Sorria, você está sendo amparado

por Convidado 6 de outubro de 2025   Convidado

* Por Sérgio Marchetti

Não sei se vocês sabem, caros leitores (acho que não), que sou membro/consultor do Instituto Movimento pela Felicidade e Bem-Estar. A essência do nosso trabalho é cuidar do bem-estar e da felicidade dos seres humanos (programas como: cidades felizes, organizações felizes, pessoas felizes), estejam eles nas empresas ou em suas casas. E creiam, tudo com base em estudos e comprovações científicas.

Mas não é novidade dizer que doenças psicossomáticas são o mal do século.

Em 2024, no Brasil, houve um número recorde de quase meio milhão de afastamentos, com um aumento de 68% em relação ao ano anterior. Os afastamentos por transtornos de ansiedade e episódios depressivos foram os que mais cresceram em uma década, com um aumento de mais de 400% para o fator ansiedade.

Globalmente mais de 300 milhões de pessoas sofrem com depressão, mais de 260 milhões vivem transtornos de ansiedade e muitos outros milhões sofrem com os dois. O Brasil tem a maior incidência de depressão da América Latina. Entre 2022 e 2024, os afastamentos do trabalho por saúde mental aumentaram em 134%.

O mesmo relatório aponta que pessoas com condições severas de saúde mental morrem em média de 10 a 20 anos mais cedo do que a população em geral, principalmente devido a doenças físicas evitáveis.

Diante desse quadro preocupante, em maio de 2026, entrarão em vigor novas exigências legais da norma regulamentadora Nº1 (NR-1) pelo Ministério do Trabalho e Emprego que tornou a saúde mental uma responsabilidade legal das empresas. O não cumprimento acarretará pesadas multas a quaisquer organizações que não proporcionarem um ambiente saudável a seus servidores. E o que tem a ver a felicidade com doenças psicossomáticas? Talvez a falta da felicidade, sim, tenha ligação direta com tantas doenças mentais.

Não temos uma fórmula mágica para gerar felicidade, mas indicamos caminhos seguros para a obtenção de um estado de espírito mais leve, independentemente dos obstáculos e dos eventuais percalços da vida.

Enfim, estamos trabalhando (palestras, mentorias, consultorias) para proteger organizações de variados prejuízos e ajudando pessoas a se libertarem dos fantasmas que assombram suas vidas.

Sabemos que não estamos livres das adversidades, mas “o problema ocorrido na manhã de um dia não deve prevalecer até a noite, pois nos impedirá de ver o brilho das estrelas”. Então, “levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.

Venha ser feliz conosco!

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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O resgate do capital humano

por Convidado 1 de setembro de 2025   Convidado

* Por Sérgio Marchetti

Estamos vivendo o momento das maiores e mais rápidas mudanças de que se tem registro em toda a história do universo. Estamos no meio de uma grande tempestade, e quando vier a bonança muita coisa estará definitiva e irremediavelmente transformada. Mas a tempestade intitulada de mudança não cessará. Viveremos uma duradoura metamorfose que ninguém sabe aonde irá nos levar, nem como seremos depois do dia “D”. As ondas, depois da revolução tecnológica, se multiplicaram de tamanho e além de dimensões gigantescas – verdadeiros Tsunamis – possuem também uma rapidez jamais vista pelos humanos. Os valores, as condutas, os credos, os dogmas – tudo mudou.

O relacionamento também tende a mudar ainda mais. Os homens creem no dinheiro como a única razão para viverem. Todavia, não percebem que estamos vivendo o estresse mais agudo de toda a história. E como entender? Eu pergunto. Como entender que pessoas tão modernas, com seus automóveis elétricos – e inteligentes, ainda vistam a fantasia de um senhor de escravos em lua de mel com o poder? O assédio moral exorbitou. Como compreender que se adaptaram tão bem ao mundo tecnológico das telas planas e terem as mentes tão enquadradas?

Mas temos uma grande notícia, a mudança e os tornados da pós-modernidade trouxeram a semente que está sendo plantada no solo fértil da esperança: o amor será cultivado também no ambiente de trabalho. Amor a quem? Ao próximo, porque estamos carentes de atenção, de fidelidade, de estímulo e pertencimento. O homem descobriu… ou redescobriu? Isto não importa, o que sei é que o homem chegou à feliz conclusão de que o amor impulsiona a felicidade, que é a estratégia para se tornar vencedor. Pessoas amadas, admiradas e felizes têm mais disposição e veem a vida com uma cor mais forte porque é o reflexo delas. Na realidade são felizes e essa é a maior característica que diferencia sucesso de fracasso.

