índice da inflação desse ano. Outro comentário muito frequente foi sobre a dificuldade para a marcação de consultas pelo plano em datas mais próximas do surgimento da necessidade do cliente. Muitos profissionais estabelecem uma cota mensal para atender aos planos e é por isso que a espera chega fácil a 90 dias. Se for particular pode até surgir uma vaga no final do mesmo dia ou então no dia seguinte. O encaixe na agenda é visto com boa vontade.

Existem muitos casos narrados de profissionais que cobram a primeira consulta e de outros em números cada vez mais crescentes, que só atendem no particular e usam o plano para solicitar exames de apoio ao diagnóstico e internação hospitalar. Aliás, os exames também sofrem os limites técnicos definidos pelos contratos além das próprias metas internas dos planos para a redução de custos. Eles querem reduzir de qualquer maneira o índice de sinistralidade, ou seja, o risco de seu cliente ficar doente, perder a saúde e aumentar a demanda pela prestação de serviços.

Outro aspecto importante, também muito abordado foi a cobrança de um complemento ao preço da tabela do plano. A justificativa é que a tabela está defasada com relação ao mercado privado.

Geralmente esse pagamento deve ser feito em espécie, dinheiro vivo – em reais, dólares ou euros, nada de pix ou cartão de crédito. Não é necessário deixar rastros. Os procedimentos mais citados foram os de obstetrícia – pré natal e acompanhamento do parto, cirurgia de próstata a laser, lentes importadas para cirurgias de catarata, acompanhamento neurológico, principalmente em idades mais avançadas e cardiologia. Por último, é preciso registrar a frieza, indiferença ou falta de educação de alguns profissionais ao se relacionar com os clientes. Nenhuma empatia e muito autoritarismo.

Como se vê, a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS tem muito o que fazer para cumprir a sua missão de regular e fiscalizar esse segmento da economia.

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De vez em quando aparece numa cidade uma pessoa demonstrando sinais exteriores de riqueza. Conforme o grau de ostentação, logo surgem outras pessoas questionando como foi gerado aquele milagre. O primeiro e mais direto comentário afirma que a renda da pessoa não é suficiente para o que está mostrando, e deixa no ar o benefício da dúvida. Sempre tem alguém para falar que “longe de mim dizer que isso vem de um mal feito, mas a pulga fica atrás da orelha” e o “converseiro” vai ganhando fôlego.

Esses milagres estão ficando tão impregnados na cultura brasileira que milagre passou a ser definido informalmente em alguns grupos bem-humorados como sendo “um efeito sem causas”. Por outro lado, em função da escassez, honestidade passou a ser vista como uma virtude, quando deveria ser uma obrigação.

Agora a nação brasileira prossegue, sempre sabendo de alguma novidade envolvendo personagens do mundo público e privado participando ativamente de grandes negociatas, movimentando propinas de milhões de dólares, contas bancárias no exterior e, de vez em quando, até uma delação premiada.

Tenebrosas transações sempre têm sido mostradas nas diversas mídias em ocorrências envolvendo órgãos públicos, privados e organizações criminosas ao longo do país. A Polícia Federal está sempre em evidência com suas operações fazendo buscas, apreensões e prisões preventivas e os devidos processos legais vão seguindo seus caminhos. Vale lembrar recentes escândalos, como os descontos não-autorizados dos benefícios de aposentados do INSS, fraudes no ICMS feitas por auditores da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, emissão fraudulenta de licenças ambientais por órgãos da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais, organizações criminosas crescendo sua participação em negócios legalizados…

Nesse contexto lembrei-me de um compositor e cantor do qual gosto muito e cuja obra admiro. Trata-se de Noel de Medeiros Rosa, nascido no Rio de Janeiro em 11/12/1910, onde morreu em 04 de maio de 1937 com apenas 26 anos, 4 meses e 23 dias de vida. Em sua curta e fecunda carreira artística, Noel Rosa compôs 259 músicas. Uma delas, de 1933, foi Onde está a honestidade?, feita em parceria com Francisco Alves. Hoje, 92 anos depois, ela continua super atual e vale a pena ser cantada para nos ajudar a ter força e esperança para virar a atual página da nossa história. Veja a letra da música e ouça na voz do próprio Noel.

Onde está a honestidade?
Fonte: Letras.mus.br

Você tem palacete reluzente
Tem jóias e criados à vontade
Sem ter nenhuma herança nem parente
Só anda de automóvel na cidade

E o povo já pergunta com maldade:
Onde está a honestidade?
Onde está a honestidade?

O seu dinheiro nasce de repente
E embora não se saiba se é verdade
Você acha nas ruas diariamente
Anéis, dinheiro e até felicidade

Vassoura dos salões da sociedade
Que varre o que encontrar em sua frente
Promove festivais de caridade
Em nome de qualquer defunto ausente

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Curtas e curtinhas

por Luis Borges 24 de setembro de 2025   Curtas e curtinhas

A dívida do Estado de Minas Gerais está chegando a R$200 bilhões

O Boletim Estadual da Dívida publicado mensalmente pela Secretaria de estado da Fazenda (SEF-MG) mostrou que em agosto o total da dívida chegou a R$196,16 bilhões, dos quais 87,69% – R$172 bilhões – se referem à dívida com a União. Os demais credores do Estado são o Banco do Brasil com 3,03%, Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – Bird 3,03%, Depósitos judiciais 2,3%, Credit Suisse 1,05%, Instituto Nacional de Seguro Social – INSS 0,59%, Instituto de Previdência Social dos Militares 0,56%, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES 0,54%, Agência Francesa de Desenvolvimento – AFD 0,48%, Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID 0,30% e outros 0,28%. No período de agosto de 2019 a agosto de 2025 a dívida total de Minas Gerais cresceu 59% sendo que a dívida com a União aumentou 83%.

