Curtas e curtinhas

por Luis Borges ,  19 de outubro de 2026   Curtas e curtinhas

O aumento do preço de um plano de saúde

Um engenheiro eletricista de 74 anos, aposentado há seis, ficou muito assustado com o exorbitante aumento do preço do seu plano de saúde coparticipativo, a partir do mês de setembro. Ele recebeu um singelo comunicado da gestora do plano informando que após intensas negociações com a operadora foi definido um aumento de 11% na mensalidade devido à inflação médica ocorrida no período de 12 meses anteriores.

Vale lembrar que a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS, estabelece a livre negociação entre as partes para o aumento anual das mensalidades desses tipos de planos. Na prática, o cliente só participa quando fica sabendo do tamanho do aumento do preço.

É importante lembrar que a inflação do período de setembro de 2025 a agosto de 2026, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, do IBGE, foi de 4,22%.

O engenheiro teve que remanejar seu orçamento para se manter no plano de saúde e constatou a sua perda de poder aquisitivo diante dos cortes que foi obrigado a fazer. Ele percebeu que está caminhado firme rumo à classe C de consumo, pois sua aposentadoria, quando reajustada, jamais passa do índice da inflação geralmente medida nos últimos 12 meses.

Acidentes nas rodovias federais

A Polícia Rodoviária Federal informou que no período de janeiro a julho desse ano ocorreram 42.322 acidentes nas rodovias federais do país, sendo que 3.516 pessoas morreram e 48.611 ficaram feridas.

Entre as principais causas dos acidentes estão a ausência de reação do condutor, reação tardia ou ineficiência do condutor, acessar a via sem observar a presença de outros veículos, condutor deixou de manter distância do veículo da frente, manobra de mudança de faixa, velocidade incompatível, ingestão de álcool pelo condutor, demais falhas mecânicas ou elétricas, transitar na contramão e condutor dormindo.

Quantos terão sidos os acidentes no mesmo período nas rodovias estaduais e municipais? E nas estradas vicinais das zonas rurais? Viver continua sendo cada vez mais perigoso!

O que não falta é imprudência, imperícia e negligência dos envolvidos no sistema de transporte rodoviário.

A propósito do dia da pessoa idosa em 1º de outubro

O “Mapa da Inadimplência do Brasil”, feito pela Serasa mostrou que o número de pessoas idosas inadimplentes cresceu 132% em dez anos. As pessoas acima de 60 anos com dívidas atrasadas chegaram a 15,8 milhões. Em 2016, esse número era de 6,8 milhões. Devido a esse avanço, a população idosa passou a representar 19,4% dos inadimplentes do país. Há dez anos, era de 12,2%.

Um terço dos domicílios brasileiros, ou seja, mais de 20 milhões de lares, é chefiado por pessoas acima de 60 anos, aponta o estudo “Geração 60+: Moradia e Arranjos Familiares”, divulgado em setembro pela empresa de pesquisa Nexus, com base em números de 2015 a 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

A maioria desses idosos (68%) divide a casa com outros membros da família. Uma das conclusões de Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, é que há uma “sobrecarga geracional” sobre os idosos. Filhos, netos e outros parentes dependem diretamente dos rendimentos da população mais velha para subsistir, sejam provenientes de aposentadorias, pensões ou trabalho ativo.

Quando a conta da família aperta, o idoso é também o canal para conseguir acesso a crédito, especialmente o consignado, que é mais barato e fácil de contratar do que outras modalidades de empréstimo.

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