A máquina humana não evoluiu como as máquinas de nosso cotidiano. Somos os mesmos, as crianças, por causa da tecnologia e das atitudes dos adultos, muitas delas não têm mais infância. Então, como serão, como agirão quando adultas? Não precisamos de gente-robô, precisamos de gente-gente que domine a inteligência artificial e não o contrário. E “ainda que falem a língua dos anjos e dos homens, sem amor nada serão”.

O vento que desarrumou tudo exigiu que lutássemos pela sobrevivência porque nas grandes catástrofes a solidariedade renasce. Portanto, acreditemos no valor do ser humano, mesmo sendo o produto mais complicado, mais complexo que foi “inventado”. Ser gente é maravilhoso e, é sendo gente que encontraremos respostas para um mundo de mais qualidade, amor, realização profissional, resultados e, consequentemente, felicidade porque creio, com muita fé, que gente feliz constrói um mundo melhor para se viver.

 

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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por Sérgio Marchetti*

Curiosos leitores, nosso avião caiu no deserto de um planeta desconhecido. Nos desintegramos e perdemos nossa bagagem cultural, identidade nacional e a Constituição federal. Quase todos os passageiros se transformaram em zumbis. E, o pior, pensam que o planeta atual é mais evoluído do que nossa antiga terra, que cultivava o amor, a verdade, a família, a honra e a honestidade – hoje relegadas e menosprezadas pelos zumbis que não se satisfazem com pouco, querendo mais poder, mais riqueza individual e mais domínio. Mas a insanidade não para por aí. Pois fazem seguidores, ativistas que, em sua demência, defendem que quem discorda deles deva ser retirado do palco da insensatez no qual assistimos a atos quixotescos. Ocorreu-me à lembrança o Pequeno Príncipe. No romance, um avião também caiu no deserto. Mas, se as lições que surgiram daquele acidente, presentes na obra, foram de iluminação, como “O essencial é invisível aos olhos . Só enxergamos com o coração” – no nosso caso, ao contrário, a queda acentuou ainda mais a velhaquice. É pena que exemplos contidos em uma narrativa plena de suavidade, inocência, profundidade psicológica e filosófica das mais ricas e inteligentes não agrade aos néscios. E as lições, por isso mesmo, não são compreendidas pelos zumbis. Ainda na brilhante obra de Antoine de Saint-Exupéry, vemos que a felicidade não contempla àquele que mais tem, mas a quem valoriza e gosta do que possui. Não é preciso ter um jardim com cinco mil rosas, se você pode encontrar tudo que precisa numa única — constatação do menino, príncipe, no citado livro. Mas a ganância não tem freios. Talvez pudéssemos sugerir a leitura para os zumbis de hoje, mas não traria mudanças. A hipnose coletiva atingiu o alvo –ou seja, as cabeças enfraquecidas — danificou as sinapses e queimou os neurônios responsáveis pela decodificação que identifica diferenças entre mentira e verdade, deixando-os dependentes de informações de terceiros que, para aqueles, sempre serão as verdades. Neste cenário de miopia coletiva, a única certeza clara e estampada é a de que, lamentavelmente, a justiça não está cega, nem a balança calibrada. A despeito de tudo, acredito, cada vez mais, que estamos nesta parte do cosmos para evoluir, e que na evolução humana não caberia tanto ódio quanto vemos sendo praticado. Creio também na afirmação de que ” você se torna eternamente responsável por aqueles que cativa” . Tenham certeza, leitores, que somente o amor, revestido da verdade, poderá nos transformar e garantir uma transcendência em paz.   *Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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por Sérgio Marchetti*

Outro dia, entre paredes que guardam mais do que arte — guardam tempo, gestos, silêncios e memórias — fui recebido por Júlio Palma na Casa Palma, no bairro da Serra. Fui não apenas acolhido, mas tocado por uma experiência rara: estar diante da história pulsante de um artista através dos olhos e da voz de seu próprio filho.

