Curtas e curtinhas
Cooperativismo financeiro
O cooperativismo é um sistema de organização baseado na cooperação, na ajuda mútua e na gestão democrática em que os membros trabalham juntos para alcançar objetivos comuns e melhorar suas condições econômicas e sociais.
As cooperativas financeiras vem ampliando sua participação no sistema brasileiro e registrando um ritmo de crescimento superior ao dos bancos tradicionais. Segundo o Banco Central a carteira de crédito das cooperativas cresceu 13,1% em 2025, enquanto a expansão dos demais bancos e instituições financeiras ficou em 8,5%.
O avanço acompanha o crescimento do número de brasileiros que optam pelo cooperativismo financeiro. Ao final de 2025, as cooperativas de crédito reuniam 21,2 milhões de cooperados no país, crescimento de 10,4% em relação ao ano anterior. O setor também alcançou R$ 1 trilhão em ativos e já está presente fisicamente em 59% dos municípios brasileiros, levando serviços financeiros a regiões onde, em muitos casos, as cooperativas são a única instituição financeira com atendimento presencial.
Casas Bahia e a crise do varejo
O pedido de recuperação judicial das Casas Bahia colocou em grande evidência a crise do comércio varejista. A dívida apontada é de R$17,3 bilhões o que culminou no fechamento de 298 lojas e na demissão de cerca de 1900 empregados, até o momento.
Muitos analistas de mercado atribuíram como causa fundamental do episódio a alta taxa de juros e passaram a propor um ajuste fiscal a ser discutido na campanha eleitoral para ser implementado a partir do próximo ano. Entretanto, outras causas devem ser observadas e analisadas. A primeira é o comércio digital avançando em grande velocidade e dispensando a presença dos clientes em grandes lojas físicas, cheias de estoques. Em muitos casos o frete nem é cobrado. Outra causa pode ser a quantidade de recursos financeiros que as pessoas estão transferindo para as apostas esportivas, nas bets. Ainda tem os atrasos de pagamentos, a alta inadimplência, a falta de educação financeira. No caso das Casas Bahia, vale lembrar a briga entre herdeiros atrapalhando a governança corporativa.
Atração das terras paraguaias
A reforma tributária brasileira sobre bens e serviços segue cumprindo suas etapas de implementação sem se falar na reforma do Imposto de Renda com sua tabela de descontos congelada. Enquanto isso, tem gente sonhando em se transferir para o Paraguai, país com 7,1 milhões de habitantes, em busca de menor carga tributária. A incorporadora Raíces Real Estate afirma ter vendido US$ 13 milhões em imóveis para compradores do Brasil. O setor imobiliário vive um “boom” no Paraguai e representa 12% do PIB do país. A Raíces estima que o número de empresas brasileiras com investimento direto no país, hoje em 300, chegue a 1.000 nos próximos três anos.