Agora as expectativas se voltam para a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dividas dos Estados – Propag, cujas condições deverão ser melhores do que as do atual Regime de Recuperação Fiscal – RRF.

Gestão é o que todos precisam, mas nem todos sabem que precisam!

A volta do horário de verão

Após seis anos fora do ar, finalmente o Governo Federal anunciou a volta do horário de verão no período de 16 de novembro de 2025 a 15 de março de 2026. A duração de quatro meses valerá para os Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste. A decisão foi tomada em função de projeções feitas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS tendo em vista a segurança do sistema interligado e o alto custo das usinas termoelétricas.

Como sempre, a discussão recai sobre a matriz energética brasileira, que passa pelas fontes renováveis, como as eólicas e fotovoltaicas já com grande produção em determinados momentos do dia, o que acaba até por desequilibrar o sistema e aumentar o risco de apagão. Agora só resta aos que gostam e aos que não gostam do horário de verão definir as medidas que tomarão para viver ou sobreviver ao longo desses quatro meses.

Começa em 1º de outubro o 13º Festival Literário de Araxá – Fliaraxá

No período de 1º a 5 de outubro acontecerá o 13º – Fli Araxá com o tema Literatura, Encruzilhada e Memória, que contará com a presença de 50 escritores, entre os quais o araxaense Fernando Braga de Araújo, autor do clássico Araxá põe a mesa.

Participe e conheça a capital secreta do mundo, a cidade eterna de Araxá. Leia mais aqui.

A redução do tele trabalho na Microsoft

A empresa americana Microsoft anunciou na semana passada que retomará o trabalho presencial pelo menos três vezes por semana a partir do início do próximo ano, a começar por suas unidades nos Estados Unidos.

Segundo Amy Coleman, Diretora de Pessoas da empresa, “analisamos como nossas equipes trabalham melhor, e os dados são claros: quando as pessoas trabalham juntas presencialmente com mais frequência, elas prosperam — ficam mais energizadas, empoderadas e entregam resultados mais fortes.”

Enquanto empresas como Google e Meta já haviam abandonado o home office, a Microsoft ainda resistia e até defendia o modelo, que ganhou força com a pandemia de covid 19.

E você ainda defende o tele-trabalho com unhas e dentes ou já aceita uma volta ao presencial, mesmo que apenas três dias por semana?

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Comecei a frequentar o bairro de Santa Tereza, em Belo Horizonte no ano de 1978 e a morar nele a partir de 1980. Lá se vão quase 50 anos ou meio século. É claro que o bairro foi se modificando e se transformando em seus diversos aspectos ao longo desse período, mas nada tão intenso quanto nos últimos 5 anos, após a pandemia da Covid-19.

Posso usar a expressão “quem te viu e quem te vê” para comparar os tempos de hoje com os de outrora. Porém, vou abordar apenas as grandes transformações trazidas pela quantidade de bares e restaurantes em funcionamento ao longo da Rua Mármore, a principal do bairro. Vale registrar que a rua tem aproximadamente 900 metros de comprimento ao longo de sete quarteirões e possui 32 bares e restaurantes de diferentes portes em pleno funcionamento. Neles a vida está pulsando com pessoas vindas dos mais diversos lugares, e algumas até do próprio bairro.

Acontece que a Rua Mármore se tornou um grande bar a céu aberto, onde cada empreendimento usa o seu espaço próprio, como previsto, mas geralmente ocupa o passeio com mesas e cadeiras para seus clientes, o que acaba dificultando ou impedindo o ir e vir das pessoas que precisam passar pela rua. A mesma situação também se repete na pista de rolamento, na parte destinada ao estacionamento de veículos, que é demarcada por grades em seus limites. Assim, muitas vezes as pessoas acabam tendo que continuar seus caminhos passando próximo ao meio da rua, disputando o espaço com ônibus, caminhões, carros, motocicletas e bicicletas.

Reprodução: Itatiaia

O que se percebe é que vários dispositivos legais estão sendo descumpridos como o direito de ir e vir, código de posturas municipais, Lei do uso e ocupação do solo e limites definidos pela Lei do Silêncio. É importante lembrar que o Bairro de Santa Tereza tem suas especificidades por ser uma Área de Diretrizes Especiais – ADE. Também chama a atenção o fato de alguns bares estarem usando a calçada da Praça Duque de Caxias como mais um prolongamento extra de seus espaços originais.

O estacionamento de veículos de frequentadores dos bares e restaurantes acaba acontecendo em ruas transversais à Mármore onde muitos também deixam suas marcas de variados tons.

O momento exige fiscalização e controle pelos órgãos públicos, a começar pela Prefeitura e Administração Regional Leste, zeladoria atuante e até o olhar atento do Ministério Público. Campanhas educativas em prol do uso coletivo do espaço público, num padrão bom para todos, estão fazendo falta enquanto aumentam os gritos por melhores condições de vida no bairro e também na cidade.

Vamos viver com alegria e jogar o jogo conforme as regras que são para todos os envolvidos em seus diferentes níveis e papéis. Que tudo seja bom para todos, com respeito e civilização. Cultivar ruas e praças do bairro farão bem para toda a cidade, a começar pelo próprio bairro. Problemas são para serem resolvidos, mas precisam de gestão com foco, determinação e constância de propósitos. Não podemos ficar indiferentes e inertes diante dos acontecimentos que se sucedem enquanto o tempo passa.

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