Júlio fala de seu pai, Fernando Palma, como quem segura o pincel com reverência. Suas palavras têm peso de afeto e brilho de quem viu nascer, uma a uma, as obras que hoje resistem ao tempo. Ele não apenas contou histórias; ele as reviveu enquanto falava. Em cada gesto, havia o cuidado de quem entende que preservar arte é, antes de tudo, preservar amor.

Entre tantas obras, foram as três últimas que mais me tocaram. Há algo nelas que transborda despedida e permanência ao mesmo tempo — como se o artista, já à beira do silêncio, ainda quisesse deixar suas cores firmes no mundo. Mas o que me arrebatou mesmo foram os manuscritos. Incontáveis páginas, cheias de palavras que talvez nunca tenham sido lidas por outros olhos. Páginas que respiram, que sussurram dúvidas, ideias, desejos — fragmentos de alma em estado bruto.

Naquele espaço, senti a presença do invisível. Inspiração, nostalgia, emoção. Senti que estar ali era como tocar um tempo que não é mais, porém é como se a arte tivesse o poder de manter aceso tudo aquilo que o tempo tenta apagar. E acredito que a arte tenha.

A Casa Palma não é só um lugar. É um coração que continua batendo — feito de tinta, papel, lembrança e gente. Saí de lá carregando mais do que imagens: saí com a certeza de que a arte verdadeira nunca se cala. Ela apenas muda de voz.

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

Sérgio Marchetti
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Está fazendo um mês que o engenheiro Paulo Souza Júnior, o Paulinho Souza, celebrou seu aniversário de nascimento. Ele nasceu em Araxá, cidade eterna e capital secreta do mundo, e é o filho primogênito do Senhor Paulinho e Dona Lina.

A propósito da data o engenheiro, tecladista e pianista Paulinho Souza escreveu o capítulo 75, uma pensata abordando suas percepções nesse momento da vida.

Leia esse novo capítulo, na plenitude de sua sábia maturidade, postado a seguir:

CAPÍTULO 75

Na vastidão do espaço-tempo, que a cada dia se descobre ainda maior, é que me perco ao compreender que esta nossa terra nada mais é do que um minúsculo ponto no mapa do universo. É aí, neste isolado lugar, que o espetáculo da vida se faz presente, onde todo o amor e ódio, toda riqueza e miséria, todo céu e inferno se encontram – onde toda a paixão humana arde e se exaure.

Por mais ardorosos que sejam os nossos desejos de longevidade, daqui a um século e pouco, ninguém de nós que hoje vive restará. Tal como a terra no universo, a nossa insignificância neste mundo se comprovará. Mas ao enxergar esta nossa fragilidade é impossível não reconhecer a magnitude do presente divino que é a vida e do absurdo privilégio de se saber vivo neste aqui e agora. Enquanto meu tempo não se esgota, e no mínimo instante dele que ainda me reste, será sempre a hora de agradecer o milagre do acaso, a oportunidade única, a sorte imensa de conviver com todos vocês com quem pude sentir a dor e a delícia de ser o que sou!

Paulo Souza Junior – 11-04-2025

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O Brasil visto de lado…

por Convidado 6 de maio de 2025   Convidado

por Sérgio Marchetti*

Na época da ditadura militar, Vandré escreveu, como abertura de sua música Terra Plana, os seguintes versos: Meu senhor, minha senhora/ Me pediram pra deixar de lado toda tristeza/ Pra só trazer alegrias e não falar de pobreza/ E mais: prometeram que/ se eu cantasse feliz, agradava com certeza/ Eu, que não posso enganar, misturo tudo o que vivo/ Canto sem competidor, partindo da natureza do lugar onde nasci/Faço versos com clareza, à rima, belo e tristeza/ Não separo dor de amor/Deixo claro que a firmeza do meu canto vem da certeza que tenho/ De que o poder que cresce sobre a pobreza e faz dos fracos riqueza/ É que me fez cantador.

Foi um desabafo de um artista verdadeiramente patriota! Uma forma de expressar sua indignação com o sistema vigente. Realmente, caros leitores, ainda hoje, muitas coisas nos aborrecem.

E “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”

Falta cor e energia neles. São um incentivo ao descrer, ao duvidar da bondade humana, e a ficar estarrecido com o cinismo de tantos vilões. O mundo está se transformando numa arena romana com poder, crueldade, covardia e afronta.

