Vale a leitura

por Luis Borges,  11 de abril de 2014   Vale a leitura

Renda e reformas – Sérgio Lazzarini defende a necessidade de aliar redistribuição de renda a reformas, necessárias para sustentar os ganhos, neste artigo publicado no UOL. Segue um trecho:

“A nova classe média tornou-se um extraordinário motor de consumo, mas já sabemos que os ganhos reais de salário não foram acompanhados por um crescimento correspondente de produtividade do trabalho. Somado ao já elevado custo Brasil gerado por altos impostos, burocracia e infraestrutura precárias, o resultado não poderia ser outro: perda de competitividade e dinamismo de diversos setores industriais.”

Protegem e enfeitam – as grades das janelas e portões de casas antigas de Beagá nem sempre são apreciadas por quem anda nas ruas. Foram vistas, fotografadas e catalogadas pela professora Fernanda Guimarães Goulart, da UFMG. Farão parte de um livro e DVD, que vai guardar a memória delas, já que muitas deixam de existir junto com as casas que as abrigavam. Imagens de grades e informações sobre o livro estão aqui.

Marco Civil da Internet – especialista em crimes informáticos analisa o projeto de lei, que aguarda análise no Senado Federal.

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São vinte dias passados da nova estação, que começa a se parecer um pouco mais com outros outonos. Há quem goste de enfatizar as manhãs outonais e se encantar com as cores de abril. Para quem preferir cantar as cores, uma boa lembrança é a música Roxinha, de Zeca Baleiro. Letra retirada do site Vagalume.

Roxinha

Tem gente que me chama de roxinha
Tem gente que me chama de galega
Galega roxinha
O que é que eu sou
O que é que eu sou, sei lá

Tem gente que me chama de neguinha
Tem gente que me chama de minha branca
Minha branca neguinha
O que é que eu sou
O que é que eu sou, sei lá

Tem gente que me chama de parda
Tem gente que me chama de crioula
Tem gente que me chama pela cor
A minha alma tem mais de mil cores, meu amor
Tem gente que me chama de morena
Tem gente que me chama de escura
Mistura e maravilha
Meu pai e minha filha
São como eu, mestiços, sim senhor
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1963 – Alfred Hitchcock lança o filme “Os Pássaros” nos Estados Unidos.

1968 – O estudante secundarista paraense Édson Luís de Lima Souto, 16 anos, morreu durante confronto de estudantes com a policia no restaurante Calabouço, no Centro do Rio de Janeiro.

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Parece pouco, mas já é outono

por Luis Borges,  27 de março de 2014   Pensata

Ao longo dos sete primeiros dias da estação ouvi diversas saudações à chegada do Outono austral, que faz a transição entre o calor do verão e o frio do inverno.

Entendo que uma das causas de tanta expectativa está na grande seca trazida pelo veranico de janeiro e fevereiro. “Que calor!” foi a expressão do verão, servindo para reclamações por noites mal dormidas e também para justificar a procura por ventiladores, refrigeradores e afins.

Aliás, umidificadores de ar, aparelhos de ar condicionado e congêneres se tornaram ainda mais presentes nas casas e locais de trabalho, estimulando indústria e comércio, que colocaram no mercado dezenas de seus equipamentos geradores de conforto térmico.

O início do Outono trouxe muito calor, queda de temperatura no fim de semana e agora já se vive a expectativa de chuvas para os próximos dias. Mas ainda é cedo para sonhar com a estação de temperaturas amenas e frescor no ar de anos atrás. Penso que, de repente, poderemos ter mais calor, ventos, ainda alguma chuva e até frio, além do tempo seco e nevoeiros.

Embora pareça mais do mesmo, não devemos nos esquecer do preço do aquecimento global, que já estamos pagando. Preço este que enseja reflexões e denuncia nossa brutal indiferença ao assunto, confirmada pelas nossas poucas ações.

