O site da Câmara dos Deputados publicou nota explicando que a Comissão de Desenvolvimento Urbano da casa aprovou, hoje, uma proposta que permite a cobrança de taxa de condomínio de imóveis que fiquem em vilas ou em ruas públicas com acesso fechado.

O projeto de lei altera o Estatuto da Cidade e, de acordo com a matéria da Câmara, permite que as prefeituras transfiram a gestão das áreas e dos equipamentos públicos para os donos das unidades que compõem esses loteamentos. Eles devem se comprometer com manutenção e custeio da área, por meio de associações de moradores, por exemplo. A proposta completa está aqui.

E assim o espaço público, a meu ver, será cada vez mais privado para a alegria daqueles que podem se apropriar e residir nesse tipo de local.

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Vale a leitura

por Luis Borges 11 de abril de 2014   Vale a leitura

Renda e reformas – Sérgio Lazzarini defende a necessidade de aliar redistribuição de renda a reformas, necessárias para sustentar os ganhos, neste artigo publicado no UOL. Segue um trecho:

A nova classe média tornou-se um extraordinário motor de consumo, mas já sabemos que os ganhos reais de salário não foram acompanhados por um crescimento correspondente de produtividade do trabalho. Somado ao já elevado custo Brasil gerado por altos impostos, burocracia e infraestrutura precárias, o resultado não poderia ser outro: perda de competitividade e dinamismo de diversos setores industriais.”

Protegem e enfeitam – as grades das janelas e portões de casas antigas de Beagá nem sempre são apreciadas por quem anda nas ruas. Foram vistas, fotografadas e catalogadas pela professora Fernanda Guimarães Goulart, da UFMG. Farão parte de um livro e DVD, que vai guardar a memória delas, já que muitas deixam de existir junto com as casas que as abrigavam. Imagens de grades e informações sobre o livro estão aqui.

Marco Civil da Internet – especialista em crimes informáticos analisa o projeto de lei, que aguarda análise no Senado Federal.

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São vinte dias passados da nova estação, que começa a se parecer um pouco mais com outros outonos. Há quem goste de enfatizar as manhãs outonais e se encantar com as cores de abril. Para quem preferir cantar as cores, uma boa lembrança é a música Roxinha, de Zeca Baleiro. Letra retirada do site Vagalume.

Roxinha

Tem gente que me chama de roxinha
Tem gente que me chama de galega
Galega roxinha
O que é que eu sou
O que é que eu sou, sei lá

Tem gente que me chama de neguinha
Tem gente que me chama de minha branca
Minha branca neguinha
O que é que eu sou
O que é que eu sou, sei lá

Tem gente que me chama de parda
Tem gente que me chama de crioula
Tem gente que me chama pela cor
A minha alma tem mais de mil cores, meu amor
Tem gente que me chama de morena
Tem gente que me chama de escura
Mistura e maravilha
Meu pai e minha filha
São como eu, mestiços, sim senhor
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1963 – Alfred Hitchcock lança o filme “Os Pássaros” nos Estados Unidos.

1968 – O estudante secundarista paraense Édson Luís de Lima Souto, 16 anos, morreu durante confronto de estudantes com a policia no restaurante Calabouço, no Centro do Rio de Janeiro.

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Parece pouco, mas já é outono

por Luis Borges 27 de março de 2014   Pensata

Ao longo dos sete primeiros dias da estação ouvi diversas saudações à chegada do Outono austral, que faz a transição entre o calor do verão e o frio do inverno.

Entendo que uma das causas de tanta expectativa está na grande seca trazida pelo veranico de janeiro e fevereiro. “Que calor!” foi a expressão do verão, servindo para reclamações por noites mal dormidas e também para justificar a procura por ventiladores, refrigeradores e afins.

Aliás, umidificadores de ar, aparelhos de ar condicionado e congêneres se tornaram ainda mais presentes nas casas e locais de trabalho, estimulando indústria e comércio, que colocaram no mercado dezenas de seus equipamentos geradores de conforto térmico.

O início do Outono trouxe muito calor, queda de temperatura no fim de semana e agora já se vive a expectativa de chuvas para os próximos dias. Mas ainda é cedo para sonhar com a estação de temperaturas amenas e frescor no ar de anos atrás. Penso que, de repente, poderemos ter mais calor, ventos, ainda alguma chuva e até frio, além do tempo seco e nevoeiros.

Embora pareça mais do mesmo, não devemos nos esquecer do preço do aquecimento global, que já estamos pagando. Preço este que enseja reflexões e denuncia nossa brutal indiferença ao assunto, confirmada pelas nossas poucas ações.

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