Sabem, quando fazemos uma brincadeira de dizer que estamos todos vendo uma camisa qualquer da cor vermelha, quando na verdade ela é azul? E aí chega uma nova pessoa no recinto e, propositalmente, fazemos a pergunta aos que já estavam presentes: — qual é a cor da camisa? E, para surpresa do que chegou agora, todos respondem que é vermelha. Naquele momento a gente sente que estão menosprezando nossa capacidade mais básica de compreensão.

Eu queria perguntar tantas coisas que não compreendo, mas não posso. Gera conflito, pois podemos ferir o “brio” e sermos mal interpretados por discordar de determinadas atitudes de quem defende a democracia atual.

Resolvi, então, abrandar minha tristeza ouvindo música boa, que só poderia ser antiga.

“Amanhã vai ser outro dia/ Hoje você é quem manda/ Falou, tá falado/ Não tem discussão, não/A minha gente hoje anda falando de lado / E olhando pro chão, viu/ Você que inventou esse estado/ E inventou de inventar/ Toda a escuridão/você que inventou o pecado/ esqueceu-se de inventar/ O perdão/”

Em minha nostalgia, busquei ainda outra música: Alegria, alegria.

“Caminhando contra o vento/ sem lenço sem documento/ no sol de quase dezembro/ eu vou…”

Já esta música, está desatualizada. Não se pode caminhar pelas ruas e parar nas praças do Brasil, sem sermos assaltados, agredidos incomodados e até expulsos pelos novos proprietários.

Mas, de repente, um alento, o jornal da TV e as propagandas políticas nos falam de um Brasil sem fome, de uma democracia com ares à frente de nosso tempo, (talvez por isso ainda não tenha sido compreendida), com recordes de impostos (que maravilha), contenção de gastos, princípios de igualdade em plena recuperação, depois de ter recebido uma administração desastrosamente sem dívidas. E, graças a Deus, não há mais miséria, nem queimadas na Amazônia, e os Yanomamis já não têm óbitos. Não é preciso mais músicas para salvar a floresta. Os cantores e artistas heróis, que com tanto ardor e amor pela pátria, defenderam aquelas matas, já podem se dedicar aos seus trabalhos com o apoio merecido da Lei Rouanet.

Agora, sem inflação, sem desemprego, cesta básica acessível, saúde para todos e com medidas severas que acabaram com a fome, e com a corrupção, conforme anunciado repetidas vezes, estamos mais tranquilos. Tanto é que CGU fechou o departamento de combate à corrupção.

Enfim, nos resta constatar e acreditar que não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe (embora demore).

 

Sérgio Marchetti

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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Glossário

por Convidado 2 de abril de 2025   Pensata

por Sérgio Marchetti*

Um menino de dez anos de idade perguntou ao seu avô o que era sabedoria. O avô, achando curiosa tal pergunta, redarguiu: — por que quer saber sobre isso?  O neto lhe respondeu que ouviu o pai de um colega falar aquela palavra. Bem, disse o avô: — na minha maneira de entender, a sabedoria é a capacidade que algumas pessoas adquirem quando suas almas, espíritos e consciência se encontram num alinhamento quase perfeito.  E o menino, interessado, quis saber se a sabedoria era um privilégio de pessoas mais velhas. E obteve a resposta de que não necessariamente, mas pessoas maduras passaram por experiências que os ajudam a conhecer e prever quando uma ideia ou alguma atitude não terá sucesso. Mas, ressaltou, alguns jovens nos surpreendem com sua sabedoria.

O jovenzinho, depois de um tempo de silêncio, disse ao avô que estava com muitas dúvidas depois daquele diálogo. — Agora, quero saber:  alma não é a mesma coisa de espírito? E índole, o que quer dizer? — Você está me deixando apertado. Vamos ver: segundo a Bíblia, alma é a personalidade individual, o seu jeito de ser, de ver a vida e conviver. Já o espírito é a parte da pessoa que está ligada a Deus, que creio, também é espírito.  — Mas e índole e caráter? — Caráter é medido pelas atitudes que as pessoas têm. O “bom-caráter” é uma pessoa verdadeira, honesta, incorruptível, justa e bondosa. E índole é bem parecido com caráter.  Na verdade, é uma qualidade do caráter. — As pessoas nascem com boa índole, vovô? Particularmente, penso que a genética pode influenciar, mas filósofos, como Durkheim, dizem que o homem é produto do meio. É um tema polêmico, mas a educação, o lugar que vive, as crenças, no meu modo de ver, podem afetar bastante — completou o avô. — E essa palavra que o senhor falou: incor…ruptível? — É quem não é corrupto, que não se vende, não engana, não rouba. É quem tem ética… — Então, interrompeu o menino, é quem não é bandido, não é!? — É mais ou menos isso, concluiu o idoso.