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Vale a leitura

por Luis Borges,  23 de março de 2014   Vale a leitura

PEC das Domésticas – Quase um ano depois da nova lei, uma pesquisa da UFMG mostra que o aumento da renda e a valorização desses profissionais têm impactos significativos na economia, como o aumento da produção e venda de produtos como geladeiras, fogões e televisões.

Criando os filhos – Até quando os pais devem ou podem interferir na vida dos filhos, resolvendo problemas, por exemplo? A psicóloga e colunista da Folha, Rosely Sayão, fez uma análise interessante neste texto.

 

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A enchente das goiabas

por Luis Borges,  19 de março de 2014   Pensata

Faz parte da cultura brasileira, no dia de São José, esperar pela enchente das goiabas. O dia 19 de março traz a última esperança de chuva, com “as águas de março fechando o verão”. 
 
Os primeiros 70 dias deste ano eleitoral foram de brava seca. As autoridades governamentais, em suas diversas instâncias e responsabilidades, falaram muito na falta que São Pedro faz ao “não autorizar” o regime abundante de chuvas de outrora. 
 
Arrisco dizer que autoridades sonharam com a marchinha de carnaval, desejando tornar verdade o “tomara que chova três dias sem parar”. 
 
Só se esqueceram de que um país depende muito mais de planejamento sério e efetivo do que do regime de chuvas, das lamentações e das desculpas. 
 
A falta de gestão, com métodos para atingir resultados positivos, e a nomeação de gestores que não sabem gerenciar e não lideram suas equipes só agravam a situação. Os sinais de cansaço da sociedade não tem sido suficientes para o reposicionamento estratégico, nesse país dito republicano que tem eleições de dois em dois anos.
 
O caso da reserva da Cantareira, em São Paulo, que tem em torno de 15% de sua capacidade de água para abastecer parte da população da capital e da região metropolitana, é um exemplo da falta de gestão. Some-se a ele o sistema de geração de energia hidrelétrica. Segundo o Operador Nacional do Sistema, os reservatórios das regiões sudeste e centro-oeste operavam com 35% da capacidade, no sul 39%.
 
No capitalismo sem riscos em que vivemos, o governo de São Paulo autoriza obras na Cantareira, para usar o “volume morto” e garantir água até depois das eleições. Mais uma vez a União vai postergar a conta da energia elétrica, agora para o ano pós-eleitoral. A utilização das térmicas é plena, sem transparência e repassa o prejuízo aos contribuintes, que injetam dinheiro no Tesouro Nacional e são clientes das distribuidoras de energia. 
 
Fica cada vez mais claro que a redução das tarifas de energia elétrica, anunciada e alardeada em 2013, se aproxima de uma propaganda enganosa, feita mais por necessidade política que lastreada em conhecimento e planejamento. 
 
A politica está presente em tudo. Mas o mas o conflito faz parte da solução, que pressupõe o diálogo entre as partes que se dizem republicanas. 
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1871 – Teve inicio a Comuna de Paris, que governou a França entre 18 de março e 28 de maio do mesmo ano. Marx (filósofo alemão) a descreveu como uma reivindicação dos ideais socialistas. Bakunin (filósofo russo) respondeu que, ao não depender ela de uma vanguarda e ao não ter tomado o poder do Estado ou tentado criar um estado revolucionário, a comuna era anarquista.

1965 – O russo Aleksei Leonov fez a primeira caminhada no espaço.

1985 – Mikhail Gorbachev foi eleito secretário geral do PCURS – Partido Comunista da União Soviética. Ele tinha 54 anos e sucedeu Konstantin Chernenk, que havia falecido. Gorbachev foi o arquiteto de profundas mudanças a partir dos conceitos de Glasnost (abertura) e Perestroika (reforma). Conviveu com a explosão da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, e protagonizou a separação das quinze Repúblicas Socialistas Soviéticas e dos países do bloco comunista do Leste europeu.

1990 – Morreu o humorista Mauro Gonçalves, o Zacarias de “Os Trapalhões”.

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