Ambos ficaram pensativos. Cada qual com a alma viajando pelo seu mundo que é diferente do mundo de todos. De repente, o menino lança mais uma pergunta: — o que é felicidade? —  Primeiro, vamos nos lembrar que as pessoas precisam de coisas diferentes para serem felizes. A felicidade é um estado da alma, uma maneira de ver e sentir a vida. É, como diria Milan Kundera, “A Insustentável Leveza do Ser”. É um estado de temperança, de sobriedade e de completude. Em resumo, é gostar de si mesmo. — E isso é fácil de conseguir?  — Perguntou o menino. — A felicidade é uma benção que rebemos de Deus. E Ele nos permite ver as belezas do mundo olhando para o mesmo lugar que outras pessoas olham, mas não veem o belo. Um ser humano feliz compreende quando o outro está triste. A pessoa feliz gosta das coisas que têm e não inveja a vida de terceiros. Eu não sou sábio, entretanto, quando vejo uma pessoa feliz, percebo que é bondosa, tem empatia e tem equilíbrio em sua ambição. Ser feliz é um estado permanente que enfrenta tristezas, perdas, decepções e tantos outros percalços, mas retorna ao seu estado natural. Para entender o que digo, imagine um rio seguindo seu curso. Num dia de tempestades será afetado pela enchente. Noutro dia será a seca e, depois, pelas mãos dos homens sem escrúpulos. E não para por aí, porém, mesmo com muitos obstáculos pelo seu leito, ele continua cumprindo sua missão, até que, num determinado momento, irá desaguar no mar. Uma pessoa feliz é como o rio que, sendo resiliente, aceita os percalços porque entende que fazem parte do caminho e, por ter amor no coração, encontra forças para superar as barreiras impostas pela vida. Mas, nunca se esqueça de que, de tudo, o mais importante é o amor que recebemos de Deus. E o verbo amar pode ser conjugado de várias formas, em todos tempos e com todas as pessoas do singular e do plural.

Sérgio Marchetti

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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De novo, o tempo…

por Convidado 10 de março de 2025   Convidado

por Sérgio Marchetti*

Ouvi de um amigo que, quando falamos que tempos atrás a forma de vida era melhor, muitas pessoas mais jovens não acreditam. Simplesmente dizem que é puro saudosismo e coisas de gente velha. Alguns chegam a afirmar que um mundo sem a tecnologia, jamais poderia ter sido melhor.

Também, segundo meu amigo, dizem que o desconforto de ter que sair de casa para fazer quaisquer compras, pagamentos, saques era algo desagradável.

Acredito que todos os tempos apresentem suas vantagens e possam registrar fatos inesquecíveis e maravilhosos. Mas como tudo tem um “porém”, sempre haverá coisas positivas e negativas em cada um deles.

Quanto ao fato de ter que sair de casa para realizar qualquer tarefa, realmente era, é, e será bastante cansativo. Isso além, obviamente, de ter um acúmulo de tempo perdido.

Agora, sem perda de tempo, (como dizia Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira, personagem de Dias Gomes em sua obra O Bem-Amado) “deixando os entretantos de lado e indo direto aos finalmentes”, a tranquilidade foi uma característica do passado que permaneceu por dezenas de anos, assim como a segurança. É difícil que um pré-adolescente imagine o que era sair pelas ruas na maioria avassaladora das cidades, em qualquer horário, e não ter receio nem possibilidade de ser assaltado. Também não acreditaria se disséssemos que ladrão era um ser desprezível e rejeitado pela sociedade. Não daria crédito se contássemos a ele que pessoas mentirosas eram malvistas e que, se mentissem profissionalmente ou divulgassem notícia falsa, seriam demitidos e, até mesmo, presas. E corrupção era palavra tão pouco falada que muita gente não a conhecia. Atualmente é aceita e justificada.

E a palavra de um homem? Valia mais do que quaisquer documentos assinados. É verdade, moçada! (Ah! Esqueci que a moçada não lê).

E, já que estamos no carnaval, o que vocês, estimados leitores, diriam sobre os antigos carnavais? Os jovens de hoje diriam ” nada a ver”.

Concordo plenamente. Comparados ao que vemos hoje, são absolutamente coisas distintas.

Um clube com salão, uma ou duas bandas, sambas, marchinhas carnavalescas, e algumas músicas inéditas, mesas, garçons, banheiros (nada químico), pessoas bonitas, bem vestidas (vestidas, hein!), com fantasias elegantes enfeitando o local e nossas visões. E fiquem pasmados, tinha seguranças nos protegendo de quaisquer anormalidades e acalmando os bêbedos que passavam do limite. Será que o conforto naquela situação era “nada a ver”?

Não se exaltem! Aprendi que para viver bem nesses novos tempos de falência de seriedade e da consciência crítica, devemos dar razão a todas as opiniões, gostos, religiões e ideologias. Também, conformado, cheguei à conclusão de que minha opinião não vai mudar o mundo.

Fiquei mudo, surdo e cego. Ouço barbaridades e não me manifesto se não for obrigado.

Vejo coisas que em tempos passados seriam aberrações e finjo não ver.

Confesso que nunca imaginei que adotaria os três macaquinhos que tapam os ouvidos, a boca e os olhos, porém em alguns casos é a opção mais plausível.

A experiência nos ensina a simplificar, evitar o confronto e a animosidade. A vivência nossa de cada dia nos proporciona tomar decisões mais acertadas, simplesmente porque já vimos aquele filme e sabemos o seu final. Não ficamos para trás como pensam, ao contrário, estamos bem à frente. Estamos aqui há mais tempo. Adquirimos uma visão sistêmica que as novas gerações só compreenderão, se compreenderem (?), quando se tornarem velhos cidadãos.

Talvez naquele momento descubram que somente o tempo nos permite saber que “o essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração”.

Sérgio Marchetti

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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O Relógio do Fim do Mundo

por Convidado 4 de fevereiro de 2025   Convidado

por Sérgio Marchetti*

Não é novidade ouvir falar em apocalipse. Aliás, se é algo que os veículos de comunicação não nos deixam esquecer é que há finitude para nós, individualmente, e para nosso planeta.  Conforme o sexagésimo sexto livro da Bíblia e vigésimo sétimo do Novo Testamento, podemos acompanhar a “revelação de Jesus Cristo” dada ao apóstolo João, por Deus, prevendo o fim dos tempos.

Mas, tal evento ocorreria somente se a humanidade estivesse procedendo contra os princípios divinos. Aí é que reside perigo…

Caminhando por outras veredas, existe um relógio, criado em 1947 pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, batizado de Relógio do Juízo Final (Doomsday Clock) que é um símbolo que representa o quão próximo a humanidade está de uma catástrofe global. Meia-noite simboliza o colapso civilizacional, e os minutos que restam indicam o nível de perigo. Inicialmente, o foco era o risco de uma guerra nuclear que, sem sombra de dúvida, aniquilaria o planeta. Com o tempo, outros fatores como mudanças climáticas, biotecnologia e inteligência artificial descontrolada passaram a ser considerados.

Desde sua criação, os ponteiros do relógio foram ajustados mais de 20 vezes. Em 1991, após o fim da Guerra Fria, marcava 17 minutos para a meia-noite, o mais distante já registrado. Porém, em 2023, o relógio atingiu 90 segundos para a meia-noite, o menor tempo da história. Por qual motivo? Tensões geopolíticas, arsenal nuclear crescente, pandemias e desastres climáticos.

O que mais me entristece, leitores de plantão, é que em tudo tem a mão do homem causando e acelerando, num desvario inexplicável, a destruição da terra e da vida. O relógio não é uma bola de cristal, nem prevê o futuro, mas serve como um alerta para que governos, empresas e cidadãos tomem medidas urgentes para garantir a sobrevivência da humanidade. A grande questão que fica é: seremos capazes de afastar os ponteiros do colapso ou continuaremos a caminhar rumo à destruição?

Pena que tantos órgãos, veículos e instrumentos de comunicação prefiram criar narrativas, endeusar ou destruir artistas, autoridades e personalidades, em vez de cumprirem eticamente seus papeis de informar, influenciar positivamente e de gerar programas educacionais para que os cidadãos exerçam seus direitos, e também seus deveres de preservar a terra e a vida daqueles que ainda estão por vir. Pequenas mudanças individuais e grandes decisões globais podem alterar o rumo da humanidade. O Relógio do Juízo Final nos lembra que ainda há tempo para agir, mas ele também nos alerta que a inércia e a ganância podem custar a nossa destruição.

Diante desse cenário, é essencial refletirmos sobre nosso papel nessa contagem regressiva. Será que estamos realmente atentos ao impacto de nossas ações? O que podemos fazer para que as autoridades tomem as atitudes  necessárias?

 

Sérgio Marchetti

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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por Sérgio Marchetti*

— Senhores passageiros e tripulantes da aeronave Brasil 2025, modelo A-PT 013, quem lhes fala é a comissária chefe de cabine. Favor afivelarem os seus cintos e permanecerem quietos em seus lugares. Sinto muito, mas embora meu desejo seja de que tenhamos uma boa viagem, o tempo está carregado de nuvens que indicam tempestades, raios e turbulências. O cenário não nos é favorável. Todos os instrumentos constantes do six-pack nos indicam que estamos desgovernados…

Senhores passageiros, digo, leitores, eu quero acreditar que poderemos ter um ano melhor, mesmo que os indicadores econômicos “reais” informem que a situação não está favorável. E, para isso, temos que planejar ações e reações que nos possibilitem obter sucesso em nossos objetivos. Será importante saber usar de estratégias adequadas ao momento, pois sentimentos fortes como paixão, ideologia, religião entre outras crenças podem confundir a interpretação da realidade. Como exemplo, posso citar uma equipe de futebol que, mesmo tendo um plantel fraco tecnicamente, acredita que pode ser campeã. Não estou falando do América de Minas, mas se você, leitor desportista, pensou nele, diria que acertou em sua divagação.

Voltando ao planejamento, é fundamental que conheçamos o cenário para trabalharmos com os recursos, pessoas, ferramentas e condutas corretas.

Assim, conforme prega Sun Tzu no livro “A arte da Guerra”, temos que saber quando retroceder, em que momento parar e, especialmente, quando investir sobre os inimigos e vencê-los. Não estamos em guerra, mas viver é um jogo que requer muita habilidade, perspicácia e visão apurada de cada movimento do tabuleiro.
Há exagero no meu conselho? Digo que não. Em outra oportunidade, creio que já tenha falado sobre as estratégias para sobreviver no mundo focalizando-o de forma geral. Também já utilizei da medicina para demonstrar minha tese. Um médico quando recebe sua visita, sabe que aquela pessoa está sentindo algo fora de sua normalidade física e, por vezes, mental (estes últimos não têm muita consciência de sua enfermidade). Bem, a primeira atitude para se buscar melhoria é o reconhecimento de que está doente ou de que os resultados não são aqueles que gostaria. Devo lembrar que na comparação, um país também adoece.

Nem todas as previsões de início de ano devem servir como um lugar seguro que o destino irá nos guiar. “A cigana leu o meu destino. / Eu sonhei! / Bola de cristal, jogo de búzios, cartomante…” bela música, belo ritmo, mas os instrumentos podem fazer você “dançar”. É melhor e mais resguardado analisar as tendências e fazer uma retrospectiva para comparar como tem sido a evolução de tudo que nos importa e é essencial para uma vida tranquila e saudável.

Eu gosto de poesia, de paixão, de música e de outras expressões da arte que no passado foram utilizadas como forma de protesto. Mas a engenharia da vida exige aterramento, pés firmes no chão e planejamento para plantarmos algo mais duradouro que possa se estender não só por este ano, mas por muitos anos.

 

Sérgio Marchetti

*Sérgio Marchetti é consultor organizacional, palestrante e Educador. International Certification ISOR em Holomentoring, Coaching & Advice (coaching pessoal, carreira, oratória e mentoria). Atuou como Professor de pós-graduação e MBA em instituições como Fundação Getúlio Vargas, Fundação Dom Cabral, Rehagro e Fatec Comércio, entre outras. É pós-graduado em Administração de Recursos Humanos e em Educação Tecnológica. Trinta anos de experiência em trabalhos realizados no Brasil e no exterior. www.sergiomarchetti.com.br

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